quinta-feira, 28 de maio de 2009

A FAMÍLIA E A OPRESSÃO SOCIAL

Ne. 5.1-12


OBJETIVO: Ensinar que famílias podem passar por processos opressivos, mas cabe ao cristão se envolver pela melhor qualidade de vida.


INTRODUÇÃO: Na década de 60, no século XX, o mundo evangélico tomou conhecimento do trabalho de um pastor americano, David Wilkerson, que mesmo morando numa cidadezinha interiorana, se incomodou com o que as drogas estavam fazendo aos jovens nos grandes centros. Sem conhecimento e experiência na área, foi para Nova Iorque e deu início ao que hoje conhecemos como Casas de Recuperação de Viciados.
Entrou na história de centenas de famílias de jovens que viviam na mais alta forma de opressão e sofrimento nos guetos daquele grande centro americano.


CONTEXTO: O povo judeu passara 70 anos como escravos na Babilônia. Com o domínio medo-persa sobre a Babilônia houve a liberação dos judeus que quisessem voltar para reconstruir Jerusalém e a nação. Cerca de 50.000 judeus voltam em diversos grupos em datas diferentes e começam a reconstrução nacional. Muitos estavam experimentando grande miséria e é neste contexto que surge Neemias, um bem aquinhoado judeu que seria como diplomata no palácio real em Susã, uma das três capitais do império persa (Ler Ne. 1.1-4).


TRANSIÇÃO: Você se angustia e sente dores na alma ao ver quadros de opressão, miséria e sofrimento que afligem famílias a sua volta? Quero falar nesta oportunidade sobre A FAMÍLIA E A OPRESSÃO SOCIAL.

I – A OPRESSÃO SOCIAL É FRUTO DO PECADO.

a – Reconstruindo a história.

1. Neemias foi governador durante doze anos e responsável pela reconstrução dos muros de Jerusalém.
1.1 – Durante esse tempo foi e voltou à Babilônia diversas vezes.
1.2 – Em uma de suas idas, tempo passado lá um bom tempo, quando volta encontra parte do povo sofrendo opressões de seus próprios conterrâneos.
1.3 – Em época de seca e poça produtividade agrária, os mais pobres se viram obrigados a vender suas terras e mesmo seus filhos como escravos, para sobreviver.
1.4 – Os mais ricos emprestavam dinheiro a juros, com usura, explorando assim seus irmãos compatriotas.

b – A opressão social sempre existiu como fruto do pecado.

1. Por conhecer o coração humano, pecaminoso e rebelde, o Senhor Deus de Israel, através de Moisés, havia dado leis que coibissem a prática da opressão.

2. Exemplos de opressão:
2.1 – Opressão econômica (Filme ‘Amor sem fronteiras’).
2.2 – Opressão política (Filme ‘Amor sem fronteiras’).
2.3 – Opressão cultural e racial (Filme ‘A lista de Shindler’).

c – Famílias sofrem sob o peso da opressão.

1. A opressão é objeto de domínio dos fortes sobre os fracos, e são muitas as famílias que ainda hoje vivem sobe o peso da opressão.

2. A opressão pode ser encontrada como canal de fuga para se superar uma limitação; isto é, famílias se colocam sob condições opressivas por não saberem lidar com limites.
2.1 – Pessoas que se submetem às drogas, à prostituição ou mesmo às dívidas, para tentar ultrapassar limites e obstáculos momentâneos.
2.2 – Fugir de determinada limitação para cair nas garras da opressão e escravidão não é mais sábia decisão que uma pessoa pode tomar.
2.3 – Famílias fizeram isto nos dias de Neemias, entregando seus bens aos exploradores, vendendo seus filhos e filhas como escravos para poderem sobreviver.

3. Cuidado para não se colocar ou colocar sua família em situação opressiva, na tentativa de superar seus limites de forma imediatista.


II – A OPRESSÃO SOCIAL PRECISA SER DENUNCIADA.

a – A denúncia da opressão deve ser levada a Deus.

1. A Bíblia registra muitos exemplos de opressão que foram levados ao conhecimento de Deus suplicando sua intervenção.
2.4 – Ex. 3. 7-9 ‘Disse o SENHOR: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem’.
2.5 – Tg. 5. 1-6 ‘Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que lhes sobrevirá. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência’.

2. Deus é o Deus que intervém, e é nessa certeza que o cristão pode clamar a Ele nos momentos de crise e opressão, seja a opressão de que natureza for.

b – A denúncia da opressão deve ser levada às autoridades.

1. Toda autoridade é instituída por Deus e é seu ministro para exercer a justiça para que haja maior equidade entre a humanidade.

2. Sendo a autoridade ministro de Deus para o bem da sociedade, é preciso que levantemos nossa voz a favor dos que estão em opressão.
2.1 – Pr. 31. 8-9 ‘Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados’.

3. Neemias era a autoridade de governo em Jerusalém e como autoridade foi procurado e buscou alternativas de solução.
3.1 – Ne. 5. 6-9 ‘Quando ouvi a reclamação e essas acusações, fiquei furioso. Fiz uma avaliação de tudo e então repreendi os nobres e os oficiais, dizendo-lhes: “Vocês estão cobrando juros dos seus compatriotas!” Por isso convoquei uma grande reunião contra eles e disse: Na medida do possível nós compramos de volta nossos irmãos judeus que haviam sido vendidos aos outros povos. Agora vocês estão até vendendo os seus irmãos! Assim eles terão que ser vendidos a nós de novo! Eles ficaram em silêncio, pois não tinham resposta. Por isso prossegui: O que vocês estão fazendo não está certo. Vocês devem andar no temor do nosso Deus para evitar a zombaria dos outros povos, os nossos inimigos’.

4. Famílias podem passar por processos opressivos, mas cabe ao cristão se envolver pela melhor qualidade de vida.


III – A OPRESSÃO SOCIAL PODE SER DEBELADA.

a – A opressão pode ser debelada por Deus.

1. Como dito antes, a opressão deve ser levada a Deus; porque em último grau Deus é o maior interventor na questão da justiça.

2. Deus está interessado em debelar e exterminar toda forma de sofrimento e opressão que exaure as famílias como criaturas suas.

b – A maior opressão a ser debelada é o pecado.

1. O sofrimento humano teve sua origem na Queda, pois a entrada do pecado no mundo trouxe com ele todo tipo de mal e corrupção que destrói o prazer e o sentido da vida.

2. Desde o começo da história Deus está trabalhando para debelar o pecado da vida do ser humano criado para sua glória.

c – A opressão pode ser debelada pela prática do Evangelho.

1. Os atos de Deus estão presentes em toda a história, onde preparou o mundo para que, na plenitude dos tempos, seu Filho Jesus Cristo.

2. Jesus ao se encarnar pode, no momento certo, sofrer o castigo que seria o antídoto contra o mal do pecado na vida do indivíduo, na família e na sociedade.

3. O Evangelho de Jesus é libertador, desde a raiz do pecado até seus ramos mais diversos; isto é, o sangue de Jesus Cristo quebra a condenação do pecado para aquele que nele crê, mas também oferece princípios e orientações para se vencer as conseqüências e efeitos funestos do pecado em nossa vida, família ou sociedade.

4. Mais que nunca este Evangelho precisa ser anunciado visando o bem das pessoas a nossa volta.

5. Mais que nunca esse Evangelho precisa ser vivido e praticado pelo cristão para que experimente cada vez mais o poder libertador prometido por nosso Senhor Jesus: ‘E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’ (Jo. 8.32).


CONCLUSÃO: Você tem experimentado alguma forma de opressão do pecado em sua vida ou família?

Venha aos pés de Jesus, pois Ele é quem pode trazer libertação.

terça-feira, 12 de maio de 2009

UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS

II Cr. 34.19-28


OBJETIVO: Ensinar que a família cristã comprometida com o Reino conhece e ensina a Palavra de Deus aos que pedem razão da fé.


INTRODUÇÃO: Qual foi a última vez que você falou da Palavra de Deus a um não cristão?


CONTEXTO: Josias era rei sobre Jerusalém a partir do ano 659 a.C. Registra-se que Josias fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor. Tivera maus exemplos, contudo corrigiu o caminho de duas gerações antes dele: a) Seu avô Manassés reinou 55 anos sobre Jerusalém e fez o que era mau aos olhos do Senhor Deus, a ponto de matar seus próprios filhos no fogo em adoração a deuses da idolatria pagã. b) Seu pai Amom reinou apenas dois anos e foi morto numa conspiração entre seus súditos. Andou nos mesmos caminhos de Manasses e serviu toda a idolatria pagã.
Josias foi colocado no trono aos oito anos de idade, depois de quase 60 anos de maus resultados da influência religiosa pagã para a nação, a corte real abandonou a idolatria. Não se registra o nome dos mentores de Josias, mas sabe-se que aos oito anos era rei apenas de nome. Possivelmente um dos sacerdotes fiéis ao Senhor o instruiu e conduziu seu reinado nos primeiros anos. Aos dezesseis anos de idade, ele já começara a impor sua vontade e ordena a reforma do Templo. Nessa reforma do Templo é encontrado o Livro da Lei, que compunha-se dos cinco livros de Moisés.


TRANSIÇÃO
: Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS.






I – UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS É UMA FAMÍILIA PROCURADA EM MOMENTOS DE CRISE
.

a – Uma crise assolava o povo de Deus.

1. A missão de Josias era reconstruir a espiritualidade do povo de Deus em dias de apostasia e abandono dos princípios e valores de Deus.

2. A ausência dos valores da Palavra de Deus na vida de um povo é a maior crise que esse povo pode sofrer.

3. Encontrado o Livro da Lei em meio aos escombros do Templo, o mesmo é lido para o rei, que manda buscar orientação profética para que se colocasse em prática a Palavra de Deus.

4. Os parâmetros para conduzir a vida e a nação de maneira reta aos olhos do Senhor estavam ali guardados, porém esquecidos das gerações de seus pais.

5. Tinha Josias diante de si um grande problema: ‘Como conduzir o povo na prática da Palavra de Deus!’

6. Mas como já se registrou em nossa literatura brasileira: ‘Para toda problemática existe uma solucionática’.

b – Ter a Palavra na família é saber e aplicar princípios de Deus.

1. O rei envia seus correspondentes à uma família que vivia sob o temor da Palavra de Deus.

2. Hulda, esposa de Salum, o guarda roupa do rei, era uma mulher piedosa e respeitada profetisa em Jerusalém.

3. Percebe-se que esta família tinha compromisso com Deus e com sua Palavra, visto que nesses dias, os profetas Jeremias e Sofonias, conhecidíssimos e respeitados como homens de Deus pastoreavam Jerusalém; mas a despeito disto foram procurar esta profetiza.

4. Hulda (uma mulher) era uma profetiza em Jerusalém não porque faltassem homens profetas, mas porque era dedicada em conhecer a Palavra de Deus.


II – UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS É UMA FAMÍILIA KERIGMÁTICA, DIDÁTICA E CONSOLADORA.

a – Uma família com a Palavra de Deus é família kerigmática.

1. A palavra kerygma (κήρυγμα) significa ‘proclamação’ e se origina do verbo kéryxô (κήρυξω), que significa ‘pregar’.

2. Ser kerigmático significa ser proclamador, e todo cristão é chamado para ser um proclamador da boa nova do Evangelho.

3. A família de Hulda, a profetiza, era uma família que proclamava a Lei de Deus, e para tanto, quando se precisou de alguém que conhecia a Escritura, buscou-se apoio nesta família.

4. As Escrituras enfatizam o dever de se conhecer a Palavra para melhor responder quando procurados.
4.1 – I Pe. 3.15 ‘Estejam sempre preparados para responder a qualquer um que pedir razão da esperança que há em vocês’.
4.2 – Sua família é kerigmática?

b – Uma família com a Palavra de Deus é família didática.

1. O termo didaquê (διδαχή) significa ‘ensino’, de onde se origina nossa palavra ‘didática’.

2. Possuir didática é possuir aptidão, ferramentas e habilidades para o ensino.

3. Quando se procurou alguém que soubesse demonstrar o significado das palavras constantes no Livro da Lei, foi-se procurar a casa de Hulda.

4. Assim eram os cristãos da Igreja primitiva em Jerusalém:
4.1 – At. 5.42 ‘E todos os dias, no Templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo’.
4.2 – O modelo é no Templo e de casa em casa. Vá para uma Célula! Lá você vai aprender a se soltar no ensino e comunicação da Palavra de Deus.

5. A família de Hulda era esta família ensinadora. A sua casa tem sido auxílio na transmissão do ensino da Palavra de Deus a outros que precisam?

c – Uma família com a Palavra de Deus é família nooutética.

1. Esse termo, ‘nooutética’, meio desconhecido é utilizado na psicologia para tratar da habilidade do aconselhamento e do consolo.

2. A família de Hulda se mostra profética, apontando para o rei que coisas terríveis aconteceriam no reino de Judá.
2.1 – II Cr. 34.24-25 ‘Assim diz o Senhor: Eu vou trazer uma desgraça sobre este lugar e sobre os seus habitantes; todas as maldições escritas no Livro que foi lido na presença do rei de Judá. Porque me abandonaram e queimaram incenso a outros deuses, provocando a minha ira por meio de todos os ídolos que as mãos deles têm feito, minha ira arderá neste lugar e não será apagada’.

3. Contudo, Hulda foi nooutética, e o rei foi consolado na afirmativa de que tais coisas não acometeriam a ele ou os seus em seus dias.
3.1 – II Cr. 34.27-28 ‘Já que o seu coração se abriu e você se humilhou diante de Deus quando ouviu o que Ele falou contra este lugar e contra os seus habitantes, e você se humilhou diante de mim, rasgou as suas vestes e chorou na minha presença, eu o ouvi, declara o Senhor. Portanto, eu o reunirei aos seus antepassados, e você será sepultado em paz. Seus olhos não verão a desgraça que trarei sobre este lugar e sobre os seus habitantes’.

4. Nossas famílias também são chamadas a anunciar o juízo, mas também o consolo da Palavra de Deus.


CONCLUSÃO: Sua família é uma família com a Palavra de Deus?
Semeie a Palavra a todo tempo dentro e fora de sua casa (Ec. 11.6).

terça-feira, 5 de maio de 2009

SUA FAMÍLIA ESTÁ DEIXANDO MARCAS SAUDÁVEIS NA HISTÓRIA?


I Cr. 1.1-4


OBJETIVO: Ensinar que a família é uma criação de Deus e deve ser construída e edificada à luz dos princípios de sua Palavra..


INTRODUÇÃO: Salomão, o sábio rei de Israel, em suas reflexões sobre a vida no livro de Eclesiastes fala sobre a sucessão constante das gerações:
Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre.
Há alguma coisa que se possa dizer: Vê, isto é novo? Não Já foram nos séculos que já foram antes de nós (Ec. 1,9).

O sábio está considerando a incansável substituição das gerações e do ciclo comum da vida. De nada adianta apenas vermos a incansável rotina se não tirarmos disto tudo lições que possam tornar mais significativa a nossa vida em sua incansável rotina.


CONTEXTO: De acordo com Bill T. Arnold e Bryan E. Beyer em Descobrindo o Antigo Testamento, o livro de Crônicas tem por propósito apresentar uma declaração de fé de que as promessas de Deus são verdadeiras, apontando sempre para a salvação daqueles que andam nos princípios revelacionais do Criador; remontando as genealogias até Adão, sempre mostrando uma linhagem temente a Deus.


TRANSIÇÃO: Gerações e gerações já se passaram na história. Há famílias que marcaram a história com sulcos muito profundos que mesmo muitas gerações à frente ainda temos reflexo da passagem de tal família no mundo. É por isso que gostaria de compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: SUA FAMÍLIA ESTÁ DEIXANDO MARCAS SAUDÁVEIS NA HISTÓRIA?

I – A FAMÍLIA QUE DEIXA MARCAS SAUDÁVEIS NA HISTÓRIA É PAUTADA PELA FÉ.

a – A fé é produto da revelação de Deus.

1. Caso se averigúe as famílias representadas nestes cabeças de famílias, chega-se a conclusão de que tiveram um contato revelacional de Deus, seja direta ou indiretamente.
1.1 – Adão andou com Deus no paraíso e recebeu de Deus as primeiras revelações especiais, ouvindo diretamente a voz do Senhor.
1.2 – Sete, filho da juventude de Adão (130 anos), foi o substituto de Abel: conforme a imagem e semelhança de Adão. Até Sete a relação de adoração era muito informal e pessoal. A partir desta família é que se inicia a adoração em forma de culto público, fruto de um despertamento quanto a religião verdadeira.
1.3 – Enos nasce neste período de despertamento e avivamento do culto.
1.4 – Apesar de o pecado estar se multiplicando na terra, a verdadeira adoração continua as existir.
1.5 – A linhagem prossegue e chega-se a Enoque, que de tal maneira andou com deus que não há referência a sua morte, mas sim que ‘Deus o tomou para si’.
1.6 – Mesmo em meio a pecaminosidade sempre crescente Deus olha e vê Noé como alguém que andava na obediência da revelação dada. A revelação continua com ele e sua família.

2. Uma linhagem de famílias que foram cuidadosas na preservação da revelação de Deus.
2.1 – Porque estas famílias não perderam a fé como centenas de milhares perderam, a ponto de Deus dizer que já não tinha prazer na existência humana?
2.2 – Porque se apegaram a revelação dada por Deus.

3. Hoje é possível conhecer famílias que há duas ou três gerações atrás eram fiéis a revelação de Deus, à Bíblia e entre seus descendentes não se encontra mais ninguém que ande nos princípios de Deus. Deixaram de andar a luz da revelação.

b – A fé é produto da relação com Deus.

1. Isto aponta para o fato de que não basta apenas a religião, mas é preciso uma relação com Deus.

2. Caso não haja uma verdadeira relação com Deus, isto é, uma comunhão viva e pessoal com o Senhor através da Palavra, da oração e de um culto vivo e transmitido aos descendentes, não haverá continuação da fé.

3. As famílias são exortadas na Bíblia a transmitir a fé:
3.1 – Dt. 6.6-9 ‘Guardem sempre no coração as leis que lhes estou dando hoje e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem. Amarrem essas leis nos braços e na testa para não as esquecerem; e as escrevam nos batentes das portas das suas casas e nos seus portões’.
3.2 – Sl. 78.3-7 ‘As coisas que ouvimos e aprendemos, coisas que os nossos antepassados nos contaram, não as esconderemos dos nossos filhos, mas falaremos aos nossos descendentes a respeito do poder de Deus, o Senhor; dos seus feitos poderosos e das coisas maravilhosas que ele fez. O Senhor deu leis ao povo de Israel e mandamentos aos descendentes de Jacó. Ordenou aos nossos antepassados que ensinassem essas leis aos seus filhos para que os seus descendentes as aprendessem, e eles por sua vez, as ensinassem aos seus filhos. Assim eles também porão a sua confiança em deus; não esquecerão o que ele fez e obedecerão sempre aos seus mandamentos’.
3.3 – Pr. 22.6 ‘Ensine a criança no caminho que deve andar, e mesmo quando for velho, não se desviará dele’.

4. Sua família vive em relação com Deus ou apenas vive formalidade da religião?

5. Será que Deus está interessado em famílias que o amem e transmitem a fé.


II – A FAMÍLIA QUE DEIXA MARCAS SAUDÁVEIS NA HISTÓRIA É PAUTADA PELA OBEDIÊNCIA.

a – Fé que não produz obediência é mera religião.

1. Como saber se a fé de sua família é uma fé verdadeira e pura?

2. O teste é simples e está nas sábias palavras de Jesus:
2.1 – Mt. 7.16-17 ‘Vocês os conhecerão pelo que eles faze. Os espinheiros não dão uvas, e os pés de urtiga não dão figos.toda árvore boa dá frutas boas, e a árvore que não presta dá frutas ruins’.

b – A Fé é vista nos princípios que regem a família.

1. Pode se aferir a realidade da fé na família por alguns questionamentos breves e simples:
1.1 – Os casamentos dos descendentes seguem os padrões da Palavra de Deus?
1.2 – O casamento é ainda visto como uma instituição importante que deve ser mantida?
1.3 – Você acredita em casamentos tão longos quanto os que tiveram estas famílias?
1.4 – Ilustração: Quantos casamentos teria tido Matusalém se vivesse nos valores da sociedade atual? Só pra lembrar, Matusalém viveu 969 anos.

2. Que nota você dá para a transmissão da fé em sua família de forma a ser obedecida e vivenciada na vida das próximas gerações?

3. Caso você queira ver sua família deixando marcas saudáveis na História você precisa pagar o preço de conduzi-la nos fundamentos da fé.


III – A FAMÍLIA QUE DEIXA MARCAS SAUDÁVEIS NA HISTÓRIA É PAUTADA PELA PERSEVERANÇA.

a – A perseverança é um princípio a ser ensinado dentro da família.

1. Há um velho Hino em nossa hinódia com curiosa construção em sua poesia:
Quantos que corriam bem,
De Ti longe agora vão!
Outros seguem, mas, também,
Sem fervor vivendo estão.
1.1 – Este hino preconiza a síndrome de famílias que não desenvolveram a perseverança, estando muitos já longe do caminho e, outros, sem fervor trilhando a senda do esfriamento e distanciamento.
1.2 – Caso não seja transmitido o fervor aos seus descendentes, o amor a Deus logo se esfriará.
1.3 – A transmissão do fervor se dá por uma vida de fervor.
1.4 – Você é fervoroso em sua vida cristã ou és um mero assistente aos cultos? Reproduzirás o que és!

2. O apóstolo Paulo fala de uma inclinação natural do homem de se afastar do Senhor. Só em dependência constante do Espírito Santo de Deus a perseverança em sua casa pode se tornar realidade.

b – Deixar marcas saudáveis na História denota o temor da família.

1. Esta linhagem descrita foi uma linhagem fiel e temente a Deus.

2. Para que a História seja marcada de forma saudável e indelével por sua família é imprescindível que o temor do Senhor seja imprimido através de palavras e obras na vida de cada pessoa da família.

3. De que maneira sua linhagem tem sido ensinada a ser temente ao Senhor, de modo que a Fé, a Obediência e a Perseverança sejam princípios demarcadores na sua História?

4. Observe a longevidade de cada representante destas famílias:
4.1 – Adão, 930 anos.
4.2 – Sete, 912 anos.
4.3 – Enos, 905 anos.
4.4 – Cainã, 910 anos.
4.5 – Maalalel, 895 anos.
4.6 – Jarede, 962 anos.
4.7 – Enoque, 365 anos.
4.8 – Metusalém, 969 anos.
4.9 – Lameque, 777 anos.
4.10 – Noé, 650 anos.
4.11 – Sem, 600 anos.
4.12 – Cam, ?
4.13 – Jafé, ?

5. Casamentos que duraram tanto assim só podem ter sido construído à base de um compromisso verdadeiro com Deus e um com o outro.

6. O compromisso de manter a Aliança entre os casais tem sido superficial, por isso o casamento pode se desfazer sob qualquer pretexto.


CONCLUSÃO: Sua família está deixando marcas na História como estas que foram registradas?

O que você tem feito para construir uma família temente a Deus?

segunda-feira, 27 de abril de 2009

QUE ATITUDES PRECISO ASSUMIR PARA QUE TENHA UM TESTEMUNHO INTENCIONAL?

II Re. 5.1-19


OBJETIVO: Desafiar os membros a envolver-se em relacionamentos intencionais com não cristãos.

INTRODUÇÃO: Anônimos têm mudado a história do mundo.
a) A derrubada dos muros de Berlim.
b) 11 de setembro.

CONTEXTO: Por volta do ano 851-842 reinou em Israel o rei Jorão. Este era o segundo filho de Acabe, visto que o primeiro, filho, o rei Acazias, reinou e morreu sem deixar filhos que o sucedesse. Era um período de um reino enfraquecido, política e militarmente e, por isso sempre oprimido por invasões e dominações dos reinos vizinhos. Aqui temos a história de uma menina anônima que só tem 18 palavras registradas na Bíblia, mas que mudou a história de um general e, conseqüentemente a história do reino da Assíria.

TRANSIÇÃO: Posso também ser um agente de transformação na vida de pessoas ou do mundo? Quero propor respostas através do seguinte tema: QUE ATITUDES PRECISO ASSUMIR PARA QUE TENHA UM TESTEMUNHO INTENCIONAL?



I – EU QUERO SER UMA PESSOA SEM AMARGURA.

a – A menina anônima de Israel tinha tudo para ser amargurada.

1. Ela perdeu.
1.1 – A família.
1.2 – O lar.
1.3 – O nome.
1.4 – A liberdade.
1.5 – A comida.
a) Perder a comida que se gosta e ter que comer outro tipo é terrível.
b) O Rev. Jeremias Pereira esteve na Coréia e lá comeu carne de cachorro. Quando soube quase passou mal.

2. Reclamar não cura o seu coração.
2.1 – A menina aprendeu esta lição certamente na comunhão que possuía com seu Senhor e Deus.
2.2 – Esta é uma lição que precisamos aprender se quisermos ter um testemunho que toca na vida de outros.
2.3 – Fp. 2.14 ‘Fazei tudo sem murmurações nem contendas’.

3. Se fosse algum de nós, ela teria desejado que a lepra pegasse a todos da casa de Naamã.

b – O coração alegre contagia outros.

1. Pr. 15.13 ‘O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate’.

2. Para sermos pessoas de um testemunho intencional precisamos aprender viver de maneira alegre apesar das situações.

II – EU QUERO SER UMA PESSOA CHEIA DE FÉ.

a – A menina anônima era uma pessoa de fé.

1. Mesmo em meio a tribulação, perdas e dominação que a levou a uma condição de escrava e serviçal, aquela menina se mostrou útil aos seus patrões e pôde manifestar sua fé:
1.1 – ‘Tem um Deus em Israel’.
1.2 – Muitos, na tribulação, esquecem-se de Deus e querem morrer.
1.3 – Três pessoas na Bíblia pediram para morrer:
• Moisés.
• Elias acovardado diante de uma rainha.
• Jonas depois que a planta que lhe fazia sombra morreu.
1.4 – Não se esqueça de Deus.

III – EU QUERO SER UMA PESSOA CHEIA DE COMPAIXÃO.

a – Compaixão era uma característica da menina anônima.

1. II Re. 5.3 ‘Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria’.

b – Só pessoas cheias de compaixão evangelizam.

1. Só uma Igreja cheia de compaixão evangeliza.

2. Depois de convertidos e aculturados dentro do padrão da denominação, o crente, em muitos casos se torna insensível para com a condição de perdidos dos outros.

3. Precisamos guardar bem nossas tradições cristãs, mas romper com o tradicionalismo que nos aprisiona a conceitos e práticas que nos impedem de alcançar outros para o Reino de Deus em Cristo Jesus.

IV – EU QUERO SER UMA PESSOA DOADORA.

a – Coração doador é imprescindível para a evangelização.

1. Essa menina anônima deu uma informação que valia uma fortuna.
1.1 – Transformando os valores de lá para cá:
a) 428 Kg de prata = .
b) 85 Kg de ouro = .
c) 10 vestes festivais = R$15.000,00.

b – A que estamos aqui?

1. A Igreja brasileira precisa aprender a ser doadora.
1.1 – Trabalho e dons na Igreja.
1.2 – Dinheiro: ‘Troque o cachorro pelo missionário’.
1.3 – Grupos que mais consomem no Brasil:
• Mulheres.
• Crianças.
• Cachorros.

2. A liderança da Igreja deve ser a primeira a ter um coração doador, se quisermos que a Igreja aprenda a fazer o mesmo.

3. ‘Quando a liderança vai na frente as águas se abrem’ (Rev. Jeremias Pereira).

4. Se a Igreja tem líderes que não colocam o compromisso com a causa de Cristo em primeiro lugar sempre correremos o risco de sermos uma Igreja fria e sem paixão.

V – EU QUERO SER UMA PESSOA INFLUENCIADORA.

a – Assumindo uma atitude de influência intencional.

1. A menina influenciou intencionalmente.

2. Depois de um certo tempo de observação e de reconhecimento do terreno daquela casa, que a menina se dispôs a causar influência.

3. Ela poderia ter ficado calada toda a vida, mas, conhecendo o seu Deus e sabendo do seu amor e compaixão, não se conteve e, intencionalmente abriu sua boca para falar de seu Deus.
3.1 – II Re. 5.3 ‘Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria’.

b – Não podemos nos dar ao luxo de não influenciar.

1. É importante o testemunho verbal para com os não cristãos?

2. ‘Eu só vivo e não falo’ – O máximo que pode acontecer é os amigos acharem que você é um espírita.

3. Já pensou em se aproximar de vizinhos ou pessoas próximas no trabalho ou escola com intenções evangelísticas?

4. Você tem tido essa experiência?

VI – EU QUERO SER UMA PESSOA MISSIONÁRIA.

1. A maior lepra da vida é o pecado. Deus ainda pode curar esse mal?

2. Como Deus faz isso?

3. Como posso participar do processo de cura na vida de outros?


CONCLUSÃO:

Você deseja estar numa Igreja evangelizadora?
Você deseja estar numa Igreja viva, dinâmica?
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

RISCOS E COMPROMISSOS COM O SUSTENTO DA CAUSA DE DEUS.

I Re. 17.8-16


OBJETIVO: Levar os cristãos à compreensão de que o Reino de Deus é prioridade sobre qualquer investimento humano e que o cristão deve ser fiel.


INTRODUÇÃO: Igrejas em nossos dias se tornaram um excelente meio de comércio e de levantamento de fortunas. Se tornaram comum a respeito das Igrejas brincadeiras jocosas como: ‘Pequenas Igrejas, grandes negócios’ ou ‘Jesus é o caminho, as Igrejas são pedágios’.
Apesar da dificuldade que o tema propõe, o cristão precisa ter clareza do porque contribuir para o Reino de Deus. A necessidade do Evangelho no mundo justifica o meu desprendimento e exige de minha Igreja o investimento em ações que redundem em evangelização eficiente e transformadora.


CONTEXTO: Contexto de Elias confrontando-se com Acabe, um rei que desviara os filhos de Israel para adorarem a Baal.
Elias fora chamado para pregar arrependimento e vida em YHWH.


TRANSIÇÃO: Qual a relação desta história com a questão do sustento da obra de Deus? Quero vos falar nesta oportunidade, utilizando-me de pontos análogos da história desta viúva, sobre RISCOS E COMPROMISSOS COM O SUSTENTO DA CAUSA DE DEUS.




I – A QUESTÃO DA CONTRIBUIÇÃO É ORDEM DE DEUS PARA O SEU POVO.

a – Onde está a ponta da meada?

1. Onde a Bíblia começa a falar da prática do sustento para com a obra de Deus?

2. O assunto é introduzido de modo tão natural na história de Abrão (Gn. 14.20) como se fosse uma prática muito antiga entre os que temiam a Deus.

3. É possível que remonte a tempos edênicos onde Deus, certamente deu algumas prescrições de culto e liturgia à Adão e sua família. Senão, onde Abel e Caim aprenderam sobre cultos e sacrifícios?

4. Encontraremos muitas outras religiões da antiguidade com prática semelhante para sustento de seus cultos.

b – É ordem de Deus.

1. Deus comissiona Elias para sair de onde estava e ir para Sarepta, um povoado que ficava às margens do Mediterrâneo, entre as cidades de Tiro e Sidom, afirmando que ali haveria quem o sustentaria.
1.1 – I Re. 17.9 ‘... ordenei ... que te sustentes ...’.

2. A questão da contribuição para a causa do Reino de Deus insurge-se numa determinação do próprio Deus.

c – Um relance sobre a questão ao longo da Bíblia.

1. No período patriarcal.
1.1 – Abrão dava o dízimo (Gn. 14).
1.2 – Jacó se compromete a dar o dízimo (Gn. 28.22).

2. No período mosaico e monarquia.
2.1 – Lv. 27.30 ‘Todos os dízimos do campo, do fruto das árvores, ..., são do Senhor, são santos ao Senhor’.
2.2 – Pr. 3.9 ‘Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda’.

3. No período pós-exílico.
3.1 – Ml. 3.10 ‘Trazei todos os dízimos à Casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa’.

4. No NT em geral.
4.1 – O NT não traz um tratado elaborado sobre dízimos e sustento visto já ser matéria ensinada no VT.
4.2 – O cristão maduro, ciente dos desafios do Reino de Deus, investe no sustento do trabalho cristão, no afã de ver a glória de Deus no progresso da pregação do Evangelho e da expansão do Reino de Deus através da conversão de não crentes e na transformação da sociedade através dos valores e princípios de Cristo no mundo.
4.3 – O cristão maduro sabe que a questão da contribuição não é ponto facultativo ou opcional, mas sim ordem de Deus para o sustento e avanço de seu Reino.

5. Deus ordenou àquela viúva que sustentasse ao profeta Elias como o representante imediato de seu Reino.


II – O REINO É PRIORIDADE NO PLANO DE DEUS PARA O CRISTÃO.

a – De volta à história.

1. Elias se aproxima da viúva, pede água, depois alimento e insiste: ‘primeiro para mim’.
1.1 – I Re. 17.10-11 ‘Então, ele se levantou e foi à Sarepta; chegando à porta da cidade, estava ali uma mulher viúva apanhando lenha; ele a chamou e lhe disse: Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber. Indo ela a buscá-la, ele a chamou e lhe disse: Traze-me um bocado de pão na tua mão’.

2. Mt. 6.33 ‘Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’.

3. Ter o Reino de Deus como prioridade é ter visão da amplitude e urgência da obra que dele decorre.

4. A sinceridade de nosso amor a Deus manifesta-se na realidade do desprendimento de nossa vida e de nossos haveres em função de sua causa.

5. Ou o nosso coração é todo de Deus ou não é de Deus.


III – O CRISTÃO EM SI ESTÁ NUM PLANO SECUNDÁRIO.

a – De volta à história.

1. A mulher reluta em obedecer (ler vs. 12).

2. Elias conversa com a viúva e a convence de que a prioridade deveria ser para o Reino de Deus.
2.1 – I Re. 17.13 ‘... depois farás para ti mesma e teu filho...’.

3. De acordo com Jesus:
3.1 – Mt. 22.37-40 ‘Amarás o Senhor teu Deus, ... o próximo... como a ti mesmo’.
3.2 – Lc. 9.57-60
a) ‘Permite-me primeiro sepultar meu pai ...’
b) ‘Deixa-me primeiro despedir-me dos de casa...’
3.3 – Mt. 6.33 ‘Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’.

4. Dada a amplitude e a urgência da obra precisamos considerar que a nossa posição é secundária, somos apenas servos inúteis que buscam primeiramente o interesse de seu Senhor.

5. O momento aqui não é o de buscarmos em primeiro lugar os nossos interesses ou nossa riqueza, mas o Reino de Deus através de uma vida de compromisso, sustento e fidelidade.


IV – DEUS SUPRIRÁ TODAS AS NECESSIDADES DO SEU POVO.

a – De volta à história.

1. I Re. 17.14 ‘Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite de tua botija não faltará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra’.

2. O desafio proposto era o da obediência e da fé que Deus supriria cada uma das necessidades daquela casa.

b – A promessa do sustento.

1. As Escrituras nos trazem muitas promessas nesta mesma ordem: ‘Sustente a obra de Deus que Deus dará sustento à sua vida’.

2. Ml. 3.10-12 ‘Tragam todos os dízimos aos depósitos do Templo, para haver alimento suficiente em minha casa. Se vocês fizerem, isso, abrirei as janelas do céu e derramarei uma bênção tão grande que vocês não terão lugar onde guardá-la. Experimentem! Dêem-me uma oportunidade de provar que isso é verdade! Suas colheitas serão formidáveis porque eu as protegerei dos bichos e das pragas. As uvas não murcharão antes de amadurecer, diz o Senhor do Universo. Todas as nações dirão que vocês são abençoados porque a sua terra vibrará de alegria. Estas são as promessas do Senhor do Universo.

3. Pr. 3.9-10 ‘Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares’.

4. Não cabe aqui a apologia da miséria ou o voto de pobreza como em outras épocas da História da Igreja, mas cabe considerar a urgência do Reino e da salvação eterna de vidas em contraste com nossa transitoriedade.

5. Não cabe também aqui a apologia da prosperidade como em voga em nosso tempo, mas cabe ressaltar que Deus prospera o caminho de todos aqueles que lhe são fiéis, com toda sorte de bênçãos, não se restringindo apenas à questão material e financeira.

c – O cumprimento da promessa do sustento.

1. A viúva, mesmo não tendo nada, correu o risco de ser fiel e oferecer o sustento para o homem de Deus.

2. Deus sustentou a viúva e a Elias cumprindo fielmente sua promessa.
2.1 – I Re. 17.16 ‘Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor’.
2.2 – Fp. 4.19 ‘E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades’.


CONCLUSÃO: É na proporção de nosso interesse pelo Reino de Deus que Deus nos abençoa.
Comprometa-se com o sustento de sua causa.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

RESSURREIÇÃO DE CRISTO, AMBIENTE PARA RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA.

Lc. 24.13-35


OBJETIVO: Apresentar a realidade da ressurreição de Jesus Cristo como fator e renovação da esperança do cristão.


INTRODUÇÃO: É possível vales de lágrimas aconteçam na vida de cristãos e por isso muitas vezes, a esperança se torna enfraquecida e nublada.


CONTEXTO: Jesus havia morrido e com ele foram sepultados todos os sonhos dos discípulos e do povo judeu: o sonho de uma nação livre, forte e poderosa, onde o próprio Deus, através do Messias os apascentaria e e os abençoaria como seu povo.
No amanhecer do terceiro dia (domingo), amanhece também uma nova esperança, trazendo um clima de renovação para aqueles que estavam frustrados e deprimidos.


TRANSIÇÃO: Já experimentou situações de desânimo, tendo sua esperança renovada? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre RESSURREIÇÃO DE CRISTO, AMBIENTE PARA RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA.







I – RENOVAÇÃO PSICOLÓGICA.

a – Tristeza e depressão para os discípulos.

1. Esperança frustrada: ‘Esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel, mas...’ (Lc. 24.21).

2. O Messias estava morto: ‘Já é este o terceiro dia...’ (Lc. 24.21).

3. Estavam preocupados e tristes (Lc. 24.17).
3.1 – Tempo empregado em seguir a Jesus.
3.2 – Esforço empregado em seguir a Jesus.
a) ‘Deixamos casas, trabalho, família, bens’.
3.3 – Confiança.
a) ‘Cremos que ele era o Messias’.

4. Tudo perdido! Tudo acabado. Só restou frustração.

b – Cristãos desanimados espiritualmente, hoje.

1. Existem muitos cristãos frustrados com Jesus.

2. Possivelmente por não conhecerem as Escrituras criam uma expectativa diferente acerca de Jesus.
2.1 – Pessoas que acreditaram que Jesus tinha a obrigação de curar, ou de resolver o seu problema.
2.2 – Pessoas que desanimaram de orar porque Jesus não respondeu da maneira ou tempo que esperavam.

c – Jesus na ressurreição restaura a esperança dos discípulos.

1. Torna real a Escritura.
1.1 – Lc. 24.27 (NVI) ‘E começando por Moisés e todos os profetas, explicou-lhes o que constava a respeito dele em todas as Escrituras’.

2. Estabelece nova comunhão.
2.1 – Fica com eles.
a) Lc. 24.28-29 (NVI) ‘Ao se aproximarem do povoado para o qual estavam indo, Jesus fez como quem ia mais adiante. Mas eles insistiram muito com ele: “Fique conosco, pois a noite já vem; o dia já está quase findando”. Então, ele entrou para ficar com eles’.
2.2 – Come pão.
a) Lc. 24.30 (NVI) ‘Quando estava à mesa com eles, tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a eles’.

3. Abre os olhos aos discípulos.
3.1 – Lc. 24.31 (NVI) ‘Então os olhos deles foram abertos e o reconheceram, e ele desapareceu da vista deles’.

d – Jesus na ressurreição quer restaurar a sua esperança.

1. Como essa experiência de tornar real a Escritura é necessária na vida dos cristãos de hoje.
2.1 – Há muitos cristãos apenas acostumados com a Escritura. Para eles a Bíblia é um livro religioso, mas já não exerce mais fascínio.
2.2 – Há muitos acomodados que já nem lêem mais as Escrituras como a carta do Amado de sua alma.
2.3 – Há muitos crentes nominais que apenas vão às Igrejas e muitos nem mesmo levam mais a Bíblia.

2. Ilustração: ‘Tô contigo e num abro’.

3. Você precisa ler as Escrituras com o anseio sincero de que Jesus a torne real para você.

4. A fé nas Escrituras surge através de uma sincera busca:
4.1 – Rm. 10.17 ‘A fé vem pela pregação, e a pregação pela palavra de Cristo ’.
4.2 – Ap. 1.3 ‘Bem aventurados os que lêem, os que ouvem e os que guardam as palavras deste livro’.

4.3 Jesus quer estabelecer com você uma nova e mais profunda comunhão: ‘Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo’ (NVI) (Ap. 3.20).


II – RENOVAÇÃO ESPIRITUAL.

a – A espiritualidade dos discípulos se mostrava nublada.

1. O desequilíbrio psicológico (mental e emocional) devido as pressões e depressões nublaram a visão dos discípulos acerca de Jesus Cristo como o Deus verdadeiro, encarnado para cumprir a missão de Salvador.

2. A experiência de comprovar a ressurreição de Jesus na vida dos discípulos lhes devolveu a esperança e a Fé.

b – Sem esperança nossa espiritualidade se mostra nublada.

1. O desequilíbrio psicológico (mental e emocional) devido as pressões e depressões também pode nublar nossa fé e nossa espiritualidade.

2. A ressurreição nos devolve a fé no Messias.

3. A ressurreição nos devolve o sentido da vida com Deus.

4. A ressurreição nos acorda para a realidade de que Deus é o Senhor da vida e da História.

5. A ressurreição nos acorda para o fato de que ‘o choro pode durar uma noite’, mas sempre haverá um amanhecer e uma nova alegria.


III – RENOVAÇÃO ESCATOLÓGICA.

a – Perderam a visão do novo mundo.

1. Com Jesus esses discípulos aprenderam a acreditar na implantação do Reino de Deus onde uma realidade com novos valores e uma nova ordem seria experimentada.

2. Perderam a expectativa da vinda do Filho do Homem, tema de muitos ensinos de Jesus.

3. O Messias morrera e só restou desesperança e caos.

b – A ressurreição os acordou.

1. A ressurreição aponta para uma vitória ainda maior.
1.1 – ‘Aquele dia... no Reino de meu Pai’ (Mt. 26.29).
1.2 – ‘Até que ele venha’ (I Co. 11.26).

2. A ressurreição nos redireciona para uma nova espiritualidade, e para a perspectiva de um novo mundo onde existirão justiça e felicidade eternas.


CONCLUSÃO: Jesus quer renovar nosso coração e nossa vida.
Jesus quer nos dar de novo a esperança quanto a vida presente através de uma relacionamento pessoal e diário com o Espírito Santo.
Jesus quer te dar de novo a expectativa de seu retorno glorioso e do mundo novo que há vir com Ele.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

TENHA UM LUGAR À MESA DO REI

II Sm. 9.1-13


OBJETIVO: Ensinar que Deus está interessado em restaurar o pecador e sua posição de miséria e lhe conferir lugar junto a sua mesa.

INTRODUÇÃO: O salmista declara que o Senhor levanta miseráveis para os assentar ao lado de príncipes (Sl. 113.7-8).

CONTEXTO: Davi rinha uma aliança com Jônatas, onde cada um se compromete em cuidar da família do que morresse primeiro.

TRANSIÇÃO: Já se sentiu privilegiado por alguém?


I – A TRISTE CONDIÇÃO DO PECADOR.

a – A triste condição de Mefibosete.

1. Desventuras em série acontecem na vida de Mefibosete.
1.1 – Seu pai e seu avô foram mortos em guerra quando tinha cerca de seus cinco anos.
1.2 – Ao receber a família a notícia que Jônatas fora morto, a ama que cuidava do pequeno Mefibosete, quis fugir para salvar a vida do menino e deixou-o cair, batendo fortemente com os pezinhos no chão o que o tornou aleijado de ambos os pés.
1.3 – II Sm. 4.4 ‘Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado dos pés. Ele tinha cinco anos de idade quando chegou a notícia de Jezreel de que Saul e Jônatas haviam morrido. Sua ama o apanhou e fugiu, mas, na pressa, ela o deixou cair, e ele ficou manco. Seu nome era Mefibosete’.
1.4 – Mefibosete foi criado pela família de Ziba, um dos servos de Jônatas, numa cidade chamada Lo-Debar ou Debir.
1.5 – Aleijado, sem família, desamparado, cheio de traumas e ódio. Essa era a vida de Mefibosete.

2. A triste condição em Lodebar.
2.1 – Lo-Debar também conhecida como Debir, era uma cidade que se situava próximo ao rio Jordão, na região do norte.
2.2 – O nome pode significar ‘nulidade’. Com esse significado podemos ainda observar a condição que estava Mefibosete.
2.3 – Mefibosete estava vivendo num lugar que era uma nulidade.
2.4 – Ele mesmo se sentia uma nulidade, diminuído e cheio de complexos, deixando transparecer seu estado psíquico, abalado pela morte de toda sua família, e sabedor de uma aliança entre Davi e Jônatas, seu pai.
2.5 – Quando apresentado a Davi, que o mandara chamar, Mefibosete expõe a amargura de seu coração: ‘Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?’ (II Sm. 9.8).
2.6 – Ilustração: ♫ ‘Adeus a Lo-Debar’ – Eliã de Oliveira.

b – A triste condição de o pecador.

1. Este é um quadro análogo da condição do ser humano enquanto pecador.

2. Criado para viver a melhor qualidade de vida por toda a eternidade experimenta também uma queda e fica aleijado.

3. Com o pecado, o homem ficou impossibilitado de morar com o Rei, que o próprio Deus.

4. Agora, fora do palácio do Rei, o homem experimenta o significado de Lo-Debar: nulidade. É isto que o ser humano em seu estado de pecado vive – uma nulidade, uma vida vazia, desprovida de significado e esperança futura.

5. Amargura, complexo, instabilidade e incertezas são comuns na vida do ser humano. Uma grande buraco! Um grande vazio! Uma grande Lo-Debar!



II – DEUS E A SOLUÇÃO DO PROBLEMA DO PECADO.

a – A iniciativa de Davi para restaurar Mefibosete.

1. O rei Davi, depois de conseguir a estabilidade de seu reino, lembra-se de que fizera uma promessa a Jônatas de que cuidaria de sua família.

2. Investiga e descobre através de Ziba, servo da família de Saul, que havia um filho de Jônatas, aleijado, morando num cantão das tribos do norte.

3. Davi manda buscar o jovem, que chegando diante do rei, se prostra com o rosto em terra, com medo, complexado e temendo uma atitude punitiva por parte de Davi.

4. Davi apresenta a ele sua proposta:
4.1 – II Sm. 9.7 ‘Não tenha medo, disse-lhe Davi, pois é certo que eu o tratarei com bondade por causa de minha amizade com Jônatas, seu pai. Vou devolver-lhe todas as terras que pertenciam a seu avô Saul, e você comerá sempre à minha mesa’.

5. Para alguém que se arrastava, abandonado, complexado, sem esperanças, agora, com um futuro garantido, podendo se assentar a mesa do rei... Que coisa maravilhosa! Que soerguimento!

b – A iniciativa do Rei para restaurar o pecador.

1. Esta atitude de Davi é uma tremenda analogia do amor de Deus para com o pecador.

2. O pecador caído e impossibilitado de andar na presença de Deus é buscado pelo próprio Deus que lhe paga sua culpa através do sacrifício de Jesus Cristo e lhe oferece de volta um lugar à mesa.

3. Assim como Mefibosete, o pecador pode de novo, sentar-se à mesa do Rei.

4. O pecador que reconhece seus pecados, se arrepende e se converte a Jesus Cristo, recebendo-o como seu único e suficiente Salvador é colocado de volta à mesa do Rei.
4.1 – Recebe o perdão de seus pecados e a quitação de suas dívidas e culpas diante de Deus.
4.2 – Recebe um novo coração, com novos afetos e uma nova inclinação.
4.3 – Recebe a dádiva da adoção onde não é tratado nem mesmo como um simples servo, mas adotado como filho amado do Rei.
4.4 – Recebe o selo e a habitação do Espírito Santo que lhe conduz em uma nova qualidade de vida num processo de santificação.

5. Ilustração: ‘Atitude do Pai do Filho pródigo: Manda lhe colocar as melhores roupas, um anel no dedo, sandálias nos pés e o coloca à mesa como convidado principal de uma grande festa’.

CONCLUSÃO: O Rei manda te chamar, meu irmão! É hora de atender o chamado do Rei.
Receba a oferta do Rei.
Entregue-se ao Senhor e Salvador Jesus.