sábado, 22 de maio de 2010

ATITUDES POSITIVAS DIANTE DAS PROVAÇÕES

Tg. 1.2-8,12


OBJETIVO: Ensinar que situações adversas sempre farão parte da vida do cristão, porém este poderá enfrentá-las de maneira proveitosa assumindo atitudes positivas.


INTRODUÇÃO: Na história da Igreja, sempre tem aqueles que, no intuito de alcançar seguidores, apresentam a mensagem do Evangelho de forma enganosa.
Dietrich Bonhoefer apresenta em seu livro Discipulado, o conceito da ‘graça barata’, onde apenas aceitar o Evangelho lhe dá direito a uma vida fácil, isenta de sofrimentos e próspera.
Em nossos dias a ênfase tem sido o alcance de uma condição onde todo tipo de prosperidade se torna seu apenas pelo fato de pertencer a esta ou àquela denominação.


CONTEXTO: A Igreja primitiva experimentou um tipo de provação ainda não experimentado pela Igreja brasileira.
• Famílias verem seus chefes arrastados e mortos pela sua fé.
• Igrejas verem seus pastores arrancados de seu lugar e jogados em arenas com animais ferozes por não negarem a Cristo.
• Muitos foram queimados vivos por não negarem o Senhor.


TRANSIÇÃO: Como encarar as provações, aflições e dificuldades? Quero compartilhar nesta oportunidade o seguinte tema: ATITUDES POSITIVAS DIANTE DAS PROVAÇÕES.



I – OLHAR AS PROVAÇÕES PELA ÓTICA CORRETA
.

a – Não olhar as provações pela ótica de Deus gera rebeldia.

1. As Escrituras apresentam Deus como o Senhor absoluto a quem estão subordinados todos os poderes, energias e forças do universo.

2. Nada lhe escapa ao controle! Desde os macrocosmos com sua grandeza insondável até os microcosmos invisíveis ao olho nu. Tudo está sob o controle absoluto de Deus.

3. Quando qualquer um de nós perde isto de vista passamos a assumir uma postura de rebeldia em relação àquilo que nos acontece de modo adverso.

4. Ilustração: Jó era um homem íntegro e temente a Deus, contudo quando lhe sobrevieram as provações e estas persistiram em esticar as cordas de suas fibras e fé, ele se rebelou contra deus e se colocou como um igual querendo explicações. No decurso de sua história fica claro para ele que Deus estava no controle de tudo e, quando ele assim se rende sua sorte é mudada. ‘Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem’ (Jó 42.5).

b – As provações são oportunidades transformadoras.

1. Tiago ensina a Igreja a olhar as provações com alegria, pois estas são oportunidades transformadoras para cada cristão.
1.1 – Tg. 1.2 (NTLH) ‘Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que , quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança’.

2. O cristão só pode ter alegria nas provações se aprender a encarar as provações pelo lucro espiritual que estas proporcionam.

3. Ilustração: Habacuque foi um profeta que viveu no século VII a.C. Vendo que seu povo estava em desobediência contumaz, clamou ao Senhor para mudar os rumos de sua nação. Deus lhe mostrou que faria isso usando o povo babilônico, que arrasaria o povo judeu. Sabendo da desumanidade dos caldeus na guerra, Habacuque exclama: ‘Isso vai ser uma tribulação muito intensa! Como pode o Senhor permitir tal coisa?’ Deus lhe responde e os faz ver os propósitos e os frutos que a nação colheria dali. Então Habacuque termina seu livro profético com a seguinte profissão de fé: ‘Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, os meus lábios tremeram; minhas pernas vacilaram. Tranquilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca. Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no deus da minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os da corça, faz-me andar em lugares altos’. (Hc. 3.17-18).

4. Este texto de Tiago é diametralmente oposto conceito da ‘crença fácil’ que medra na moderna Igreja evangélica, e que diz que basta alguém fazer a profissão de aceitação de Cristo, como seu salvador, para que fiquem solucionados todos os seus problemas e se assegure a prosperidade .

5. As provações, tribulações e dificuldades fazem parte do currículo da Escola de Deus. O Senhor Jesus não isentou seus seguidores de passar por provações, antes os alertou e os preparou para isto.

6. Olhe as provações pela ótica de Deus!

II – BUSCAR SABEDORIA AO PASSAR PELAS PROVAÇÕES.

a – A necessidade de sabedoria em meio às provações.

1. ‘A sabedoria é a rainha das virtudes’, afirmava Cícero.

2. A sabedoria que vem de Deus consiste em compartilhar da própria sabedoria divina e, longe de ser meramente uma qualidade ou uma habilidade racional ou empírica, a mesma consiste no discernimento da alma quanto às realidades espirituais.

3. Suportar as provações e progredir na busca espiritual pela perfeição é algo que exige a apropriação da sabedoria que vem de Deus e é por isso que o cristão é estimulado a pedir sabedoria para atravessar as provas.
3.1 – Tg. 1.5 (NVI) ‘Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade, e lhe será concedida’.

b – Sabedoria espiritual advém da relação mística com o Senhor.

1. A sabedoria espiritual não se mede nem se quantifica pela bagagem de conhecimento bíblico ou teológico que alguém possa adquirir.

2. ‘A sabedoria a que Tiago se refere não é o conhecimento de fatos a que denominamos de ciência, mas é aquela qualidade de entendimento que aguça a percepções das obrigações morais e a apreensão das realidades eternas... e se compõe daqueles princípios, que como diz o livro de Provérbios, se origina da reverência para com Deus’ .

3. Essa sabedoria tem sua base no perfeito conhecimento de Deus e é transmitida à alma mediante a ação e poderes místicos do Espírito Santo.

4. Descanse na sabedoria de Deus.
4.1 – ♫ ‘Não tenhas sobre ti’.
4.2 – Busque e descanse na sabedoria de Deus!


III – COLHER OS FRUTOS DAS PROVAÇÕES.

a – Tiago aponta para provações como fonte de bênçãos e frutos.

1. O termo que Tiago usa no verso 3 é ‘dokmíon’ (Δοκμίον) indicando a provação da vossa fé, e significa ‘instrumento de testar’ ou ‘meio de teste’.

2. Era empregada nos testes de metais para conhecer o grau de pureza que havia nos mesmos.

3. As provações têm por objetivo apurar a autenticidade de nossa fé, caráter, sinceridade e santidade.

b – Frutos colhidos das provações.

1. As Escrituras revelam Deus como aquele que cada um de seus filhos.
1.1 – Hb. 11.6 ‘... [Deus] se torna galardoador dos que o buscam’.

2. As recompensas são de duas naturezas: Terrenas e eternas:
2.1 – As provações produzem perseverança levando o cristão a um estado de maturidade chamado aqui de ‘perfeitos e íntegros’.
a) Tg. 1.4 (NVI) ‘E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma’.
2.2 – Tiago fala também de uma recompensa de natureza eterna que é a coroa da vida, que de acordo com os eruditos, é a própria vida eterna.
a) Tg. 1.12 (NTLH) ‘Feliz é aquele que nas aflições continua fiel! Porque, depois de sair aprovado dessas aflições, receberá como prêmio a vida que Deus promete aos que o amam’.

c – Reconhecimentos de quem passou pelas provações.

1. Durante as provações nem sempre se encontram os sentimentos de resignação e aceitação.

2. O cristão sempre reconhecerá que após cada tempestade há um lindo arco-íris, ou que ‘o choro pode durar uma noite, mas a alegria sempre vem ao amanhecer’.

3. O salmista declara os benefícios de ter passado por provas.
3.1 – Sl. 119.71 ‘Foi-me bom ter eu passado pela aflição; para que aprendesse os teus decretos’.

4. O paciente Jó, após atravessar situações de dor e perdas e não poucos sofrimentos na carne e na alma, declara que as provações o ajudaram a perceber melhor a pessoa de Deus.
4.1 – Jó 42.5 ‘Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem’.


CONCLUSÃO: Você está passando por provações, aflições ou dificuldades?
• Você deve olhar para as provações pela ótica de Deus.
• Você deve buscar sabedoria ao passar pelas provações.
• Você colherá os frutos das provações aqui e na eternidade.

Coloque-se diante do Senhor para buscar força e graça nas horas de lágrimas e vales.
Venha à frente! Dobre-se diante do Soberano Senhor!
Quero orar por você.

terça-feira, 11 de maio de 2010

FAMÍLIA ABENÇOADA É FAMÍLIA QUE ABENÇOA

Fm. 1.1-20


OBJETIVO: Ensinar que uma família abençoada com a graça de Deus é também uma família que abençoa mesmo os que lhe causam danos e males.

INTRODUÇÃO: O conceito de ‘abençoado’ hoje em dia é um conceito muito materialista. Ser abençoado independe da condição social ou da conta bancária. Sua família é uma família abençoada?

CONTEXTO: Aprende-se através do Livro de Atos dos Apóstolos que Paulo trabalhou em Éfeso por 3 anos e que sua presença ali irradiou o Evangelho para toda a região. Possivelmente neste tempo Filemom conheceu a fé evangélica. A história vai apontar Filemom como um futuro bispo em de Colossos, tendo morrido sob a perseguição de Nero.
Alguns inferem que Áfia (vs. 2) era sua esposa e Arquipo era seu filho. Parece ser esta uma família hospedeira e acolhedora.
A família de Filemom também é vista como uma família que sofrera afronta e tenha sido lesada no episódio que cerca o escravo Onésimo.

TRANSIÇÃO: Você ou sua família já sofreu algum dano praticado por outros, e como você se sente? É capaz de abençoar e viver em paz com quem lhes causou estes males? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: FAMÍLIA ABENÇOADA É FAMÍLIA QUE ABENÇOA.


I – FAMÍLIA DE FILEMOM: FAMÍLIA ACOLHEDORA.

a – Filemom acolhia uma Igreja em sua casa.

1. Filemom hospedava uma Igreja em sua casa.
1.1 – A carta de Paulo é endereçada nos seguintes termos:
‘De: Paulo, na prisão por pregar a boa nova de Jesus Cristo, e da parte do irmão Timóteo.
Para: Filemom, nosso muito amado colaborador, e para a Igreja que se reúne em sua casa’ (Fm. 1-2 BV).

2. Uma Igreja acolhedora é uma Igreja de casas abertas.
2.1 – Somos uma Igreja que está caminhando para ser uma Igreja em Células.
2.2 – Para isto cada lar cristão precisa se dispor a ser uma família de portas abertas.
2.3 – Precisamos aprender a ir à casa uns dos outros. Isso exige de cada um de nós no mínimo a intenção de assim o fazer.
a) Pegue a agenda de endereços da Igreja e descubra quem são seus irmãos mais próximos.
b) Comece a visitar uma família a cada quinze dias. Quebre o gelo.
c) Cada cristão precisa entender a visão de Deus para a Igreja local.

3. De acordo com George Barna, as Igrejas que fazem diferença e exercem influência e impacto transformador na sociedade onde estão inseridas são Igrejas acolhedoras.

b – Filemom denotava amor e carinho para com os cristãos.

1. O apóstolo Paulo se dirige a Filemom realçando o fato de que o amor cristão genuíno era presente na vida deste servo de Jesus.
1.1 – Fm. 4-7
• 4 ‘Sempre dou graças a meu Deus, lembrando-me de você nas minhas orações’
• 5 ‘porque ouço falar da sua fé no Senhor Jesus e do seu amor por todos os santos’
• 6 ‘Oro para que a comunhão que procede da sua fé seja eficaz no pleno conhecimento de todo o bem que temos em Cristo’
• 7 ‘Seu amor me tem dado grande alegria e consolação, porque você, irmão, tem reanimado o coração dos santos’.

2. Filemom era reconhecido pelo amor aos irmãos.
2.1 – ‘O amor é a chave mestra de um lar feliz’ (Anônimo).
2.2 – ‘O amor fraternal é a marca dos discípulos de Cristo’ (Matthew Henry).
2.3 – ‘O amor é a mais difícil lição do cristianismo; por isso, devemos ter o maior cuidado em aprendê-la’ (William Penn).


II – FAMÍLIA DE FILEMOM: FAMÍLIA ATINGIDA.

a – Onésimo, um escravo fugido.

1. O que se depreende da narrativa é que Onésimo, o escravo, por motivos não mencionados na carta, havida fugido de Filemom.

2. Por algum delito praticado Onésimo fora parar na prisão em Roma onde o apóstolo Paulo estava preso por pregar o Evangelho de Jesus Cristo.

b – Onésimo, um escravo ladrão e causador de males.

1. O termo usado por Paulo indica que Onésimo havia causado algum dano ao seu senhor Filemom.
1.1 – O Verso 18 pode ser traduzido como ‘visto que algum dano te fez’.

2. A maioria dos intérpretes pensa que Onésimo havia furtado certa quantia de dinheiro de seu senhor a fim de poder fugir.

3. De alguma forma as atitudes de Onésimo atingiram e lesara em algum grau a família de Filemom.

c – Famílias feridas podem ser Restauradas e restauradoras.

1. Uma das benéfices do Evangelho é transformar situações de sofrimento em portas de esperança.

2. Paulo vê na família de Filemom a oportunidade de demonstração do verdadeiro amor cristão aceitando o opressor como participante amado no meio da família.
2.1 – ‘Nunca se entra em contato tão íntimo com o oceano do amor de Deus como quando se perdoa e ama seus inimigos’ (Corrie Ten Boom).

3. Não foi exatamente isto que Deus nos fez?
3.1 – Ilustração: ‘A Parábola do Filho Pródigo’.
3.2 – Ef. 4.32 ‘Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-vos mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo’.


III – FAMÍLIA DE FILEMOM: FAMÍLIA PERDOADORA.

a – Acolheria Onésimo como irmão caríssimo.

1. Paulo no verso 16 aponta para o desejo de ver Filemom acolhendo Onésimo como ‘irmão caríssimo’.
1.1 – No original não aparece o superlativo ‘caríssimo’ mas apenas ‘irmão amado’; apesar de que o amor cristão sempre será superlativo, pois exige todo sacrifício, um altruísmo puro.
1.2 – Não cabe no cristianismo a vivência entre irmãos onde relacionamentos são doentios e desprovidos de perdão e aceitação.

2. O que se percebe na História da Igreja é que Onésimo foi aceito e amado e se tornou líder influente na Igreja naqueles dias.

3. A história aponta para o fato de que Onésimo prestou grande serviço a Paulo e tornou-se o influente Bispo de Beréia, onde se diz que sofreu o martírio .

b – Acolheria Onésimo com parte da Igreja de Cristo.

1. Paulo desafia a Filemom a acolher o escravo Onésimo, mesmo que tenha fugido e dado prejuízo ao patrão.

2. Os valores exarados nesta carta precisam atingir a prática da Igreja hoje. A Igreja de hoje precisa ser uma Igreja mais acolhedora e receptiva. Isto é com você!

3. Como é seu relacionamento com os irmãos da Igreja?
3.1 – Se sente um estranho no ninho?
3.2 – Deixa que outros se sintam um estranho no ninho?
3.3 – Acolhe os visitantes ou são estranhos que não te interessam?

4. Quebre os paradigmas propositalmente.
4.1 – Estabeleça que vai permanecer mais cinco minutos na Igreja após o término dos cultos.
4.2 – Aproxime-se de irmãos que você não tem proximidade e fortaleça os laços de amizade: descubra pontos de interesse (Filme, pescaria, receita culinária, profissão...).
4.3 – Localize um visitante e se aproxime para uma amizade.
4.4 – Não desista antes de tentar umas dez vezes pelo menos.
4.5 – Conhece a regra: ‘sucesso gera sucesso!’?
4.6 – Amizade gera amizade.

5. Filemom era conhecido como alguém cheio de amor.
5.1 – Como você é conhecido?
5.2 – O amor é marca característica em sua vida?


CONCLUSÃO: Sua família é uma família abençoada?
Proponha abençoar pessoas através de sua família.
Proponha incluir pessoas na vida cristã através de sua família.
‘Eu e minha casa serviremos ao Senhor’ (Js. 24.15).

terça-feira, 4 de maio de 2010

O PODER TRANSFORMADOR DAS ESCRITURAS

II Tm. 3.14-17

OBJETIVO: Ensinar sobre a necessidade de se apegar às Escrituras para ser transformado dentro da vontade de Deus.

INTRODUÇÃO: Você conhece a Bíblia bem?
Você sabia:
• Que a Bíblia Almeida Revista e Atualizada tem 31.104 versículos?
• Que a NTLH tem 929 capítulos e 31.103 versículos?
• Quando a Bíblia foi dividida em capítulos e por quem? A Bíblia Sagrada foi dividida em capítulos no século XIII (entre 1234 e 1242), pelo teólogo Stephen Langhton, então Bispo de Canterbury, na Inglaterra, e professor da Universidade de Paris, na França.
• Quando a Bíblia foi dividida em versículos e por quem? A divisão do AT em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas, entre os séculos IX e X, dividiram o texto hebraico (AT) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no AT, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o NT em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, Itália.
• Qual é o único livro da Bíblia endereçado à uma mulher? (II Jo).
• Quais são os cinco homens na Bíblia cujos nomes começam com a letra F? (Felipe – At.8.5; Filemom – Fm. 1.1; Félix – At. 24.2, Festo – At. 24.27, Fortunato – I Co. 16.17).
• Quando a cabeça de um asno foi vendida por 80 moedas de prata? (No cerco de Samaria – II Re. 6.25).
• Qual é o rei de quem se diz que não pai nem mãe? (Melquisedeque – Hb. 7.3).
• Quem foi traído no Velho Testamento com um beijo? (Amasa – II Sm. 20.9).

CONTEXTO: Esta carta foi escrita em Roma, ano 65-67 d.C, depois do grande incêndio que destruiu a quarta parte da cidade. Paulo esteve encarcerado duas vezes em Roma, e durante a segunda vez escreveu esta carta. Anteriormente ele havia tido alguma liberdade, pois vivia numa casa alugada, At. 28:30. Nesse tempo tinha acesso aos amigos, mas agora estava incomunicável e Onesíforo havia tido dificuldade de encontrá-lo, I Tm. 1:17. Muitos de seus companheiros o haviam abandonado, ele esperava ser executado logo. Percebe-se nesta carta um tom triste de solidão, e o anseio de Paulo de ver a seu amado Timóteo. Contém as últimas palavras do apóstolo com o propósito de animar e instruir o jovem evangelista em seu ministério.


I – AS ESCRITURAS SÃO INSPIRADAS POR DEUS
.

a – A autoridade das Escrituras derivam de sua inspiração.

1. As Escrituras sempre serão objeto de questionamento quanto a sua inspiração e autoridade por parte de pessoas céticas ou desprovidas do temor a Deus.

2. Timóteo, ao contrário destes, era um jovem pastor temente ao Senhor.
2.1 – II Tm. 3.14-15 ‘Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus’.

3. Nossa confissão de fé acerca das Escrituras nos levam a professar que:
‘A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a Palavra de Deus’ (CFW – CAP. I – §IV).

b – As Escrituras são de simples compreensão.

1. Embora possa se ter questões mais complexas em seu conteúdo, o ensino básico é de simples compreensão sendo acessível a qualquer pessoa que queira conhecer a vontade de Deus.

2. Assim professamos em nossa confissão de fé:
‘Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas’ (CFW – CAP. I – §VII).

II – AS ESCRITURAS SÃO INSTRUMENTOS DE UM PROCESSO DE TRANSFORMAÇÃO.

a – Deus tem o propósito de restaurar o homem caído.

1. A Bíblia é o Manual do Fabricante. A pessoa que obedece as normatizações do criador tem transformações visíveis em sua vida em todas as áreas e seguimentos da existência.

2. O apóstolo Paulo ensina que a Escritura é inspirada e útil para: ensinar, repreender, corrigir e educar.
2.1 – Ensino é a forma sistemática normal de transmitir conhecimentos.
2.2 – Repreensão é censura ou admoestação com o intento de apontar a falha para que não se repita o processo danoso.
2.3 – Corrigir é aperfeiçoar, reformar, reparar; passar a condição mais próspera e renovadora.
2.4 – Educar é desenvolver as faculdades físicas, morais e intelectuais do ser humano para que possa viver dentro das normas estabelecidas, neste caso, as normas do próprio Deus e criador nosso.

3. O alvo de Deus é estabelecer o homem de sua condição de caído à condição de regenerado e restaurá-lo à semelhança do próprio Filho mais velho.
3.1 – Rm. 8.29 ‘Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos’.

b – O poder transformador das Escrituras.

1. A Palavra de Deus não é um mero livro sobre uma raça, uma era, uma nação ou uma cultura.

2. Apesar de ter sido escrita no Oriente, ela também fala com propriedade a homens e mulheres no Ocidente, atingindo e transformando as vidas tanto de ricos como pobres.

3. Por Deus atuar através da Bíblia, ela tem um grande poder:
3.1 – A Bíblia transforma o pior bandido ou o maior drogado em uma pessoa exemplar.
3.2 – Ela transforma um mentiroso em um professor exemplar.
3.3 – Ela tira pessoas a beira do suicídio e lhes dá esperança para recomeçar a vida.
3.4 – Ela nos fortalece nas fraquezas, nos anima nos momentos de desânimo, nos conforta no sofrimento, nos guia na incerteza e nos acalma quando nos achamos ansiosos e preocupados.
3.5 – Ela nos mostra como viver e morrer sem medo.

4. Ilustração: ‘Os famosos amotinados que afundaram o navio inglês Bounty (1787) acabaram se envolvendo com mulheres nativas na solitária ilha de Pitcairn, no Sul do Pacífico. O grupo se constituía de nove marinheiros inglêses, outros seis homens e dez mulheres, provindos do Taiti. Um dos marinheiros descobriu como destilar álcool, e logo a bebedeira corrompeu a colônia da ilha. Em disputas entre si, os homens e mulheres daquele lugar se envolveram em lutas muito violentas. Depois de algum tempo, apenas um dos marinheiros originais que chegaram até a ilha sobreviveu. Esse homem, Alexandre Smith, descobriu uma Bíblia num dos baús provenientes do navio. Ele começou a lê-la e ensinou aos outros o que estava contido ali. Ao fazer isto, sua própria vida foi transformada, e acabou modificando a vida de todos naquela ilha. Os habitantes daquela ilha ficaram completamente isolados até a chegada do navio americano Topaz, em 1808. A tripulação desse navio encontrou nessa ilha uma comunidade muito próspera e bem sucedida, sem presença de uísque, prisão ou crime. A Bíblia transformou a ilha de um inferno num céu’.

c – O segredo da transformação pelas Escrituras.

1. Muitos podem se perguntar por que não acontecem tantas transformações assim em suas vidas, e a resposta é uma só: Obediência.
1.1 – Paulo enfatiza que o jovem pastor Timóteo deveria permanecer nos ensinos da Palavra que o levaria a ser habilitado a toda boa obra, isto é, fazer a vontade de Deus em sua vida e ministério.
1.2 – II Tm. 3.14 ‘Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido’.

CONCLUSÃO: O livro de Deus pode transformar sua vida!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

COMO TERMINA A HISTÓRIA É QUE CONTA

II Ts. 1.3-12


OBJETIVO: Ensinar que mesmo que a vida do cristão seja atribulada aqui, o fim da história será diferente.


INTRODUÇÃO: Vivemos a tensão entre o ‘Já e o Ainda não’.


CONTEXTO: Desde o nascimento desta Igreja, esses irmãos sofreram sérias oposições e perseguições por parte de judeus que não aceitavam Jesus como o Messias.
O apóstolo Paulo vibrava de alegria ao constatar a firmeza da Igreja tessalônica na fé mesmo em meio às perseguições que sofria. (Ler versos 3-4).


TRANSIÇÃO
: Já passou pela angústia de uma cirurgia e depois se tranquilizou porque tudo foi bem, ou pela ansiedade de um vestibular, e depois que acabou se sentiu aliviado?


I – ENQUANTO NO MUNDO A IGREJA É SOFREDORA E MILITANTE.

a – a Igreja vive sob tribulações.

1. Paulo deixa claro que a Igreja em Tessalônica estava sofrendo perseguições por causa da fé.
1.1 – II Ts. 1.4 ‘De maneira que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais’.
1.2 – II Ts. 1.5 ‘... estais sofrendo’.
1.3 – II Ts. 1.7 ‘Se de fato é justo diante de Deus que dê em paga tribulação aos que vos atribulam, e a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder’.

2. A Igreja de Deus sempre passará por perseguições e oposições. É possível que não sejamos mais perseguidos porque não assumimos um compromisso mais radical com o Evangelho.

3. Não fomos chamados para estar aqui em sobre e água fresca, mas para estar em um campo de batalha.

b – A Igreja é mais que vencedora mesmo nas tribulações.

1. Apesar das constantes tribulações e oposições que a Igreja ou o cristão individual possa experimentar ao longo da história, a certeza que as Escrituras nos dão é de que a Igreja sempre será vitoriosa.
1.1 – Rm. 8. 37-39 ‘Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor’.

2. ‘A Igreja é de natureza tal que nunca conhecerá o que é derrota’ .


II – O SOFRIMENTO E A MILITÂNCIA SE ENCERRARÁ COM O DIA ‘D’ QUE HAVERÁ PARA A HUMANIDADE.

a – O mundo conhecerá visivelmente o Rei.

1. O Senhor Jesus anunciou que este dia chegaria, como um relâmpago que sai do Oriente e se mostra no Ocidente.

2. As Escrituras repetem a expressão de que sua vinda será visível a todos. Todo olho o verá.
2.1 – I Ts. 1.7b-8 (ACF ) ‘quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo’.

b – Um dia ‘D’ está agendado para você!

1. Você tem o seu nome na Agenda de Deus.
1.1 – Você tem encontro marcado com o Rei neste dia ‘D’.
1.2 – Ninguém há que fique fora do alcance deste dia.
1.3 – Como se sente só ao pensar neste Dia-D?

c – O mundo sofrerá justa penalidade.

1. Paulo aponta para um mundo que será julgado e cada um receberá o justo pagamento.

2. O padrão de referência para a bem aventurança é ter passado pela porta que é Cristo. Aqueles que não se identificaram com o Salvador receberão a punição eterna.
2.1 – I Ts. 1.9 (ACF ) ‘Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder’.


III – O CONTEÚDO DA ORAÇÃO DE PAULO DEFINE A MISSÃO DA IGREJA.

a – Deus os torne dignos da vocação.

1. O cristão sabe que toda a suficiência para cumprir sua vocação provém do próprio Senhor que o vocaciona.
1.1 – Fp. 2.13 ‘Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade’.
1.2 – II Co. 3.5 ‘Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus’.

b – Cumpra com poder todo propósito.

1. O propósito de ser da Igreja é o cumprimento da missão.
1.1 – Como você se sente ao pensar nesta pecaminosidade presente em nossos dias e nas pessoas que vivem perto de você, e que poderão estar sob esta condenação?
1.2 – Ore como Raquel: ‘Dá-me filhos, se não eu morro’ (Gn. 30.1).
1.4 – "Precisamos gastar as solas dos nossos sapatos mais do que os assentos dos nossos bancos. Precisamos testemunhar tanto publicamente como também de casa em casa. Precisamos falar para grandes auditórios e também para pequenos grupos. A família, a escola e o trabalho devem ser nossos campos missionários. Onde houver uma vida sem Cristo, ali deveremos estar com a mensagem da salvação, pois a evangelização é uma missão imperativa, intransferível e impostergável". (Rev. Hernandes Dias).

c – Glorificação de Cristo em vós.

1. O alvo de nossa salvação não é apenas proporcionar bem aventurança, mas sim proporcionar a glória de Deus, transformando cada um dos eleitos conforme sua imagem e semelhança.

d – Glorificação de vós em Cristo.

1. O último dia, o dia D, vai elevar cada verdadeiro cristão ao um patamar de gloria e perfeição eterna para desfrutar do reino e pessoa de Deus.

CONCLUSÃO: Como termina a história é que conta. Estamos vivendo ainda os entremeios, mas virá o dia da conclusão e fechamento da história, onde veremos o resultado de toda a obra salvadora de Cristo em nossas vidas.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

LIVRAMENTOS REALIZADOS PELA MORTE DE CRISTO

Hb. 2.14-18


OBJETIVO: Ensinar sobre o poder libertador da morte do Filho de Deus em lugar do pecador.

INTRODUÇÃO: Em 1647, John Owen escreveu sua tese de doutorado com o nome: ‘A morte da morte na morte de Cristo’, onde nele se toma conhecimento do valor sacrificial e definitivo da morte de Cristo sobre aqueles que verdadeiramente nEle crêem.

CONTEXTO: A Carta aos Hebreus foi uma carta escrita para fortalecer crentes judeus que estavam sofrendo pressão para se apegarem ao judaísmo com suas doutrinas legalistas em detrimento do Evangelho revelado, trazido e realizado na pessoa e obra de Cristo Jesus.

TRANSIÇÃO: Quais os tipos de livramento a morte de Cristo oferece àquele que crê?


I – A MORTE DE JESUS NOS LIVRA DAQUELE QUE TEM O PODER DA MORTE.

1. Nos escritos bíblicos se vê a morte atrelada à entrada do pecado no mundo.

2. Satanás, o diabo, a antiga serpente, são codinomes usados para designar aquela personalidade da maldade que é o detentor da morte.

3. Jesus com sua morte destrói aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.

4. Na cruz, Satanás é vencido e tem sua cabeça esmagada.

5. Como uma serpente que, mesmo com sua cabeça esmagada ainda fica a se remexer e causar medo aos que por ela passem, assim a morte já está vencida, mas ainda causa certo pavor.

6. Hb. 2.14 ‘E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo’.

II – A MORTE DE JESUS NOS LIVRA DO PAVOR DA MORTE.

1. As Escrituras podem nos garantir ‘a morte da morte na morte de Cristo’.

2. Os cemitérios como que estão a dizer: ‘Em breve estarás aqui também!’; porém a morte já não mais assusta o cristão convicto de sua fé em Cristo.

3. Hb. 2.15 ‘E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão’.

4. A morte continua sendo sujeito causador de lágrimas e saudade, pois nos separa do convívio de pessoas a quem amamos.

5. Os que confiam na morte de Jesus em seu lugar confiam que tema vida eterna e verdadeira; portanto, a morte já não traz mais pavor.

III – A MORTE DE JESUS NOS LIVRA DA ESCRAVIDÃO AO PECADO.

1. Somos os filhos de Adão. Somos as filhas de Eva. Somos a raça descendente do pecado.

2. O texto diz que Cristo não veio em socorro de anjos, mas dos da descendência de Abraão.
2.1 – Hb. 2. 16 ‘Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão’.

3. Compreende-se à luz das Escrituras que os anjos possuem uma natureza diferente da natureza humana, sendo incapazes de chegar ao arrependimento, e assim, serem recuperados de sua condição de pecado.

4. Jesus veio para socorrer os humanos, chamados aqui de descendência de Abraão, isto é aqueles que teriam a mesma fé como Abraão.
4.1 – ‘... Ele nos preferiu aos anjos, não devido a nossa excelência, mas devido a nossa miséria’ – Calvino .

5. São aqueles que se reconhecem pecadores, se humilham, se arrependem e aprendem a confiar inteira, só e completamente em Deus, para a sua salvação.
5.1 – Hb. 2. 17 ‘Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo’.
5.2 – É em Cristo que acontece a expiação, ou o pagamento pelos nossos pecados.
5.3 – A morte de Cristo nos livra do pior desastre: a perdição eterna.

6. Mas também é em Cristo que podemos ter o poder para livramento quando somos tentados.
6.1 – Hb. 2. 18 ‘Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados’.
6.2 – A garantia da vitória sobre as tentações está linkada ao relacionamento e dependência do crente ao seu Senhor e salvador Jesus Cristo.
6.3 – No grego é usado o verbo (Βοέθεσαι) ‘boethesai’, que combina duas outras palavras gregas que significam ‘correr’ e ‘clamar’, ou seja, correr ao clamor, apressar-se a ajudar como quem responde a um grito de desespero.
6.4 – ‘Nenhum clamor deixará de ser ouvido, nenhuma tentação deixará de ser aliviada’ .
6.5 – II Co. 10.13 ‘Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar’.

CONCLUSÃO: Jesus veio para trazer libertação e como Ele próprio disse: ‘Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres’ (Jo. 8.36).

quinta-feira, 11 de março de 2010

A PODEROSA E TRANSFORMADORA SIMPLICIDADE DO EVANGELHO

Fp. 4.1-9


OBJETIVO: Ensinar que é a simplicidade dos princípios do Evangelho, aplicados à vida, que são poderosos para transformar o indivíduo de dentro para fora.


INTRODUÇÃO: É interessante acompanhar o processo da transformação da larva em borboleta.


CONTEXTO: Policarpo, que fora discípulo do apóstolo João, em sua Epístola aos Filipenses (3.2) indicou que o apóstolo Paulo havia escrito diversas cartas para eles. Não se sabe se a Epístola aos Filipenses preservada na Bíblia é uma ou mais de uma destas cartas. Filipenses é uma das sete epístolas conhecidas como Cartas da Prisão (Fp.; Ef.; Cl.; Fm.; I Tm.; II Tm.; Tt.).


TRANSIÇÃO: É possível vermos cristãos de muitos e muitos anos que buscam um Evangelho cheio de aparatos e ornamentos, mas que ainda são muito imaturos e infantis? Porque isto acontece? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre: A PODEROSA E TRANSFORMADORA SIMPLICIDADE DO EVANGELHO.


I – A PODEROSA E TRANSFORMADORA SIMPLICIDADE DO EVANGELHO SE MANIFESTA EM ATITUDES DE OBEDIÊNCIA.

a – A obediência se fortalece no discipulado participativo.

1. Depreende-se da carta de Paulo aos Filipenses que estas duas irmãs eram importantes líderes naquela Igreja e que, agora, estavam com as relações abaladas.

2. Curiosamente, não se tem nenhuma pista do que realmente acontecia entre Evódia e Síntique.
2.1 – Certamente, estava havendo uma ferrenha disputa que já afetava a igreja local e suas lideranças.
2.2 – Comportamentos assim criam partidarismos e afetam as pessoas próximas.

3. Havia no clima uma contradição dos nomes das irmãs.
3.1 – O nome Evódia, significa “ir bem”, “prosperar”, “fazer uma boa jornada”.
3.2 – Evódia, como cristã, não estava fazendo uma jornada feliz de vida cristã, pois estava em desavença.
3.3 – O nome Síntique, significa “afortunada”.
3.4 – Síntique vivia na pobreza espiritual da falta de amor e perdão.

4. O apóstolo não tem rodeios em pedir a um irmão que ele não identifica, mas simplesmente a ele se dirige como o ‘fiel companheiro de jugo’, que se proponha a ajudar a restaurar o companheirismo e comunhão ente as irmãs.

5. Não há barreiras! A vida em comunidade cristã precisa ser de tal monta que não haja barreiras em buscar auxílio entre irmãos para resolver possíveis conflitos.

6. Paulo buscou a ajuda deste inominado e fiel companheiro de jugo.
6.1 – Não mencionou o nome, mas mencionou que era um companheiro aguerrido e compromissado com a saúde e a paz do rebanho de Cristo em Filipos.

b – A simplicidade do Evangelho se manifesta na obediência.

1. O que Paulo esperava de Evódia e Síntique era uma atitude de obediência, reconhecendo que ambas eram partes do corpo de Cristo.

2. Em momentos anteriores Paulo já havia se referido a unidade que deveria existir no corpo de Cristo.
2.1 – Fp. 2.1-4.

3. A obediência é marca preponderante na vida daquele(a) que se diz cristão verdadeiro, e o transforma de dentro para fora, seja pela aplicação do discipulado pela Palavra ou pela ação do Espírito Santo.


II – A PODEROSA E TRANSFORMADORA SIMPLICIDADE DO EVANGELHO SE MANIFESTA PELA CONSCIÊNCIA DA PRESENÇA CONSTANTE DE DEUS.

a – A consciência da presença do Senhor santifica o cristão.

1. Algo que se faz notório na vida daquele que mantém um verdadeiro relacionamento com Deus por meio de Cristo, é a consciência da presença de Deus.
1.1 – Fp. 4.5 ‘Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor’.

2. A expressão de Paulo ‘Perto está o Senhor’ nos arremete ao fato de que não dá para viver uma vida dupla ou oculta diante de Deus, embora possamos fazê-lo diante dos irmãos.
2.1 – Sl. 139. 1-7 ‘1 Senhor, tu me sondas e me conheces. 2 Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. 3 Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti. 4 Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. 5 Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim. 6 Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance; é tão elevado que não o posso atingir. 7 Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?’.

3. Há contendas ocultas em sua vida? Há relacionamentos partidos como os de Evódia e Síntique? Perto está o Senhor!

4. A consciência da constante presença do Senhor à sua volta deve te levar à santificação e transformação diárias.

b – A consciência da presença do Senhor aquieta o coração ansioso.

1. Não andar ansiosos é um imperativo de Jesus ao seu povo.

2. Onde há confiança na pessoa, no poder e na provisão de Deus, não há espaço para ansiedades e medos.

3. Ao contrário de vivenciar ansiedades, o apóstolo exorta o povo de Deus a compartilhar com o Senhor cada e qualquer necessidade que possa afligir o coração do crente.
3.1 – Fp. 4.6 ‘Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus’.

4. Experimentar a constante presença do Senhor à sua volta, permite ao cristão manter uma atitude de confiança constante.


III – A PODEROSA E TRANSFORMADORA SIMPLICIDADE DO EVANGELHO REDUNDA EM UMA MENTE RENOVÁVEL E EM CRESCENTE TRANSFORMAÇÃO.

a – A renovação da mente é atividade constante para o cristão.

1. O campo de batalha entre o pecado e o novo homem que nos foi gerado, se dá exatamente na mente.

2. A mente tem estreita relação entre o termo coração no VT, pois é através da mente que temos o contato do nosso ‘eu interior’ e o mundo exterior.
2.1 – Pr. 4.23 ‘Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida’.

3. Nossa mente é afetada pelo pecado, mas deve ser renovável através do aprendizado e exercício constante da Palavra de Deus.
3.1 – Rm. 12.2b ‘... mas transformai-vos pela renovação da vossa mente... ’.

4. É olhando para esse campo de comando de nossa vida que o apóstolo Paulo admoesta os cristãos a ocupar o pensamento com coisas saudáveis, boas e proveitosas.
4.1 – Fp. 4.8 ‘Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas’.
4.2 – Cl. 3.1-2 ‘Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas’.

b – A renovação da mente retroalimenta a obediência.

1. Só podemos obedecer a princípios e valores introjetados em nosso centro de comando, que é a mente.

2. Uma mente cheia das verdades, princípios e valores da Palavra de Deus resultará em um coração obediente e temente ao Senhor, assim como um coração obediente e temente ao Senhor, resultará em uma mente cheia das verdades, princípios e valores da Palavra de Deus.

3. Uma mente assim não terá dificuldade em vivenciar na prática as verdades anunciadas pela Palavra de Deus.
3.1 – Fp. 4.9 ‘Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês’.

4. É de dentro para fora, muitas vezes de modo quase imperceptível, que o Evangelho age e promove as transformações na vida de uma pessoa.


CONCLUSÃO: Considerando o tempo que você conhece Jesus como seu Salvador, quanto de sua vida já foi transformada?
Você reconhece que está em transformação pelo Evangelho, ou você se acha estagnado e se acomodado?

Lembre-se: Três princípios são vitais para a continuidade desta transformação:

1. ATITUDES DE OBEDIÊNCIA.

2. CONSCIÊNCIA DA PRESENÇA CONSTANTE DE DEUS.

3. UMA MENTE RENOVÁVEL E EM CRESCENTE TRANSFORMAÇÃO.

A sua e a minha vida podem ser melhores!

MARCAS INCONFUNDÍVEIS DE UM VERDADEIRO CRISTÃO

Gl. 5.22-25


OBJETIVO: Apresentar o fruto do Espírito como marcas distintivas e inconfundíveis de um verdadeiro cristão.

INTRODUÇÃO
: Os cristãos que seguem a linha escatológica Dispensacionalista crêem que no final da História os não cristãos serão marcados por um número que os identificarão como não cristãos. Esse número é o número da besta: 666.
O profeta Ezequiel, por mais de uma vez, afirma que se verá a diferença entre o que teme a Deus e o que não teme.
Onde está essa diferença? Em número codificado de forma subcutânea na mão ou na testa, ou um caráter transformado e comprometido com os valores do Reino de Deus?

CONTEXTO: A Galácia era uma região da Ásia Menor. Para localizarmos melhor, vamos diferenciar Ásia de Ásia Menor. A Ásia é um continente que inclui diversos países: Rússia, Índia, países do Oriente Médio, países do Extremo Oriente, etc. A Ásia Menor, por sua vez, corresponde a território bem menor, que hoje é ocupado pela Turquia. O nome Galácia é derivado de gaulês. Os gauleses eram originários da Gália, (França hoje), que dominaram a região centro-norte da Ásia Menor, por volta do ano 300 a.C. Em 189 a.C., esse território foi conquistado pelos romanos. Em 25 a.C., Roma estabeleceu ali uma província que manteve o nome de Galácia. A carta aos gálatas destina-se a várias igrejas, acerca das quais não temos muitas informações específicas. Esta carta de Paulo aos Gálatas é chamada de Carta da Liberdade Cristã.

TRANSIÇÃO: Você é conhecido como cristão no seu trabalho, na escola, na vizinhança, na família? O que o torna diferente dos não cristãos? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: MARCAS INCONFUNDÍVEIS DE UM VERDADEIRO CRISTÃO.


I – A MARCA DE PROPRIEDADE.

a – O Senhor conhece os que são seus.

1. A maioria dos cristãos próximos a você é reconhecida pela religiosidade ou pela vida que possui?

2. Deus que conhece o mais profundo do ser humano sabe exatamente quem e quais são os verdadeiros convertidos, que possuem uma confissão de sua pecaminosidade e que receberam a Cristo como seu Salvador.

3. Nós podemos não saber exatamente quem são os verdadeiros cristãos, mas a Escritura afirma que Deus conhece os que lhe pertence.

b – O Espírito é a marca de propriedade.

1. As Escrituras nos afirmam que quando a pessoa é convertida ao Senhor, é posto nela uma nova vida com uma nova natureza.

2. Neste ato o cristão recebe também uma marca e um selo de propriedade que o acompanhará até o último dia.
2.1 – Ef. 1.13 (NTLH) ‘Quando ouviram a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para vocês a salvação, vocês creram em Cristo. E Deus pôs em vocês a sua marca de proprietário quando lhes deu o Espírito Santo, que ele havia prometido’.

3. Esta marca é a pessoa bendita do Espírito Santo que habita no interior desta pessoa e jamais dali sairá.
3.1 – Jo. 14.16-17 (NTLH) ‘Eu pedirei ao Pai, e Ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da verdade, para ficar com vocês para sempre. O mundo não pode receber esse Espírito porque não o pode ver, nem conhecer. Mas vocês o conhecem porque Ele está com vocês e viverá em vocês’.

4. Se Deus olha de sua habitação sobre este mundo de trevas, certamente Ele vê os seus filhos em meio a escuridão, pois neles está o Espírito Santo que é luz e os identifica.


II – A MARCA DE QUALIDADE.

a – O Fruto do Espírito.

1. Certamente dentre os tantos cristãos, verdadeiramente convertidos, que possuem a marca de propriedade, há cristãos com baixa qualidade de vida cristã e que externamente observando se tem dificuldade de os identificar como tais.

2. Paulo fala então que o cristão que vive em comunhão verdadeira com o Deus que nele habita, o Espírito Santo, possui uma qualidade de vida tal que será facilmente identificado como verdadeiro cristão.

3. Estas marcas estão impingidas em um caráter transformado e são chamadas por Paulo de ‘Fruto do Espírito’.

4. Paulo, embora falando no singular, ‘Fruto do Espírito’, aponta para nove predicados que acompanham o verdadeiro cristão, com maior ou menor intensidade.

5. O fruto do Espírito inclui:
5.1 – “Amor” (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca.
5.2 – “Alegria” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus.
5.3 – “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial.
5.4 – “Longanimidade” (gr. makrothumia) i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero.
5.5 – “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor.
5.6 – “Bondade” (gr. agathosune) i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade ou na repreensão e na correção do mal.
5.7 – “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade.
5.8 – “Mansidão” (gr. prautes) i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso.
5.9 – “Temperança”; “Domínio Próprio” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza.

6. O ensino de Paulo é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado.
6.1 – O crente pode e realmente deve praticar essas virtudes continuamente.

b – Estas marcas devem ser polidas e evidenciadas dia a dia.

1. É necessário estar em constante vigilância para que o mundo, o pecado e o diabo, não encubram em nós a beleza do ‘Fruto do Espírito’.

2. Certamente o cristão enfrenta uma luta constante contra o pecado em sua vida.

3. As marcas são, portanto o fator diferencial entre o cristão e o não cristão, pois estão impregnadas e impingidas no caráter e não apenas num traço de religiosidade.


CONCLUSÃO: O mundo está esperando para ver quem são realmente os verdadeiros cristãos no meio dessa balbúrdia onde nem mesmo o nome evangélico aponta para a realidade daquele que crê em Cristo Jesus.
Seja diferente!
Viva as marcas inconfundíveis de um verdadeiro cristão.