sexta-feira, 22 de junho de 2012
COMO SERVOS DE DEUS SOMOS TAMBÉM MORDOMOS
I Co. 4.1-5
OBJETIVO: Impingir na Igreja o valor de se aplicar a mordomia para com a família de Deus.
INTRODUÇÃO: Se você pudesse escolher, qual lugar gostaria de ocupar? O Lugar de Barack Obama, com todo poder nas mãos sobre o destino de nações; ou, o lugar de Madre Tereza de Calcutá, sem muito conforto gastando sua vida a cuidar de pobres e maltrapilhos num lugar se expressão?
CONTEXTO: Paulo está tratando com uma Igreja que tinha dificuldade de ajudar os menos favorecidos. Havia grupinhos, panelinhas e partidos dentro daquela Igreja.
Paulo demonstra em toda a carta que o grande privilégio de termos sido feitos filhos de Deus também nos delegou a incumbência de sermos servos uns dos outros no intuito de alcançarmos outros para a família de Deus.
TRANSIÇÃO: Com base neste texto e no contexto mais amplo da Escritura quero falar nesta oportunidade que COMO SERVOS DE DEUS SOMOS TAMBÉM MORDOMOS.
I – TODOS SOMOS SERVOS.
a – A ideia da salvação.
1. Visão míope da salvação.
1.1 – Para muitos, ser salvo, é sinônimo de ir para o céu.
1.2 – Para outros, ser salvo, é sinônimo de se tornar filho de Deus.
1.3 – Para outros ainda, ser salvo, sinônimo de ter privilégios especiais, que os outros simples pecadores não têem.
1.4 – Esta visão da salvação se mostra por demais utilitarista, se preocupando apenas com o que se pode desfrutar da salvação, não se importando com a vida aqui, com seus problemas e suas responsabilidades.
2. Visão integral da salvação.
2.1 – Tudo isso exposto anteriormente é verdade:
a) Ser salvo é sinônimo de ir para o céu.
b) Ser salvo é sinônimo de se tornar filho de Deus.
c) Ser salvo é sinônimo de ter privilégios especiais.
2.2 – A salvação traz outras implicações:
a) Ser salvo é ser servo.
b) Ser salvo é dar a vida em serviço a Deus e ao próximo.
c) Ser salvo é viver como Cristo viveu.
3. Assim, ser salvo é manifesto na prática do Evangelho.
b – Libertos do pecado e escravos (servos) de Cristo.
1. Somos privilegiados em sermos membros da família de Deus.
2. Todo aquele que se converte ao Evangelho de Jesus, esses são aproximados de Deus e são feitos filhos de Deus, mas também são tornados em seus servos.
2.1 – A frase usada por Paulo para servo aqui neste texto é: ώς ύπηρέτας Χριστού καί όικόνομους μιστηρίων Θεού.
2.2 – Na frase ‘ώς ύπηρέτας Χριστού’, a palavra ύπηρέτας aponta para o mais baixo nível de escravidão (remadores nas galés // termo galera).
3. Na qualidade de servos não podemos esquecer de que nossa dignidade não é nossa mesma. Somos ύπηρέτας.
II – TODOS SOMOS MORDOMOS.
a – Temos a chave da despensa.
1. Na família do Senhor seus servos verdadeiros são seus mordomos.
2. O termo ‘despenseiros’ indica o mordomo (Ơικόνομους) que administra a casa de seu senhor.
2.1 – Ơικος → casa + Νεμος → arrumar = mordomo.
2.2 – Um mordomo é um administrador de uma casa ou do estado.
3. Ơικόνομους – oikónomos – de onde vem a palavra ‘economia’) – é aquele que cuida das economias (distribuições) de uma casa.
4. Não somos meramente alijados como escravos (ύπηρέτας), mas colocados como despenseiros e administradores das bênçãos de Deus a favor de outros.
b – O que temos tirado de lá?
1. Um mordomo tem no seu mestre uma fonte e distribui o que seu mestre supre para o resto da casa.
1.1 – Como podemos ministrar sobre a vida uns dos outros?
1.2 – Você tem entrado na despensa de Deus e retirado dali alimento para você, ou se conforma com as migalhas que caem da alimentação de outros?
1.3 – Alimento para os outros são somente palavras do evangelho?
2. Como mordomos de Deus somos parceiros na administração e distribuição dos bens do Evangelho.
2.1 – Paulo diz que o cristão é όικόνομους μιστηρίων Θεού, isto é: ‘mordomo dos mistérios de Deus’.
2.2 – Levando aos outros o Evangelho em forma de conhecimento da graça salvadora de Deus em Cristo.
2.3 – Levando aos outros o Evangelho em forma de amor em ação, que socorre as pessoas em suas necessidades.
2.4 – Levando aos outros o Evangelho em forma de consolo e ajuda em momentos de aflição.
3. Só podemos dar daquilo que recebemos.
3.1 – ‘Na qualidade de filhos de Deus, ou de servos, somos chamados a viver em estreito relacionamento com o Senhor, e assim, podermos alimentar outros que necessitam’.
3.2 – Caso não tenhamos recebido nada de Deus, como poderemos dar?
3.3 – Só podemos dar daquilo que recebemos.
III – TODOS TÊM O DESAFIO DE SER FIÉIS.
a – O chamado é para ser mordomo fiel.
1. A figura do mordomo tem sido explorada de diversos ângulos:
1.1 – Servo fiel e prestativo como a figura de Alfred, mordomo de Bruce Wine (Batman).
1.2 – Servos corruptos e desleais que roubam e administram mal os bens de seu senhor.
1.3 – ‘O assassino é o mordomo’.
2. Como mordomos somos chamados a sermos fiéis: prontos a servir uns aos outros, como despenseiros da bênçãos de Deus.
2.1 – I Pe. 4.10 ‘Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus’.
b – Onde se mostra nossa fidelidade na mordomia?
1. No relacionamento com Deus.
1.1 – Nossa fidelidade para com Deus se expressa através de um relacionamento pessoal e real como Senhor através da leitura da Palavra, da oração e da obediência.
1.2 – Não existe relacionamento com Deus baseado apenas na nossa relação religiosa com a Igreja.
2. No relacionamento com os irmãos.
2.1 – Nossa fidelidade na mordomia para com os irmãos se expressa por um relacionamento pessoal e real.
2.2 – Não existe relacionamento com os irmãos baseado apenas na nossa relação religiosa com a Igreja.
3. No relacionamento com o mundo.
3.1 – Nossa fidelidade na mordomia para com o mundo se expressa através da administração da criação.
3.2 – Não existe mordomia correta se não administramos bem a criação e aquilo que Deus colocou em nossas mãos.
CONCLUSÃO: Na qualidade de mordomo como você está servindo a Deus?
Servir pessoas a sua volta é tocá-las em suas necessidades e sensibilizar seus corações para o evangelho de Jesus.
Amor prático. Amor em ação. Cristo encarnado em você. Assim é que pessoas se converterão a Jesus.
COMO FILHOS DE DEUS, SOMOS TAMBÉM SEUS SERVOS
Mc. 10.35-45
OBJETIVO: Conscientizar os cristãos de que ser filho de Deus é grande privilégio que implica em serviço para alcançar outros com a salvação.
INTRODUÇÃO: Onde você prefere estar: na mesa do banquete ou na cozinha como garçom?
CONTEXTO: O texto se encontra dentro da ‘Narrativa de Viagem’, ou seja, dentro dos registros dos últimos dias de Jesus, quando ele saiu da região norte para se dirigir a Jerusalém onde seria sacrificado.
Jesus estava ensinando aos discípulos que ser povo de Deus implica em serviço. No caminho encontram-se com certo homem rico, de alta posição na sociedade que o interpela sobre a vida eterna dizendo que havia aprendido a guardar toda a lei desde seus dias de infância e juventude. Jesus afirma que deveria servir ao próximo com os seus bens: ‘Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu...’ (Mc. 10.21).
Mais à frente, ao falar de seu sacrifício que se daria dentro de poucos dias em Jerusalém, dois de seus discípulos lhe pedem um lugar de honra no Reino e, o Senhor Jesus lhes ministra o ensino de que, embora sendo filhos do reino, o lugar que devemos ocupar não é o trono, mas o lugar do serviço, para abençoarmos uns aos outros.
TRANSIÇÃO: Estamos aqui apenas para desfrutarmos das bênçãos do Reino de Deus? Devemos mesmo reivindicar o posto de ‘Filhos do Rei’ como alguns proclamam? Podemos exigir de Deus que nos coloque sempre em lugar de destaque e honra aqui neste mundo? Com base no contexto e nestas inquirições, quero vos falar nesta ocasião que COMO FILHOS DE DEUS, SOMOS TAMBÉM SEUS SERVOS.
I – TEMOS A HONRA DE SER FILHOS DE DEUS.
a – Jesus é o eterno Filho de Deus.
1. Desde os primeiros tempos da Igreja levantou-se questionamentos se Jesus era de fato Filho de Deus.
1.1 – Chegou a ser tema de discussão de reuniões conciliares que envolveu representantes da Igreja de todo o mundo daquela época.
\
2. A afirmação da Igreja em todos os tempos é que Jesus é o Eterno Filho de Deus.
2.1 – Credo Apostólico: ‘Creio em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria...’
2.2 – Credo Atanasiano (Documento escrito entre o 2° e 6° século, possivelmente no norte da África): ‘O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado. O Filho provém apenas do Pai, não foi feito, nem criado, mas gerado. O Espírito Santo não foi feito, nem criado, nem gerado pelo Pai ou pelo Filho, mas deles procede.’
3. Jesus veio à terra como Filho, mas para ser servo de seu Pai.
3.1 – Jesus sabia de sua posição e de sua relação com o Pai, na qualidade de Filho eterno.
3.2 – Mc. 1.11 (BV) ‘Uma voz do céu disse: Você é meu Filho amado; Você é minha alegria’.
3.3 – Sabia que estava aqui não para se vangloriar de sua posição.
3.4 – Sabia que aqui viera para dar sua vida em serviço, para a salvação dos pecadores.
b – É maravilhoso nos ver como filhos de Deus.
1. As Escrituras declaram que aquele que crê e que recebe Jesus como seu salvador e Senhor, recebe o poder de ser transformado em filho de Deus (Jo. 1.12).
c – A posição a qual fomos alçados é posição de honra.
1. É maravilhoso saber que aquele que entregou sua vida a Jesus é adotado como filho e colocado na relação e na posição de filho de Deus.
II – RECEBEMOS A POSIÇÃO DE SERVOS DE DEUS.
a – Esse foi o caminho de Jesus (Fp. 2.7).
1. Embora sendo o próprio Deus, o Senhor Jesus veio na condição e na posição de servo.
2. Nosso texto básico oferece grande clareza essa afirmação: ‘Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos’ (Mc. 10.45).
b – No reino de Deus o caminho para cima é para baixo.
1. Paradoxos do Evangelho:
1.1 – Não há coroa de glória sem coroa de espinhos.
1.2 – Não há vitórias sem lutas.
1.3 – Não há vida sem morte.
1.4 – Não há glória sem cruz.
1.5 – No reino de Deus o caminho para cima é para baixo.
a) Mt. 20.26 (NVI) ‘Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo’.
2. O apóstolo Paulo afirma aos Filipenses que depois de ter padecido, o Senhor Jesus foi exaltado (Fp. 2.7-11).
c – Embora sendo filhos, somos chamados a servir.
1. O lugar de honra no mundo é dado aos mais capazes, mais sábios, mais produtivos ou àqueles que têm maior poder de controle sobre outros.
1.1 – O lugar de honra no Reino é com a toalha e bacia à mão, pronto a servir om próximo.
1.2 – Nosso serviço é prova de gratidão a Deus.
1.3 – Nosso serviço é prova de amor a Deus.
1.4 – Nosso serviço é prova de amor ao próximo.
2. Na Igreja de Cristo não pode existir ‘crente almofadinha’; que só quer desfrutar dos privilégios da cruz, como filho de Deus, sem se dispor ao serviço.
2.1 – Fp. 2.5 ‘Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus...’.
2.2 – ‘O cristão que não é comprometido com um grupo de outros cristãos para orar, compartilhar e servir, para ser conhecido e conhecer outros, não é um cristão obediente. Não está fazendo a vontade de Deus. Conquanto possa ter uma boa teologia, ele não está obedecendo ao Senhor’ (Dr. Ray Ortland).
III – SERVIÇO É OPORTUNIDADE DE BÊNÇÃO.
a – Nossa missão é continuar a missão de Jesus.
1. Ele veio proclamar a graça salvadora de Deus, nós também estamos aqui para isso.
2. Ele veio para se misturar com pecadores e alcançá-los com o conhecimento de Deus, nós também temos esta missão.
3. Ele veio para servir e ser uma bênção ao mundo, nós também devemos imitá-lo.
4. Ele veio dar a sua vida a favor dos outros, devemos também dar a nossa vida em prol de outros. Podemos dar nossa vida em vida, isto é podemos desgastar nossa vida em favor de outras vidas. Isso é serviço.
b – Essa é uma das chaves poderosas do Reino de Deus.
1. Essa chave abre corações ao Evangelho.
2. Ao servirmos pessoas seremos capazes de ganhá-las.
2.1 – I Co. 9.19-23 ‘Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número possível: Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse eu debaixo da lei (embora debaixo da lei não esteja), para ganhar os que estão debaixo da lei; para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. Ora, tudo faço por causa do evangelho, para dele tornar-me co-participante’.
3. Nosso serviço a Deus será recompensado.
3.1 – Cl. 3.24 ‘Tudo quando fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.’
4. Servir é fonte de bênção ao próximo e à nós mesmos.
4.1 – Pessoas serão alcançadas com a graça de Deus através de atitudes simples de nossa parte em servir os outros.
4.2 – Nós também seremos abençoados por Deus como recompensa, ou aqui ou na eternidade.
CONCLUSÃO: Não está na hora de servir a Deus servindo aos outros, levando-lhes a salvação?
Disponha-se a servir!
Não se vanglorie da posição de filho, mas tome a toalha de servo e repita o gesto do legítimo Filho de Deus.
Pequenos gestos podem gerar grandes impactos.
quinta-feira, 8 de março de 2012
DIA DA MULHER 2012
Simples homenagem àquelas que honram o fato de ser mulher:
Deus a criou, dentro de um planejamento e um alvo perfeitos:
Irradiar seu amor e perfeições em tudo o que são e fazem.
Afastar-se desse objetivo é menosprezar o intento criador.
Deus a amou e continua te amando, mulher, apesar de ti.
Ame-O, amando-te a ti mesma e valorizando-te.
Muitas mulheres vivem vida indigna e diminutas,
Uma vez que não se aproximam dos valores que enaltecem.
Ligam mais para o trivial e efêmero, prazer do momento...
Honrem ao Criador, amando-Te e nisso estarás bem aqui e lá.
Experimente a plenitude da vida nu relacionamento perfeito:
Relacionamento que começa e termina com Jesus: da cruz à luz!
Feliz Dia Internacional da Mulher. Emiliano Cunha - 08/03/2012
Deus a criou, dentro de um planejamento e um alvo perfeitos:
Irradiar seu amor e perfeições em tudo o que são e fazem.
Afastar-se desse objetivo é menosprezar o intento criador.
Deus a amou e continua te amando, mulher, apesar de ti.
Ame-O, amando-te a ti mesma e valorizando-te.
Muitas mulheres vivem vida indigna e diminutas,
Uma vez que não se aproximam dos valores que enaltecem.
Ligam mais para o trivial e efêmero, prazer do momento...
Honrem ao Criador, amando-Te e nisso estarás bem aqui e lá.
Experimente a plenitude da vida nu relacionamento perfeito:
Relacionamento que começa e termina com Jesus: da cruz à luz!
Feliz Dia Internacional da Mulher. Emiliano Cunha - 08/03/2012
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
VERBORRAGIAS DE IMPACTO
Tem se tornado comum, mesmo no meio reformado, o uso da expressão: ‘Deus me deu uma palavra’, como se algo inédito estivesse acontecendo. Verborragias que impactam como se verdade fossem, são prenhes em nosso meio evangélico. Não passam de parlapatórios inúteis.
Dizer ‘a palavra do Senhor veio a mim’ pode soar até mesmo mais espiritual em alguns círculos, mas quero lhe apresentar a ideia de que a palavra do Senhor não vem a ninguém mais em nossos dias. Não que eu seja um herege, um apóstata ou coisa do gênero, mas que como reformados precisamos manter nossas convicções escrituristicamente embasadas, afirmadas nos documentos da Reforma e reafirmadas por cada um de nós em nossa Profissão de Fé. A palavra do Senhor não vem a mais ninguém em nossos dias, porque ela já está completa, encerrada e totalmente revelada. Tudo o que o Senhor tinha a revelar ao seu povo está dito.
Como reformados é preciso assumirmos o compromisso de romper com os modismos desembasados de uma religiosidade humanista sensitiva onde dizer: ‘o Senhor me deu a palavra’ soa como espiritual, mas no fundo encerra a centralização do humano e não a pessoa de Deus.
É preciso que não se perca de vista a tríade acerca da Palavra de Deus dada ao seu povo e descortinada no estudo teológico: Inspiração, Revelação e Iluminação. Seguindo as breves definições do Rev. Júlio Andrade Ferreira em seu livro Conheça sua Fé, pode-se entender que:
a) Revelação, ‘... na Bíblia, é o Deus Criador a desvendar ativamente aos homens o seu poder e glória; sua natureza e caráter; sua vontade, caminhos e planos, a fim de que os homens possam conhecê-lo’ (J. A. Ferreira).
b) Inspiração é o capacitar de Deus a homens que Ele mesmo separou para realizarem o registro da Revelação.
c) Iluminação é a capacitação que o Espírito Santo estende aos cristãos para a compreensão e aplicação das verdades reveladas e inspiradas nas Escrituras.
Pode-se sumarizar nestas três pequenas frases: Ensino da vontade de Deus: Revelação. Registro da vontade de Deus: Inspiração. Aplicação da vontade de Deus: Iluminação.
Revelação e Inspiração foram operações especiais de Deus mediante seu Espírito Santo que, embora tendo validade perene, ficaram no passado. Isto significa que hoje Deus não revela mais nada, significa que Deus não inspira mais ninguém. A partir do evento apostólico a Escritura está encerrada e, resta-nos a iluminação como a ação última de Deus para socorrer o seu povo quanto ao revelado e inspirado.
‘O Senhor me deu a palavra...’ é um acinte à fé reformada. O Espírito ilumina os olhos de nosso coração para termos o pleno conhecimento do que foi revelado e inspirado. Lamentavelmente, presbiterianos, herdeiros da reforma, estão usando expressões como estas do acinte. É hora de parar com isso. Seja um autêntico reformado. Pare com os modismos. Assuma sua fé e doutrina reformada.
(Rev. José Emiliano da Cunha - http://insightsemilianus.blogspot.com/ > http://lagaresnaalma.blogspot.com/).
Dizer ‘a palavra do Senhor veio a mim’ pode soar até mesmo mais espiritual em alguns círculos, mas quero lhe apresentar a ideia de que a palavra do Senhor não vem a ninguém mais em nossos dias. Não que eu seja um herege, um apóstata ou coisa do gênero, mas que como reformados precisamos manter nossas convicções escrituristicamente embasadas, afirmadas nos documentos da Reforma e reafirmadas por cada um de nós em nossa Profissão de Fé. A palavra do Senhor não vem a mais ninguém em nossos dias, porque ela já está completa, encerrada e totalmente revelada. Tudo o que o Senhor tinha a revelar ao seu povo está dito.
Como reformados é preciso assumirmos o compromisso de romper com os modismos desembasados de uma religiosidade humanista sensitiva onde dizer: ‘o Senhor me deu a palavra’ soa como espiritual, mas no fundo encerra a centralização do humano e não a pessoa de Deus.
É preciso que não se perca de vista a tríade acerca da Palavra de Deus dada ao seu povo e descortinada no estudo teológico: Inspiração, Revelação e Iluminação. Seguindo as breves definições do Rev. Júlio Andrade Ferreira em seu livro Conheça sua Fé, pode-se entender que:
a) Revelação, ‘... na Bíblia, é o Deus Criador a desvendar ativamente aos homens o seu poder e glória; sua natureza e caráter; sua vontade, caminhos e planos, a fim de que os homens possam conhecê-lo’ (J. A. Ferreira).
b) Inspiração é o capacitar de Deus a homens que Ele mesmo separou para realizarem o registro da Revelação.
c) Iluminação é a capacitação que o Espírito Santo estende aos cristãos para a compreensão e aplicação das verdades reveladas e inspiradas nas Escrituras.
Pode-se sumarizar nestas três pequenas frases: Ensino da vontade de Deus: Revelação. Registro da vontade de Deus: Inspiração. Aplicação da vontade de Deus: Iluminação.
Revelação e Inspiração foram operações especiais de Deus mediante seu Espírito Santo que, embora tendo validade perene, ficaram no passado. Isto significa que hoje Deus não revela mais nada, significa que Deus não inspira mais ninguém. A partir do evento apostólico a Escritura está encerrada e, resta-nos a iluminação como a ação última de Deus para socorrer o seu povo quanto ao revelado e inspirado.
‘O Senhor me deu a palavra...’ é um acinte à fé reformada. O Espírito ilumina os olhos de nosso coração para termos o pleno conhecimento do que foi revelado e inspirado. Lamentavelmente, presbiterianos, herdeiros da reforma, estão usando expressões como estas do acinte. É hora de parar com isso. Seja um autêntico reformado. Pare com os modismos. Assuma sua fé e doutrina reformada.
(Rev. José Emiliano da Cunha - http://insightsemilianus.blogspot.com/ > http://lagaresnaalma.blogspot.com/).
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
CUIDADO COM O ESFRIAMENTO DO AMOR
Mt. 24.10-14
OBJETIVO: Apresentar o desafio de se ter um coração abrasado com o amor do Senhor e não deixar que a crescente iniqüidade a nossa volta nos esfrie.
INTRODUÇÃO: Conforme um das leis da termo-diâmica, todos os elementos têm a tendência de se esfriar ou envelhecer.
Basta a observação e essa lei se torna perfeitamente aplicável.
CONTEXTO: Nosso Senhor Jesus estava trazendo aos seus discípulos os ensinos do conhecido Sermão Profético, também conhecido como o ‘Pequeno Apocalipse’, onde alude as questões dos fins dos tempos.
TRANSIÇÃO: Se tudo tem a tendência de se esfriar, isso também se aplica a nossa espiritualidade e relacionamento com Deus? Você tem experimentado esfriamento ou descrença em seu coração em relação ao Evangelho de Jesus? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: CUIDADO COM O ESFRIAMENTO DO AMOR.
I – A REALIDADE DO ESFRIAMENTO DO AMOR.
a – O esfriamento do amor nos tempos primitivos.
1. A espiritualidade é dinâmica e demanda cultivo de um relacionamento verdadeiro, pessoal e íntimo com Deus, e não meramente o atrelamento à uma denominação ou grupo cristão.
2. No próprio Novo Testamento encontramos o esfriamento do amor se manifestando no meio da Igreja.
2.1 – Himineu e Fileto.
a) II Tm. 2.17-18 ‘As coisas que os falsos mestres ensinam se espalham como a gangrena. Dois desses mestres são Himeneu e Fileto, os quais abandonaram o caminho da verdade’.
2.2 – Demas, amou o presente século.
a) II Tm. 4.10 ‘Pois Demas se apaixonou por este mundo, me abandonou e foi para a cidade de Tessalônica. Crescente foi para a província da Galácia, e Tito, para a região da Dalmácia’.
2.3 – I Jo. 2.18-20 ‘Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento’.
2.4 – As cartas às Igrejas do Apocalipse apresentam um quadro de esfriamento, onde todas, menos uma, são censuradas pelo Senhor da Igreja.
3. Os ‘últimos dias’ anunciados por Jesus não são meramente escatológicos, mas denota o tempo que foi inaugurado desde a morte e ressurreição de Jesus até a sua volta iminente.
b – O esfriamento do amor no decurso da História.
1. A História da Igreja é muito ampla e cheia de exemplos do esfriamento da fé.
2. Com a institucionalização da Igreja, época do Imperador Constantino (323 d. C.) houve a priorização do clericalismo e os desvios das verdades reveladas na Palavra, o que trouxe esfriamento do amor a Deus e ao Evangelho.
3. No século XVI acontece um grande reavivamento através do Movimento da Reforma e o apego à fé e a piedade se se reacendem. Empolga ler as biografias dos reformadores e de cristãos daquele período.
4. Após a Reforma houve um recrudescimento do amor na vida dos evangélicos.
5. Os ‘Pia Desidéria’ de Phillip Jacob Spener , pastor luterano do século XVII, são um clamor ao reavivamento da Igreja, para que volte ao amor à Palavra e ao verdadeiro Evangelho de Jesus.
c – O esfriamento do amor na Pós-modernidade.
1. A Igreja em nossa época Pós-moderna tem sido solapada por uma onda de esfriamento global.
2. Enquanto o planeta experimenta o fenômeno do ‘aquecimento global’ a Igreja experimenta um fenômeno contrário.
3. Basta olharmos para o desinteresse por uma evangelização mais intensa, onde cada cristão busque com mais afinco a salvação dos pecadores e não apenas a comodidade e os benefícios da vida secular e material.
4. Precisamos mais que nunca de um reavivamento evangélico que nos leve de volta à piedade e ao amor ao Evangelho, um verdadeiro aquecimento global.
II – CAUSA DO ESFRIAMENTO DO AMOR.
a – A causa básica está na pecaminosidade humana.
1. Nosso Senhor Jesus foi explícito e enfático que ‘por aumentar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos’ (Mt. 24.12).
2. O esfriamento do amor está ligado à realidade do pecado na vida humana.
b – Causas secundárias estão na religiosidade sem alma.
1. Tanto nosso Senhor Jesus quanto os apóstolos pregaram acerca de lobos vorazes que penetrariam no meio de seu rebanho, movidos por espírito de ganância.
1.1 – At. 20.29-30 (NVI) ‘Pois eu sei que, depois que eu for, aparecerão lobos ferozes no meio de vocês e eles não terão pena do rebanho. E chegará o tempo em que alguns de vocês contarão mentiras, procurando levar os irmãos para o seu lado’.
1.2 – II Pe. 2.1-3 (NVI) ‘No passado apareceram falsos profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão doutrinas destruidoras e falsas e rejeitarão o Mestre que os salvou. E isso fará com que caia sobre eles uma rápida destruição. Mesmo assim, muita gente vai imitar a vida imoral deles, e por causa desses falsos mestres muitas pessoas vão falar mal do Caminho da verdade. Em sua ambição pelo dinheiro, esses falsos mestres vão explorar vocês, contando histórias inventadas. Mas faz muito tempo que o Juiz está alerta, e o Destruidor deles está bem acordado’.
2. Sempre haverá fatores ligados a uma falsa religiosidade ou falsa espiritualidade que levarão muitos ao esfriamento do seu amor a Deus.
3. Olhar firmemente para Jesus e manter aceso o fogo no altar de nosso coração será certamente o antídoto a esse esfriamento tão presente em nosso tempo.
3.1 – Hb 12.2a ‘Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa’.
c – A causa principal do esfriamento está na vida pessoal.
1. No último dia, diante do Trono de Deus, ninguém poderá transferir a responsabilidade para outros itens ou pessoas.
2. O que foi de fato a realidade de sua relação com Deus, mesmo que tenha sofrido influências externas, dependerá exclusivamente da maneira como cada um se apegou ao Senhor e à sua Palavra.
III – COMBATENDO O ESFRIAMENTO DO AMOR.
a – Relacionamento versus religiosidade.
1. Assim como no casamento precisamos cultivar a amizade, o carinho através de um relacionamento sadio, também nossa espiritualidade é mantida através de um relacionamento pessoal e verdadeiro com o Senhor e não apenas tendo-O como objeto de culto e adoração.
2. Assim como uma amizade pode arrefecer e se esfriar por falta de cultivar o relacionamento, também nosso amor ao Evangelho pode se esfriar se mantivermos apenas o aspecto da religiosidade e não de um relacionamento verdadeiro com o Senhor através do Espírito Santo.
b – Cultivando a espiritualidade.
1. O que pode ou deve ser feito para um maior aquecimento do amor na vida da Igreja?
2. Mais que nunca é necessário uma visitação especial de Deus trazendo um reavivamento sobre seu povo em nosso país.
2.1 – Reavivamento é a volta ao fervor pela prática da Palavra de Deus.
2.2 – ‘Embora não seja possível ter, neste mundo, uma Igreja perfeita, pode-se ter, com certeza, uma Igreja melhor’ – Spener.
3. É preciso mais que nunca que cultivemos a espiritualidade tanto no âmbito pessoal como no comunitário através das disciplinas e valores espirituais exarados nas Escrituras:
3.1 – Apego à Palavra de Deus.
3.2 – Prática da Palavra de Deus.
3.3 – Intensidade na vida de oração.
3.4 – Quebrantamento e aflição de alma perante Deus pela pecaminosidade de nossos dias.
3.5 – Evangelismo verdadeiro e sincero.
3.6 – Busca da plenitude do Espírito Santo em nossa vida.
3.7 – Santidade e separação do pecado.
CONCLUSÃO: Você já experimentou período de intenso fervor e calor espiritual através de uma comunhão profunda com Deus?
Como está a temperatura de seu amor ao Senhor?
O amor está esfriando em sua vida?
OBJETIVO: Apresentar o desafio de se ter um coração abrasado com o amor do Senhor e não deixar que a crescente iniqüidade a nossa volta nos esfrie.
INTRODUÇÃO: Conforme um das leis da termo-diâmica, todos os elementos têm a tendência de se esfriar ou envelhecer.
Basta a observação e essa lei se torna perfeitamente aplicável.
CONTEXTO: Nosso Senhor Jesus estava trazendo aos seus discípulos os ensinos do conhecido Sermão Profético, também conhecido como o ‘Pequeno Apocalipse’, onde alude as questões dos fins dos tempos.
TRANSIÇÃO: Se tudo tem a tendência de se esfriar, isso também se aplica a nossa espiritualidade e relacionamento com Deus? Você tem experimentado esfriamento ou descrença em seu coração em relação ao Evangelho de Jesus? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: CUIDADO COM O ESFRIAMENTO DO AMOR.
I – A REALIDADE DO ESFRIAMENTO DO AMOR.
a – O esfriamento do amor nos tempos primitivos.
1. A espiritualidade é dinâmica e demanda cultivo de um relacionamento verdadeiro, pessoal e íntimo com Deus, e não meramente o atrelamento à uma denominação ou grupo cristão.
2. No próprio Novo Testamento encontramos o esfriamento do amor se manifestando no meio da Igreja.
2.1 – Himineu e Fileto.
a) II Tm. 2.17-18 ‘As coisas que os falsos mestres ensinam se espalham como a gangrena. Dois desses mestres são Himeneu e Fileto, os quais abandonaram o caminho da verdade’.
2.2 – Demas, amou o presente século.
a) II Tm. 4.10 ‘Pois Demas se apaixonou por este mundo, me abandonou e foi para a cidade de Tessalônica. Crescente foi para a província da Galácia, e Tito, para a região da Dalmácia’.
2.3 – I Jo. 2.18-20 ‘Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento’.
2.4 – As cartas às Igrejas do Apocalipse apresentam um quadro de esfriamento, onde todas, menos uma, são censuradas pelo Senhor da Igreja.
3. Os ‘últimos dias’ anunciados por Jesus não são meramente escatológicos, mas denota o tempo que foi inaugurado desde a morte e ressurreição de Jesus até a sua volta iminente.
b – O esfriamento do amor no decurso da História.
1. A História da Igreja é muito ampla e cheia de exemplos do esfriamento da fé.
2. Com a institucionalização da Igreja, época do Imperador Constantino (323 d. C.) houve a priorização do clericalismo e os desvios das verdades reveladas na Palavra, o que trouxe esfriamento do amor a Deus e ao Evangelho.
3. No século XVI acontece um grande reavivamento através do Movimento da Reforma e o apego à fé e a piedade se se reacendem. Empolga ler as biografias dos reformadores e de cristãos daquele período.
4. Após a Reforma houve um recrudescimento do amor na vida dos evangélicos.
5. Os ‘Pia Desidéria’ de Phillip Jacob Spener , pastor luterano do século XVII, são um clamor ao reavivamento da Igreja, para que volte ao amor à Palavra e ao verdadeiro Evangelho de Jesus.
c – O esfriamento do amor na Pós-modernidade.
1. A Igreja em nossa época Pós-moderna tem sido solapada por uma onda de esfriamento global.
2. Enquanto o planeta experimenta o fenômeno do ‘aquecimento global’ a Igreja experimenta um fenômeno contrário.
3. Basta olharmos para o desinteresse por uma evangelização mais intensa, onde cada cristão busque com mais afinco a salvação dos pecadores e não apenas a comodidade e os benefícios da vida secular e material.
4. Precisamos mais que nunca de um reavivamento evangélico que nos leve de volta à piedade e ao amor ao Evangelho, um verdadeiro aquecimento global.
II – CAUSA DO ESFRIAMENTO DO AMOR.
a – A causa básica está na pecaminosidade humana.
1. Nosso Senhor Jesus foi explícito e enfático que ‘por aumentar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos’ (Mt. 24.12).
2. O esfriamento do amor está ligado à realidade do pecado na vida humana.
b – Causas secundárias estão na religiosidade sem alma.
1. Tanto nosso Senhor Jesus quanto os apóstolos pregaram acerca de lobos vorazes que penetrariam no meio de seu rebanho, movidos por espírito de ganância.
1.1 – At. 20.29-30 (NVI) ‘Pois eu sei que, depois que eu for, aparecerão lobos ferozes no meio de vocês e eles não terão pena do rebanho. E chegará o tempo em que alguns de vocês contarão mentiras, procurando levar os irmãos para o seu lado’.
1.2 – II Pe. 2.1-3 (NVI) ‘No passado apareceram falsos profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão doutrinas destruidoras e falsas e rejeitarão o Mestre que os salvou. E isso fará com que caia sobre eles uma rápida destruição. Mesmo assim, muita gente vai imitar a vida imoral deles, e por causa desses falsos mestres muitas pessoas vão falar mal do Caminho da verdade. Em sua ambição pelo dinheiro, esses falsos mestres vão explorar vocês, contando histórias inventadas. Mas faz muito tempo que o Juiz está alerta, e o Destruidor deles está bem acordado’.
2. Sempre haverá fatores ligados a uma falsa religiosidade ou falsa espiritualidade que levarão muitos ao esfriamento do seu amor a Deus.
3. Olhar firmemente para Jesus e manter aceso o fogo no altar de nosso coração será certamente o antídoto a esse esfriamento tão presente em nosso tempo.
3.1 – Hb 12.2a ‘Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa’.
c – A causa principal do esfriamento está na vida pessoal.
1. No último dia, diante do Trono de Deus, ninguém poderá transferir a responsabilidade para outros itens ou pessoas.
2. O que foi de fato a realidade de sua relação com Deus, mesmo que tenha sofrido influências externas, dependerá exclusivamente da maneira como cada um se apegou ao Senhor e à sua Palavra.
III – COMBATENDO O ESFRIAMENTO DO AMOR.
a – Relacionamento versus religiosidade.
1. Assim como no casamento precisamos cultivar a amizade, o carinho através de um relacionamento sadio, também nossa espiritualidade é mantida através de um relacionamento pessoal e verdadeiro com o Senhor e não apenas tendo-O como objeto de culto e adoração.
2. Assim como uma amizade pode arrefecer e se esfriar por falta de cultivar o relacionamento, também nosso amor ao Evangelho pode se esfriar se mantivermos apenas o aspecto da religiosidade e não de um relacionamento verdadeiro com o Senhor através do Espírito Santo.
b – Cultivando a espiritualidade.
1. O que pode ou deve ser feito para um maior aquecimento do amor na vida da Igreja?
2. Mais que nunca é necessário uma visitação especial de Deus trazendo um reavivamento sobre seu povo em nosso país.
2.1 – Reavivamento é a volta ao fervor pela prática da Palavra de Deus.
2.2 – ‘Embora não seja possível ter, neste mundo, uma Igreja perfeita, pode-se ter, com certeza, uma Igreja melhor’ – Spener.
3. É preciso mais que nunca que cultivemos a espiritualidade tanto no âmbito pessoal como no comunitário através das disciplinas e valores espirituais exarados nas Escrituras:
3.1 – Apego à Palavra de Deus.
3.2 – Prática da Palavra de Deus.
3.3 – Intensidade na vida de oração.
3.4 – Quebrantamento e aflição de alma perante Deus pela pecaminosidade de nossos dias.
3.5 – Evangelismo verdadeiro e sincero.
3.6 – Busca da plenitude do Espírito Santo em nossa vida.
3.7 – Santidade e separação do pecado.
CONCLUSÃO: Você já experimentou período de intenso fervor e calor espiritual através de uma comunhão profunda com Deus?
Como está a temperatura de seu amor ao Senhor?
O amor está esfriando em sua vida?
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
O PAI NOSSO
Mt. 6.9-15
OBJETIVO: Ensinar que dependemos do Pai em todas as coisas.
INTRODUÇÃO: A oração do Pai nosso, longe de ser uma reza repetitiva e mecânica nos é oferecida como o modelo da mais perfeita oração.
CONTEXTO: O Sermão do Monte foi pregado por Jesus na primavera do ano 28, após Jesus ter passado uma noite em oração (Lc. 6.12) e chamado os seus discípulos.
Conforme Mateus e Lucas tem-se a impressão de que todos esses ditos contidos no Sermão do Monte, foram pronunciados de uma só vez e constituem um só sermão.
A narrativa de Mateus é mais de três vezes mais extensa que a de Lucas, por que Mateus tinha como objetivo alcançar os judeus com o seu evangelho. Por isso Ele inclui vários temas que eram de especial interesse para os seus leitores judeus a quem ele tentava alcançar para Cristo.
Lucas por não estar escrevendo primariamente para os judeus, omite esses temas.
TRANSIÇÃO: Conforme John Stott em seu livro Contracultura Cristã: ‘É comparativamente fácil repetir as palavras da oração do Pai-Nosso como se fôssemos papagaios (ou como "palradores" pagãos). Contudo, fazer esta oração com sinceridade tem implicações revolucionárias, pois expressam as prioridades do cristão’ .
I – ORAR O PAI NOSSO É ESTAR INCLUSO NA FAMÍLIA DE DEUS.
1. Nos versos anteriores o Senhor Jesus apresenta os erros comuns na oração numa perspectiva pagã.
2. O Deus verdadeiro é aqui contrastado os caprichosos deuses dos pagãos que precisavam ficar cansados com as repetições de seus seguidores antes de responder.
3. Os judeus se declaravam exclusivistas no que tange a paternidade de Deus, excluído e rechaçando ao desprezo qualquer outra pessoa que não judeus.
4. Cristo nos ensina a orar com a compreensão de que todos os que estão nele (em Cristo) são filhos do Altíssimo.
4.1 – Jo. 1.12 (NTLH) ‘Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus’.
5. Orar ‘Pai nosso’ nos arremete a um nivelamento com todos quantos professam a fé em Cristo Jesus, para não corrermos o risco do exclusivismo, alijando pessoas e nos colocando em posição superior a outros que também foram comprados com o mesmo sangue de Cristo.
II – ORAR O PAI NOSSO É BUSCAR A GLÓRIA DE DEUS.
1. Os três primeiros pedidos na oração do Pai-Nosso expressam a preocupação com a glória de Deus:
1.1 – ‘Santificado seja o Teu nome’.
a) Deus já é santo em sua essência e não podemos torná-lo mais santo.
b) Aqui está em foco a glória de Deus entre os homens, de tal forma que o caráter santo de Deus seja reconhecido e respeitado entre os homens assim como já acontece nos céus.
1.2 – ‘Venha o teu Reino’.
a) A Igreja em todos os tempos tem confundido o conceito de Reino de Deus com a temporalidade ou espacialidade da denominação.
b) O Reino de Deus é mais que a Igreja local, é mais que a denominação nacional, é mais que todo o cristianismo existente sobre a face da terra.
c) É o governo de Deus sobre todo o universo, especialmente manifestado no coração do homem regenerado em Cristo.
d) ‘Orar que o seu reino venha é orar que ele cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da Igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus em glória para assumir o seu poder e o seu reino’(John Stott) .
1.3 – ‘Faça-se a Tua vontade’.
a) A vontade de Deus é perfeitamente obedecida nos céus.
• Sl. 103.19-22 ‘O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade! Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!’.
b) A vontade de Deus obedecida na terra como nos céus eleva a vida terrena e transforma os homens.
2. O céu é a figura do perfeito, o padrão perfeito daquilo que precisa ser feito.
III – ORAR O PAI NOSSO É RECONHECER A DEPENDÊNCIA DE DEUS.
1. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto às questões de nossa sobrevivência.
1.1 – As Escrituras nos ensinam que temos que trabalhar e comer nosso pão com o suor do rosto.
a) Gn. 3.19 ‘Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás’.
1.2 – Ao mesmo tempo é preciso depender de Deus a cada momento sabendo que virá de suas mãos graciosas a provisão para a vida.
a) Mt. 6.11 ‘... o pão nosso de cada dia nos dá hoje’.
b) Normalmente o significado da palavra traduzida como diário, (ἐπιούσιος), é obscuro. A palavra é uma hápax legómena, ocorrendo somente nas versões de Lucas e Mateus do Pai nosso. Pão diário parece ser uma referência a passagem de onde Deus provia maná aos israelitas a cada dia, enquanto eles estavam no deserto como em (Êx. 16:15–21). Já que eles não podiam manter qualquer maná durante a noite, tiveram que depender de Deus para fornecer um novo maná a cada manhã. Etimologicamente epiousios parece estar relacionado com as palavras gregas epi, significando sobre, acima, em, contra e ousia, que significa substância. Epiousios também pode ser entendida como a existência, ou seja, o pão que foi fundamental para a sobrevivência (como a Peshita siríaca onde a linha é traduzida por "dar-nos o pão do que temos necessidade hoje") .
c) Sl. 127.2 ‘Será inútil levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. O Senhor concede o sono àqueles a quem ele ama’.
d) Mt. 6.25 ‘Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?’.
1.3 – A vocação sempre é de Deus, mas o trabalho é nosso, sabedores de que Deus dará o necessário aos seus.
2. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto à realidade do perdão de Deus em nós.
2.1 – As Escrituras afirmam que ninguém pode permanecer sem culpa diante da justiça e da santidade de Deus.
a) Sl. 130.3-4 ‘Se tu, Soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia? Mas contigo está o perdão para que sejas temido’.
2.2 – Necessitamos do perdão de Deus pelos nossos pecados.
a) Mt. 6.12 ‘Perdoa as nossas dívidas’.
2.3 – O perdão de Deus aplicado a nós é o que nos capacita a perdoar os que nos ofendem.
a) Mt. 6.12 ‘... assim como nós temos perdoado aos nossos devedores’.
b) Mt. 6.14-15 ‘Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas’.
3. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto à vitória sobre o pecado e o Mal.
3.1 – Mt. 6.13 ‘E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’.
3.2 – A palavra tentação (Πειρασμόν) pode significar ‘tentação’ ou ‘provação’.
a) O cerne da questão é não cair.
b) Esse é o rigor da sétima petição do Pai Nosso.
3.3 – O termo Mal neste texto (Πονηρού) pode ser masculino ou neutro, no grego, e pode significar o mal de modo geral (tentações de vários tipos, más condições de vida, sofrimentos diversos, etc), ou pode pontar para o significado de Malígno, Satanás.
4. Dependemos de Deus para a libertação do mal que cerca e nos aflige.
IV – ORAR O PAI NOSSO É SE CURVAR À GLÓRIA EXCELSA DE DEUS.
1. O Senhor Jesus conclui a Oração com o reconhecimento de que nossas petições se curvam diante da glória de Deus.
1.1 – Mt. 6.13 ‘Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém’.
2. Para o cristão, tudo o que se pedir em oração deve derivar da e convergir para a glória de Deus.
2.1 – Mt. 6.13 ‘Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém’.
3. Orar de modo que sejamos tidos como palradores frívolos, meros repetidores tal qual papagaios, é voltarmos ao paganismo condenado por Jesus nos versículos que precedem esta oração.
3.1 – Mt. 6.5, 7 ‘E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos’.
4. A oração correta e verdadeira busca a glória de Deus.
CONCLUSÃO: Concluo com as palavras de Stott: ‘Quando nos tivermos dado ao trabalho de gastar algum tempo orientando-nos na direção de Deus, lembrando-nos do que Deus é: nosso Pai pessoal, amoroso e poderoso; então o conteúdo de nossas orações será radicalmente afetado de duas formas. Primeiro, os interesses de Deus terão prioridade (teu nome..., teu reino..., tua vontade). Segundo, nossas próprias necessidades, embora colocadas em segundo plano, serão totalmente entregues a ele (Dá-nos..., perdoa-nos..., livra-nos...). Todos sabem que a oração do Pai-Nosso, nessas duas partes, está preocupada em primeiro lugar com a glória de Deus e, depois, com as necessidades do homem’ .
OBJETIVO: Ensinar que dependemos do Pai em todas as coisas.
INTRODUÇÃO: A oração do Pai nosso, longe de ser uma reza repetitiva e mecânica nos é oferecida como o modelo da mais perfeita oração.
CONTEXTO: O Sermão do Monte foi pregado por Jesus na primavera do ano 28, após Jesus ter passado uma noite em oração (Lc. 6.12) e chamado os seus discípulos.
Conforme Mateus e Lucas tem-se a impressão de que todos esses ditos contidos no Sermão do Monte, foram pronunciados de uma só vez e constituem um só sermão.
A narrativa de Mateus é mais de três vezes mais extensa que a de Lucas, por que Mateus tinha como objetivo alcançar os judeus com o seu evangelho. Por isso Ele inclui vários temas que eram de especial interesse para os seus leitores judeus a quem ele tentava alcançar para Cristo.
Lucas por não estar escrevendo primariamente para os judeus, omite esses temas.
TRANSIÇÃO: Conforme John Stott em seu livro Contracultura Cristã: ‘É comparativamente fácil repetir as palavras da oração do Pai-Nosso como se fôssemos papagaios (ou como "palradores" pagãos). Contudo, fazer esta oração com sinceridade tem implicações revolucionárias, pois expressam as prioridades do cristão’ .
I – ORAR O PAI NOSSO É ESTAR INCLUSO NA FAMÍLIA DE DEUS.
1. Nos versos anteriores o Senhor Jesus apresenta os erros comuns na oração numa perspectiva pagã.
2. O Deus verdadeiro é aqui contrastado os caprichosos deuses dos pagãos que precisavam ficar cansados com as repetições de seus seguidores antes de responder.
3. Os judeus se declaravam exclusivistas no que tange a paternidade de Deus, excluído e rechaçando ao desprezo qualquer outra pessoa que não judeus.
4. Cristo nos ensina a orar com a compreensão de que todos os que estão nele (em Cristo) são filhos do Altíssimo.
4.1 – Jo. 1.12 (NTLH) ‘Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus’.
5. Orar ‘Pai nosso’ nos arremete a um nivelamento com todos quantos professam a fé em Cristo Jesus, para não corrermos o risco do exclusivismo, alijando pessoas e nos colocando em posição superior a outros que também foram comprados com o mesmo sangue de Cristo.
II – ORAR O PAI NOSSO É BUSCAR A GLÓRIA DE DEUS.
1. Os três primeiros pedidos na oração do Pai-Nosso expressam a preocupação com a glória de Deus:
1.1 – ‘Santificado seja o Teu nome’.
a) Deus já é santo em sua essência e não podemos torná-lo mais santo.
b) Aqui está em foco a glória de Deus entre os homens, de tal forma que o caráter santo de Deus seja reconhecido e respeitado entre os homens assim como já acontece nos céus.
1.2 – ‘Venha o teu Reino’.
a) A Igreja em todos os tempos tem confundido o conceito de Reino de Deus com a temporalidade ou espacialidade da denominação.
b) O Reino de Deus é mais que a Igreja local, é mais que a denominação nacional, é mais que todo o cristianismo existente sobre a face da terra.
c) É o governo de Deus sobre todo o universo, especialmente manifestado no coração do homem regenerado em Cristo.
d) ‘Orar que o seu reino venha é orar que ele cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da Igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus em glória para assumir o seu poder e o seu reino’(John Stott) .
1.3 – ‘Faça-se a Tua vontade’.
a) A vontade de Deus é perfeitamente obedecida nos céus.
• Sl. 103.19-22 ‘O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade! Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!’.
b) A vontade de Deus obedecida na terra como nos céus eleva a vida terrena e transforma os homens.
2. O céu é a figura do perfeito, o padrão perfeito daquilo que precisa ser feito.
III – ORAR O PAI NOSSO É RECONHECER A DEPENDÊNCIA DE DEUS.
1. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto às questões de nossa sobrevivência.
1.1 – As Escrituras nos ensinam que temos que trabalhar e comer nosso pão com o suor do rosto.
a) Gn. 3.19 ‘Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás’.
1.2 – Ao mesmo tempo é preciso depender de Deus a cada momento sabendo que virá de suas mãos graciosas a provisão para a vida.
a) Mt. 6.11 ‘... o pão nosso de cada dia nos dá hoje’.
b) Normalmente o significado da palavra traduzida como diário, (ἐπιούσιος), é obscuro. A palavra é uma hápax legómena, ocorrendo somente nas versões de Lucas e Mateus do Pai nosso. Pão diário parece ser uma referência a passagem de onde Deus provia maná aos israelitas a cada dia, enquanto eles estavam no deserto como em (Êx. 16:15–21). Já que eles não podiam manter qualquer maná durante a noite, tiveram que depender de Deus para fornecer um novo maná a cada manhã. Etimologicamente epiousios parece estar relacionado com as palavras gregas epi, significando sobre, acima, em, contra e ousia, que significa substância. Epiousios também pode ser entendida como a existência, ou seja, o pão que foi fundamental para a sobrevivência (como a Peshita siríaca onde a linha é traduzida por "dar-nos o pão do que temos necessidade hoje") .
c) Sl. 127.2 ‘Será inútil levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. O Senhor concede o sono àqueles a quem ele ama’.
d) Mt. 6.25 ‘Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?’.
1.3 – A vocação sempre é de Deus, mas o trabalho é nosso, sabedores de que Deus dará o necessário aos seus.
2. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto à realidade do perdão de Deus em nós.
2.1 – As Escrituras afirmam que ninguém pode permanecer sem culpa diante da justiça e da santidade de Deus.
a) Sl. 130.3-4 ‘Se tu, Soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia? Mas contigo está o perdão para que sejas temido’.
2.2 – Necessitamos do perdão de Deus pelos nossos pecados.
a) Mt. 6.12 ‘Perdoa as nossas dívidas’.
2.3 – O perdão de Deus aplicado a nós é o que nos capacita a perdoar os que nos ofendem.
a) Mt. 6.12 ‘... assim como nós temos perdoado aos nossos devedores’.
b) Mt. 6.14-15 ‘Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas’.
3. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto à vitória sobre o pecado e o Mal.
3.1 – Mt. 6.13 ‘E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’.
3.2 – A palavra tentação (Πειρασμόν) pode significar ‘tentação’ ou ‘provação’.
a) O cerne da questão é não cair.
b) Esse é o rigor da sétima petição do Pai Nosso.
3.3 – O termo Mal neste texto (Πονηρού) pode ser masculino ou neutro, no grego, e pode significar o mal de modo geral (tentações de vários tipos, más condições de vida, sofrimentos diversos, etc), ou pode pontar para o significado de Malígno, Satanás.
4. Dependemos de Deus para a libertação do mal que cerca e nos aflige.
IV – ORAR O PAI NOSSO É SE CURVAR À GLÓRIA EXCELSA DE DEUS.
1. O Senhor Jesus conclui a Oração com o reconhecimento de que nossas petições se curvam diante da glória de Deus.
1.1 – Mt. 6.13 ‘Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém’.
2. Para o cristão, tudo o que se pedir em oração deve derivar da e convergir para a glória de Deus.
2.1 – Mt. 6.13 ‘Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém’.
3. Orar de modo que sejamos tidos como palradores frívolos, meros repetidores tal qual papagaios, é voltarmos ao paganismo condenado por Jesus nos versículos que precedem esta oração.
3.1 – Mt. 6.5, 7 ‘E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos’.
4. A oração correta e verdadeira busca a glória de Deus.
CONCLUSÃO: Concluo com as palavras de Stott: ‘Quando nos tivermos dado ao trabalho de gastar algum tempo orientando-nos na direção de Deus, lembrando-nos do que Deus é: nosso Pai pessoal, amoroso e poderoso; então o conteúdo de nossas orações será radicalmente afetado de duas formas. Primeiro, os interesses de Deus terão prioridade (teu nome..., teu reino..., tua vontade). Segundo, nossas próprias necessidades, embora colocadas em segundo plano, serão totalmente entregues a ele (Dá-nos..., perdoa-nos..., livra-nos...). Todos sabem que a oração do Pai-Nosso, nessas duas partes, está preocupada em primeiro lugar com a glória de Deus e, depois, com as necessidades do homem’ .
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
ELE NOS LIBERTOU
Cl. 1.13-23
OBJETIVO: Ensinar que a verdadeira libertação só existe a partir do sacrifício e obra de Jesus.
INTRODUÇÃO: ‘Independência ou morte?’ A Inglaterra desempenhou um papel central nas negociações do reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal. Interessada em manter sua influência econômica sobre o Brasil, ela jogou o seu peso político nas discussões, com o objetivo de convencer a Coroa Portuguesa de que a Independência do Brasil era inevitável. A compensação financeira também pesou na decisão dos portugueses: 2 milhões de libras esterlinas, quantia tentadora para o endividado Portugal. Grande parte desse dinheiro, porém, tinha destino certo — pagar os credores ingleses da Coroa lusitana .
CONTEXTO: Paulo escreve esta carta aos Colossenses quando estava preso em Roma. Junto com a mesma envia a carta a Filemon e a Carta de Laodicéia (possivelmente a de Efésios).
Paulo trata nesta epístola acerca da centralidade da pessoa de Cristo como Deus encarnado, em contraposição aos ensinamentos do chamado Gnosticismo Cristão.
TRANSIÇÃO: Neste 7 de Setembro comemoramos no Brasil a libertação de nossa pátria do domínio Português. Mas é de se questionar: O Brasil foi mesmo liberto? Quero compartilhar nesta oportunidade o tema: ELE NOS LIBERTOU.
I – A NATUREZA DA LIBERTAÇÃO.
a – O sistema do gnosticismo.
1. Em nenhum lugar da carta Paulo usa diretamente o nome do erro que ele combate em sua carta aos Colossenses, mas à luz da história se descobre com facilidade que está combatendo o chamado Gnosticismo Cristão.
2. Ralph P. Martin: ‘Há […] algumas passagens cruciais onde parece que [Paulo] está realmente citando os lemas e as senhas da seita... Estas citações nos capacitarão a produzir um tipo de “retrato falado” do ensino contra o qual Paulo se opõe’ .
3. Em poucas palavras pode-se dizer que esta heresia era uma mistura de conceitos da filosofia grega com conceitos da teologia cristã.
3.1 – ‘O espírito é bom e a matéria é má’.
3.2 – Este conceito gnóstico impunha a doutrina de que Cristo jamais teria se encarnado, pois como sendo Ele um espírito perfeito poderia ter se tornado carne (matéria) imperfeita (má)?
3.3 – Cl. 2.9 (NVI) ‘Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Porque em Cristo existe tudo de Deus em um corpo humano – BV).
3.4 – Cl. 1.19 (BV) ‘porque Deus queria que tudo dele mesmo estivesse em seu Filho’.
4. O conceito ou ideia de salvação para o gnosticismo não apela para uma dívida de pecados que se tem diante de Deus, mas trata-se de descobrir o caminho para se aperfeiçoar, uma vez que somos seres materiais e o material é mal.
5. Por isso vemos práticas religiosas para se alcançar essa melhoria do indivíduo:
5.1 – Cl. 2.18 (NVI) ‘Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa’.
5.2 – Cl. 2.21 (NVI) ‘ "Não manuseie!", "Não prove!", "Não toque!’.
5.3 – Cl. 2.23 (NVI) ‘Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne’.
6. Ser salvo no conceito do Gnosticismo Cristão implica em obter certos conhecimentos místicos e praticar certos rituais.
b – A libertação em Cristo.
1. A libertação que Cristo trouxe é mais que mera religiosidade, mas consiste em ter pago o preço de nossos pecados com seu próprio sangue.
2. O apóstolo Paulo demonstra esse fato aos Colossenses em vários pontos da carta.
2.1 – Cl. 1.14 (NVI) ‘em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados’.
2.2 – Cl. 1.20 (NVI) ‘e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz’.
2.3 – Cl. 2.13-14 (NVI) ‘Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz’.
3. Nossa libertação em Cristo não foi preço em ouro ou prata, mas a vida do próprio Filho de Deus dada em nosso lugar.
4. Somos assim eternos devedores ao Filho de Deus.
c – A libertação do Brasil.
1. A libertação do Brasil das garras e poderes políticos de Portugal não se deu pela espada de D. Pedro.
2. A libertação do Brasil se deu por alto pagamento em libras esterlinas que a Inglaterra pagou a Portugal.
3. Assim, ficamos eternos devedores... e ainda somos até hoje.
II – A NATUREZA DO SALVADOR.
a – O salvador no sistema do gnosticismo.
1. O salvador no Gnosticismo Cristão não era um, mas uma diversidade de salvadores.
2. Cada um desses mediadores denominados pelo termo ‘aeon’ poderia ajudar o iniciado a atingir certo grau no conhecimento de Deus e assim estariam realizando a salvação.
3. O Gnosticismo apresentava duas possíveis rotas para a salvação ou libertação.
3.1 – Essa libertação era realizada por meio de seguir duas rotas:
a) O corpo humano (matéria) é mau e seus apetites devem ser refreados (Cl. 2.21-23).
b) O corpo humano (matéria) é indiferente às coisas espirituais, e a partir daí faça o que quiser (antinomismo).
4. O próprio indivíduo assume o papel de realizar sua salvação a partir de seu conhecimento e prática dos mistérios do gnosticismo.
b – O salvador no cristianismo.
1. O apóstolo Paulo aponta para Jesus demonstrando que o Salvador é o próprio Filho de Deus.
2. Paulo descreve quem é o Salvador no Cristianismo:
2.1 – Ele é a imagem do Deus invisível.
2.2 – Ele é o Primogênito de toda a criação.
2.3 – Nele foram criadas todas as coisas.
2.4 – Tudo foi criado por meio dele e para ele.
2.5 – Ele é antes de todas as coisas.
2.6 – Nele tudo subsiste.
2.7 – Ele é o cabeça da Igreja.
2.8 – Ele é o princípio de tudo.
2.9 – Ele é o Primogênito entre os mortos.
2.10 – Nele reside toda a plenitude de Deus (2.9,19).
2.11 – Ele fez a paz entre Deus e homem pela sua cruz.
2.12 – Ele nos reconciliou através de sua morte.
3. A salvação no cristianismo é uma ação monergística de Deus: ‘Ele nos libertou!’ (vs. 13).
3.1 – O verbo usado por Paulo está num tempo que expressa ação completa e definitiva.
3.2 – O verbo (ἐρρύσατο – ρύομαι) aponta para resgatar de algum tipo de servidão ou escravidão.
3.3 – Aponta para o fato de que não nos libertamos, nem ao menos temos ação conjunta na libertação, mas que fomos libertos por uma ação externa.
3.4 – A libertação apresentada coloca em destaque dois reinos, cada qual com os seus respectivos cidadãos:
a) O reino das trevas.
b) O reino do Filho de Deus.
3.5 – Os libertos se tornaram cidadãos de um novo reino e no tempo determinado por Deus entrarão na possessão dessa pátria.
c – O salvador na independência brasileira.
1. O salvador da pátria brasileira, autor do brado ‘Independência ou Morte!’ eternizado em nosso Hino Nacional , não conseguiu nem mesmo a independência do país, a menos que assumisse uma dívida que se arrasta por cerca de 180 anos.
2. O Salvador no cristianismo não é um sistema religioso com mistérios a serem conhecidos, nem uma ação político-econômica, mas sim o próprio Deus através de seu Filho Jesus Cristo.
CONCLUSÃO: Libertação verdadeira só existe através da pessoa e obra de Jesus Cristo.
Você já foi liberto do poder e da condenação do pecado?
OBJETIVO: Ensinar que a verdadeira libertação só existe a partir do sacrifício e obra de Jesus.
INTRODUÇÃO: ‘Independência ou morte?’ A Inglaterra desempenhou um papel central nas negociações do reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal. Interessada em manter sua influência econômica sobre o Brasil, ela jogou o seu peso político nas discussões, com o objetivo de convencer a Coroa Portuguesa de que a Independência do Brasil era inevitável. A compensação financeira também pesou na decisão dos portugueses: 2 milhões de libras esterlinas, quantia tentadora para o endividado Portugal. Grande parte desse dinheiro, porém, tinha destino certo — pagar os credores ingleses da Coroa lusitana .
CONTEXTO: Paulo escreve esta carta aos Colossenses quando estava preso em Roma. Junto com a mesma envia a carta a Filemon e a Carta de Laodicéia (possivelmente a de Efésios).
Paulo trata nesta epístola acerca da centralidade da pessoa de Cristo como Deus encarnado, em contraposição aos ensinamentos do chamado Gnosticismo Cristão.
TRANSIÇÃO: Neste 7 de Setembro comemoramos no Brasil a libertação de nossa pátria do domínio Português. Mas é de se questionar: O Brasil foi mesmo liberto? Quero compartilhar nesta oportunidade o tema: ELE NOS LIBERTOU.
I – A NATUREZA DA LIBERTAÇÃO.
a – O sistema do gnosticismo.
1. Em nenhum lugar da carta Paulo usa diretamente o nome do erro que ele combate em sua carta aos Colossenses, mas à luz da história se descobre com facilidade que está combatendo o chamado Gnosticismo Cristão.
2. Ralph P. Martin: ‘Há […] algumas passagens cruciais onde parece que [Paulo] está realmente citando os lemas e as senhas da seita... Estas citações nos capacitarão a produzir um tipo de “retrato falado” do ensino contra o qual Paulo se opõe’ .
3. Em poucas palavras pode-se dizer que esta heresia era uma mistura de conceitos da filosofia grega com conceitos da teologia cristã.
3.1 – ‘O espírito é bom e a matéria é má’.
3.2 – Este conceito gnóstico impunha a doutrina de que Cristo jamais teria se encarnado, pois como sendo Ele um espírito perfeito poderia ter se tornado carne (matéria) imperfeita (má)?
3.3 – Cl. 2.9 (NVI) ‘Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Porque em Cristo existe tudo de Deus em um corpo humano – BV).
3.4 – Cl. 1.19 (BV) ‘porque Deus queria que tudo dele mesmo estivesse em seu Filho’.
4. O conceito ou ideia de salvação para o gnosticismo não apela para uma dívida de pecados que se tem diante de Deus, mas trata-se de descobrir o caminho para se aperfeiçoar, uma vez que somos seres materiais e o material é mal.
5. Por isso vemos práticas religiosas para se alcançar essa melhoria do indivíduo:
5.1 – Cl. 2.18 (NVI) ‘Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa’.
5.2 – Cl. 2.21 (NVI) ‘ "Não manuseie!", "Não prove!", "Não toque!’.
5.3 – Cl. 2.23 (NVI) ‘Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne’.
6. Ser salvo no conceito do Gnosticismo Cristão implica em obter certos conhecimentos místicos e praticar certos rituais.
b – A libertação em Cristo.
1. A libertação que Cristo trouxe é mais que mera religiosidade, mas consiste em ter pago o preço de nossos pecados com seu próprio sangue.
2. O apóstolo Paulo demonstra esse fato aos Colossenses em vários pontos da carta.
2.1 – Cl. 1.14 (NVI) ‘em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados’.
2.2 – Cl. 1.20 (NVI) ‘e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz’.
2.3 – Cl. 2.13-14 (NVI) ‘Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz’.
3. Nossa libertação em Cristo não foi preço em ouro ou prata, mas a vida do próprio Filho de Deus dada em nosso lugar.
4. Somos assim eternos devedores ao Filho de Deus.
c – A libertação do Brasil.
1. A libertação do Brasil das garras e poderes políticos de Portugal não se deu pela espada de D. Pedro.
2. A libertação do Brasil se deu por alto pagamento em libras esterlinas que a Inglaterra pagou a Portugal.
3. Assim, ficamos eternos devedores... e ainda somos até hoje.
II – A NATUREZA DO SALVADOR.
a – O salvador no sistema do gnosticismo.
1. O salvador no Gnosticismo Cristão não era um, mas uma diversidade de salvadores.
2. Cada um desses mediadores denominados pelo termo ‘aeon’ poderia ajudar o iniciado a atingir certo grau no conhecimento de Deus e assim estariam realizando a salvação.
3. O Gnosticismo apresentava duas possíveis rotas para a salvação ou libertação.
3.1 – Essa libertação era realizada por meio de seguir duas rotas:
a) O corpo humano (matéria) é mau e seus apetites devem ser refreados (Cl. 2.21-23).
b) O corpo humano (matéria) é indiferente às coisas espirituais, e a partir daí faça o que quiser (antinomismo).
4. O próprio indivíduo assume o papel de realizar sua salvação a partir de seu conhecimento e prática dos mistérios do gnosticismo.
b – O salvador no cristianismo.
1. O apóstolo Paulo aponta para Jesus demonstrando que o Salvador é o próprio Filho de Deus.
2. Paulo descreve quem é o Salvador no Cristianismo:
2.1 – Ele é a imagem do Deus invisível.
2.2 – Ele é o Primogênito de toda a criação.
2.3 – Nele foram criadas todas as coisas.
2.4 – Tudo foi criado por meio dele e para ele.
2.5 – Ele é antes de todas as coisas.
2.6 – Nele tudo subsiste.
2.7 – Ele é o cabeça da Igreja.
2.8 – Ele é o princípio de tudo.
2.9 – Ele é o Primogênito entre os mortos.
2.10 – Nele reside toda a plenitude de Deus (2.9,19).
2.11 – Ele fez a paz entre Deus e homem pela sua cruz.
2.12 – Ele nos reconciliou através de sua morte.
3. A salvação no cristianismo é uma ação monergística de Deus: ‘Ele nos libertou!’ (vs. 13).
3.1 – O verbo usado por Paulo está num tempo que expressa ação completa e definitiva.
3.2 – O verbo (ἐρρύσατο – ρύομαι) aponta para resgatar de algum tipo de servidão ou escravidão.
3.3 – Aponta para o fato de que não nos libertamos, nem ao menos temos ação conjunta na libertação, mas que fomos libertos por uma ação externa.
3.4 – A libertação apresentada coloca em destaque dois reinos, cada qual com os seus respectivos cidadãos:
a) O reino das trevas.
b) O reino do Filho de Deus.
3.5 – Os libertos se tornaram cidadãos de um novo reino e no tempo determinado por Deus entrarão na possessão dessa pátria.
c – O salvador na independência brasileira.
1. O salvador da pátria brasileira, autor do brado ‘Independência ou Morte!’ eternizado em nosso Hino Nacional , não conseguiu nem mesmo a independência do país, a menos que assumisse uma dívida que se arrasta por cerca de 180 anos.
2. O Salvador no cristianismo não é um sistema religioso com mistérios a serem conhecidos, nem uma ação político-econômica, mas sim o próprio Deus através de seu Filho Jesus Cristo.
CONCLUSÃO: Libertação verdadeira só existe através da pessoa e obra de Jesus Cristo.
Você já foi liberto do poder e da condenação do pecado?
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