terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A MISSÃO EXIGE ENGAJAMENTO DA IGREJA INDIVIDUALMENTE

Ef. 4.11-16

OBJETIVO: Ensinar que cada cristão ocupa um lugar nas engrenagens do Reino e não desempenhar sua função é contribuir para que a missão fracasse.

INTRODUÇÃO: Certa orquestra sinfônica deveria ter sua apresentação em um importante evento, mas estava passando por período de desmotivação. Um dos componentes pediu que um amigo que não era músico o substituísse, bastando imitar o que os outros instrumentistas iguais fizessem. Outros tiveram a mesma ideia. A apresentação foi um fiasco.

CONTEXTO: A Epístola aos Efésios é chamada de a Epístola eclesiológica, pois trata da eclesiologia como nenhuma outra. Foi escrita por Paulo por volta do ano 62/63d.C. para uma Igreja que ele mesmo plantara e que estava em pleno desenvolvimento.

TRANSIÇÃO
: Como é o seu envolvimento na sua Igreja com vistas ao cumprimento da missão? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: A MISSÃO EXIGE ENGAJAMENTO DA IGREJA INDIVIDUALMENTE.


I – ENGAJAMENTO INDIVIDUAL INICIA COM ESTÍMULO.

a – A fonte primária de estímulo é o Espírito Santo.

1. Todo recém convertido possui um estímulo natural tão grande que se dependesse dele em seus primeiros meses de vida cristã, o mundo seria outro.

2. Isto se dá porque o Espírito Santo de Deus o ilumina e o energiza de modo tal que o que foi de tamanho poder de transformação em sua vida quer levar para alcançar a vida de outros.

b – A fonte secundária de estímulo está nos dons de base da Igreja.

1. Deus proveu para a Igreja, através dos dons espirituais, as ferramentas necessárias para que a Igreja desempenhe sua missão.

2. Dentre as dezenas de dons espirituais dados aos cristãos, o Espírito Santo nos deu quatro dons de base que a partir destes os santos são fortalecidos e supridos para cumprir a missão.

3. Dons de base
3.1 – Apóstolos: Aquele que vai na frente.
a) Os apóstolos foram a linha de frente que Deus usou ao completar a revelação, trazer a luz necessária sobre a doutrina e plantar a Igreja.
b) Hoje o dom está mais ligado aos missionários plantadores de Igrejas (Não em donos de Igrejas).
3.2 – Profetas: Aquele que expõe a Palavra (πρόφημί).
a) Pró (πρό) = na frente.
b) Femi (φημί) = iluminar.
c) Aquele que faz brilhar a Palavra de Deus. Fala em tons éticos.
3.3 – Evangelistas: Aquele que possui persuasão.
3.4 – Pastores mestres: Aquele que é apascentador.

4. Estes dons ainda estão ligados aos sistemas básicos da subsistência do corpo humano.
4.1 – Apóstolos: Sistema ósseo-muscular, dá estrutura ao corpo.
4.2 – Profetas: Sistema nervoso, estimula a ação.
4.3 – Evangelistas: Sistema digestivo, transforma alimento em vida.
4.4 – Pastores mestres: Sistema circulatório, distribui o alimento ao corpo.

5. Nenhum cristão jamais poderá alegar que nada fez, pois sua Igreja ou seu pastor nunca o estimularam a ação nas causas do Reino.


II – ENGAJAMENTO INDIVIDUAL PRECISA DE PREPARO.

a – O preparo se dá através das ações dos dons de base.

1. O apóstolo Paulo ensina 12 que Deus deu esses dons com vistas a determinado resultado na vida da Igreja.
1.1 – Ef. 4.12 (NVI) ‘com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado’.

2. A palavra usada pelo apóstolo para aperfeiçoamento é (καταρτισμον) a mesma usada para indicar o concerto das redes dos pescadores, significando concertar, aparelhar, equipar.

3. Os portadores destes dons de base sempre estão, de alguma forma, estimulando os demais membros do Corpo de Cristo a fazerem o seu serviço.
3.1 – Ef. 4.12 (ARA) ‘com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo’.
3.2 – Estimulados pelo Espírito e pela Palavra ou pelos líderes, os membros do Corpo de Cristo sempre poderão estar envolvidos na obra do Reino de Deus.

b – O preparo se dá através do envolvimento pessoal.

1. O Senhor Jesus narrou a Parábola das Minas, Parábola dos Talentos e outros estímulos mais aos seus discípulos e estes ensinos são extensivos a toda a Igreja em todos os tempos.

2. Oswald Smith, grande evangelista do Canadá, fundador da Igreja do Povo em Toronto, em seu livro O Homem que Deus Usa, afirma: ‘O segredo do crescimento na vida cristã é a atividade’ .

3. Se você deseja crescer espiritualmente, envolva-se; mas lembre-se de que se não crescer nem se envolver, estará pecando contra Deus e contra a Igreja que é o Corpo de Cristo.
3.1 – Hb. 5.12-13 (NVI) ‘Porque, devendo já ser mestres em razão do tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar os princípios elementares dos oráculos de Deus, e vos haveis feito tais que precisais de leite, e não de alimento sólido. Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança’.


III – ENGAJAMENTO INDIVIDUAL DEMANDA AMADURECIMENTO.

a – Amadurecimento deve ser o alvo de cada cristão.

1. Uma pessoa que amadurece na fé e no engajamento na causa de Cristo estará cumprindo sua missão sem se sentir pressionado pelo dever, mas o fará por prazer.

2. Um cristão amadurecido terá firmeza no que crê e no que fala acerca do que crê.

3. Inconstância e irresponsabilidade são coisas próprias de pessoas imaturas e na vida cristã não é diferente.

4. Muitos cristãos são inconstantes e não cumprem sua missão por falta de amadurecimento o que os levaria a um comprometimento mais sério, proveitoso e frutífero.
4.1 – Ef. 4.13-14 (NVI) ‘até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro’.
4.2 – Amadurecimento deve ser o alvo de cada cristão.
a) Ef. 4.15 (NVI) ‘Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo’.

b – Um Corpo maduro se reproduz natural e saudavelmente.

1. Como se dá no corpo orgânico, assim também na vida espiritual, pois um corpo amadurecido e em bom estado normalmente se reproduzirá em outros de sua mesma espécie.

2. O cristão individualmente ou a Igreja local como um corpo, se reproduzirá naturalmente, mas se não há a reprodução, de alguma forma há doença e anormalidade.
2.1 – Ef. 4.16 (NVI) ‘do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor’.
2.2 – At. 9.31 (NVI) ‘A igreja passava por um período de paz em toda a Judéia, Galiléia e Samaria. Ela se edificava e, encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor’.

3. Se ‘cada parte’ não fizer a sua parte o que acontece com o todo?

CONCLUSÃO: Cumprir a missão como Igreja inclui a ideia de cumprir a missão como indivíduo.
Como você faz a sua parte?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A MISSÃO EXIGE AMOR INCONDICIONAL A DEUS E AO PRÓXIMO

Mt. 16.24-26


OBJETIVO
: Ensinar que não existe cumprimento da missão sem o amor que busca o próximo para sua salvação e busca a glória de Deus.

INTRODUÇÃO: O ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus, recebeu como elemento constituinte desta imagem o atributo do amor. Deus é amor e comunicou ao ser criado a capacidade de amar.
Devido a entrada do pecado na história e na vida humana, impreterivelmente, o ser humano possui um amor egoísta.
Assim, o amor se torna um amor condicional, isto é, sempre ama na perspectiva de receber algo em troca. ‘Eu te amo se...’.
O amor de Deus, no entanto é um amor incondicional. Ele ama por que ama, por que Ele é amor. ‘Eu te amo apesar de...’.
O cristão ao conhecer e receber a Jesus como seu salvador único e pessoal, recebe também a capacidade de amar com o amor de Deus, porque este amor lhe é dado através da pessoa bendita do Espírito Santo.
Para o cumprimento da missão que nos foi dada é preciso que se cultive este amor incondicional. Amar desinteressadamente, sem nada esperar em troca.

CONTEXTO: O Senhor Jesus estava em suas últimas semanas, sabendo que alguns dias a frente estaria sendo morto, como ovelha muda, para cumprir sua missão de resgatar pecadores com o preço de sua própria morte e ressurreição.

TRANSIÇÃO: Ele amou e amou até o fim. Até onde você ama as pessoas no desejo de vê-las alcançadas pelo amor de Deus? Quero refletir nesta oportunidade sobre o tema: A MISSÃO EXIGE AMOR INCONDICIONAL A DEUS E AO PRÓXIMO.

I – AMOR INCONDICIONAL A DEUS SUBENTENDE ENTREGA TOTAL
.

a – O ensino de Jesus sobre o compromisso com o Reino.

1. O Senhor Jesus estava prestes a completar sua missão e estava dando as instruções finais aos seus discípulos.

2. O Senhor visava fortalecer em seus discípulos o fato de que o cristianismo não era mero movimento religioso.

3. Ser um seguidor de Jesus implicava em ter a compreensão do Reino de Deus e ter compromisso total com os valores desse Reino.

4. Os discípulos deixaram trabalho, casas e família para se entregarem completamente à promessa do reino de Deus.

b – Entrega total implica em negar-se a si mesmo.

1. Seguir a Jesus choca-se com a mensagem do evangelho da prosperidade tão propalada pelos evangelistas modernos e que torna a vida cristã tão simples e sem compromisso.

2. Mt. 16.24 ‘Então Jesus disse aos seus discípulos: Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’.

3. Negar-se a si mesmo é uma decisão radical da alma de deixar tudo e seguir a Cristo totalmente.

4. Seguir a Jesus envolve um custo tremendo de renunciar as vontades dominantes de nossa carne e muitas vezes negar a própria vida, diariamente e para sempre.

5. É deixar o Espírito de Cristo assumir o controle de nosso próprio ser de modo tal que nos tornemos participantes de sua própria natureza.

6. É dizer não ao EU e deixar que Cristo tenha o controle de nosso coração, mesmo quando esse controle conflite com nossos maiores sonhos de realização e felicidade temporal.

7. Ilustração:

O coração se reparte
Em dois recantos de luz;
Um trono, tem numa parte,
Tem noutra parte, uma cruz!

Quando o pecado abandono
E vivo para Jesus;
Cristo se assenta no trono,
Fico EU pregado na cruz.

Mas quando abraço o pecado
E morro para Jesus,
No trono fico EU sentado
E Cristo vai para a cruz.

c – Entrega total implica em tomar a cruz.

1. Mt. 16.24 ‘Então Jesus disse aos seus discípulos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’.

2. Ver alguém arrastando uma cruz pelos caminhos empoeirados em direção a um lugar de projeção como um monte, era ver um réu assumindo sua culpa e morte.

3. A cruz era uma insígnia de morte, diferentemente do que é hoje.

4. Cumprir a missão de viver e anunciar o Reino de Deus só é possível se a cruz for o centro da vida.

5. Pode parecer romântico e poético falar de cruz, de morte e renúncia do EU, mas é a maior luta que o ser humano pode travar: é a luta do homem consigo mesmo.

6. Tomar a cruz é estar disposto a morrer para si mesmo com todos nos seus desejos e vontades e para o mundo com seu fascínio e glória.

d – Entrega total implica em seguir a Jesus.

1. O Reino de Deus é o bem maior que uma pessoa pode almejar em toda a sua existência.

2. Analogias do valor do Reino:
2.1 – Mt. 13.44 ‘O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo’.
2.2 – Mt. 13.45-46 ‘O Reino dos céus também é como um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou’.

3. Para Jesus e os que o seguiram, o cristianismo implicaria na transformação total da vida daqueles que se tornassem seguidores do Cordeiro.

4. Pessoa alguma jamais será a mesma a partir do dia que realmente se encontrar com Jesus.


II – AMOR INCONDICIONAL AO PRÓXIMO SUBENTENDE DOAÇÃO
.

a – Doação implica de se mesmo a favor do próximo.

1. A missão que o cristianismo propõe tem algo a ver com o mundo a nossa volta, mas prioritária e imprescindivelmente tem tudo a ver com o ser humano.

2. A missão só pode ser cumprida na dimensão do relacionamento intencional com o próximo a nossa volta no intuito de impactá-lo com a mensagem poderosa e transformadora do Evangelho.

3. O cristão se doa a favor do próximo quando abre mão de diversos aspectos de seu tempo:
2.1 – Tempo para oração.
a) A oração para muitos cristãos se tornou apenas o último recurso nas horas de dificuldades, problemas ou doenças.
b) A oração é a respiração da alma.
c) A oração é a comunhão preciosa com o Salvador e, mormente, desejosa de que esta salvação alcance outros a sua volta.
d) Quando se ora intensamente pela salvação de alguém o amor aumenta e a disposição de ir em direção desta pessoa é fortalecida e dinamizada.
2.2 – Tempo de relacionamento intencional.
a) Não dá para ser cristão verdadeiro sem se envolver com pessoas. O verdadeiro cristianismo é relacionamento.
b) O Senhor Jesus é o grande exemplo e modelo de cristianismo. Sentava-se com ricos e sábios, mas também com os simples e maltrapilhos de seus dias, anunciando-lhes a vida do Reino de Deus.
c) Doe de seu tempo para relacionamentos intencionais com pessoas a sua volta.
2.3 – Tempo de evangelismo.
a) Uma das grandes dificuldades de muitos cristãos para evangelizar é porque pensam que precisam ir a algum lugar e se exporem com pessoas estranhas.
b) Evangelismo se faz nos relacionamentos do cotidiano. Basta apenas estar cheio da Palavra de cristo e do desejo de conduzir outros ao Salvador.
c) Lc. 9.26 ‘Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier em sua glória e na glória do Pai e dos santos anjos’.
2.4 – Tempo de discipulado.
a) Discipular é ensinar outros a crerem, a confiarem e a obedecerem a Palavra que tem transformado a sua vida.
b) Mt. 28.20 ‘ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos’.

4. Ame o próximo: se doe em prol da salvação deles.

b – Doação implica em abrir mão de esforço a favor do próximo.

1. Amor em ação através de atitudes simples pode impactar e incomodar pessoas à sua volta levando-os a crerem no Deus que é tudo para você.

2. Ilustração: Um jovem soldado num destacamento do exército todas as noites antes de se deitar, sentava-se em sua cama para ler sua Bíblia e orar. Ao deitar-se sempre se surpreendia com pesadas botas sendo jogadas sobre no escuro. Acordava mais cedo, engraxava e lustrava as botas de seu agressor. Isso provocou quebrantamento no mesmo que quis conhecer Deus que lhe dava uma vida de serviço e amor.

3. A maior forma de se demonstrar amor ao próximo é levando-lhe o evangelho da salvação.

4. Mt. 16.25-26 ‘’.


CONCLUSÃO: Cumpra sua missão:
Ame a Deus e se entregue totalmente a Ele.
Ame ao próximo e se doe em favor de sua salvação
Quanto do mundo você está disposto a perder para seguir a Jesus e ajudar a salvar outras pessoas?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A MISSÃO EXIGE RENÚNCIA

Lc. 14.25-27, 33


OBJETIVO: Ensinar que para cumprir a missão dada por Jesus quanto a evangelização, o cristão precisa assumir um espírito e comportamento de renúncia.


INTRODUÇÃO: Desapego! Geralmente nos apegamos às pessoas ou às coisas, pessoas e nos esquecemos muitas vezes dos valores eternos.


CONTEXTO: A Narrativa de Viagem (Lc 9.51-19.48) engloba a última viagem de Jesus da região norte até Jerusalém, onde seria cruscificado. O Senhor Jesus está ministrando na vida de seus discípulos formando neles a compreensão do valor do Reino de Deus e o investimento que dele decorre a cada um dos seus seguidores.


TRANSIÇÃO: Até onde você está envolvido com a missão delegada pelo Senhor Jesus a sua Igreja? Quero compartilhar sobre o tema: A MISSÃO EXIGE RENÚNCIA.



I – A MISSÃO EXIGE RENÚNCIA DO LASTRO DE FAMÍLIA.

a – A família no plano de Deus.

1. É grafado com valoroso destaque nas linhas das Escrituras o lugar da família no plano de Deus.

2. Deus poderia ter criado uma humanidade completa a partir do nada assim como fez com o reino animal, vegetal e mineral.
– Criação imediata → ‘Disse Deus: Haja’
– Criação mediata → No caso da família, Deus criou cada parte básica individualmente e com suas próprias mãos.
a) Gn. 2.7 (NVI) ‘Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente’.
b) Gn. 2.21-23 (NVI) ‘Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas fechando o lugar com carne. Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele. Disse então o homem: Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada’.

3. A família é a célula principal de toda a construção social da humanidade.

4. Embora a família seja o principal organismo social não pode ser o conceito prioritário em nossa escala de valores, pois esta escala se inicia com Deus.

5. O resumo da própria Lei dado por Jesus implica em:
– Lc. 10.27 ‘Respondeu-lhe ele: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo’.
– Primeiro Deus, depois o próximo e depois a ti mesmo.

b – A família no plano do discipulado.

1. A família é o bem mais importante que se pode ter aqui nesta caminhada social, apenas suplantado por Deus.

2. Nada pode tomar o lugar de Deus na vida do cristão, nem mesmo a família, seja ela no coletivo, seja ela no relacionamento pessoal.

3. É por isso que Jesus profere as palavras do verso 26, colocando pessoas ou a família em um lugar inferior em relação a Ele mesmo.
– Lc. 14.26 (NVI) ‘Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo’.

4. A versão Almeida Atualizada usa a tradução: aborrecer pai e mãe por causa de Jesus, indicando em pequena nota de rodapé: amar menos.

5. Cumprir nossa missão como discípulos de Cristo implica em algo que é maior que nossa afeição familiar.


II – A MISSÃO EXIGE RENÚNCIA DO COMANDO DA VIDA.

a – Os interesses pessoais são inferiores aos interesses de Deus.

1. O Senhor Jesus destaca que além da família ter um plano inferior, o próprio discípulo assume um lugar secundário diante da missão.
1.1 – Lc. 14.26b ‘Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo’.

2. Um antigo provérbio romano para os soldados em tempo de guerra, expõe este princípio de Jesus:
2.1 – ‘Não importa que eu viva, importa que eu vá’.
2.2 – Ir não significa perder a própria vida, mas sim que o ir está acima da própria vida.

3. Ser discípulo é ser um missionário e isso significa aborrecer a sua própria vida por causa de Jesus.
2.1 – Li ou ouvi alhures: ‘Ou você é um missionário ou você é um campo missionário’.

4. Um soldado é um missionário e quando em trabalho sua vida é considerada secundária pelo bem da pátria ou da missão que ele representa.

5. O Senhor Jesus indica que o discípulo deve tomar a sua cruz e segui-Lo. Isso implica em assumir o risco da morte e da renúncia total a favor da missão.
5.1 – Lc. 14.27 (NVI) ‘E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo’.

6. Não é fácil tomar a cruz. Tem ocasiões que a tensão entre tomar ou não tomar a cruz é tão intensa e você recusa tomar a cruz.

b – O preço para ser discípulo é rendição total.

1. Se o cristão quer de fato cumprir sua missão, certamente experimentará a tensão de renunciar a sim mesmo pelo bem do reino de Deus.

2. É maior que seguir nosso próprio caminho.

3. ‘Quando a sua vontade cruza com a vontade de Deus e você escolhe a vontade de Deus contra a sua vontade, isso é tomar a cruz’ (Luiz Palau - adaptado).


III – A MISSÃO EXIGE RENÚNCIA DO AMOR ÀS POSSESSÕES.

a – Nada pode concorrer com a missão do Reino.

1. Pode-se ver tanto pelas Escrituras Sagradas quanto pela experiência que a tendência de se apegar às coisas é comum ao ser humano.

2. As coisas materiais são boas e são instrumentos de Deus para nosso bem estar, contudo não podemos viver como se tais bens fossem bens permanentes.
2.1 – II Co. 6.10b ‘entristecidos, mas sempre nos alegrando; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo’.

3. Na qualidade de bens transitórios que são não podem ocupar lugar de alta importância em nossa escala de valores.

4. Assim, você pode possuir muitos bens, mas estes nunca podem ocupar em sua vida lugar maior que a missão dada pelo Senhor Jesus.

b – A missão é maior que qualquer coisa para o discípulo.

1. Nada pode subtrair o lugar da missão na vida do discípulo.

2. O Senhor Jesus é enfático em sua conclusão afirmando que o Reino de Deus e sua missão é maior que o amor às possessões.

3. Lc. 14.33 ‘Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo’.

4. A missão do discípulo é a de propagar o Ser maravilhoso de Deus e seu plano de salvação que alcança e transforma o pecador em filho amado.


CONCLUSÃO: O sábio Salomão já preconizava sobre o privilégio de se conduzir pessoas ao caminho da justiça: Pr. 11.30 O fruto da retidão é árvore de vida, e aquele que conquista almas é sábio.

Quem ganha almas é sábio.

Cumpra a sua missão.

Evangelize.

domingo, 19 de dezembro de 2010

QUAL O SIGNIFICADO DO NATAL?


Mt. 1.21


INTRODUÇÃO: O Natal se transformou num grande bolsão comercial. Papais Noel, enfeites, propagandas, tudo como um desafio ao comércio. Não comprar um presente de natal chega às raias do desacato à pessoa que nos é próxima.

CONTEXTO: Este texto é apenas um versículo dentro do anúncio do anjo a José acerca do nascimento de Jesus. José estava desposado de Maria. Já eram casados, mas a consumação através da união de seus corpos ainda não ocorrera. José sabe da gravidez de Maria e pensa em abandoná-la. O anjo vem até José para dizer-lhe que não faça isso, pois o que nasceria de Maria era o Messias, o Salvador prometido.

TRANSIÇÃO: O que tudo aquilo significava para José? Traição? Desrespeito? Leviandade? O que o Natal significa para o povo nos dias de hoje? Quero refletir brevemente nesta ocasião sobre QUAL O SIGNIFICADO DO NATAL?


I – O NATAL TEM UM SIGNIFICADO REDENTIVO.

a – Revelado no nome do Senhor Jesus.

1. Jesus → Ίησόυς → ‘Salvador’ → nome derivado de → YHWH (הוהי) → + Iasa → (השי) tendo o significado de ‘nosso socorro, nosso ajudador, nosso salvador’.

2. A forma mais antiga é o nome de Josué → יהשה → Yehosua → YHWH é salvador.

3. No NT o nome é traduzido por Ίησόυς → Salvador.

4. A salvação ou redenção prometida por Deus recebe seu cumprimento e significado no nome e na pessoa de Jesus.

b – Revelado na missão do Senhor Jesus.

1. A missão do Filho de Deus é estampada no anúncio do anjo a José: ‘Ele salvará...’ (Mt. 1.21).

2. A missão de Jesus é manifestada no anúncio do anjo à Maria: ‘... a quem chamarás pelo nome de Jesus’ (Lc. 1.31).

3. A missão de Jesus é proclamada também pelos anjos aos pastores: ‘É que vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor’ (Lc. 2.11).

4. A missão de Jesus é revelada na natureza do evento: ‘... vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei...’ (Gl. 4.4-5).

5. Não há Natal divorciado do plano redentor de Deus.


II – O NATAL TEM UM SIGNIFICADO ELETIVO.

a – O Natal aponta para a salvação de um povo.

1. Povo → λαός → Termo que indicava nos escritos judaicos a nação de Israel como povo de Deus.

2. Povo → λαός → No NT tem a significação não mais de Israel como nação, mas indica a Igreja, como o povo eleito dentre todos os povos para ser povo de Deus.
– Mt. 1.21 ‘... salvará o seu povo...’
– At. 15.15 ‘... Deus visitou os gentios, a fim de constituir dentre eles um povo para o seu nome...’

b – Povo eleito e exclusivo dele.

1. Tt. 2.14 ‘O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade, e purificar para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.’

2. I Pe. 2.9 ‘Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva, a fim de proclamar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz’.


III – O NATAL TEM UM SIGNIFICADO SUBSTITUTIVO.

a – Um substituto na história do homem.

1. Desde os tempos primitivos no NT temos o homem sendo poupado por causa de um substituto.

2. No Éden um animal é morto.

3. Isaque é substituído por um cordeiro → ‘Deus proverá’.

4. Páscoa/Egito → Cordeiro como oferta.

b – No NT Jesus é o substituto do pecador.

1. O NT aponta para Jesus como substituto de seu povo na cruz.

2. Jo. 1.29 ‘Eis o Cordeiro de Deus...’

3. A morte de Jesus é a morte de seu povo.

4. A condenação de Jesus é a condenação de seu povo.


CONCLUSÃO: Jesus veio. É Natal.
É nele que temos vida.
Natal aponta para uma nova vida porque é pelo Natal que a vida de Deus veio ao mundo.
Creia!
Entregue-se!
Consagre-se!

sábado, 11 de dezembro de 2010

PAIS E FILHOS NO CAMINHO A SERVIÇO DE DEUS

Lc 2.39-52


OBJETIVO: Ensinar que os pais devem estar atentos aos filhos na caminhada da vida, mesmo que estejam andando pelos caminhos de Deus.

INTRODUÇÃO: Já perdeu seus filhos ou viu o desespero de algum pai/mãe que perdeu seu filho em alguma situação?

CONTEXTO: Lucas dá a narrativa mais completa da infância de Jesus, pois, escrevendo a um gentio queria demonstrar que Jesus é plenamente humano, e ao mesmo tempo plenamente Deus.

TRANSIÇÃO
: Os filhos são dádivas que Deus deu e devem ser criados com responsabilidade, pois são portadores de uma alma eterna. Como você está criando seus filhos? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre PAIS E FILHOS NO CAMINHO A SERVIÇO DE DEUS.


I – PAIS PODEM PERDER SEUS FILHOS.

a – A família de Jesus viajava uma vez por ano.

1. Lucas registra que José e Maria, os pais de Jesus, iam anualmente para Jerusalém para as festividades da Páscoa, cumprindo assim a ordem de Deus desde os tempos de Moisés.

2. A viagem era feita em caravanas a pé, pelos mais pobres.
– Nazaré distava cerca de 116 Km de Jerusalém.
– Demoravam-se alguns dias para o percurso, dado as dificuldades naturais de uma região quente e árida.

3. As crianças, possivelmente ficavam com outros parentes, até que completassem idade suficiente para suportar uma viagem dessa espécie.

4. Ao chegarem na pré-adolescência tinham o rito de passagem:
– Bar Mitzvá (meninos).
– Bat Mitzvá (meninas).
– A maioridade religiosa, 12 anos, é a ocasião de comemorações que marcam esta evolução tão importante na vida do adolescente.
– Aos 12 anos, o menino judeu é considerado um adulto responsável por seus atos, do ponto de vista judaico.
– Bar Mitzvá significa, literalmente, ‘filho do mandamento’.
– A criança de 12 anos passa a ter as mesmas obrigações religiosas dos adultos, tornando-se responsável pelos seus atos e transgressões.

5. Lc. 2.42 ‘Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume’.

b – Pais perdem seus filhos na viagem da vida.

1. Lucas registra que terminados os dias da festa os pais foram embora com a caravana e não perceberam que o menino Jesus ficara em Jerusalém.
– Lc. 2.43 ‘Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem’.

2. Da mesma forma que Maria e José estavam tão envolvidos e tão seguros com o fato de estarem no templo que perderam seu filho; muitos pais hoje também perdem seus filhos apesar de estarem na Igreja.


II – DEVE-SE VOLTAR ONDE OS PERDEU
.

a – José e Maria voltaram a buscar Jesus.

1. Lucas em sua narrativa mostra que os pais ficaram tão desapercebidos que só depois de um dia é que se deram conta de que o menino não estava com eles.
– Lc. 2.44 ‘Pensando, porém, estar entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos’.

2. Pais! Cuidado!
– Cuidado, pois podem estar também atarefados com a rotina e poderão perder seus filhos e só perceberem depois de algum tempo.
– Há grande risco nisto!
– Pais, cuidado para não deixar os filhos para trás.

b – Na estrada da vida há lugares fáceis para se perder os filhos.

1. Poderia discorrer aqui sobre muitos lugares ou situações nas quais os pais podem perder seus filhos, mas não o farei.

2. Apenas de lampejo tocarei em alguns desses pontos, mas me atrevo a frisar um em especial que se mostra perigoso em nossos dias.
– Drogas.
– Bebidas.
– Sexo.
– Internet.
– Homossexualismo.
a) O MEC lançou neste fim de ano um kit de educação onde se ensina o homossexualismo nas escolas públicas .
b) Reações estão se dando em todos os seguimentos de nossa sociedade, a começar do próprio Senado .
c) Homossexualismo não é normal nem a luz da Bíblia nem a luz da saúde pública.
d) Por que não se ensina pedofilia também? E necrofilia? Ora, também são opções sexuais!

c – Volte e procure seus filhos.

1. José e Maria procuraram o filho nos lugares mais comuns e não o acharam.
– Entre parentes.
– Entre conhecidos.

2. Muitos pais perdem seus filhos e acreditam que parentes e amigos poderão estar cuidando dos mesmos.

3. Pais! Não terceirize o cuidado de seus filhos, pois se o fizer, quando procurar por eles poderão não os ter mais ao seu lado.
– ‘Adote seu filho, antes que um traficante o adote!’.
– Adote seu filho antes que um homossexual o adote.
– Adote seu filho antes que um programa de internet o adote.

4. Se seu filho ficou para trás volte antes que seja tarde.
– Lc. 2. 45 ‘e, não o tendo encontrado, voltaram à Jerusalém a sua procura’.


III – É PRECISO TÊ-LOS NA CASA DO PAI.

a – Jesus foi encontrado na Casa do Pai.

1. Quando José e Maria encontraram a Jesus, depois de três dias, viram com surpresa que Jesus estava no Templo, discutindo com os doutores da lei.

2. O menino Jesus não tinha a possibilidade de estar sempre no Templo, mas certamente foi educado no conhecimento da Palavra de Deus através de seus pais e, possivelmente através de uma sinagoga.
– É preciso que os pais ensinem a Palavra de Deus aos seus filhos.
– É preciso que os pais levem e ensinem seus filhos a freqüentarem com assiduidade uma boa Escola Dominical para aprenderem desde a infância as Sagradas Letras.

b – Se seus filhos não estão aos pés do Pai, estão no mundo.

1. Existe um jargão sobre a criação de filhos em nossos dias:
– ‘É preciso criar os filhos para o mundo!’.
– Pais! Não crie seus filhos para o mundo, mas crie-os para Deus, pois fazendo assim, serão bons cidadãos neste mundo e no mundo porvir.

2. Pais que inculcam a Palavra de Deus na mente de seus filhos os encontrarão tratando dos negócios da casa do Pai celeste.


CONCLUSÃO
: Jesus foi encontrado na casa do Pai.

Onde estão seus filhos?

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2010/11/24/interna_brasil,224563/material-didatico-contra-homofobia-mostra-adolescente-que-virou-travesti.shtml
²(vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ONfPCxKdGT4).

domingo, 5 de dezembro de 2010

UM ENCONTRO TRANSFORMADOR

Jo. 4.1-7

OBJETIVO: Ensinar que quando alguém tem um encontro verdadeiro com o Senhor Jesus, tem sua vida transformada e comunica essa transformação a outros.

INTRODUÇÃO: Você já teve um encontro que trouxe transformação para sua vida?

CONTEXTO: O Senhor Jesus iniciara seu ministério público na região norte de Israel. Depois de um tempo, ocasião da páscoa Jesus subiu para Jerusalém ficando ali não muito tempo. De volta para a região de Cana da Galiléia, resolve passar pelas aldeias dos Samaritanos e passa pela cidadezinha de Sicar.

TRANSIÇÃO: Quero falar nesta oportunidade sobre UM ENCONTRO TRANSFORMADOR.


I – A INSACIÁVEL SEDE HUMANA.

a – O contexto da sede no texto.

1. A tradição judaica aponta para este poço na cidade de Sicar (Siquém), foi cavado por Jacó.

2. Flui água em veios constantes pelos flancos da montanha próxima sendo que o poço então é um poço de dreno, de tal modo que a água se infiltra através de suas paredes laterais e não nascendo no fundo do mesmo, daí a expressão ‘poço das águas vivas’.

3. Geralmente as mulheres iam buscar água a tardezinha, pois o sol neste horário já seria mais ameno.

4. De acordo com Philip Sahaff , a época do acontecido deveria ser final de dezembro quando mesmo neste horário o clima era mais suportável.

5. Noutras estações do ano essa hora era quente demais para alguém sair ao ar livre numa caminhada destas.

6. Para uma região árida e desértica a localização deste poço é de grande importância para quem mora ou para quem passa por aquelas cercanias.

7. A necessidade de água para dessedentar a sede era algo comum naquele contexto.

b – A sede do ser humano em seu contexto existencial.

1. O ser humano é um ser sedento por satisfação e prazer.

2. Esse vazio é derivado da queda.
2.1 – Tudo o que o homem busca para sua satisfação ainda é pouco.
2.2 – Nada que o homem busque lhe tirará a sede da busca.
2.3 – ‘Há um vazio no ser humano que só pode ser preenchido com o próprio Deus’ (Agostinho).

3. A busca sempre existirá.
3.1 – No intuito de se realizar e preencher esse vazio existencial o ser humano busca aventuras, formas de vida e de relacionamentos, muitas vezes estranhos e até destrutivos.
a) Pr. 14.12 ‘Há caminhos que ao homem parece direito, mas ao final, são caminhos de morte’.
3.2 – Nada que se busque satisfará o seu coração.
a) Jo. 4.18 ‘cinco maridos já tiveste; e esse que agora tens não é teu marido...’.
b) A mulher samaritana, tida comumente na história como uma possível prostituta.
c) Era uma pessoa que buscava preencher o vazio de sua alma em relacionamentos fortuitos.
d) Essas buscas, como a droga, saciavam a sede no momento, mas depois sempre se mostravam insuficientes e vazios.

4. Você vive uma vida insatisfeita e sempre necessitando de algo que dessedente sua sede?


II – JESUS, A FONTE DAS ÁGUAS VIVAS.

a – O diálogo com a mulher e a transição de Jesus.

1. Jesus quebra barreiras para com aquela mulher.
– Não se podia conversar com uma mulher em público.
– Não se podia conversar com um samaritano.

2. Jesus inicia pedindo água do poço.
– Jo. 4.7 ‘Dá-me de beber’.
– Jesus aproveita uma situação existencial e real para apresentar a salvação àquela mulher.
- Ele estava de fato com sede, pois estava cansado da viagem, e assentara-se junto à fonte, por volta da hora sexta [meio dia (Vs. 6)].

b – A fonte das águas vivas dessedenta a sede espiritual.

1. Jesus se apresenta como a verdadeira água que pode dessedentar a sede humana.
1.1 – Jo. 4.10 ‘Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele te daria a água da vida’.

2 As Escrituras apresentam e demonstram como Jesus pode transformar o pecador dando-lhe uma nova natureza, fazendo dele um novo homem.
2.1 – II Co. 5.17 (NVI) ‘Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!’.


III – A ÁGUA VIVA PRODUZ NOVA VIDA.

a – A nova vida para a Samaritana.

1. O Senhor Jesus afirmou para aquela mulher que quem bebesse da água que Ele desse teria uma nova vida.
– Jo. 4.13-14 (NTLH) ‘Quem beber desta água terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que dará a vida eterna’.

2. Ela acreditou! Creu nEle como o Messias e teve uma nova vida.

3. Isso ficou demonstrado no fato de que ela saiu dali e foi alegremente contar do Messias para outras pessoas de sua comunidade, que também creram.
– Jo. 4.42 ‘E disseram à mulher: Agora cremos não somente por causa do que você disse, pois nós mesmos o ouvimos e sabemos que este é realmente o Salvador do mundo’.

b – A nova vida é para todo aquele que crê.

1. Ezequiel profetizou que da parte de Deus sairia um rio que levaria vida por onde quer que passasse esse rio.

2. Ilustração: Ez. 47.

3. Todos quantos tiverem um encontro verdadeiro com Jesus terão sua sede saciada.
– Jo 7:38 ‘Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva’.

4. Exemplos de vidas transformadas:
– A mulher samaritana.
a) Podia ser uma pessoa de vida fácil:
• Porque ia ao poço ao meio dia.
• Teve cinco maridos.
• Estava ajuntada com outro.
b) Reconheceu que Jesus era o Messias.
• Ele falou sobre ela.
• Ela foi contar aos outros.
– O Apóstolo Paulo.
– I Co. 6.9 ‘Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. Assim foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, foram santificados, foram justificados no nome do Senhor Jesus e no Espírito de nosso Deus’.
– Agostinho de Hipona.


CONCLUSÃO: O encontro com Jesus é transformador.

Você já se encontrou com Jesus?

Você continua se encontrando com Jesus?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PERDÃO, MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA

Mt. 18.23-35


OBJETIVO: Apresentar ensino de que o cristão foi perdoado numa dívida impagável e por isso, qualquer ofensa recebida é pequena e deve perdoar.


INTRODUÇÃO: Quantos aqui já possuem dívidas para o ano seguinte? Tratar com dívidas nem sempre é fácil.
Como você se sentiria se, de repente, um coração bondoso se prontificasse para quitar todas as suas dívidas?


CONTEXTO: A questão do perdão, levantada nesta parábola pelo Senhor Jesus, nasce de uma discussão dos discípulos sobre quem seria o maior no reino dos céus.
O Senhor Jesus alude que, o Reino não é lugar para ostentação de grandezas, mas lugar de salvação a todos que, igualmente estão caídos e destruídos pelo poder do pecado. Para esclarecer esse fato o Senhor conta a parábola da ovelha perdida.
Jesus conduz o assunto para a questão da culpa que se pode ter uma pessoa em relação a outra e dá instruções sobre como se tratar desses casos no meio do povo de Deus. Pedro pergunta então quantas vezes se deve perdoar o culpado.
A partir desta pergunta o Senhor Jesus apresenta esta parábola, foco de nossa reflexão nesta ocasião, e norteia toda a questão a partir do prisma de um perdão maior.


TRANSIÇÃO: Você já perdoou alguém que te ofendeu? É fácil perdoar? Você ainda precisa perdoar alguém em seu relacionamento? O que está impedindo o seu perdão? Nesta oportunidade quero refletir sobre o tema: PERDÃO, MANIFESTAÇÃO DA GRAÇA.

I – O PROBLEMA DO PERDÃO.

a – Todos tem dificuldade em perdoar.

1. O Senhor Jesus estava ensinando aos discípulos sobre o amor perdoador de Deus e o dever de se haver perdão entre os filhos de Deus.
1.1 – A parábola da ovelha perdida (Mt. 18.10-14).
1.2 – Como tratar a um irmão culpado (Mt. 18.15-20).

2. Pedro, querendo ser magnânimo, aumenta a taxa de perdão oferecida comumente pelo judeu de 3 vezes ao dia para sete vezes (Mt. 18.21-22).

3. O Senhor Jesus responde que não sete vezes, mas setenta vezes sete, o que chegaria a um número de quatrocentas e noventa vezes para se perdoar uma pessoa num dia.

4. Quando Jesus acabou de responder a Pedro, o Senhor Jesus, iniciou uma parábola: ‘Por isso o Reino dos Céus é semelhante’, ou seja, essa parábola é a ilustração do que Jesus estava querendo ensinar sobre perdão.


II – O MODELO DO PERDÃO.

a – Somos devedores a Deus.

1. A súmula da parábola:
1.1 – Certo Rei chamou seus servos para prestarem contas.
1.2 – Um lhe devia 10 mil talentos (+- U$10.000.000,00).
a) Ele não tinha como pagar.
b) O Rei ordenou: ‘Vendam a ele, a mulher e os filhos como escravos, a casa e tudo que ele tem’.
c) Ele devia tanto que nem ele mesmo com tudo que possuía dava para pagar.
d) Caiu então de joelhos: ‘Eu suplico, pelo amor de Deus, não faça isso comigo’.
e) Então o Rei declarou a dívida está paga e o réu perdoado.
1.3 – Ele saiu da presença do rei.
a) No caminho encontrou um homem que lhe devia 100 denários .
b) Saltou-lhe ao pescoço, sufocando-o, e sacudindo-o: ‘Pague-me o que me deves’.
c) O outro implorava: ‘Eu suplico, por favor, eu não tenho como’.
d) Ele então disse: ‘Lancem-no na cadeia! Ele só vai sair de lá quando pagar o que me deve’.
e) Seus companheiros viram sua atitude; sabiam da graça e do favor imerecido que o Rei lhe dispensara.
f) Contaram ao rei e este o chamou: ‘Tu és malvado, eu te perdoei a tua dívida, por que não fizeste o mesmo com o outro?’.
g) Então o rei, indignado, o entregou aos verdugos até que ele pagasse toda a dívida.

2. Nesta parábola o Senhor Jesus ensina que todos têm uma dívida impagável para com Deus, e mesmo tudo o que o indivíduo é, faz ou possui não é suficiente para quitar esta dívida.

3. O Senhor Jesus propõe um valor impagável a qualquer pessoa dentro do seu contexto palestino, sabendo que seus ouvintes compreenderiam o tamanho da dívida que se tem para com Deus.

4. O perdão de Deus é estendido graciosamente, sem qualquer mérito ou realização humana que leve a Deus o conceder do perdão.

b – Somos devedores a terceiros.

1. Cada pessoa em sua caminhada nesta vida também comete falhas e se torna devedor para com outros.

2. Nesta condição de devedores, cada um precisa estar disposto a perdoar o próximo, ou a pedir perdão.

3. A relação demonstrada pelo Senhor Jesus entre os dois servos exemplifica este dever de perdoar o próximo.

4. A base do perdão ao próximo, para o cristão, está no fato de que foi enormemente perdoado por Deus.
4.1 – Ef. 4.32 (NVI) ‘Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo’.
4.2 – Cl. 3.13 (NVI) ‘Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou’.
4.3 – Mt. 18.35 (NVI) ‘Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão’.


III – O DEVER DE PERDOAR SEMPRE.

a – ‘De graça recebeste, de graça daí’.

1. O Senhor Jesus ensina aos seus discípulos o princípio da graça. Assim como receberam, assim também deveriam dar.
1.1 – Mt. 10.8 (ARA) ‘Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça daí’.

2. Na parábola em voga, o perdão é concedido de graça, estando assim, cada cristão, na obrigação de também perdoar de graça.

b – A medida do perdão para o povo de Deus.

1. Quando nós nos confrontamos com a necessidade de perdoar alguém devemos ter em mente seis realidades sobre o padrão divino de perdoar .
1.1 – Deve-se ter em mente que todos nós somos devedores.
a) Todos devemos ao rei, todos devemos a Deus, todos devemos mais do que valemos.
b) Nossa capacidade de dever é muito maior que a nossa capacidade de ser.
c) O que somos não paga nem o que devemos.
d) Somos eternos devedores: nosso pecado, nossa culpa, nossa condenação, nossa dívida é maior do que a nossa capacidade de pagá-la.

1.2 – Sempre que estiver confrontado com a necessidade de perdoar alguém, deve-se lembrar que todos nós recebemos graça.
a) Quando nos ajoelhamos e suplicamos: Tem piedade de mim, Senhor, Ele já perdoou toda a dívida.
b) A dívida está paga, está consumada não há mais o que pagar, Deus cancelou todo o débito, usou de graça para comigo e para com você.

1.3 – Tudo quanto nosso próximo nos deve é infinitamente menor do que aquilo que devemos a Deus.
a) Quando alguém houver feito alguma coisa contra você, saiba que sua dívida com Deus é infinitamente maior do que a dívida do seu próximo para com você.
b) A dívida de qualquer pessoa para comigo é infinitamente menor do que a minha dívida para com Deus.
c) Vejam a comparação que Jesus fez:
• O servo devia ao rei 10 mil talentos (60 milhões de denários).
• Já o outro lhe devia 100 denários.
• Observem a diferença de 60 milhões para 100.
d) O que meu próximo deve a mim não se compara com o que eu devo a Deus.

1.4 – Não perdoar é tratar o outro como Deus não nos tratou.
a) É jogar o meu próximo no cárcere psicológico, existencial, moral e espiritual.
b) É lançá-lo num inferno temporal.
c) E Deus não nos lançou no inferno eterno.

1.5 – Todos os que recebem o perdão de Deus têm perante Ele o compromisso perpétuo de repetir o mesmo gesto com os outros tantas vezes quantas sejam necessárias.
a) Mt. 18.32-33 ‘Então o seu Senhor, Chamou-o, disse: Servo malvado perdoei-te aquela dívida toda, porque tu pediste, tu me suplicaste; não devias tu igualmente, ou como eu fiz contigo, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?’.
b) Quem recebeu o perdão de Deus tem um compromisso perene, perpétuo, definitivo, repetível tantas vezes quantas sejam necessárias de dar aos outros o mesmo perdão que Deus lhe deu.
c) Cabe a você o compromisso de ser uma miniatura de Deus nas relações com o seu próximo!

1.6 – Quem não perdoa coloca a si mesmo debaixo do juízo de Deus.
a) Mt. 18.34-35 ‘Indignando-se o Senhor o entregou aos verdugos até que pagassem toda a dívida. Assim também da mesma maneira, meu Pai Celeste vos fará, se no íntimo, não perdoardes cada um ao seu irmão’.
b) Há muitos verdugos psicológicos, existenciais, emocionais e espirituais para nos punirem já nesta vida.
c) Quem não perdoa não será punido apenas na eternidade, é punido aqui.
d) Quem não perdoa envenena o coração e se auto-chicoteia pelo verdugo da consciência.


CONCLUSÃO: Ilustração: ‘Um certo beduíno estava dentro da sua tenda ao sol da Palestina quando entrou correndo, um garoto adolescente, que se refugiou atrás dele, chorando e grunhindo. Logo em seguida chegou uma turba alvoroçada, empunhando cacetes e facas. Abriram a portinhola da tenda e disseram ao beduíno: Dá-nos este menino porque ele é um assassino. O beduíno respondeu: Mas há uma lei entre nós que diz que quando um assassino se refugia numa tenda e o dono da tenda lhe dá abrigo e guarida, ele está absolvido. Eu me compadeci deste garoto, quero perdoar-lhe. E o garoto tremia..... Mas eles disseram: Você lhe quer perdoar porque não sabe o que ele fez e nem a quem matou. O beduíno falou: Não importa, eu quero perdoar a ele. Os homens então afirmaram: ele matou seu filho. Vá ver o corpo dele sangrando na areia ali fora. O beduíno caiu num profundo silêncio, depois, enxugando as lágrimas, disse: Então eu vou criá-lo como se fosse o meu filho a quem ele matou’.


Esse é o padrão do perdão divino.

Deus não fez isso por nós?

Jesus fez muito por nós na cruz.

Escondidos atrás da Cruz temos acesso à Tenda do perdão.

E não apenas esse é o padrão divino, mas o padrão para o qual Deus nos desafia.