segunda-feira, 19 de maio de 2008

DESPERTA PARA A RENOVAÇÃO DE SUA FAMÍLIA -III-

Quando se pretende criar galinhas, qual é o primeiro passo que deveria ser dado? Comprar um manual que indicasse os procedimentos básicos: o que comem, tipos de raça, como se reproduzem, como deve ser o local da criação. Tudo para não ser pego de surpresa: ‘Ah, eu não sabia disso!’.

Para criar filhos deveríamos fazer a mesma coisa. Antes de pensar em tê-los, refletir se queremos mesmo e do que teremos de abrir mão. Como educá-los, que tipo de escola gostaríamos que freqüentassem. Se a mãe vai ou não parar de trabalhar fora. Com quem ficarão quando precisarmos sair?

Infelizmente muitos de nós não fazemos assim, e quando os filhos chegam, vêm sem manual! A simples leitura de um livro ou de revistas especializadas em bebês já tiraria muitas dúvidas sobre nossos filhos. Foi assim que fiz, tornei-me assinante de uma dessas do gênero. Um dos meus companheiros na educação de meu filho era um livro enorme, escrito por um pediatra, com o qual eu resolvia as dúvidas freqüentes.

Hoje vemos papais e mamães colocando filhotes no mundo sem o mínimo preparo, sem se importar em seguir um padrão. A maioria não consegue colocar limites, formas de amor tão necessárias para se crescer em sabedoria, estatura e graça. A falta de limites, no entanto, é prerrogativa destes tempos modernos. Davi, apesar de ser um grande rei, grande guerreiro, foi um péssimo pai: ausente, omisso, condescendente.

No caso de Adonias filho de Davi, vemos que o mesmo usurpou o trono que seria de Salomão. Davi nunca contrariou Adonias, nunca impôs limites e deu no que deu. Apossou-se de algo que não era seu e viveu sempre sobressaltado. A história não termina bem, como não terminará bem a história com nossos filhos se não o0s educarmos com limites e no temor do Senhor.

(A. P. – Extraído de Pão Diário, 2008, 09 de fevereiro).

UMA FAMÍLIA DECIDIDA

Js. 24.14-15

OBJETIVO: Trazer a cada família o desafio da consagração de servir integralmente ao Senhor.

INTRODUÇÃO: ‘A maior decisão que alguém pode ter não é o que será ou o que terá na vida, mas como viverá a sua vida’ (Golda Meyr – 1ª Ministra de Israel na década de 1970).

CONTEXTO: Josué viveu aproximadamente no ano 1250 a.C. e participou da invasão e conquista da terra de Canaã. Foi o líder que substituiu Moisés, quando de sua morte. O texto está inserido na narrativa que leva o nome de Josué, após terem dominado e controlado todas as nações ou cidades-estado que haviam na terra prometida. Josué está com aproximadamente 110 anos e sabe dos perigos do povo sair do caminho da obediência ao Deus de Israel. Sabendo que seus dias já eram avançados, reúne a liderança das tribos e os exorta para que tomem a decisão de servir a Deus.

TRANSIÇÃO: Hoje também existe o risco de alguém sair do caminho da obediência à Palavra de Deus. Quero, portanto refletir sobre o tema: UMA FAMÍLIA DECIDIDA.

I – UMA FAMÍLIA DECIDIDA ASSUME ABANDONAR AS PRÁTICAS ANTIGAS.

a – Josué também estava sob uma cultura contaminada.

1. Deuses do passado.
1.1 – Deuses dos caldeus.
a) Adrameleque = ‘Adar é rei’. Adorado a noroeste da Mesopotâmia e exigia-se o sacrifício de crianças no fogo.
b) Anameleque = ‘Anu é rei’. Deus babilônico que também exigia sacrifício de crianças no fogo.
c) Aserá ou Aserim (Santidade ou Santa) = deusa representada despida, montada num leão. Era uma prostituta divina adorada num ambiente de prostituição sagrada.
1.2 – Deuses do Egito.
a) Josué pode ter sido um guerreiro nos exércitos de Faraó, e teve o trabalho de organizar o exército de escravos hebreus, por isso conhecia a realidade dos deuses do Egito e suas práticas decorrentes, bem como a influência de tais deuses e tais práticas no meio do povo de Israel.
b) Havia uma diversidade:
• Animais: Boi, crocodilo, sapo, falcão, babuíno, musaranho, cão, lobo, chacal, gato, leão, hipopótamo, carneiro, vaca, gavião, ganso, abutre, serpente.
• Sol, Lua e Estrelas.
• Trovão, Relâmpagos, Vulcões.
• Espíritos de mortos ou outros espíritos.
c) Diversas modalidades de adoração e envolvimentos com superstições, auto-flagelos, medos e terrores.

2. Deuses do presente.
1.1 – Deuses dos amorreus.
1.2 – A adoração dos amorreus, denominação generalizada dos povos cananeus, era provida de sacrifícios com a queima de crianças e virgens, de atos de adoração com prostituição e imoralidades, bebedices e glutonarias e outros vícios degenerativos da moral, da ordem e da saúde.

b – Josué discernia os males oriundos dos outros deuses.

1. Seguir a deuses não é mera religiosidade metafísica, mas é assumir práticas que determinam comportamentos.

2. Práticas e comportamentos assumidos como conseqüência de servir outros deuses seja do passado ou do presente, trazem males em todos os seguimentos do relacionamento e da existência humana.

3. Alguns males oriundos da prática de servir a outros deuses:
3.1 – Deuses de Ur.
a) Idolatria.
b) Grosseira superstição, pois seguiam astros e corpos celestes.
c) Imoralidade.
3.2 – Deuses do Egito.
a) Idolatria.
b) Desapego e desafeto familiar, visto que certos deuses exigiam sacrifícios humanos, como a queima dos próprios filhos.
c) Imoralidade.
d) Vícios.
e) Doenças.
f) Desordem e caos social.

c – Josué resolveu abdicar de qualquer suposta vantagem.

1. Josué se chamava Oséias, que significa ‘salvação’.
1.1 – O nome de Josué significa ‘Yahweh é salvação’.
1.2 – Foi-lhe dado por Moisés (Nm. 13.16).

2. Josué foi um ‘tipo’ de Cristo, pois conduziu o povo a uma nova qualidade de vida na terra prometida.

II – UMA FAMÍLIA DECIDIDA ASSUME ABRAÇAR OS PRINCÍPIOS DE DEUS.

a – Josué teve discernimento dos valores dados por Yahweh.

1. Josué saiu do Egito ainda jovem e foi um braço direito para o trabalho do libertador Moisés.

2. Acompanhou toda a trajetória do povo hebreu nos quarenta anos pelo deserto e aprendeu o temor ao Senhor, sendo um dos espias que foram fazer reconhecimento na terra de Canaã, e juntamente com Calebe herdou a terra.

3. Pelo seu temor e obediência ao Senhor, foi designado sucessor de Moisés e grandemente usado na conquista e distribuição da terra prometida.

b – Josué assumiu a decisão de seguir e servir ao Senhor.

1. Josué estava aqui com 110 anos de vida. Certamente já se passaram muitos anos desde que entraram na terra prometida.

2. Como estrategista e observador Josué tomou conhecimento da prática de vida dos povos a volta de Israel em sua nova terra.

3. Observou os riscos de Israel se enveredar nas práticas e padrões de comportamento que tinham esses povos pagãos.

4. Observe sua exortação em Js. 23.6-7: ‘Por isso se esforcem para obedecer fielmente a tudo o que está escrito no Livro da Lei de Moisés. Não desprezem nenhuma parte desta Lei para que assim não se misturem com esses povos que ainda vivem entre vocês. Também não falem os nomes dos seus deuses, nem jurem por eles; não os adorem, nem se curvem diante deles’.

5. Josué era conhecedor de todos os cultos e divindades do Egito e de outros povos a sua volta.

6. Josué fez sua escolha, baseado no temor de Deus e nos valores transformadores que o conhecimento de Deus lhe conferiu: ‘Eu e a minha casa serviremos ao Senhor’ (Js. 24.15).

III – UMA FAMÍLIA DECIDIDA NOS DEIXA UM DESAFIO E UM EXEMPLO COMO LEGADO.

a – É possível sermos cristãos sem abraçarmos esse legado.

1. Josué e sua família é exemplo de decisão ao serviço de Deus para cada família cristã; contudo é possível sermos cristãos sem abraçarmos este legado.

2. É possível uma família ser cristã e não servir ao Senhor?
2.1 – É possível quando vivemos nossa relação com Deus baseados apenas nos conceitos da religião e não em um relacionamento pessoal através de Cristo Jesus.
2.2 É possível quando nos associamos aos pensamentos e práticas da sociedade que está a nossa volta, corrompida pelo pecado.
2.3 – É possível quando não fazemos distinção entre Deus em sua revelação e outras formas de culto e aproximação como se o ecumenismo profano fosse uma forma de nos aproximar de Deus.
2.4 – É possível quando não assumimos nossa diferença diante do mundo: ‘não se misturem com esses povos que ainda vivem entre vocês’ (Js. 23.7).

3. Seguir o exemplo de Josué e sua família certamente redundará em muitas bênçãos em sua vida e em sua família.

b – É possível prestar desserviço ao invés de serviço.

1. ‘Eu e a minha casa serviremos ao Senhor’ – disse Josué.
1.1 – Servir ao Senhor não é meramente ser religioso.
1.2 – Servir ao Senhor não é meramente freqüentar uma Igreja.
1.3 – Servir ao Senhor é se envolver em todas as práticas decorrentes de seus valores e mandamentos revelados em sua Palavra.

2. Pode uma família prestar um desserviço a Deus?
2.1 – Quando limita seu relacionamento com Deus às raias da religiosidade.
2.2 – Quando o comportamento e prática de vida estão divorciados e dissociados do culto, pois se pode prestar um belo culto externo quando o coração está longe de Deus.
2.3 – Quando não damos testemunho digno de Deus.

3. Pode uma família prestar um desserviço à Igreja a qual congrega?
3.1 – Quando vive apenas no âmbito da religiosidade.
3.2 – Quando se comporta apenas como espectador e não como integrante do corpo local.
3.3 – Quando não se dispõe ao envolvimento e participação suprindo necessidades de serviços locais.

CONCLUSÃO: ‘E agora, José?’ – pergunta Josué.
‘Eu e a minha casa’.
Você ou sua família já fez a escolha de Josué (vs. 15)?
Sua família (ou você) tem sido fiel a escolha de servir ao Senhor?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

DESPERTA PARA A RENOVAÇÃO DE SUA FAMÍLIA -II-

Com o triste e inaceitável ‘Caso Isabela’ na mídia o tempo todo neste mês que passou, ficamos sabendo muitas coisas novas. Cerca de 70.000 crianças no Brasil são espancadas todos os anos. Destas, cerca de quatro mil morrem.

O que está acontecendo com as famílias? Pensamos que estes fatos são novos e nos assustamos. Ledo engano o nosso. Espancamento e mortes acontecem desde que a primeira família existiu. É só voltar para as páginas da Bíblia e se verá casos e mais casos assim.

A família, esta instituição de Deus que foi criada para ser um ninho acolhedor, desde que entrou o pecado no mundo, tornou-se um ninho de cobras. Muitas vezes o lar se torna ambiente para maus tratos, para estupros, para opressão e repressão, para incestos e muitos outros tipos de dor e sofrimento. ‘Lar, doce lar’? Infelizmente, muitas vezes a família está longe de poder pendurar esta plaqueta na porta, ou ostentá-la como plaqueta no jardim da frente, ou num vaso na área de entrada da casa!

Graças a Deus pela ‘graça comum’! O que é isto? É a ação bondosa e preservadora de Deus sobre a humanidade. Por isso, ainda temos lares que são ninhos de amor. A ‘graça comum’ capacita a pessoas a viverem ainda dentro da sombra da imagem e semelhança de Deus, atingida pelo pecado na Queda da primeira família, nossos primeiros pais.

Quando o Evangelho alcança uma família, a mesma é potencializada de forma especial para vivenciar os princípios de Deus e assim ser, de fato, um ninho que acolhe. Seu lar tem se tornado, cada vez mais, um lugar acolhedor? O marido, a esposa, os filhos, têm o maior prazer em voltar para casa, porque lá, sabem que serão amados e acolhidos?

Que o Senhor abençoe o seu lar!

Rev. Emiliano.

A FAMÍLIA DEVE SER NINHO QUE ACOLHE


II Tm. 1.3-5

OBJETIVO: Incentivar cada família a ser um ninho acolhedor, seja no âmbito emocional e relacional, seja no âmbito da fé visando a formação da família nos caminhos do Senhor.

INTRODUÇÃO: O Salmo 27.10 afirma que pode haver famílias não acolhedoras. ‘Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá’. Aqui e ali temos visto mães que abandonam seus pequeninos recém nascidos. Aqui e ali temos visto famílias que maltratam seus filhos.

CONTEXTO: As Cartas Pastorais foram escritas no fim do ministério do Apóstolo Paulo, pelos idos dos anos 64 ou 66 d.C. com a intenção de orientar e fortalecer os pastores da região da Ásia.

TRANSIÇÃO: Quero refletir nesta oportunidade sobre o seguinte tema: A FAMÍLIA DEVE SER NINHO QUE ACOLHE.

I – A FAMÍLIA COMO NINHO QUE ACOLHE PROMOVE HERANÇA DE FÉ E TEMOR NO SENHOR.

a – A fé foi uma herança viva passada na família de Timóteo.

  1. Timóteo era filho de pai grego (pagão) e de uma mãe judia, e fora criado sob a forte influência de sua mãe e de sua avó, onde a fé foi transmitida como herança valiosa.

1.1 II Tm. 1.5Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe, Eunice, e estou convencido de que também habita em você’.

  1. Paulo aponta para o fato de que Timóteo sabe as sagradas letras desde a infância e que estas lhe apontavam o caminho da salvação e da vida eterna.

2.1 II Tm. 3.15 ‘... desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus’.

b – A família é o depositário da fé para as gerações que virão.

  1. A experiência de formar ou degenerar a fé tem seu melhor ambiente na infância.

1.1 Ilustração: ‘Os livros que compõem a trilogia intitulada ‘Fronteiras do Universo’, escritos por Philip Pullman, e publicados em 1995, já possui o seu primeiro volume transformado em filme que recebeu o mesmo nome do livro: ‘A Bússola de Ouro’ (ou Os Reinos do Norte, em Portugal). A grande ênfase dada na trilogia e no filme é saga da morte de Deus e de ter se tornado um ser desnecessário[1].

  1. Transmita a herança da fé em sua família.

2.1 Pr. 22.6Ensina a criança no caminho em que deve andar’.

2.2 – Ensinar a criança não é meramente apontar o caminho, mas andar no caminho com a mesma para que aprenda na prática.

  1. Pais, não esperem seus filhos crescerem para perceber a importância da Palavra de Deus na vida deles.

3.1 – Assuma ensiná-los.

3.2 – Assuma andar com eles no caminho.

3.3 – Seja exemplo e padrão para seus filhos.

  1. Mesmo os adultos podem ser educados ou reeducados nos fundamentos da Palavra de Deus e ter seus valores e procedimentos moldados, mudados e transformados conforme a vontade de Deus.

II – A FAMÍLIA COMO NINHO QUE ACOLHE PROMOVE UM TESTEMUNHO QUE SE ESPALHA.

a – Não existe verdadeira fé divorciada de verdadeiro testemunho.

  1. Salvação para o apóstolo Paulo não é um mero ato de fé que lhe garante a entrada no Reino de Deus, mas é um processo de transformação na vida daquele que verdadeiramente crê em Cristo Jesus.

1.1 – O poder do Evangelho na vida de Timóteo se mostra evidente.

1.2 At. 16.2 ‘... dele davam bom testemunho os irmãos em Listra e em Icônio’.

  1. Timóteo vivia sua fé de modo tão prático e real que seu comportamento indicava o tipo de compromisso que havia assumido com Jesus.

b – O testemunho cristão não é automatizado na conversão.

  1. Paulo escreve para Timóteo demonstrando que a Escritura pode moldar o caráter de quem nela é treinado.

1.1 II Tm. 3.16-17Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra’.

  1. Ter um testemunho coerente com o Evangelho de Jesus não é algo que se mecaniza pelo simples fato de se tornar membro de uma Igreja ou mesmo de se passar pela verdadeira experiência da conversão.

  1. Ter um testemunho coerente com o Evangelho de Jesus é fruto da formação e desenvolvimento do caráter baseado nos princípios e valores deste Evangelho.

III – A FAMÍLIA COMO NINHO QUE ACOLHE PROMOVE A DISPOSIÇÃO MISSIONÁRIA.

a – Cada família cristã é uma família missionária.

  1. Percebemos o ardor pela causa de Cristo presente na família de Timóteo narrado em poucas linhas, seja no texto de Atos, seja nas cartas do apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo.

  1. Uma família como ninho que acolhe é uma família que forma também o vigor e a participação da família nas causas do Evangelho.

  1. Ser família missionária não se manifesta apenas em ir ou enviar um dos seus para um lugar distante, mas sim ser uma família que sempre está pronta a comunicar pela vida e pela palavra as verdades do Reino de Deus.

b – Uma família como ninho que acolhe vive o amor em ação.

  1. Uma família como ninho que acolhe vive o amor em ação dentro do convívio do lar através de relacionamentos saudáveis e restauradores.

1.1 – É natural que haja situações de diferenças e até mesmo de atritos entre os partícipes da família, porém sempre haverá lugar para o perdão e para a restauração.

1.2 – A família cristã como ninho acolhedor não é aquela onde não existem falhas, mas aquela onde as falhas são corrigidas.

  1. Uma família como ninho acolhedor vive o amor em ação nos relacionamentos externos abençoando todos aqueles que passam pelo seu convívio.

2.1 II Co. 2.14-15Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo’.

CONCLUSÃO: Não basta apenas sermos famílias.

É necessário sermos famílias que sejam verdadeiros ninhos que acolham e agasalhem.

Num primeiro momento a família acolhe os seus.

Num momento mais lato a família acolhe qualquer pessoa ao seu alcance com o intuito de conduzí-la ao conhecimento salvador e transformador do Evangelho de Jesus Cristo.

Implemente em sua família este ambiente de ninho acolhedor.



[1] http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/368

segunda-feira, 5 de maio de 2008

DESPERTA PARA A RENOVAÇÃO DE SUA FAMÍLIA -I-

A família é a mais fundamental das relações humanas. A família é uma instituição de Deus criada para ser bênção à humanidade. Em nosso mundo de hoje em dia, vemos famílias atormentadas pelo conflito e arrasadas pela negligência e o abuso. O divórcio tornou-se prática comum, até mesmo no conceito de muitos cristãos. Homens e mulheres estão fugindo de seus papéis dados por Deus. Pais que não têm nenhuma idéia de como preparar seus filhos estão perturbados pelo conflito com os mesmos. Muitos outros simplesmente negligenciam a responsabilidade e deixam os filhos sem qualquer cuidado.

Muitos lares, hoje em dia, já não podem mais usar a frase "Lar, Doce Lar", pois não há nada doce ou seguro num lar onde há o abuso, a traição e o abandono. Tantos lares cheios de tragédias e infelicidades.

A construção de lares sólidos não acontece por pura sorte. Somente pelo retorno ao padrão de Deus para nossas famílias poderemos começar a entender as grandes bênçãos que ele preparou para nós em lares construídos sobre a rocha sólida da sua palavra.

Se você tem dificuldade com um aparelho recém adquirido, logo então você percebe que não leu devidamente o Manual do Usuário. O fabricante que o escreveu, sabe mais sobre o aparelho do que você. Leia o manual para resolver o problema.

Quando vemos tantos problemas nas famílias de hoje, só faz sentido que nosso Criador, que escreveu o "Manual do Usuário", sabe mais a respeito da família do que nós. Precisamos ler o Manual, a Bíblia. O alvo de Deus é que cada família seja uma bênção à humanidade.

A FAMÍLIA É UMA BÊNÇÃO DE DEUS À HUMANIDADE

Sl. 128

OBJETIVO: Ensinar que a família é projeto de Deus como fonte de bênção para a humanidade.

INTRODUÇÃO: Relacionamentos, perdas, diálogo, trabalho, adolescência, sexualidade, orientação profissional, drogas, finanças e tantas outras questões importantes dizem respeito à convivência familiar. A família está cercada de problemas e desafios. Como ser uma família abençoada e abençoadora?

CONTEXTO: Este Salmo faz parte de um conjunto de salmos que se cantavam nas escadarias do templo de Jerusalém, em dias festivos do povo judeu, invocando as bênçãos de Deus.

TRANSIÇÃO: Crises e problemas já fizeram ou fazem parte da história de sua família? A solução está no projeto de Deus para a família. Quero refletir nesta oportunidade sobre o tema: A FAMÍLIA É UMA BÊNÇÃO DE DEUS À HUMANIDADE.

I – O PROJETO DE DEUS PARA A HUMANIDADE PREVIU A BASE DA SOCIEDADE NA FAMÍLIA.

a – A família seria a Célula Máter da sociedade.

  1. Quando o Criador traz a humanidade à existência, Ele o faz através da instituição da família.

1.1 Gn. 1. 27-28Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra’.

1.2 – A tarefa de multiplicar, encher a terra e administrar toda a criação de Deus foi dada, a priori, à família.

  1. A família seria a base sobre a qual a existência e as relações humanas se realizariam atingindo a mais alta qualidade em todos os níveis.

b – A família seria abençoada na comunhão com o Criador.

  1. Uma vez criada a família como Célula Máter da humanidade, ‘Deus os abençoou’.

1.1 – Para todas as coisas criadas repete-se o refrão da aprovação de Deus dizendo: ‘E viu Deus que isto era bom’.

1.2 – Para a humanidade criada com base na família apresenta-se o mesmo refrão da aprovação de Deus com maior amplitude e significado: ‘E viu Deus que isto era muito bom’.

  1. Gênesis ensina que o Senhor Deus estava presente com esta família todos os dias de maneira pessoal e imanente.

  1. A família sendo saudável redundaria numa humanidade saudável e abençoada.

II – O PROJETO DE DEUS PARA A HUMANIDADE PREVÊ FAMÍLIAS ABENÇOADORAS.

a – Após a Queda a família ainda é a Célula Máter.

  1. Uma vez acontecido o pecado naquela primeira família, a Célula Máter, toda a humanidade se tornou pecadora.

  1. A família, atingida pela corrupção do pecado enfraquece-se em sua relação com Deus uns com os outros.

2.1 – A comunhão com o Criador é quebrada, pois Deus, em sua santidade, não pode conviver com o pecador. Deus os expulsa do Jardim do Édem.

2.2 – A comunhão entre os pares foi afetada e agora culpavam um e outro pelo pecado.

2.3 – Atritos, brigas e mortes vão se tornando realidade na vida humana devido a entrada do pecado e a perda da comunhão e intimidade com o Criador.

  1. Embora atingida pelo poder e corrupção do pecado, a família ainda é a Célula principal da sociedade humana e ainda reflete a imagem do caráter do Criador.

b – Após a Queda a família ainda é abençoa na comunhão.

  1. A mensagem da Bíblia guarda a chave da porta do Édem.

1.1 – Deus nos amou de tal maneira que providenciou nosso retorno à comunhão com Ele.

1.2 – Jesus é a porta de acesso à comunhão com o Deus criador.

1.3 – É preciso receber Jesus como seu Salvador pessoal, pois Ele é a porta.

  1. O Salmo 128 demonstra que a família que teme ao Senhor, o leva a sério, cultiva com Ele comunhão e busca fazer sua vontade, é abençoada.

2.1 Sl. 128. 1-2Como é feliz quem teme o Senhor, quem anda em seus caminhos! Você comerá do fruto do seu trabalho, e será feliz e próspero’.

  1. Quando a família, seja toda ou parcial, é restaurada à comunhão com o Deus criador, a bênção de Deus é derramada numa nova perspectiva.

3.1 – Sua esposa não será uma adversária que disputa com o marido, antes é comparada àquela que produz todo tipo de bons frutos.

a) Sl. 128.3a ‘Sua mulher será como videira frutífera em sua casa.

3.2 – Os filhos não serão apenas um peso e problemas a serem geridos, mas serão vida e alegria.

a) Sl. 128.3bSeus filhos serão como brotos de oliveira ao redor da sua mesa’.

c – Após a Queda a sociedade ainda é abençoada na família.

  1. Uma família abençoada é uma família abençoadora.

1.1 – É o que Deus espera de você!

1.2 – É o que Deus espera de sua família!

  1. Deus quer abençoar a sociedade através da família.

2.1 – Vemos todos os dias desgraças nos meios de comunicação envolvendo famílias.

a) Ilustração: ‘Caso Isabela[1].

b) Ilustração: ‘Caso de Elisabeth Fritzl, em Amstetten, na Áustria, seqüestrada pelo pai Josef Fritzl, que a engravidou várias vezes[2].

2.2 – Mais que nunca a família precisa estar dentro da comunhão com Deus para ser abençoada e ser abençoadora na sociedade e para uma sociedade melhor.

2.3 Sl. 128. 4Assim será abençoado o homem que teme o Senhor!’.

  1. O Salmista fala de ver a prosperidade da nação, a partir da bênção e da prosperidade derramada sobre a família.

3.1 Sl. 128. 5-6Que o Senhor o abençoe desde Sião, para que você veja a prosperidade de Jerusalém todos os dias da sua vida e veja os filhos dos seus filhos. Haja paz em Israel!’.

  1. Se a família é alcançada com a comunhão e restauração proposta em Cristo, teremos uma sociedade transformada e abençoada com valores que darão uma nova qualidade e novo nível de vida à humanidade.

CONCLUSÃO: Sua família pode ser melhor!

Sua família pode ser uma bênção!

Este é o projeto de Deus para sua família no meio de nossa sociedade corrompida.



[1] (http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/30/caso_isabella_ciume_foi_motivacao_do_crime_diz_policia_1292555.html).

[2](http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI2858064-EI8142,00.html).

sexta-feira, 2 de maio de 2008

RELACIONAMENTOS INTENCIONAIS NUMA IGREJA INTENCIONAL

A Igreja é um povo com uma intenção!

Pode-se dizer, sem muitos receios que boa parte dos cristãos de nossos dias não olha para a Igreja, seja ela local ou universal, como um corpo que existe com um propósito definido; contudo é preciso que nos voltemos para o cabeça da Igreja, Cristo, para conhecermos qual a sua intenção ao criá-la.

Fica claro no contexto bíblico que a Igreja existe com uma intenção específica, detalhada, e ao mesmo tempo sumarizada nas palavras do apóstolo Pedro: ‘Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz’ (I Pe. 2.9).

Um dos mitos que vivemos hoje por muitos cristãos é o mito da responsabilidade corporativa versus reponsabilidade individual. A responsabilidade de proclamação é do corporativo, institucional – diz o mito, enquanto a responsabilidade do indivíduo é manter a instituição, seja moral, estrutural ou financeiramente.

Urge que cada cristão aprenda que para se alcançar o fim último da Igreja se torna necessário que o indivíduo estabeleça relacionamentos intencionais com pessoas de fora. Acabou o tempo de se dicotomizar a vida num dualismo doentio platônico que tanto mau tem causado à Igreja. A visão de que existe material versus espiritual é danosa e em nada contribui para o cumprimento da missão da Igreja. Para o cristão tudo é espiritual. Assim, seus relacionamentos e amizades com o mundo que o cerca fazem parte de uma atividade espiritual e precisam ser vividos com a intenção de tornar o senhorio de Cristo verdadeiro sobre essas áreas ou pessoas tangentes.

Cristo é senhor no ambiente de trabalho? Cristo é senhor no lazer? É senhor na família? Como a maneira de se relacionar com estas áreas da vida influenciam a manifestação do senhorio de Cristo?

Como afirma o Pr. Raimundo F. Oliveira: ‘Devemos lembrar que a Igreja é a soma da consagração ou dos defeitos do seu povo; por isso uma Igreja nunca estará em melhores condições do que estarão os seus membros individualmente’.

A Igreja só cumprirá sua missão a partir de sua intenção em de fato cumprí-la, e só terá uma intenção corporativa à medida que cada membro tenha também a mesma intenção.

Relacione-se com o mundo! Viva a vida! Aproxime-se de pessoas e sistemas com a intenção de Cristo! Não adiante o discurso antes da prática. Não pregue acerca do Evangelho, viva o Evangelho! Não apenas fale sobre valores, viva os valores. Com essa intenção vivenciada em cada cristão, a Igreja, in totum, será intencional. Nesta perspectiva de vida, as pessoas que cercam o cristão ou a Igreja pararão para ouvir sua proclamação e anúncio. Aí está a intenção potencializada e atingindo o fim!

Rev. Emiliano.