segunda-feira, 27 de abril de 2009

QUE ATITUDES PRECISO ASSUMIR PARA QUE TENHA UM TESTEMUNHO INTENCIONAL?

II Re. 5.1-19


OBJETIVO: Desafiar os membros a envolver-se em relacionamentos intencionais com não cristãos.

INTRODUÇÃO: Anônimos têm mudado a história do mundo.
a) A derrubada dos muros de Berlim.
b) 11 de setembro.

CONTEXTO: Por volta do ano 851-842 reinou em Israel o rei Jorão. Este era o segundo filho de Acabe, visto que o primeiro, filho, o rei Acazias, reinou e morreu sem deixar filhos que o sucedesse. Era um período de um reino enfraquecido, política e militarmente e, por isso sempre oprimido por invasões e dominações dos reinos vizinhos. Aqui temos a história de uma menina anônima que só tem 18 palavras registradas na Bíblia, mas que mudou a história de um general e, conseqüentemente a história do reino da Assíria.

TRANSIÇÃO: Posso também ser um agente de transformação na vida de pessoas ou do mundo? Quero propor respostas através do seguinte tema: QUE ATITUDES PRECISO ASSUMIR PARA QUE TENHA UM TESTEMUNHO INTENCIONAL?



I – EU QUERO SER UMA PESSOA SEM AMARGURA.

a – A menina anônima de Israel tinha tudo para ser amargurada.

1. Ela perdeu.
1.1 – A família.
1.2 – O lar.
1.3 – O nome.
1.4 – A liberdade.
1.5 – A comida.
a) Perder a comida que se gosta e ter que comer outro tipo é terrível.
b) O Rev. Jeremias Pereira esteve na Coréia e lá comeu carne de cachorro. Quando soube quase passou mal.

2. Reclamar não cura o seu coração.
2.1 – A menina aprendeu esta lição certamente na comunhão que possuía com seu Senhor e Deus.
2.2 – Esta é uma lição que precisamos aprender se quisermos ter um testemunho que toca na vida de outros.
2.3 – Fp. 2.14 ‘Fazei tudo sem murmurações nem contendas’.

3. Se fosse algum de nós, ela teria desejado que a lepra pegasse a todos da casa de Naamã.

b – O coração alegre contagia outros.

1. Pr. 15.13 ‘O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate’.

2. Para sermos pessoas de um testemunho intencional precisamos aprender viver de maneira alegre apesar das situações.

II – EU QUERO SER UMA PESSOA CHEIA DE FÉ.

a – A menina anônima era uma pessoa de fé.

1. Mesmo em meio a tribulação, perdas e dominação que a levou a uma condição de escrava e serviçal, aquela menina se mostrou útil aos seus patrões e pôde manifestar sua fé:
1.1 – ‘Tem um Deus em Israel’.
1.2 – Muitos, na tribulação, esquecem-se de Deus e querem morrer.
1.3 – Três pessoas na Bíblia pediram para morrer:
• Moisés.
• Elias acovardado diante de uma rainha.
• Jonas depois que a planta que lhe fazia sombra morreu.
1.4 – Não se esqueça de Deus.

III – EU QUERO SER UMA PESSOA CHEIA DE COMPAIXÃO.

a – Compaixão era uma característica da menina anônima.

1. II Re. 5.3 ‘Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria’.

b – Só pessoas cheias de compaixão evangelizam.

1. Só uma Igreja cheia de compaixão evangeliza.

2. Depois de convertidos e aculturados dentro do padrão da denominação, o crente, em muitos casos se torna insensível para com a condição de perdidos dos outros.

3. Precisamos guardar bem nossas tradições cristãs, mas romper com o tradicionalismo que nos aprisiona a conceitos e práticas que nos impedem de alcançar outros para o Reino de Deus em Cristo Jesus.

IV – EU QUERO SER UMA PESSOA DOADORA.

a – Coração doador é imprescindível para a evangelização.

1. Essa menina anônima deu uma informação que valia uma fortuna.
1.1 – Transformando os valores de lá para cá:
a) 428 Kg de prata = .
b) 85 Kg de ouro = .
c) 10 vestes festivais = R$15.000,00.

b – A que estamos aqui?

1. A Igreja brasileira precisa aprender a ser doadora.
1.1 – Trabalho e dons na Igreja.
1.2 – Dinheiro: ‘Troque o cachorro pelo missionário’.
1.3 – Grupos que mais consomem no Brasil:
• Mulheres.
• Crianças.
• Cachorros.

2. A liderança da Igreja deve ser a primeira a ter um coração doador, se quisermos que a Igreja aprenda a fazer o mesmo.

3. ‘Quando a liderança vai na frente as águas se abrem’ (Rev. Jeremias Pereira).

4. Se a Igreja tem líderes que não colocam o compromisso com a causa de Cristo em primeiro lugar sempre correremos o risco de sermos uma Igreja fria e sem paixão.

V – EU QUERO SER UMA PESSOA INFLUENCIADORA.

a – Assumindo uma atitude de influência intencional.

1. A menina influenciou intencionalmente.

2. Depois de um certo tempo de observação e de reconhecimento do terreno daquela casa, que a menina se dispôs a causar influência.

3. Ela poderia ter ficado calada toda a vida, mas, conhecendo o seu Deus e sabendo do seu amor e compaixão, não se conteve e, intencionalmente abriu sua boca para falar de seu Deus.
3.1 – II Re. 5.3 ‘Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria’.

b – Não podemos nos dar ao luxo de não influenciar.

1. É importante o testemunho verbal para com os não cristãos?

2. ‘Eu só vivo e não falo’ – O máximo que pode acontecer é os amigos acharem que você é um espírita.

3. Já pensou em se aproximar de vizinhos ou pessoas próximas no trabalho ou escola com intenções evangelísticas?

4. Você tem tido essa experiência?

VI – EU QUERO SER UMA PESSOA MISSIONÁRIA.

1. A maior lepra da vida é o pecado. Deus ainda pode curar esse mal?

2. Como Deus faz isso?

3. Como posso participar do processo de cura na vida de outros?


CONCLUSÃO:

Você deseja estar numa Igreja evangelizadora?
Você deseja estar numa Igreja viva, dinâmica?
Você deseja estar numa Igreja que faz diferença para a cidade ou sociedade onde está inserida?
A Igreja começa a mudar quando cada crente muda!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

RISCOS E COMPROMISSOS COM O SUSTENTO DA CAUSA DE DEUS.

I Re. 17.8-16


OBJETIVO: Levar os cristãos à compreensão de que o Reino de Deus é prioridade sobre qualquer investimento humano e que o cristão deve ser fiel.


INTRODUÇÃO: Igrejas em nossos dias se tornaram um excelente meio de comércio e de levantamento de fortunas. Se tornaram comum a respeito das Igrejas brincadeiras jocosas como: ‘Pequenas Igrejas, grandes negócios’ ou ‘Jesus é o caminho, as Igrejas são pedágios’.
Apesar da dificuldade que o tema propõe, o cristão precisa ter clareza do porque contribuir para o Reino de Deus. A necessidade do Evangelho no mundo justifica o meu desprendimento e exige de minha Igreja o investimento em ações que redundem em evangelização eficiente e transformadora.


CONTEXTO: Contexto de Elias confrontando-se com Acabe, um rei que desviara os filhos de Israel para adorarem a Baal.
Elias fora chamado para pregar arrependimento e vida em YHWH.


TRANSIÇÃO: Qual a relação desta história com a questão do sustento da obra de Deus? Quero vos falar nesta oportunidade, utilizando-me de pontos análogos da história desta viúva, sobre RISCOS E COMPROMISSOS COM O SUSTENTO DA CAUSA DE DEUS.




I – A QUESTÃO DA CONTRIBUIÇÃO É ORDEM DE DEUS PARA O SEU POVO.

a – Onde está a ponta da meada?

1. Onde a Bíblia começa a falar da prática do sustento para com a obra de Deus?

2. O assunto é introduzido de modo tão natural na história de Abrão (Gn. 14.20) como se fosse uma prática muito antiga entre os que temiam a Deus.

3. É possível que remonte a tempos edênicos onde Deus, certamente deu algumas prescrições de culto e liturgia à Adão e sua família. Senão, onde Abel e Caim aprenderam sobre cultos e sacrifícios?

4. Encontraremos muitas outras religiões da antiguidade com prática semelhante para sustento de seus cultos.

b – É ordem de Deus.

1. Deus comissiona Elias para sair de onde estava e ir para Sarepta, um povoado que ficava às margens do Mediterrâneo, entre as cidades de Tiro e Sidom, afirmando que ali haveria quem o sustentaria.
1.1 – I Re. 17.9 ‘... ordenei ... que te sustentes ...’.

2. A questão da contribuição para a causa do Reino de Deus insurge-se numa determinação do próprio Deus.

c – Um relance sobre a questão ao longo da Bíblia.

1. No período patriarcal.
1.1 – Abrão dava o dízimo (Gn. 14).
1.2 – Jacó se compromete a dar o dízimo (Gn. 28.22).

2. No período mosaico e monarquia.
2.1 – Lv. 27.30 ‘Todos os dízimos do campo, do fruto das árvores, ..., são do Senhor, são santos ao Senhor’.
2.2 – Pr. 3.9 ‘Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda’.

3. No período pós-exílico.
3.1 – Ml. 3.10 ‘Trazei todos os dízimos à Casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa’.

4. No NT em geral.
4.1 – O NT não traz um tratado elaborado sobre dízimos e sustento visto já ser matéria ensinada no VT.
4.2 – O cristão maduro, ciente dos desafios do Reino de Deus, investe no sustento do trabalho cristão, no afã de ver a glória de Deus no progresso da pregação do Evangelho e da expansão do Reino de Deus através da conversão de não crentes e na transformação da sociedade através dos valores e princípios de Cristo no mundo.
4.3 – O cristão maduro sabe que a questão da contribuição não é ponto facultativo ou opcional, mas sim ordem de Deus para o sustento e avanço de seu Reino.

5. Deus ordenou àquela viúva que sustentasse ao profeta Elias como o representante imediato de seu Reino.


II – O REINO É PRIORIDADE NO PLANO DE DEUS PARA O CRISTÃO.

a – De volta à história.

1. Elias se aproxima da viúva, pede água, depois alimento e insiste: ‘primeiro para mim’.
1.1 – I Re. 17.10-11 ‘Então, ele se levantou e foi à Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me um bocado de pão na tua mão’.

2. Mt. 6.33 ‘Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’.

3. Ter o Reino de Deus como prioridade é ter visão da amplitude e urgência da obra que dele decorre.

4. A sinceridade de nosso amor a Deus manifesta-se na realidade do desprendimento de nossa vida e de nossos haveres em função de sua causa.

5. Ou o nosso coração é todo de Deus ou não é de Deus.


III – O CRISTÃO EM SI ESTÁ NUM PLANO SECUNDÁRIO.

a – De volta à história.

1. A mulher reluta em obedecer (ler vs. 12).

2. Elias conversa com a viúva e a convence de que a prioridade deveria ser para o Reino de Deus.
2.1 – I Re. 17.13 ‘... depois farás para ti mesma e teu filho...’.

3. De acordo com Jesus:
3.1 – Mt. 22.37-40 ‘Amarás o Senhor teu Deus, ... o próximo... como a ti mesmo’.
3.2 – Lc. 9.57-60
a) ‘Permite-me primeiro sepultar meu pai ...’
b) ‘Deixa-me primeiro despedir-me dos de casa...’
3.3 – Mt. 6.33 ‘Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’.

4. Dada a amplitude e a urgência da obra precisamos considerar que a nossa posição é secundária, somos apenas servos inúteis que buscam primeiramente o interesse de seu Senhor.

5. O momento aqui não é o de buscarmos em primeiro lugar os nossos interesses ou nossa riqueza, mas o Reino de Deus através de uma vida de compromisso, sustento e fidelidade.


IV – DEUS SUPRIRÁ TODAS AS NECESSIDADES DO SEU POVO.

a – De volta à história.

1. I Re. 17.14 ‘Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite de tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra’.

2. O desafio proposto era o da obediência e da fé que Deus supriria cada uma das necessidades daquela casa.

b – A promessa do sustento.

1. As Escrituras nos trazem muitas promessas nesta mesma ordem: ‘Sustente a obra de Deus que Deus dará sustento à sua vida’.

2. Ml. 3.10-12 ‘Tragam todos os dízimos aos depósitos do Templo, para haver alimento suficiente em minha casa. Se vocês fizerem, isso, abrirei as janelas do céu e derramarei uma bênção tão grande que vocês não terão lugar onde guardá-la. Experimentem! Dêem-me uma oportunidade de provar que isso é verdade! Suas colheitas serão formidáveis porque eu as protegerei dos bichos e das pragas. As uvas não murcharão antes de amadurecer, diz o Senhor do Universo. Todas as nações dirão que vocês são abençoados porque a sua terra vibrará de alegria. Estas são as promessas do Senhor do Universo.

3. Pr. 3.9-10 ‘Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares’.

4. Não cabe aqui a apologia da miséria ou o voto de pobreza como em outras épocas da História da Igreja, mas cabe considerar a urgência do Reino e da salvação eterna de vidas em contraste com nossa transitoriedade.

5. Não cabe também aqui a apologia da prosperidade como em voga em nosso tempo, mas cabe ressaltar que Deus prospera o caminho de todos aqueles que lhe são fiéis, com toda sorte de bênçãos, não se restringindo apenas à questão material e financeira.

c – O cumprimento da promessa do sustento.

1. A viúva, mesmo não tendo nada, correu o risco de ser fiel e oferecer o sustento para o homem de Deus.

2. Deus sustentou a viúva e a Elias cumprindo fielmente sua promessa.
2.1 – I Re. 17.16 ‘Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor’.
2.2 – Fp. 4.19 ‘E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades’.


CONCLUSÃO: É na proporção de nosso interesse pelo Reino de Deus que Deus nos abençoa.
Comprometa-se com o sustento de sua causa.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

RESSURREIÇÃO DE CRISTO, AMBIENTE PARA RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA.

Lc. 24.13-35


OBJETIVO: Apresentar a realidade da ressurreição de Jesus Cristo como fator e renovação da esperança do cristão.


INTRODUÇÃO: É possível vales de lágrimas aconteçam na vida de cristãos e por isso muitas vezes, a esperança se torna enfraquecida e nublada.


CONTEXTO: Jesus havia morrido e com ele foram sepultados todos os sonhos dos discípulos e do povo judeu: o sonho de uma nação livre, forte e poderosa, onde o próprio Deus, através do Messias os apascentaria e e os abençoaria como seu povo.
No amanhecer do terceiro dia (domingo), amanhece também uma nova esperança, trazendo um clima de renovação para aqueles que estavam frustrados e deprimidos.


TRANSIÇÃO: Já experimentou situações de desânimo, tendo sua esperança renovada? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre RESSURREIÇÃO DE CRISTO, AMBIENTE PARA RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA.







I – RENOVAÇÃO PSICOLÓGICA.

a – Tristeza e depressão para os discípulos.

1. Esperança frustrada: ‘Esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel, mas...’ (Lc. 24.21).

2. O Messias estava morto: ‘Já é este o terceiro dia...’ (Lc. 24.21).

3. Estavam preocupados e tristes (Lc. 24.17).
3.1 – Tempo empregado em seguir a Jesus.
3.2 – Esforço empregado em seguir a Jesus.
a) ‘Deixamos casas, trabalho, família, bens’.
3.3 – Confiança.
a) ‘Cremos que ele era o Messias’.

4. Tudo perdido! Tudo acabado. Só restou frustração.

b – Cristãos desanimados espiritualmente, hoje.

1. Existem muitos cristãos frustrados com Jesus.

2. Possivelmente por não conhecerem as Escrituras criam uma expectativa diferente acerca de Jesus.
2.1 – Pessoas que acreditaram que Jesus tinha a obrigação de curar, ou de resolver o seu problema.
2.2 – Pessoas que desanimaram de orar porque Jesus não respondeu da maneira ou tempo que esperavam.

c – Jesus na ressurreição restaura a esperança dos discípulos.

1. Torna real a Escritura.
1.1 – Lc. 24.27 (NVI) ‘E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras’.

2. Estabelece nova comunhão.
2.1 – Fica com eles.
a) Lc. 24.28-29 (NVI) ‘Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante. Mas eles insistiram muito com ele: “Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando”. Então, ele entrou para ficar com eles’.
2.2 – Come pão.
a) Lc. 24.30 (NVI) ‘Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles’.

3. Abre os olhos aos discípulos.
3.1 – Lc. 24.31 (NVI) ‘Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles’.

d – Jesus na ressurreição quer restaurar a sua esperança.

1. Como essa experiência de tornar real a Escritura é necessária na vida dos cristãos de hoje.
2.1 – Há muitos cristãos apenas acostumados com a Escritura. Para eles a Bíblia é um livro religioso, mas já não exerce mais fascínio.
2.2 – Há muitos acomodados que já nem lêem mais as Escrituras como a carta do Amado de sua alma.
2.3 – Há muitos crentes nominais que apenas vão às Igrejas e muitos nem mesmo levam mais a Bíblia.

2. Ilustração: ‘Tô contigo e num abro’.

3. Você precisa ler as Escrituras com o anseio sincero de que Jesus a torne real para você.

4. A fé nas Escrituras surge através de uma sincera busca:
4.1 – Rm. 10.17 ‘A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo ’.
4.2 – Ap. 1.3 ‘Bem aventurados os que lêem, os que ouvem e os que guardam as palavras deste livro’.

4.3 Jesus quer estabelecer com você uma nova e mais profunda comunhão: ‘Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo’ (NVI) (Ap. 3.20).


II – RENOVAÇÃO ESPIRITUAL.

a – A espiritualidade dos discípulos se mostrava nublada.

1. O desequilíbrio psicológico (mental e emocional) devido as pressões e depressões nublaram a visão dos discípulos acerca de Jesus Cristo como o Deus verdadeiro, encarnado para cumprir a missão de Salvador.

2. A experiência de comprovar a ressurreição de Jesus na vida dos discípulos lhes devolveu a esperança e a Fé.

b – Sem esperança nossa espiritualidade se mostra nublada.

1. O desequilíbrio psicológico (mental e emocional) devido as pressões e depressões também pode nublar nossa fé e nossa espiritualidade.

2. A ressurreição nos devolve a fé no Messias.

3. A ressurreição nos devolve o sentido da vida com Deus.

4. A ressurreição nos acorda para a realidade de que Deus é o Senhor da vida e da História.

5. A ressurreição nos acorda para o fato de que ‘o choro pode durar uma noite’, mas sempre haverá um amanhecer e uma nova alegria.


III – RENOVAÇÃO ESCATOLÓGICA.

a – Perderam a visão do novo mundo.

1. Com Jesus esses discípulos aprenderam a acreditar na implantação do Reino de Deus onde uma realidade com novos valores e uma nova ordem seria experimentada.

2. Perderam a expectativa da vinda do Filho do Homem, tema de muitos ensinos de Jesus.

3. O Messias morrera e só restou desesperança e caos.

b – A ressurreição os acordou.

1. A ressurreição aponta para uma vitória ainda maior.
1.1 – ‘Aquele dia... no Reino de meu Pai’ (Mt. 26.29).
1.2 – ‘Até que ele venha’ (I Co. 11.26).

2. A ressurreição nos redireciona para uma nova espiritualidade, e para a perspectiva de um novo mundo onde existirão justiça e felicidade eternas.


CONCLUSÃO: Jesus quer renovar nosso coração e nossa vida.
Jesus quer nos dar de novo a esperança quanto a vida presente através de uma relacionamento pessoal e diário com o Espírito Santo.
Jesus quer te dar de novo a expectativa de seu retorno glorioso e do mundo novo que há vir com Ele.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

TENHA UM LUGAR À MESA DO REI

II Sm. 9.1-13


OBJETIVO: Ensinar que Deus está interessado em restaurar o pecador e sua posição de miséria e lhe conferir lugar junto a sua mesa.

INTRODUÇÃO: O salmista declara que o Senhor levanta miseráveis para os assentar ao lado de príncipes (Sl. 113.7-8).

CONTEXTO: Davi rinha uma aliança com Jônatas, onde cada um se compromete em cuidar da família do que morresse primeiro.

TRANSIÇÃO: Já se sentiu privilegiado por alguém?


I – A TRISTE CONDIÇÃO DO PECADOR.

a – A triste condição de Mefibosete.

1. Desventuras em série acontecem na vida de Mefibosete.
1.1 – Seu pai e seu avô foram mortos em guerra quando tinha cerca de seus cinco anos.
1.2 – Ao receber a família a notícia que Jônatas fora morto, a ama que cuidava do pequeno Mefibosete, quis fugir para salvar a vida do menino e deixou-o cair, batendo fortemente com os pezinhos no chão o que o tornou aleijado de ambos os pés.
1.3 – II Sm. 4.4 ‘Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Ele tinha cinco anos de idade quando chegou a notícia de Jezreel de que Saul e Jônatas haviam morrido. Sua ama o apanhou e fugiu, mas, na pressa, ela o deixou cair, e ele ficou manco. Seu nome era Mefibosete’.
1.4 – Mefibosete foi criado pela família de Ziba, um dos servos de Jônatas, numa cidade chamada Lo-Debar ou Debir.
1.5 – Aleijado, sem família, desamparado, cheio de traumas e ódio. Essa era a vida de Mefibosete.

2. A triste condição em Lodebar.
2.1 – Lo-Debar também conhecida como Debir, era uma cidade que se situava próximo ao rio Jordão, na região do norte.
2.2 – O nome pode significar ‘nulidade’. Com esse significado podemos ainda observar a condição que estava Mefibosete.
2.3 – Mefibosete estava vivendo num lugar que era uma nulidade.
2.4 – Ele mesmo se sentia uma nulidade, diminuído e cheio de complexos, deixando transparecer seu estado psíquico, abalado pela morte de toda sua família, e sabedor de uma aliança entre Davi e Jônatas, seu pai.
2.5 – Quando apresentado a Davi, que o mandara chamar, Mefibosete expõe a amargura de seu coração: ‘Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?’ (II Sm. 9.8).
2.6 – Ilustração: ♫ ‘Adeus a Lo-Debar’ – Eliã de Oliveira.

b – A triste condição de o pecador.

1. Este é um quadro análogo da condição do ser humano enquanto pecador.

2. Criado para viver a melhor qualidade de vida por toda a eternidade experimenta também uma queda e fica aleijado.

3. Com o pecado, o homem ficou impossibilitado de morar com o Rei, que o próprio Deus.

4. Agora, fora do palácio do Rei, o homem experimenta o significado de Lo-Debar: nulidade. É isto que o ser humano em seu estado de pecado vive – uma nulidade, uma vida vazia, desprovida de significado e esperança futura.

5. Amargura, complexo, instabilidade e incertezas são comuns na vida do ser humano. Uma grande buraco! Um grande vazio! Uma grande Lo-Debar!



II – DEUS E A SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PECADO.

a – A iniciativa de Davi para restaurar Mefibosete.

1. O rei Davi, depois de conseguir a estabilidade de seu reino, lembra-se de que fizera uma promessa a Jônatas de que cuidaria de sua família.

2. Investiga e descobre através de Ziba, servo da família de Saul, que havia um filho de Jônatas, aleijado, morando num cantão das tribos do norte.

3. Davi manda buscar o jovem, que chegando diante do rei, se prostra com o rosto em terra, com medo, complexado e temendo uma atitude punitiva por parte de Davi.

4. Davi apresenta a ele sua proposta:
4.1 – II Sm. 9.7 ‘Não tenha medo, disse-lhe Davi, pois é certo que eu o tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai. Vou devolver-lhe todas as terras que pertenciam a seu avô Saul, e você comerá sempre à minha mesa’.

5. Para alguém que se arrastava, abandonado, complexado, sem esperanças, agora, com um futuro garantido, podendo se assentar a mesa do rei... Que coisa maravilhosa! Que soerguimento!

b – A iniciativa do Rei para restaurar o pecador.

1. Esta atitude de Davi é uma tremenda analogia do amor de Deus para com o pecador.

2. O pecador caído e impossibilitado de andar na presença de Deus é buscado pelo próprio Deus que lhe paga sua culpa através do sacrifício de Jesus Cristo e lhe oferece de volta um lugar à mesa.

3. Assim como Mefibosete, o pecador pode de novo, sentar-se à mesa do Rei.

4. O pecador que reconhece seus pecados, se arrepende e se converte a Jesus Cristo, recebendo-o como seu único e suficiente Salvador é colocado de volta à mesa do Rei.
4.1 – Recebe o perdão de seus pecados e a quitação de suas dívidas e culpas diante de Deus.
4.2 – Recebe um novo coração, com novos afetos e uma nova inclinação.
4.3 – Recebe a dádiva da adoção onde não é tratado nem mesmo como um simples servo, mas adotado como filho amado do Rei.
4.4 – Recebe o selo e a habitação do Espírito Santo que lhe conduz em uma nova qualidade de vida num processo de santificação.

5. Ilustração: ‘Atitude do Pai do Filho pródigo: Manda lhe colocar as melhores roupas, um anel no dedo, sandálias nos pés e o coloca à mesa como convidado principal de uma grande festa’.

CONCLUSÃO: O Rei manda te chamar, meu irmão! É hora de atender o chamado do Rei.
Receba a oferta do Rei.
Entregue-se ao Senhor e Salvador Jesus.

terça-feira, 31 de março de 2009

ATITUDES IMPRESCINDÍVEIS PARA SE OBTER VITÓRIAS

I Sm. 17.41-50a


OBJETIVO: Ensinar que problemas e dificuldades são inevitáveis em nossa vida e que atitudes corretas nos conduzem às vitórias.


INTRODUÇÃO: Problemas são comuns na vida de qualquer pessoa.


CONTEXTO: Israel estava em posição de guerra contra os filisteus.


TRANSIÇÃO: Já enfrentou um problema que parecia ser grande demais para você?


I – ENFRENTOU OS PROBLEMAS EM NOME DE DEUS.

a – O grande problema que Davi tinha a enfrentar.

1. O exército filisteu tinha a vantagem de ter à frente um gigante:
1.1 – Golias tinha 2,92m metros de altura (6 côvados = 45 centímetros = 2,70m + um palmo = 22 centímetros, totalizando 2,92m).
1.2 – Tinha um capacete de bronze na cabeça que dava proteção a parte vital.
1.3 – Tinha um dardo ou uma lanceta de bronze nas costas presa entre os ombros.
1.4 – Tinha caneleiras de bronze para proteger as pernas e coxas de qualquer ataque terrestre, porque ele trabalhava via aérea.
1.5 – Sua couraça de bronze pesava 5000 ciclos = 70kg.
1.6 – Sua lança era como um enorme eixo de tecelão e só a ponta da lança pesava (600 ciclos = 11,424 gr x 600) = 6,650kg.
1.7 – Era assustador olhar para o tamanho e ouvir as ameaças do gigante.

b – Esta pode ser a sua história.

1. Muitos tipos de diferentes problemas rondam a vida de qualquer pessoa em situações diversas.

2. Quais são os problemas que rondam sua vida?

c – Davi enfrentou seus problemas no nome de Deus.

1. Os problemas nos intimidam, afrontam e impingem terror, assim como problemas também passaram intimidação, afronta e terror para Davi.
1.1 – I Sm. 17.42 ‘o desprezou’.
1.2 – I Sm. 17.44 ‘amaldiçoou a Davi’.
1.3 – I Sm. 17.44 ‘darei a tua carne às aves do céu ...’.

2. Davi cria que o Deus de Israel era maior que os deuses do paganismo cananita. Assim como Davi, não podemos perder de vista que Deus é maior que os nossos problemas.

3. Confiante em Deus Davi enfrenta, sem medo, o terrorista filisteu em nome de Deus.
3.1 – I Sm. 17.43-45.

4. É preciso que cada cristão aprenda a enfrentar seus medos, seus traumas, seus problemas ou seus terrores em nome de Deus.

5. É aqui que entra o exercício da fé, renovando o compromisso e a confiança em Deus a cada dia ou diante de cada problema.


II – ENFRENTOU OS PROBLEMAS NA CERTEZA DE QUE DEUS DARIA SOLUÇÃO.

a – A coragem de Davi ao rebater a afronta do filisteu.

1. Davi era um adolescente, às margens de seus 18 anos, sem experiência ou táticas de guerra, pois naquela época o jovem só poderia ir à guerra a partir de seus 20 anos.

2. Davi não tinha experiência militar, mas possuía experiência com Deus e sabia quem era o Deus Todo-Poderoso que já tinha vindo em seu socorro outras vezes.
2.1 – I Sm. 17.34-37a.

3. Foi baseado no conhecimento e experiência com Deus que Davi ousou enfrentar aquele grande problema: uma massa humana de 2,92m pesando seus 150 kg ou mais de músculos e preparo bélico.

4. Davi se mostrou confiante de que Deus lhe daria a solução para aquele problema.
4.1 – I Sm. 17.46a.

b – Olhe para a grandeza e poder de Deus.

1. A vida cristã é um desafio de superação constante.
1.1 – II Co. 4.16-18.

2. Somos chamados a andar não olhando as circunstâncias, mas olhando a grandeza de nosso Deus.
2.1 – Hc. 3.18.
2.2 – ‘O importante não é grande fé, veja o tamanho do seu Deus, e quão grande for, as coisas acontecerão pra você’.

3. Não olhe as circunstâncias, mas olhe para a grandeza de Deus.

4. Quando você olha para as ondas a sua volta poderás ter medo e vacilarás na fé, mas se olhares para o poder de Jesus, Ele te fará andar por sobre as águas.

5. Ilustração: ‘Pedro andando por sobre as águas com Jesus’.


III – ENFRENTOU OS PROBLEMAS VISANDO TORNAR DEUS CONHECIDO.

a – Davi tinha um propósito ao enfrentar o filisteu.

1. Davi tinha percebido logo que chegou ao acampamento de Israel que o filisteu estava afrontando e blasfemando o nome de Deus e que o restante de seu povo não tinha coragem para enfrentá-lo.

2. Davi não queria simplesmente aparecer ou se projetar diante do rei Saul, pois o contraste era gritante em todos os aspectos:
2.1 – O tamanho de Davi versus o tamanho do filisteu.
2.2 – A superioridade bélica do filisteu: cheio de armamento.
2.3 – A superioridade tática do filisteu: experiência de guerra (Pode ser que o filisteu fosse um mercenário de Edon a serviço dos filisteus, pois o nome Golias tem procedência edomita – Bíblia Shedd, I Sm. 17.4).

b – A motivação de Davi era fazer Deus conhecido mais uma vez.

1. Davi deixa claro que em primeiro lugar buscava a honra do nome de Deus.

2. Os filisteus tinham perdido a visão do Deus Todo-Poderoso de Israel, pois o reinado de Saul há muito havia deixado de confiar e de depender de Deus (Bíblia Shedd, I Sm. 17.25).

3. Davi queria tornar o nome de Deus conhecido e reconhecido como nos tempos passados em que as nações desmaiavam só em ouvir dos grandes feitos libertadores de Deus.
3.1 – I Sm. 17.46b.

c – Enfrente seus problemas tendo a honra de Deus acima de tudo.

1. O princípio bíblico é imutável em qualquer época ou cultura: ‘Aos que me honram, honrarei’.

2. Foi com esta fé que os apóstolos viram milagres e proezas acontecer em seus dias:
2.1 – At. 5.29.
2.2 – At. 12. 23-24.


IV – ENFRENTOU OS PROBLEMAS VISANDO ANUNCIAR QUE DEUS SALVA.

a – A motivação de Davi era tornar conhecida a salvação de Deus.

1. Davi enfrentou este grande problema que se deparara diante dele com o intuito claro de que Deus fosse conhecido como o salvador de seu povo.
1.1 – I Sm. 17. 47.

2. Não seria o aparato bélico militar que receberia as glórias, mas o Senhor Deus dos Exércitos, YHWH Tsabaohth.

3. Essa postura se encontra sempre nos Salmos de Davi.
3.1 – Sl. 20.6-8.
3.2 – Sl. 46.9-11.
3.3 – Sl. 27.1-3.

b – A missão do cristão é anunciar a salvação em Cristo.

1. A missão precípua de todo cristão é anunciar a salvação em Cristo Jesus, e quando assim age, as vitórias são ocorrências normais.

2. I Pe. 2.9.


CONCLUSÃO: Você tem enfrentado problemas ou dificuldades?
Não se assuste!
Confie no nome do Senhor.
Coloque sua honra a frente.
Anuncie sua salvação em Cristo.

Se o mar não se abrir, Deus vai te fazer andar por sobre as águas.

segunda-feira, 23 de março de 2009

VALORES QUE PRESERVAM A FAMÍLIA NUMA SOCIEDADE EM DESINTEGRAÇÃO

Rt. 1.1-22


OBJETIVO: Ensinar que a família precisa se apegar aos valores de Deus para se preservar numa sociedade em desintegração.

INTRODUÇÃO: Existem casais divorciados em sua família?
Existem jovens envolvidos com drogas em sua família?
Existem casos de sexo antes do casamento ou gravidez precoce?
Existem pessoas que preferem andar fora dos caminhos de Deus?
Existem brigas constantes entre os casais?

CONTEXTO: A história que vamos observar nesta oportunidade se encontra inserida dentro do tempo dos Juízes na história de Israel, cerca de 1200 a. C..

TRANSIÇÃO: A família de Elimeleque não foi uma família perfeita. Enfrentou problemas e dificuldades. Problemas estão presentes em todas as famílias.



I – A FAMÍLIA ESTÁ EM DESEINTERAÇÃO.

a – A família de Noemi experimentou a desintegração.

1. A bela família de Noemi.
1.1 – O significado dos nomes da família de Noemi nos dá uma configuração da beleza e graciosidade existente no seio daquela família.
1.2 – Os nomes e seus significados:
a) Elimeleque – ‘Deus é meu Rei’.
b) Noemi – ‘Prazer’, ‘favor’ e ‘bênção’.
c) Malon – ‘Alegria e canção’.
d) Quilion – ‘Perfeição’.
1.3 – A família de Elimeleque em analogia com Israel:
a) Israel era Elimeleque e podia dizer ‘Meu Deus é meu Rei’. Israel estava casado, por assim dizer, com Noemi e tinha ‘Prazer, favor e bênção’; e os filhos eram Malon e Quilion, tendo Israel então: ‘Perfeição’ ‘Alegria’ e ‘canção’.
b) Este é o modelo de família que Deus deseja ver em cada família, onde cada família experimente de fato que ‘Meu Deus é meu Rei’, que tenha e experimente sempre ‘Prazer, favor e bênção’ e que todos a sua volta vejam nela ‘Perfeição’ ‘Alegria’ e ‘canção’.

2. A família foi criada para experimentar da bênção graciosa da comunhão entre os pares, mas também da comunhão perfeita e abençoadora com deus, o Criador.

3. Apesar disto a família de Elimeleque e Noemi experimentou a desintegração.

b – Quando começou a desintegração da família.

1. A desintegração da família não começou na experiência de Elimeleque e Noemi, mas remonta os primórdios da história da humanidade.

2. A primeira família, após o pecado de Adão e Eva, já experimentou a desintegração:
2.1 – Adão se esconde e culpa sua esposa Eva e culpa até mesmo a Deus.
2.2 – Eva também tira o corpo fora e culpa a serpente como sendo a responsável por seu erro.
2.3 – Os filhos são envolvidos em crise de aceitação e ciúme o que culmina com o assassinato de um deles.

3. A desintegração da família tem sua raiz no pecado individual, coletivo ou social.

c – A atualidade da desintegração da família.

1. Nossa sociedade está se desintegrando como aconteceu a família de Noemi, onde tudo teve seu início na busca pela superação de uma grande fome que acometeu a região.

2. Elimeleque tomou suas decisões de mudar para o meio de um povo pagão e não confiou na provisão de Deus.

3. O que aconteceu com o restante da cidade de Belém que ficou? Percebe-se que, mesmo com lutas, superaram a fome.

4. Muitos tipos de fome que desintegram a família podem ser percebidos em nossa sociedade moderna.
4.1 – Fome de crescimento e sucesso material.
4.2 – Fome de satisfação de prazeres (hedonismo).
4.3 – Fome de satisfação do ego.

5. Se sua família passa por casos que trazem desintegração e destruição olhe para cima. Há valores dados por Deus para a restauração da família.


II – A FAMÍLIA COMO CÉLULA BASE DA SOCIEDADE.

a – A família é a Célula base da sociedade.

1. A família é a unidade básica da estrutura social de qualquer povo, e a família está se desintegrando.

2. Mesmo sabendo que a família é a Célula protótipo e base da sociedade, não há o devido cuidado da família pela maioria das pessoas.

3. Estamos cercados de exemplos dessa displicência:
3.1 – Pais que não colocam limites em seus filhos, nas mínimas coisas, como:
a) Horário para se chegar em casa.
b) Tipos de amigos os filhos cultivam.
c) Idade para se iniciar um namoro.
d) Comportamento ou liberdade no namoro.
e) Se bebe, se fuma, se usa drogas ou não.
3.2 – O próprio governo que deveria ser um dos guardiões da família a submete a fatores de desintegração:
a) Libertinagem na TV.
b) Promoção de eventos libertinos como carnaval e outros.
c) Distribuição de ‘camisinha’, ‘pílula do dia seguinte’ e outras formas de ‘preservativos’ sem a devida informação ou formação através de um sério programa de educação sexual nas escolas e meios de comunicação.

4. Com displicências dessa natureza se está matando a Célula principal da sociedade e civilização humana.

b – A família ainda é o sonho de realização do ser humano.

1. Estatísticas demonstram que o compromisso do casamento se tornou difícil, porém a afeição pela instituição do casamento permanece intensa.

2. Uma pesquisa de 1990 realizada entre universitários levantou que 96% deles desejam se casar ou já são casados, e 97% concordam com a afirmação "ter relacionamentos familiares fortes é a chave para felicidade"


III – VALAORES QUE PODEM PRESERVAR A FAMÍLIA.

a – Valores de Deus versus valores corrompidos pelo pecado.

1. Os valores que podem sustentar a família não são os valores de uma sociedade corrompida pelo pecado, mas os valores de Deus que é santo e cheio de amor pelas suas criaturas.

b – Valores de Deus presentes na história de Rute e Noemi.

1. A família de Elimeleque e Noemi, certamente era uma família muito piedosa e devota a Deus.

2. Rute assimilou os valores de Deus pela convivência com sua sogra Noemi e na hora de permitir a completa desintegração e dispersão da família ela se firmou nesses valores.

3. Valores de Rute:
3.1 – Respeito e consideração.
a) Rt. 1.9 aponta para o sentimento de consideração, carinho e respeito das noras para com a sogra.
b) Esses valores não são natos no ser humano, mas precisam ser ensinados e desenvolvidos.
3.2 – Solidariedade.
a) Rt. 1.10 aponta para a solidariedade das noras em acompanhar a sogra nesse momento de amargura e dor.
b) A dor da separação apontava para a desagregação da família.
c) Nem mesmo a Lei do Levirato poderia trazer soluções para o caos que cercava aquela família.
d) Quanto se torna necessário a solidariedade e comprometimento entre os membros de uma família em nossos dias.
e) Ilustração: Mulher desamparada pela família morava num ponto de ônibus coberto com uma lona plástica em pleno centro de São Paulo.
3.3 – Companhia.
a) Rt. 1.16a enfoca essa companheira de todas as horas que se tornou em relação a sogra Noemi.
b) Rt. 1.16a ‘Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu’.
3.4 – Cumplicidade familiar.
a) Rt. 1.16b aponta para essa cumplicidade onde os laços de família são mais importantes.
b) Rt. 1.16b ‘o teu povo é o meu povo’.
c) Mais do que nunca em época tão carregada de desamor, onde pais matam filhos, filhos matam pais, e o ser humano mais se assemelha a brutos irracionais, precisamos renovar os laços de sentimento e cumplicidade familiar.
3.5 – Professar a mesma fé.
a) A fé em Deus é um dos elos mais fortes entre as pessoas.
b) Rt. 1.16c aponta para essa disposição de se professar a mesma fé no Deus todo poderoso de Israel.
c) Rt. 1.16c ‘o seu Deus é o meu Deus’.

4. A família de Noemi foi preservada com o cumprimento deste pacto familiar. Sua família também pode ser preservada ou restaurada se os valores que a conduzirem forem os valores dados pela Palavra de Deus.

5. Você já fez declarações assim em relação a Deus?


CONCLUSÃO: Talvez esta seja uma oportunidade que Deus está nos dando de refletir sobre esse tema família para resgatar ou reafirmar valores que podem sustentar ou trazer transformação em nossas famílias.

Talvez Deus tenha trazido você aqui com o propósito de mudar sua vida e família.

Esta é uma hora de tomada de posição diante do que Deus declara e entre o que a sociedade caída lhe apresenta.

terça-feira, 17 de março de 2009

AUSÊNCIA DE VALORES

Jz. 21.25


OBJETIVO: Ensinar que Deus deu princípios para nortearem a vida do cristão e que viver em uma ausência de valores implica em não ser aceito por Deus.

INTRODUÇÃO: Os tempos mudam! Os conceitos mudam! A sociedade muda! As mudanças tem sido para melhor ou para pior?

CONTEXTO: O povo de Israel havia saído da escravidão do Egito. Passaram 40 anos andando pelo deserto para terem uma mudança de paradigmas e aprender que os valores de Deus são superiores aos valores de um mundo caído. Foram exortados que não deveriam assimilar a vida pagã dos povos que estariam a volta deles. O período dos juízes em Israel atravessou cerca de 300 anos. Nesse período Israel viveu um círculo vicioso onde a questão básica sempre tocava na mesma questão: obediência ou desobediência aos valores de Deus.

TRANSIÇÃO: Quais os valores básicos que norteiam sua vida?


I – AUSÊNCIA DE VALORES RESULTA EM DESORDEM E CAOS.

a – Ausência de valores na história de Israel nos dias dos juízes.

1. Israel havia entrado na terra prometida nos dias de Josué, e com o decurso dos anos começou a assimilar os traços culturais paganizados das nações que estavam a sua volta, nações estas que deveria aniquilar.

2. Moisés e Josué exortaram Israel para não se misturar com os povos cananeus.
2.1 – Dt. 7.1-6 ‘Quando o SENHOR, o seu Deus, os fizer entrar na terra, para a qual vocês estão indo para dela tomarem posse, ele expulsará de diante de vocês muitas nações: os hititas, os girgaseus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. São sete nações maiores e mais fortes do que vocês; e quando o SENHOR, o seu Deus, as tiver dado a vocês, e vocês as tiverem derrotado, então vocês as destruirão totalmente. Não façam com elas tratado algum, e não tenham piedade delas. Não se casem com pessoas de lá. Não dêem suas filhas aos filhos delas, nem tomem as filhas delas para os seus filhos, pois elas desviariam seus filhos de seguir-me para servir a outros deuses e, por causa disso, a ira do SENHOR se acenderia contra vocês e rapidamente os destruiria. Assim vocês tratarão essas nações: derrubem os seus altares, quebrem as suas colunas sagradas, cortem os seus postes sagrados e queimem os seus ídolos. Pois vocês são um povo santo para o SENHOR, o seu Deus. O SENHOR, o seu Deus, os escolheu dentre todos os povos da face da terra para ser o seu povo, o seu tesouro pessoal’.
2.2 – Dt. 20.16-18 ‘Contudo, nas cidades das nações que o SENHOR, o seu Deus, lhes dá por herança, não deixem vivo nenhum ser que respira. Conforme a ordem do SENHOR, o seu Deus, destruam totalmente os hititas, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. Se não, eles os ensinarão a praticar todas as coisas repugnantes que fazem quando adoram os seus deuses, e vocês pecarão contra o SENHOR, o seu Deus’.
2.3 – Js. 23.7 ‘Não se associem com essas nações que restam no meio de vocês. Não invoquem os nomes dos seus deuses nem jurem por eles. Não lhes prestem culto nem se incli­nem perante eles’.

3. Permanecer com os cananeus foi um erro crasso que levou Israel a perdas constantes.
3.1 – Jz. 1.27-33 ‘Manassés, porém, não expulsou o povo de Bete-Seã, o de Taanaque, o de Dor, o de Ibleã, o de Megido, nem tampouco o dos povoados ao redor dessas cidades, pois os cananeus estavam decididos a permanecer naquela terra. Quando Israel se tornou forte, impôs trabalhos forçados aos cananeus, mas não os expulsou completamente. Efraim também não expulsou os cananeus que viviam em Gezer, mas os cananeus continuaram a viver entre eles. Nem Zebulom expulsou os cananeus que viviam em Quitrom e em Naalol, mas estes permaneceram entre eles, e foram submetidos a trabalhos forçados. Nem Aser expulsou os que viviam em Aco, Sidom, Alabe, Aczibe, Helba, Afeque e Reobe, e, por esse motivo, o povo de Aser vivia entre os cananeus que habitavam naquela terra. Nem Naftali expulsou os que viviam em Bete-Semes e em Bete-Anate; mas o povo de Naftali também vivia entre os cananeus que habitavam a terra, e aqueles que viviam em Bete-Semes e em Bete-Anate passaram a fazer trabalhos forçados para eles’.

4. A assimilação de comportamentos e práticas do paganismo cananeu levou Israel a afastar-se do Senhor e com isso a vida deteriorou até o ponto em que Deus trouxe pesada disciplina e destruição sobre a nação.

5. Alguns rompimentos de Israel com os valores de Deus:
5.1 – Idolatria (Dias de Gideão, Jz. 6.25).
5.2 – Casamentos mistos (Sansão, Jz. 14).
5.3 – Assimilação da cultura pagã (O levita e sua concumbina, Jz. 19.22).

6. A ausência de valores definidos leva a comportamentos contraditórios e danosos.
6.1 – Jz. 17.6 ‘Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo’.
6.2 – Jz. 21.25 ‘Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo’.

b – Ausência de valores na sociedade atual.

1. Porque temos tido uma sociedade tão cheia de violências e abusos?

2. Falta princípios e valores desde os primeiros dias na vida da criança: ‘É, em grande parte, no seio das famílias que se prepara o destino das nações’ – Gioacchino Pecci (2 de março de 1810 – 20 de julho de 1903) foi o Papa (Leão XIII) de 1878 a 1903.

3. Sensualidade e pornografia se misturam em nossa sociedade e agir de forma contrária é se tornar careta.

4. Sexo antes ou fora do casamento é prática normal em nossa cultura.

5. Suborno, propina e corrupção são práticas necessárias em muitos casos. É preciso ‘molhar a mão’ do funcionário ara que a fila ande.

6. Má distribuição de renda, onde o trabalhador comum ganha um ou dois salários e outros funcionários públicos ganham milhares de reais acumulando riquezas alarmantes.

7. Dois pesos e duas medidas são comuns no dia a dia de nossa sociedade: ‘Uma pessoa pode acreditar que a estrela da manhã é um planeta e não acreditar que a estrela da tarde é um planeta, por exemplo. Uma pessoa pode assim, racional e consistentemente, ter crenças (atitudes) diferentes quanto ao mesmo objeto’. Ana Teresa Marques Gonçalves, Educadora.

c – Ausência de valores na vida individual.

1. Muitas vezes o cristão entra num processo de cananização, apartando-se dos valores do Reino de Deus que contrastam com os valores deste mundo corrompido, paganizado e demonizado.

2. Não é sem razão que o apóstolo Paulo traz a exortação que diferenciaria o cristão.
2.1 – Rm. 12.2 ‘Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus’.

3. ‘Não podemos pretender que as coisas mudem, se continuamos a fazer sempre o mesmo’ Albert Einstein.


II – ONDE ENCONTRAR VALORES GERADORES DE QUALIDADE DE VIDA.

a – A receita dada ao povo de Israel.

1. Os valores de Deus já haviam sido dados a Israel e esperava-se que Israel cumpriria sua parte, não fazendo parcerias com o povo ímpio.
1.1 – Dt. 7.1-6.
6.3 – Dt. 20.16-18 ‘Se não, eles os ensinarão a praticar todas as coisas repugnantes que fazem quando adoram os seus deuses, e vocês pecarão contra o SENHOR, o seu Deus’.
6.4 – Js. 23.7 ‘Não se associem com essas nações que restam no meio de vocês. Não invoquem os nomes dos seus deuses nem jurem por eles. Não lhes prestem culto nem se incli­nem perante eles’.

2. Não se cuidar e se tornar um camaleão aderindo o tom e as cores de cada situação poderão levar o cristão a uma vida sem qualidade.

b – A Palavra de Deus é extemporânea.

1. Os ensinamentos da Palavra de Deus não estão restritos a um tempo ou a uma forma, mas a Palavra de Deus é extemporânea, isto é, se aplica a todos os povos, culturas em todas as épocas.

2. As Escrituras não passarão nunca e as verdades de Deus servem para todas as gerações:
2.1 – Is. 40. 6-8 ‘Uma voz ordena: Clame. E eu pergunto: O que clamarei? Que toda a humanidade é como a relva, e toda a sua glória como as flores do campo. A relva murcha e cai a sua flor, quando o vento do Senhor sopra sobre eles; o povo não passa de relva. A relva murcha, e as flores caem, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre’.
2.2 – Sl. 1.1-2 ‘Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite’.

c – A obediência aos valores de Deus gera vida.

1. ‘É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais’.
Henrique Maximiano Coelho Neto. 21-02-1864/28-11-1934 foi escritor e jornalista; fundador da cadeira número dois da Academia Brasileira de Letras, e também seu presidente em 1926.

2. Vida com qualidade em todos os âmbitos só é possível na observação dos valores de Deus.


CONCLUSÃO: Quais são os valores que governam sua vida?

Será que não é hora de mudar seus valores pelos da Palavra de Deus e desfrutar de uma vida melhor, ao mesmo tempo que coopera para uma sociedade mais justa e transformada?