terça-feira, 3 de maio de 2016

FAMÍLIA QUE TEME AO SENHOR



Sl. 127


OBJETIVO: Ensinar que uma família que teme ao Senhor constrói sobre os valores de sua Palavra.

INTRODUÇÃO: Se Cristo estiver em sua casa, os vizinhos logo perceberão; mas se não estiver, perceberão mais rápido ainda. (D. L. Moody).

CONTEXTO: Os Cânticos de Romagem, ou como tratam outras versões, Cânticos dos Degraus, eram cânticos cantados enquanto os levitas subiam os quinze (15) degraus que separavam o Átrio das Mulheres do Átrio dos Israelitas, por isso são quinze salmos que compõem essa seção.

TRANSIÇÃO: Nestes salmos de romagem percebe-se o cuidado de Deus pelo seu povo, nas mais diferentes situações ou áreas da vida e a vida em família certamente é uma das áreas em que a realidade da vida cristã se torna mais evidente, pois é ali que caem todas as máscaras ou limites de intimidade, por isso o tema deste momento: FAMÍLIA QUE TEME AO SENHOR.


I – FAMÍLIA QUE TEME AO SENHOR EDIFICA SUA CASA EM ALICERCES DURÁVEIS.

1. ‘Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam’ (Sl. 127.1).
1.1 – O Senhor Jesus falou em edificar a casa sobre a rocha e isto está relacionado ao ouvir a praticar sua Palavra.
a) Mt. 7.28.

2. Edificar a casa, é construir o lar moldado nos princípios da Palavra de Deus.
2.1 – A família temente a Deus se pauta nos valores e princípios éticos, morais, sociais e espirituais exarados nas Escrituras como padrão modelador.
2.2 – Observar as Escrituras como o Manual do Fabricante da família ou do indivíduo, facultará a este ou àquela os resultados benéficos de um Deus que criou a família de modo que viu que isto era bom.

II – FAMÍLIA QUE TEME AO SENHOR É SEGURA EM MEIO AS TURBULÊNCIAS DA VIDA.

1. ‘Se o Senhor não guardar a cidade em vão vigia a sentinela’ (Sl. 127.1).

2. Vivemos numa sociedade onde a insegurança se torna cada vez mais presente.
2.1 – Sl. 121.1De onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra’.
2.2 – A família tem suas defesas, não em si mesma, mas pela proteção do Senhor.

III – FAMÍLIA QUE QUE TEME AO SENHOR, DEUS A SUSTENTA.

1. Foi o próprio Deus quem estabeleceu para o homem que ‘do suor do seu rosto comerás o seu pão’.

2. Foi o próprio Deus quem estabeleceu o trabalho.
2.1 – Mesmo antes de o homem pecar, Deus já havia estabelecido que o homem seria administrador e mordomo de sua criação.
2.2 – O trabalho valoriza e dignifica o ser humano, e estará debaixo da bênção de Deus.

3. A Escritura afirma que Deus faz provisão para os seus, isto é, para os que temem o seu nome, como cuidado protetor de Deus.
3.1 – Sl. 127.2Aos seus amados ele o dá...’.
3.2 – Mt. 6.24-26Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?’.

IV – FAMÍLIA QUE TEME AO SENHOR TEM SEUS FILHOS COMO DÁDIVAS.

1. Filhos devem ser recebidos como bênçãos e herança do Senhor.
1.1 – Sl. 127.3Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre o seu galardão’.
1.2 – Quem recebe uma herança tem o dever de perpetuar o nome e os bens do que concedeu o legado.

2. Os pais têm a responsabilidade de educar os filhos nos caminhos de Deus.
2.1 – Pr. 22.6Ensina a criança, no caminho em que deve andar’.
2.2 – Dt. 6.6-9Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas’.

3. Filhos são como flechas.
3.1 – São preparadas.
3.2 – São direcionadas.
3.3 – São atiradas.

CONCLUSÃO: Sua família é uma família que teme ao Senhor?

COISAS COMUNS NAS PARÁBOLAS DAS COISAS PERDIDAS



Lc. 15.1-32


OBJETIVO: Mostrar o terno amor de Jesus e seu empenho para realizar aquilo que aos homens lhes era impossível: a salvação mediante seus próprios recursos.

INTRODUÇÃO: A religiosidade humana em geral, aponta para a possibilidade de o ser humano agradar aos seus deuses. Todo tipo de ritual então é válido para, ou aplacar a ira de um suposto deus ou conseguir, um favor da referida divindade.
Os judeus foram agraciados com a revelação de que Deus propõe salvar o homem de sua condição de perdido e assoreado pela força destruidora do pecado.
Os judeus foram influenciados pelas religiões pagãs dos povos que os rodeavam e não conseguiu captar esse enunciado na revelação de Deus. Nos dias de Jesus o judeu ainda confiava que era possível ao homem a aproximação de Deus mediante seus próprios esforços.

CONTEXTO: O Senhor Jesus apresentava o Evangelho como boa nova de Deus. Era a boa notícia de que Deus faria a salvação uma realidade a partir da vida e obra do Messias que era o próprio Cristo. Na perspectiva de Jesus o homem estava perdido e, Ele, Jesus, viera ao mundo para salvar o perdido.

TRANSIÇÃO: Quero vos apresentar breve reflexão nesta oportunidade versando sobre COISAS COMUNS NAS PARÁBOLAS DAS COISAS PERDIDAS.


I – A PROCURA OU A ESPERA PELO PERDIDO.

1. As três parábolas apresentam três coisas perdidas:
1.1 – A ovelha perdida.
a) A ovelha apresenta uma condição singular de fragilidade e dependência de alguém que dela cuide.
b) Um rebanho de ovelhas poderia ser fatalmente atacado por uma alcatéia de lobos ou um bando de leões famintos.
c) A ovelha poderia se desviar do bando e perder-se pelos desfiladeiros, cair num penhasco, entrar numa caverna ou gruta comuns nas regiões montanhosas, ou ser dilacerada por um animal feroz.
d) Faltou uma ovelha no final do dia.

1.2 – A dracma perdida.
a) A dracma era de valor monetário ou sentimental:
• ‘... A escassez de dinheiro na mão do povo faz com que a perda de uma moeda seja um acontecimento triste ...’ (Rihbany – The Syrian Crist).
• As moedas faziam parte do dote de uma mulher e eram usadas penduradas em um colar.
b) Uma moeda poderia ter caído e rolado para traz ou para debaixo de um móvel, cair numa fresta do assoalho ou num buraco do piso (chão batido).
c) Faltou uma dracma na contagem daquela senhora.

1.3 – O filho perdido.
a) O filho apresentara seu desprezo pela família na pessoa do pai.
• Bornkman, um comentarista bíblico, diz a respeito do pródigo, que ‘ele pede a sua parte dos bens, e trata o pai como se estivesse já morto’.
• No ambiente do Oriente Médio esperava-se que o pai explodisse e disciplinasse o rapaz por causa das cruéis implicações de seu pedido, mas uma coisa já estava clara para o pai: O relacionamento com seu filho chegara às raias da morte. De nada adiantaria insistir ou obrigar o filho a permanecer em casa.
b) O filho de fato estava perdido.

2. As três coisas perdidas são análogas à condição do ser humano em estar perdido por causa do pecado.
a) As Escrituras são explícitas quanto ao que o pecado representa na relação entre o homem e Deus.
b) O pecado é tido como uma doença imunda que impede a convivência.
c) O pecado é tido como inimizade deliberada entre o homem e Deus.

3. As três coisas perdidas tinham suas limitações para voltar à posição ou condição anteriores.
a) Nem a ovelha perdida, nem a moeda perdida nem o filho perdido tinham condições ou direitos de voltarem à posição anterior.
b) Precisavam ser procurados, aceitos e trazidos de volta ao seu lugar original.
c) Essa é a perfeita analogia no caso do homem.
• Ef. 2.1 ‘Estando vós mortos em delitos e pecados...
d) Caso Deus não buscasse o pecador através da vida e do sacrifício de Cristo ninguém poderia ser salvo por sua própria iniciativa ou esforços.

4. O valor relativo das coisas perdidas vai se acentuando na descrição das parábolas:
4.1 – A ovelha perdida é uma entre cem.
4.2 – A moeda perdida é uma entre dez.
4.3 – O filho perdido é um entre dois.
a) O homem é de grande valor para Deus.
b) O Senhor Jesus diz que uma alma vale mais que o mundo inteiro.


II – O ENCONTRO OU O RETORNO DO PERDIDO.

a – As três coisas perdidas são encontradas.

1. Há uma procura ou uma espera paciente pelo encontrar das coisas perdidas:
1.1 – O pastor busca a ovelha perdida.
1.2 – A mulher procura a moeda perdida.
1.3 – O pai espera o filho perdido.

2. Isto é uma analogia ao cuidado de Deus pelo pecador:
2.1 – Deus busca o pecador perdido. Como a ovelha, este não teria a iniciativa nem a capacidade de encontrar o caminho de volta, visto que o caminho de volta seria resolver o problema do pecado.
2.2 – Deus procura o pecador perdido. Como a moeda, inanimada, o pecador também é morto e sem vida própria para se encontrar.
2.3 – Deus espera pelo pecador perdido. Como o pai esperava pelo filho, Deus também espera o momento do arrependimento acontecer na vida do pecador como resultado da operação do próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo.

3. Ilustração: ‘Filho brigado com o pai, sai de casa. Anos sem comunicação. Numa situação de doença e fragilidade, o filho escreve para o pai e lhe diz que se o pai o aceitasse de novo em casa, que ele passaria de trem em frente a casa, que ficava próximo à linha férrea, e que na laranjeira em frente da casa que tivesse ali um lenço branco. No dia determinado o rapaz é surpreendido quando ao olhar para a laranjeira, não um lenço branco, mas centenas de lenços e bandeirolas por toda a região lhe acenando as boas vidas e toda a família de braços abertos na estação’.

4. Lc. 15.20 ‘E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou’.

5. ♫ ‘A porta está aberta, só depende de você! À festa que o pai fará por sua volta! A porta está aberta, só depende de você! Volta ao seu lar! Vem o pai espera por ti! A porta está aberta, só depende de você!’ ♫


III – A ALEGRIA PELO ENCONTRO DO PERDIDO.

a – A alegria do reencontro é indizível a ambos os lados.

1. Tanto o pastor, quanto a mulher, quanto o pai, fizeram festa para celebrar o encontro do perdido.
1.1 – A alegria do pastor:
a) Lc. 15.5 ‘Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo. E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida’.
1.2 – A alegria da mulher:
a) Lc. 15.9 ‘E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido’.
1.3 – A alegria do pai:
a) Lc. 15. 22-24 ‘O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se’.
b) Lc. 15.32 ‘Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado’.
2. Há júbilo na presença de Deus por um pecador que se arrepende.
2.1 – Lc. 15.7 ‘Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento’.
2.2 – Lc. 15.10 ‘Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende’.

3. Deus está com o coração alegre pela recepção de cada irmão, não meramente pela entrada e acolhida na membresia de uma Igreja, mas porque já aconteceu, em algum tempo atrás na vida de cada um, esse reencontro, esse achar e essa volta ao lar.

4. Deus continua procurando, continua buscando, continua esperando, por você que, quem sabe ainda não teve sua vida resolvida com Deus. Jesus não morreu em vão. Jesus morreu por você.


CONCLUSÃO: Abra o seu coração para contemplar o amor de Deus em lhe prover oportunidade para um reencontro.
Entregue-se totalmente a esse amor.
Receba de Deus o perdão.
Receba Jesus.

IPJ 13-03-2005

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

PORQUE PODEMOS CONFIAR EM DEUS EM MEIO AS CRISES?


Hc. 3.1-19


OBJETIVO: Despertar a confiança em Deus mesmo em meio as maiores crises e dificuldades.

INTRODUÇÃO: Mais importante que compreender a Deus é confiar nele.

CONTEXTO: O profeta Habacuque é chamado de o profeta filósofo, e questionava a fraqueza ética do povo de Israel, e ao mesmo tempo a relutante demora de Deus em julgar o povo (Hc. 1.2-4). Deus respondeu a Habacuque que ele não teria de esperar por muito tempo para receber a resposta: os ferozes e violentos caldeus (babilônios) seriam a vara que Deus usaria para castigar e açoitar seu povo (Hc. 1.5-6). Ao invés de atenuar a mente inquiridora do profeta, trouxe-lhe um segundo problema mais complicado ainda: ‘Como é que Deus, cujos olhos são por demais puros para contemplar o erro, ficaria impassível enquanto uma nação ímpia e sedenta de sangue engolfaria um povo mais justo que ela?’ O livro começa com uma pergunta e termina com uma exclamação: ‘Que Deus tremendo. Posso confiar nEle em tudo!’.

TRANSIÇÃO
: Um grande e terrível problema inquietava o profeta Habacuque. Outro não menor pode estar te inquietando. Quero, então, compartilhar sobre o seguinte tema: PORQUE PODEMOS CONFIAR EM DEUS EM MEIO AS CRISES?


I – PORQUE DEUS É O ÚNICO SOBERANO ABSOLUTO.

a – O profeta questionava porque Deus permite o mal.

1. Hc. 1.3Porque me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão?

2. O mal sempre foi uma presença destruidora no meio da humanidade, não há como não vê-lo!

3. É só olharmos para os noticiários de nossos dias e veremos o mundo chorando e lamentando a presença do mal.
3.1 – Insegurança assola nosso país.
3.2 – Vidas inocentes são ceifadas a cada dia.
3.3 – Um policial morre a trabalho cada dia no RJ.

4. Este tem sido o clamor dos crentes em todas as épocas. Os que clamam por justiça sempre se inquietarão e sofrerão com a presença da maldade a sua volta.

b – Nada acontece fora do domínio de Deus.

1. Deus está reinando absoluto apesar do pecado manifesto: Esta é a lição que Deus estava ensinando ao profeta e ao seu povo.
1.1 – Hc. 1.12Tu sempre exististe, ó Senhor. Ó meu Santo Deus, tu és imortal. Tu és o nosso protetor. Ó Senhor, tu escolheste os babilônios e lhes deste forças para castigar’.
1.2 – Sl. 115.3No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada’.

2. Abraam Kuyper: ‘Não existe nenhum recato em todo o universo, mesmo do tamanho de uma polegada do qual Deus não possa dizer: É meu!’.

3. Todas as nações e fatos que ocorrem em nosso dia a dia são apenas instrumentos nas mãos do Deus soberano e Ele controla cada evento conforme o seu querer.


II – PORQUE DEUS SAI PARA LIVRAR SEU POVO.

a – A promessa para Habacuque é que Deus lutaria por seu povo.

1. Esta promessa é cantada na bela poesia apresentada no capítulo três.
1.1 – Habacuque cita nomes e lugares de vitórias de Deus na história de Israel no período de Moisés.
a) Hc. 3.3Deus vem de Temã’.
b) Hc. 3.3do monte de Parã’.
c) Hc. 3.7Vejo as tendas de Cusã’.
d) Hc. 3.7os acampamentos da terra de Midiã’.
1.2 – Habacuque apresenta Deus em postura de guerreiro pronto para o combate.
a) Hc. 3.9Tiras a descoberto o seu arco, e farta está a tua aljava de flechas’.
b) Hc. 3.12Na tua indignação marchas pela terra, na tua ira, calcas aos pés as nações’.
c) Hc. 3.14Transpassas as cabeças dos guerreiros do inimigo com as suas próprias lanças...’.
d) Hc. 3.13Tu sais para salvamento do teu povo, para salvar o teu ungido’.

2. Deus sairia para vencer os inimigos de seu povo.
2.1 – Não cabe ao povo de Deus a soberba ou a ufania
2.2 – Cabe aqui um coração quebrantado, humilde e confiante no poder e amor de Deus.
2.3 – Rm. 8.37-39Em todas estas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso, por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor’.

b – Os olhos do Senhor estão sempre sobre o seu povo.

1. Habacuque perdeu de vista essa verdade já ensinada ao povo de Deus.

2. A Bíblia é repleta de exemplos do cuidado protetor de Deus para com o seu povo, mesmo em situações que parecem não ter mais volta.

3. Trazendo à memória o que pode dar esperança:
3.1 – Que dizer do cuidado de Deus na vida de Abraão?
3.2 – Que dizer do cuidado de Deus na vida de José?
3.3 – Que dizer do cuidado de Deus na vida de Jó?
3.4 – Que dizer do cuidado de Deus na vida de Noemi?
3.5 – Que dizer do cuidado de Deus na vida de Ester?
3.6 – E na vida de Pedro (At 12)?
3.7 – E na vida de Paulo?

4. Mesmo que dores e angústias possam se fazer presentes em sua vida, a Palavra de Deus assegura que Deus está pronto a oferecer seu socorro e cuidado.
4.1 – Sl. 34.7O Anjo do Senhor fica em volta daqueles que o temem e os protege do perigo’.

c – Mesmo nas crises a presença protetora de Deus é real.

1. Habacuque antevia um tempo de muitas dores, mortes e sofrimento para o seu povo Israel, porém a presença de Deus lhes era assegurada.

2. Sl. 23.4Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum’.


III – PORQUE COM DEUS AS CRISES NADA SÃO.

a – ‘Ainda que’ aponta para possibilidades destrutivas.

1. O profeta Habacuque aprendeu a confiar no Senhor, mesmo que situações destrutivas se apresentassem em sua vida.
1.1 – Hc. 3.17Ainda que a figueira não floresça’.
1.2 – Hb. 3.17Ainda que não haja fruto na vide’.
1.3 – Hc. 3.17Ainda que o produto da oliveira minta’.
1.4 – Hc. 3.17Ainda que os campos não produzam mantimentos’.
1.5 – Hc. 3.17Ainda que as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco’.
1.6 – Hc. 3.17Ainda que nos currais não haja gado’.

2. Embora livre da condenação do pecado, o cristão não está livre da presença e da influência do pecado, por isso, erros, falhas e prejuízos de muitos tipos ocorrem.

3. O cristão ainda está rodeado pela maldade do pecado em um mundo caído, onde existe o mal sistêmico arraigado na cultura e na estrutura da sociedade humana.

b – O profeta Habacuque aprendeu a andar acima dos problemas.

1. Apesar de possibilidades destrutivas fazerem parte da caminhada daquele que teme ao Senhor, é possível andar acima dos problemas.

2. Is. 40.27Por que, pois, dizes, ó Jacó, e falas, ó Israel: O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu direito passa despercebido ao meu Deus?’.

c – Apesar das dores o cristão confia em Deus.

1. A Bíblia nunca isentou problemas na vida dos que temem ao Senhor, mas sempre apontou para o Deus providente que traz alívio em meio a dor, conforto em meio as lágrimas e soluções em meio aos problemas.

2. A confiança de Habacuque precisa ser a confiança de cada cristão:
2.1 – Hc. 3.18Ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação’.
2.2 – Hc. 3.19O Senhor, o soberano, é a minha força, Ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos’.


CONCLUSÃO: Se a sua experiência tem sido de dores, tristezas e lágrimas, então é hora de voltar seu olhar para Deus e refazer suas forças.
Se a tribulação se parece com um grande fardo sobre seus ombros é hora de aliviar a carga aos pés da cruz.
Venha trazer seu fardo, suas lágrimas e dores diante do Senhor.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

QUE BOAS NOVAS O NATAL NOS TRAZ? ‘VOS NASCEU O SENHOR’



Lc. 2.8-11

OBJETIVO: Ensinar que o evento Natal encerra em si uma das maiores mensagens do Universo e que deve ser proclamada a todos.

INTRODUÇÃO: Sabe quem é Ibrahim Awwad Ibrahim Ali al-Badri al-Samarrai ou também conhecido pelo nome de Abu Bakr Al-Baghdadi Al-Husseini Al-Qurashi? Pois é! Este camarada nada mais é que o líder do Estado Islâmico, o califado que está bancando o terror no mundo.
Imagine o seguinte quadro: O presidente Obama resolve fazer uma grande festa no dia do aniversário desse inimigo declarado, como se fosse em sua honra.
Como acha que seria visto tal festa pelos olhos do islamismo? Tal festa só poderia ser recebida como zombaria e escárnio.

CONTEXTO: Lucas escreve ao seu amigo Teófilo procurando oferecer fontes seguras acerca de Jesus Cristo como o Filho de Deus que veio concretizar a promessa de salvação de Deus ao mundo humano.

TRANSIÇÃO: A. Quero falar nesta oportunidade sobre o seguinte tema: O NATAL NOS TRAZ A BOA NOVA: VOS NASCEU O SENHOR’.

I – CRISTO, O SENHOR DA CRIAÇÃO.

a – A mensagem dos anjos anunciam o nascimento do ‘Senhor’.

1. As profecias messiânicas falavam daquele que viria como o ‘Senhor’ carregando os vários nomes de Deus que o apresentam como o soberano do Universo.
1.1 – Dn. 7.14Em minha visão à noite, vi alguém seme¬lhante a um filho de homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença. Ele recebeu autoridade, glória e o reino; todos os po-vos, nações e homens de todas as línguas o adoraram. Seu domínio é um domínio eterno que não acabará, e seu reino jamais será destruí¬do’.
1.2 – Ap. 19.16Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é o Verbo de Deus. Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. Ele as governará com cetro de ferro. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores’.
1.3 – Ap. 1.4b-5A vocês, graça e paz da parte daquele que é, que era e que há de vir, dos sete espíritos que estão diante do seu trono, e de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da terra. Ele nos ama e nos libertou dos nossos pecados por meio do seu sangue’.

2. O apóstolo João apresenta Jesus como o Senhor da criação.
2.1 – Jo. 1.1-3Antes de existir qualquer coisa, Cristo já existia, e estava com Deus. Antes de existir qualquer coisa, Cristo já existia, e estava com Deus. Ele criou tudo o que há - não existe nada que ele não tenha feito. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito’.
2.2 – Os sinais (milagres) apresentam Jesus com poderes sobre a criação.
a) Multiplicação de pães.
b) Jesus anda por sobre as águas.
c) Jesus acalma uma tempestade.
d) Jesus ressuscita mortos.

3. O apóstolo Paulo também apresenta Jesus como o Senhor da criação.
3.1 – Cl. 1.15-18Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia’.
3.2 – Hb. 1.1-3 (BV) ‘Há muito tempo Deus falou de muitas maneiras diferentes aos nossos pais por intermédio dos profetas (em visões, em sonhos e até face a face), contando-lhes pouco a pouco os seus planos. Mas agora, nos dias atuais, Ele nos falou por intermédio do seu Filho a quem Ele deu todas as coisas e por meio de quem Ele fez o mundo e tudo quanto existe. O Filho de Deus resplandece com a glória de Deus e tudo quanto o Filho de Deus é e faz revela que Ele é Deus. Ele põe em ordem o universo com a poderosa força da sua autoridade. Foi Ele quem morreu para purificar-nos e apagar o registro de todos os nossos pecados, e depois Se assentou no lugar de mais elevada honra do lado do grande Deus do céu’.

4. No VT (1 Sm. 2.6) diz que Yhwh é autor da vida; e no NT o mesmo título é dado a Jesus (At. 3.15).

II – CRISTO, O SENHOR DA IGREJA.

a – As Escrituras indicam Jesus como o que instituiu a Igreja.

1. Mt. 16.16 (BV) ‘Simão Pedro respondeu: O Cristo, o Messias, o Filho de Deus vivo. Deus abençoou você, Simão, filho de Jonas, disse Jesus, porque meu Pai do Céu revelou isto pessoalmente a você - isto não vem de nenhuma fonte humana. Você é Pedro, uma pedra; e sobre esta rocha edificarei a minha igreja; e todas as forças do inferno não prevalecerão contra ela’.

2. Segundo as Escrituras, Cristo não morreu pelo mundo inteiro, mas morreu pela sua Igreja.

3. A Igreja é a propriedade exclusiva e única de Jesus, sendo apresentada na Bíblia como sendo sua noiva.

b – As Escrituras indicam Jesus como o cabeça da Igreja.

1. Ef. 1. 19-23 (BV) ‘Oro para que vocês comecem a compreender como é incrivelmente grande o seu poder para ajudar aqueles que crêem nele: Foi esse mesmo grandioso poder, que levantou a Cristo dentre os mortos e O fez sentar-Se no lugar de honra no céu, à mão direita de Deus muitíssimo acima de qualquer outro rei, governador, ditador ou líder. Sim, sua honra é muito mais gloriosa do que a de qualquer um outro, seja neste mundo, seja no mundo futuro. E Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e O fez o Cabeça da igreja que é o seu corpo, repleto dele mesmo, que é o Autor e Doador de todas as coisas em toda parte’.

2. Cl. 1.18 (BV) ‘Ele é a cabeça do corpo, que é a igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia’.

III – CRISTO, O SENHOR DO CRISTÃO.

a – As Escrituras apresentam Jesus como o Senhor pessoal de cada verdadeiro cristão.

1. Ter Cristo como Senhor foi o reconhecimento de absoluta submissão que os primeiros cristãos tiveram a ponto de morrer por ele nas arenas do império romano e em qualquer perseguição na história.

2. Rm. 14.9Cristo morreu e ressuscitou para esse fim mesmo, para que pudesse ser nosso Senhor, tanto enquanto vivermos como quando morrermos’.

3. Ter Cristo como Senhor sobre o cristão de hoje implica em se dispor a obedecer em primeiro lugar o Evangelho de Cristo sob o risco de perdas em qualquer âmbito ou seguimento da vida.

CONCLUSÃO: Festejar o Natal sem a verdadeira fé em Cristo Jesus é semelhante a fazer uma festa no dia do aniversário de seu inimigo, usando o nome dele, para zombaria e escárnio.

Festejar e celebrar o Natal só tem verdadeiro sentido quando se compreende a natureza daquele que veio do céu e se encarnou, para libertar o povo que nele crê.

Jesus é reconhecido por você como o Senhor criador e sustentador do universo, Senhor da Igreja e Senhor de sua vida?

Se Jesus é o Senhor do mundo e Senhor de sua vida, celebre o Natal com os olhos fitos no aniversariante.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

QUE BOAS NOVAS O NATAL NOS TRAZ? ‘VOS NASCEU O CRISTO’


Lc. 2.8-11

OBJETIVO: Ensinar que o evento Natal encerra em si uma das maiores mensagens do Universo e que deve ser proclamada a todos.

INTRODUÇÃO: Quando criança a gente acha que ‘Cristo’ era uma espécie de sobrenome de Jesus, algo assim como Jesus da Silva, Jesus Pereira, ou Jesus Cristo.

CONTEXTO: Lucas está escrevendo um texto à um amigo procurando dar-lhe fontes seguras acerca de Jesus Cristo como o Filho de Deus que veio concretizar a promessa de salvação de Deus ao mundo humano.

TRANSIÇÃO: Quero falar nesta oportunidade sobre o seguinte tema: QUE BOAS NOVAS O NATAL NOS TRAZ? ‘VOS NASCEU O CRISTO.


I – ‘CRISTO’ DESIGNA A FUNÇÃO DO SALVADOR.

a – A origem do termo ‘Cristo’.

1. A palavra grega ‘Christós’, vem de uma raiz hebraica que significa ‘untar’, e vem traduzida pela LXX com o significado de ‘ungido’.
1.1 – Essa palavra grega foi transliterada para o português, ‘Cristo’, em vez de ser traduzida, para ‘Ungido’.

2. Usos no NT.
2.1 – O substantivo ‘unção’, no grego, ‘chrisma’ aparece somente por três vezes em todo o NT.
2.2 – O verbo ‘chrio’, ‘ungir’, ocorre por cinco vezes.
2.3 – O adjetivo ‘christós’, ‘ungido’, é usado por mais de quinhentas e quarenta vezes no NT.
2.4 – Em todas as ocorrências do substantivo, ‘unção’, está em pauta a presença permanente do Espírito Santo com os crentes.

3. O Senhor Jesus foi ‘ungido’ com a presença do Espírito, que O capacitou para pregar o evangelho e realizar prodígios e milagres.
3.1 – Lc. 4: 18 (NVI) ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos’.

4. De acordo com as profecias bíblicas, o Messias (nome que procede do hebraico, correspondente em tudo ao termo grego Cristo, ou ‘ungido’) era o Servo de Deus por motivo de sua unção.

5. O judeu aguardava o aparecimento do Cristo, e muitos se intitularam como tal na história de Israel, especialmente no período interbíblico.

6. Jesus não era somente um dentre outros ‘cristos’ ou ‘ungidos’, mas é ‘o Cristo’, ‘o Messias’, profetizado no VT, a personagem longamente aguardada pela nação de Israel.

b – Quem eram os ‘ungidos’ no VT.

1. O termo ‘ungido’ (no hebraico, ‘Mashiah’ aparece 47 vezes no VT, majoritariamente em 1 e 2Samuel (19 vezes) e em Salmos (9 vezes).

2. Victor P. Hamilton afirma que, “mashiah é quase exclusivamente reservado como sinônimo de ‘rei’ (melek), como em textos poéticos, onde é paralelo de ‘rei’. São notáveis as frases ‘o ungido do SENHOR’ (mashiah YHWH) ou equivalentes, tal como ‘seu ungido’, as quais se referem a reis”.

3. Geerhardus Vos informa que ‘a palavra sempre é qualificada por um genitivo ou um sufixo ligado à ela: ‘o Messias de Yahweh’ (‘o Ungido do Senhor’), ou ‘meu Messias’ (‘meu Ungido’)’.

4. O ‘Ungido do Senhor’ era sempre o rei de Israel.
4.1 – No contexto da escolha de Saul como o primeiro rei de Israel, o profeta Samuel, em seu discurso de despedida, diz: “Eis-me aqui, testemunhai contra mim perante o SENHOR e perante o seu ungido: de quem tomei o boi? De quem tomei o jumento? A quem defraudei? E das mãos de quem aceitei suborno para encobrir com ele os meus olhos? E vo-lo restituirei [...] E ele lhes disse: O SENHOR é testemunha contra vós outros, e o seu ungido é, hoje, testemunha de que nada tendes achado nas minhas mãos. E o povo confirmou: Deus é testemunha" (1Sm. 12.3,5).
4.2 – 1Sm. 2.10Os que contendem com o SENHOR são quebrantados; dos céus troveja contra eles. O SENHOR julga as extremidades da terra, dá força ao seu rei e exalta o poder do seu ungido’.
4.3 – Por ocasião da unção de Davi como rei de Israel, Samuel imaginou que Eliabe fosse o ungido do Senhor.
a) 1Sm. 16.6Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido’.
4.4 – 2Sm. 22.51É ele quem dá vitórias ao seu rei e usa de benignidade para com o seu ungido, com Davi e sua posteridade, para sempre’.
4.5 – Outra passagem muito importante que atrela o conceito de ‘ungido do Senhor’ à figura do rei é 1Samuel 24.6: ‘O SENHOR me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do SENHOR’. O ‘ungido do SENHOR’ a quem Davi se refere é o rei Saul.
4.6 – Fica claro, de forma indubitável, que a figura do ‘ungido do Senhor’ no VT era o rei de Israel, o rei-pastor, responsável pela condução e cuidado das ovelhas de Yahweh.

5. O ‘Ungido do Senhor’ também é aplicado no VT ao Sacerdote.
5.1 – No Pentateuco o termo ‘mashiah’ é usado para se referir ao ofício sacerdotal.
a) Moisés recebeu instruções para ungir, ordenar e consagrar Arão e seus filhos, de modo que eles pudessem ser reconhecidos, autorizados e qualificados para servir no sacerdócio.
b) Lv. 16.32Quem for ungido e consagrado para oficiar como sacerdote no lugar de seu pai se fará a expiação, havendo posto as vestes de linho, as vestes santas’.
c) Outras textos que falam dos sacerdotes como ‘ungidos’ são: Lv. 4.3,5,16; Lv. 6.20,22; Nm. 35.25.
d) Além disso, Êx. 29 traz em detalhes as prescrições divinas para a unção e consagração de Arão e seus filhos como sacerdotes.

6. O ‘Ungido do Senhor’ também é aplicado no VT ao Profeta.
6.1 – Os profetas eram considerados ungidos, como claramente inferimos das ordens de ‘não ‘tocar os ungidos de Deus’ e de não ‘maltratar seus profetas’ (Sl. 105.15 e 1Cr. 16.22 – paralelismo sintético).
6.2 – O Senhor mandar Elias ungir Eliseu (1Rs. 19.16).
6.3 – Além disso, a passagem de Is. 61.1-3 fala exatamente da unção de um profeta.

7. Conclui-se que no VT o termo ‘Christós’, era usado para os três ofícios de Profeta, Sacerdote e Rei.


II – ‘CRISTO’ DESIGNA O SOFRIMENTO DO SALVADOR.

a – Para cumprir a missão Jesus precisava ser Cristo.

1. Mesmo sendo Deus, Jesus, em sua encarnação, Se esvaziou de tal maneira, que tornou-Se um ser humano comum, e para cumprir Sua missão, teve que ser ungido pelo Espírito Santo.

2. Logo após Seu batismo, em Sua primeira oportunidade de falar em público na sinagoga que frequentava, Jesus leu uma profecia contida no Livro de Isaías
2.1 – Lc.4:18-19O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres. Enviou-me para apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, pôr em liberdade os oprimidos, e anunciar o ano aceitável do Senhor’.

b – A missão do ‘Christós’ era a de ser Salvador.

1. As profecias sobre o ‘Servo Sofredor’ não foram compreendidas pelos judeus.

2. O Messias, como ‘Servo Sofredor’ e o ‘Filho do homem’ nem sempre fossem contemplados pelos judeus como o mesmo personagem.

3. Alguns judeus esperavam a vinda de dois ou três indivíduos que cumpririam essas profecias, com evidências encontradas na literatura dos essênios e que eles aguardavam três personagens que cumpririam as profecias messiânicas.

4. Jesus, todavia, enfeixou em sua pessoa todas as três ideias (Rei, Profeta e Sacerdote), sendo assim o cumprimento pessoal e completo das profecias relacionadas a todos esses títulos.

5. Cristo tornou-se uma expressão usada para descrever aquela pessoa que é vítima de maus tratos, de perseguições e zombaria. As locuções ‘bancar o cristo’ ou ‘ser o cristo’ são usadas para fazer referência àquele indivíduo que paga pelo erro do outro ou que sofre em lugar de outra pessoa.


III – ‘CRISTO’ DESIGNA O NOME DO SALVADOR.

a – Antes um designativo de função, agora um nome.

1. João Batista não nasceu com esse sobrenome, mas sim que seu nome era João.
1.1 – O apelido de Batista advém pelo fato de João ser o precursor do Messias e realizar o batismo de arrependimento, daí receber a alcunha ou apelido de ‘João, o Batizando’ (hó baptistês); ou numa tradução mais literal, ‘João, aquele que batiza’.
1.2 – Na cristandade incorporou-se o adjetivo ‘batizador’ como sobrenome e João passa a ser chamado de João Batista.

2. Com nosso Senhor Jesus Cristo se deu a mesma medida.
2.1 – Embora o nome Cristo seja realmente um adjetivo com o sentido de ‘ungido’, tomou-se nome próprio designativo do ‘Messias’ prometido.
2.2 – Inicialmente era dito ‘Jesus, o Cristo’.
2.3 – Incorpora-se o adjetivo ao nome e passa a ser chamado de ‘Jesus Cristo’.

3. O Catecismo Maior de Westminster, na pergunta 42, diz o seguinte sobre o nome atribuído ao Salvador: ‘O nosso Mediador foi chamado Cristo porque foi, acima de toda a medida, ungido com o Espírito Santo; e assim separado e plenamente revestido com toda a autoridade e poder para exercer as funções de profeta, sacerdote e rei da sua Igreja, tanto no estado de sua humilhação, como no da sua exaltação’.

4. A Confissão de Fé de Westminster, no capítulo sobre ‘Cristo, o Mediador’: ‘Aprouve a Deus, em seu eterno propósito, escolher e ordenar o Senhor Jesus, seu Filho Unigênito, para ser o Mediador entre Deus e o homem, o Profeta, Sacerdote e Rei, o cabeça e Salvador de sua Igreja, o Herdeiro de todas as coisas e o Juiz do mundo’.

5. Cristo, portanto, é um título dado ao Salvador, que caracteriza sua unção e capacitação pelo Espírito Santo de Deus para executar toda a obra da redenção e salvação do pecador.

b – A relação entre Cristo e os ‘pequenos cristos’.

1. O vocábulo ‘cristão’ é derivado de ‘Cristo’.
1.1 – O nome cristão, parece um superlativo (grande cristo)?
1.2 – Na verdade, na língua grega é um diminutivo (algo como ‘cristinho’, ou ‘pequeno Cristo’).

2. A mesma unção derramada pelo Espírito em Jesus, também capacita Seus seguidores a darem continuidade à Sua missão.
2.1 – A unção é o agir do Espírito Santo através dos seguidores de Jesus.
2.2 – Ele escolheu homens comuns para realizar feitos extraordinários.
2.3 – Com a chegada do Espírito da Promessa deflagrou-se uma revolução na história, revolução esta que se desenrola até hoje.
2.4 – Até as autoridades se admiravam ao ver homens galileus, indoutos, de origem humilde, fazendo verdadeiras proezas.
a) At. 4:13 (BV) ‘Quando o conselho viu a coragem de Pedro e João, e pôde ver que eles eram evidentemente homens simples e sem cultura, ficaram espantados e perceberam o que a convivência com Jesus havia feito neles!’.
2.5 – Sua identificação com Cristo era tão patente, que eles acabaram sendo chamados de ‘cristãos’ (‘pequenos cristos’).
2.6 – A unção que sobre eles permanecia, os capacitava a viver como se Jesus vivesse através deles.
2.7 – E não era apenas pelos milagres que operavam, mas pela maneira como viviam, como se perdoavam mutuamente, como se importavam uns com os outros e como amavam, até mesmo a seus inimigos.

3. ‘Unção’ não tem nada a ver com o sensacionalismo encontrado hoje em algumas Igrejas.
3.1 – Não se trata de sentir arrepios, emoções, ou mesmo, falar em línguas.
3.2 – Não tem a ver com a temperatura de um culto.
3.3 – Ser ungido é ser capacitado para fazer o que só Jesus seria capaz, não me refiro às coisas sobrenaturais, como curas e exorcismos, mas sobretudo às coisas sobre-humanas, como perdoar os inimigos, amar o opressor, vencer o pecado, por exemplo.

4. Todos os cristãos genuínos são ungidos, ainda que não estejam cientes disso.
4.1 – Não há graus de unção.
4.2 – Qualquer região de um corpo que sofrer um pequeno corte vai sangrar.
4.3 – Seja a ponta da orelha, ou o dedão do pé.
4.4 – Assim se dá com a unção, pois desde o pastor até o mais humilde membro da congregação, todos são ungidos para cumprir sua missão de ser luz no mundo.


CONCLUSÃO: Natal para você tem algo a ver com o Messias de Deus, ou ainda é apenas uma época festiva e carregada de um sentimento nobre de solidariedade?

A mensagem do Natal é esta: Nasceu o Cristo, aquele que seria capacitado pelo Deus Todo Poderoso, para realizar todos os atos salvíficos e redentivos a favor de uma parte da raça humana.

Renda-se ao Messias!

QUE BOAS NOVAS O NATAL NOS TRAZ? ‘VOS NASCEU O SALVADOR’


Lc. 2.8-11

OBJETIVO: Ensinar que o evento Natal encerra em si uma das maiores mensagens do Universo e que deve ser proclamada a todos.

INTRODUÇÃO: Natal! Momento esperado pelas crianças, pois a fantasia os impulsiona a desejar sonhos com o mundo encantado de Papai Noel.
Época desejada pelo comércio, pois é período de novo ânimo financeiro para a maioria dos lojistas, que em outras épocas do ano passam em apertos.

CONTEXTO: Lucas está escrevendo um texto à um amigo procurando dar-lhe fontes seguras acerca de Jesus Cristo como o Filho de Deus que veio concretizar a promessa de salvação de Deus ao mundo humano.

TRANSIÇÃO: Esta é a primeira mensagem da série que interroga sobre que boa notícia nos traz o Natal. As respostas são óbvias no texto bíblico lucano, embora sublimadas na mente deteriorada e obscurecida do homem secularizado. Quero falar nesta oportunidade sobre o seguinte tema: O NATAL NOS TRAZ A BOA NOVA: ‘VOS NASCEU O SALVADOR’.


I – O SALVADOR É ANUNCIADO NA HISTÓRIA DA REVELAÇÃO.

a – Por que a notícia é dada aos pastores?

1. Os mensageiros celestes.
1.1 – O aparecimento de qualquer personagem sobrenatural, como e claro, produz temor; e neste caso isso se teria verificado ainda com maior impacto, posto que era crença popular que a visão de Deus ou de alguma alta personalidade celestial causava a morte instantânea do observador.
1.2 – A experiência particular dos pastores dessa história sem dúvida estava vinculada a gloria do resplendor de Deus.
1.3 – A nuvem brilhante que indicava a presença do Senhor; e neste caso, apareceu-lhes através de um intermediário (I Re. 8:10-11; Is. 6:1-3).
a) Essa nuvem de gloria algumas vezes aparecia com um resplendor intolerável para o homem, e seu efeito de rarefação da atmosfera evidentemente exacerbava as impressões aterrorizantes.
1.4 – O que fora privilégio de patriarcas e de sacerdotes, agora se torna a experiência de pastores humildes, tendo sido eles os primeiros receber a boa nova que abalou o mundo inteiro, e que até o dia de hoje continua produzindo efeitos profundos e permanentes no coração de todos.

2. É possível que o Lucas queria demonstrar ao seu amigo Teófilo que a mensagem cristã era uma mensagem universal sobre a salvação proporcionada por Deus, onde as características raciais não desempenham papel algum.

3. Não foi casual a procura dos anjos pelos pastores nas vigílias daquela noite única na história.
3.1 – Há uma nota na Mishnah que indica que as ovelhas reservadas para o sacrifício no templo eram postas a pastar nos campos que circundavam Belém.
3.2 – Isso empresta um interesse todo especial ao fato aqui narrado, e pode explicar, em parte, a fé e a devoção dos pastores, que podem ter sido homens especialmente nomeados para essa tarefa, visando ao benefício da adoração efetuada no templo.
3.3 – Pela providência de Deus foi-lhes permitido estarem presentes ao nascimento do Cordeiro de Deus, pois esta é a promessa, que como um Cordeiro, o Salvador seria sacrificado em lugar de pecadores.
a) Isaías, no capítulo 53, pinta com cores vivas o sacrifício do Cordeiro de Deus.

b – Desde o Éden a notícia tem siso dada.

1. ‘Natal’ e ‘salvação’ tem alguma relação?
1.1 – Para muitos, a relação é meramente comercial, pois o período chamado de natal, vai salvar as vendas e os indicadores de lucro para uma categoria de trabalhadores, seja na produção ou no comércio.
1.2 – Para outros, a relação tem a ver com o emocional, pois é nesse período onde os sentimentos de valoração da dignidade das pessoas é realçado, com presentes, cestas, refeições, distribuição de certos cuidados e atenções que no restante do ano ficam amortizadas.

2. Na Bíblia, embora não apareça a palavra ‘natal’, o conceito está ligado ao nascimento de Jesus, como cumprimento de uma promessa de Deus à raça humana caída no pecado.

3. Nas palavras de juízo de Deus dadas a Satanás, figuradamente representado na serpente no Éden, o anúncio de que haveria um Salvador é enfático.
3.1 – Gn. 3.15Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar’.

4. O cumprimento desta promessa é a linha central de toda a Bíblia, onde toda a história da humanidade se desenrola em torno de como isto se daria.
4.1 – Mesmo quando a aparente destruição da humanidade por ocasião do dilúvio se vislumbra, uma família é preservada, pois havia uma promessa de Deus a se cumprir.
4.2 – Deus faz surgir uma nação, Israel, no cenário mundial, com vistas ao cumprimento desta promessa.
4.3 – Deus preserva esta nação do aniquilamento por várias vezes, pois esta promessa teria que se cumprir.
4.4 – Os rumos das nações são orientados pelo poder soberano da divindade, justamente para preparar o cenário no qual esta promessa viria a ter lugar.
a) Gl. 4.4Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos’.
4.5 – No nascimento e vida do menino Jesus se vê a mão providencial de Deus protegendo e sustentando aquele que seria o Salvador, para que só no tempo certo, o pagamento de salvação viesse a se concretizar.


II – O SALVADOR É INDISPENSÁVEL À RAÇA PECAMINOSA.

a – Por que a necessidade de um Salvador?

1. O texto alvo de nosso meditar desta oportunidade não se preocupa em responder esta questão ora levantada, mas tão somente de anunciar que o Salvador nascera.

2. Faz-se necessário, mais uma vez afirmarmos o porquê da necessidade da salvação, haja visto muitos nem mesmo compreenderem do que precisam ser salvos.
2.1 – Seria sermos salvos do diabo?
2.2 – Seria sermos salvos do inferno?
2.3 – Seria sermos salvos dos nossos pecados?
2.4 – Seria sermos salvos da condenação dos nossos pecados?
2.5 – Seria sermos salvos de nós mesmos em nosso estado de corrupção?
2.6 – Seria sermos salvos da presença do pecado que nos cerca e nos assedia?
2.7 – Seria sermos salvos da ira do Deus Santo e Justo que se enoja do pecado?

3. Todas as questões ora levantadas têm uma resposta sim vinculadas à verdade da necessidade de nossa salvação, contudo a última sintetiza todas as outras.

4. Mas a necessidade de termos um salvador se dá na justa medida da grandeza de nosso pecado e de nossa condenação, sendo que as Escrituras Sagradas nos endereçam à condenação da morte eterna devido nosso pecado.

5. Como morrer uma morte eterna, em sua intensidade e em sua extensidade, e ainda assim nos livrarmos da mesma?
5.1 – Missão impossível, pois se a morte é eterna, jamais o condenado poderia se livrar de tal juízo.

6. Daí a necessidade de um Salvador além de nós mesmos.

b – Por que a necessidade de um Salvador divino?

1. Se você captou bem a argumentação anterior, certamente ficou claro então que o ser humano não consegue pagar sua pena e ainda assim se ver livre da mesma, uma vez que a pena é eterna.
1.1 – Sl. 49.7-8Sei que, nenhum deles, por mais rico que seja, pode salvar seu irmão da morte e pagar a Deus o preço da salvação. O preço de uma alma é tão grande, que nem se pode pensar em pagar para continuar vivendo eternamente, sem enfrentar a morte’.

2. Por isso então surge a necessidade de que o ser humano possa ser salvo apenas com a substituição, ou seja, outra pessoa sofra a pena eterna em seu lugar.

3. A doutrina ou ensino da substituição é-nos ensinado desde as primeiras páginas da Bíblia.
3.1 – Animal que é morto no Éden para encobrir a nudez de Adão e Eva.
3.2 – Abel e Caim oferecem substitutos de si mesmos a Deus.
3.3 – O sacrifício se torna objeto comum ao culto a Deus.
a) Noé.
b) Abraão.
c) Patriarcas.
d) Sacrifício de Isaque é a mais expressiva figura de substituição.
3.4 – Deus institui a figura do cordeiro em lugar do culpado no culto de Israel.

4. Todas essas figuras apontavam para uma única realidade: o homem precisava ser substituído diante de Deus.

5. Cristo é o substituto então do homem em sua condenação, pois se este não poderia cumprir a pena e se ver livre dela, pois a mesma era eterna; Cristo, sendo Deus poderia sofrer intensamente em seu ser toda a condenação e voltar à vida.


III – O SALVADOR É ENTREGUE COMO PRESENTE DE DEUS.

a – A promessa do Éden tem seu cumprimento.

1. A promessa do Éden apontava para o filho da mulher esmagando a cabeça da serpente.

2. Já ficou claro que Deus conduziu a história magistralmente para a consecução de seu projeto de salvar a raça atingida pelo pecado.

3. Sem muito esforço percebe-se nas narrativas dos evangelistas bíblicos um esforço subliminar operando ocultamente para que esse menino não nascesse ou não sobrevivesse.
3.1 – A intenção de José abandonar Maria.
3.2 – A dificuldade de se instalar e nascer em condições sadias.
3.3 – A matança dos inocentes.
3.4 – A tentação de Satanás para desviar Jesus de sua missão.
3.5 – Tentativas de matarem a Jesus antecipadamente.
3.6 – Tentativas de desviar Jesus da cruz.
3.7 – Tentativas de fazer Jesus descer da cruz.

4. Jesus é o filho da mulher que esmaga a cabeça da serpente.

b – A promessa do Éden se concretiza no Natal.

1. Quão estranhamente se combinam as palavras destes versículos: ‘...o Salvador..., Cristo, o Senhor..., uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura...’.

2. Essas frases têm sido ouvidas e lidas tão frequentemente que a primeira impressão deixada por elas já perdeu o sentido para muitos.
2.1 – Seria uma manjedoura lugar próprio para aquele que foi enviado pelo Altíssimo Deus a fim de salvar pecadores?
2.2 – Um estábulo seria o lugar onde se esperaria encontrar o Salvador recém-nascido?
2.3 – O maravilhoso mistério da encarnação de Deus se fazem presentes precisamente no fato que essas coisas assim aconteceram.
a) Jo. 1.14 (NVI) ‘Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade’.

3. Por ocasião do nascimento de Jesus, em Belém, e em tudo que a vida de Jesus haveria de revelar posteriormente, encontramos a mensagem de que não somente existe Deus, mas também que Deus se aproxima extraordinariamente de nós.

4. Jesus foi, ao mesmo tempo, o caminho e o indicador do caminho, e do modo como ele andou também nos compete andar; e assim como ele compartilhou plenamente de nossa natureza, assim também haveremos de compartilhar plenamente da dele.

5. ‘Crer que Deus está acima de nós é uma coisa. Crer que Deus é uma força suficiente para nós é uma confiança inteiramente diferente, inspiradora. E crer que Deus é não somente todo-poderoso, mas também se mostra todo-suficiente, e é Deus conosco, Deus próximo de nós, é algo que nem podemos começar a compreender, e é a melhor de todas as coisas’ (Walter Russel Bowic).


CONCLUSÃO: Você crê que o Jesus da manjedoura é mais que um mito, uma lenda ou um mero objeto de comércio?

Você precisa de salvação e Jesus é o Salvador que Deus enviou como presente para te dar vida eterna.

Que boas novas o Natal nos traz? É que vos nasceu o Salvador!’.

Abrace-o como o seu Salvador.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

POR QUE O JUÍZO?



II Ts. 1.-3-12

OBJETIVO: Apresentar a realidade do juízo de Deus como manifestação da justiça de Deus retribuindo a cada um segundo as suas obras.

INTRODUÇÃO: Justiças e injustiças vemos noticiadas como resultados de nossos tribunais brasileiros.
Nos entristecemos quando vemos que a justiça não foi feita e pessoas ficaram prejudicadas.
Nos alegramos quando vemos ajustiça penalizando culpados que têm causado, mortes, dor e perdas à indivíduos ou à nação.

CONTEXTO: Paulo escreve esta carta aos Tessalonicenses complementando assuntos que tratara na primeira carta, sendo uma das fortes ênfases de Paulo à esta Igreja, a doutrina das últimas coisas, pertinentes à volta do nosso Senhor Jesus Cristo.
Nesta perícope , Paulo destaca pelo menos três temas: a) o crescente desenvolvimento dos crentes da Tessalônica; b) as tribulações que os cristãos enfrentavam devido a fé em Cristo; c) o reto juízo de Deus na manifestação da vinda de Cristo.

TRANSIÇÃO: Não negligenciando o todo da perícope, mas me atinando em especial sobre a terceira parte, quero vos falar sobre o tema: POR QUE O JUÍZO?


I – O JUÍZO DE DEUS ALCANÇARÁ A TODOS.

1. A doutrina de um juízo de Deus espalha-se por toda a literatura bíblica, desde a história de Noé, Sodoma e Gomorra, Egito e tantos outros fatos que ilustram o juízo de Deus.

2. De um modo mais restrito a Escritura nos fala de um juízo que Deus executará no limiar da história, encerrando assim esta ordem, onde o pecado paz parte da vida humana, e iniciando a existência de dois mundos distintos:
2.1 – Um mundo sem a presença e os efeitos do pecado.
2.2 – Um mundo onde o pecado continuará a existir.

3. Ambos os mundos serão eternos em existência e natureza, de tal forma que no primeiro o pecado jamais conseguirá se alojar; e no segundo o pecado jamais deixará de existir.

4. No primeiro mundo seus habitantes viverão eternamente em santidade e perfeição, o que lhes permitirá uma vida de alegrias e perfeições sem fim.
4.1 – Ap. 21. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos olhos deles, e não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. Tudo isso passou para sempre’.

5. No segundo mundo viverão eternamente em degenerações e corrupções sem fim, onde o pecado será qual câncer a lhes provocar os mais terríveis sofrimentos, cumprindo-se assim uma certa máxima teológica: ‘O pecado é punição ao pecado’, acrescido o fato de que além do próprio pecado lhes trazer sofrimento, experimentarão também a ira do eterno e bendito Deus.

6. Neste texto aos tessalonicenses, que já estavam sofrendo as perseguições por causa do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, o apóstolo Paulo lhes escreve para trazer consolo em meio a tais sofrimentos.

7. Paulo lhes esclarece que o reto juízo de Deus será executado tanto nos perseguidos, quanto nos perseguidores, apresentando aqui dois grupos distintos: Tanto salvos quanto não salvos serão julgados.
7.1 – II Ts. 1.5-6Isto é apenas um exemplo do modo justo e correto como Deus faz as coisas, pois Ele está usando os sofrimentos de vocês a fim de prepará-los para o Seu reino enquanto ao mesmo tempo está preparando o julgamento e o castigo para aqueles que estão afligindo vocês’.



II – O JUÍZO DE DEUS SOBRE OS SALVOS.

1. O Juízo de Deus sobre os salvos tem dois aspectos que não se pode perder de vista, e tendo-os como frontais aos olhos, são-nos de grande consolo e ânimo.
1.1 – Juízo de Redenção.
1.2 – Juízo de Remuneração.

2. O que denomino de juízo de redenção se estabelece no seguinte parâmetro:
2.1 – Para que alguém seja salvo da ira de Deus, devido a pecaminosa latente e patente do indivíduo, é preciso pagar o devido preço de resgate.
2.2 – O preço do pecado é a morte eterna.
2.3 – O preço seria pagar o salário do pecado (Rm. 6.23), e uma vez pago, o indivíduo estaria quites e merecedor da salvação.
2.4 – Mas como pagar, se a pena é de morte eterna?
2.5 – Só Deus poderia sofrer toda a punição da ira divina e o inferno e voltar à vida.
2.6 – É isso que Cristo faz em lugar do pecador: Ele, sendo Deus, sofre a morte e o inferno que caberiam ao pecador, pagando o seu resgate.
2.7 – Rm. 3.26Sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça... mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus’.

3. O que denomino de juízo de remuneração se dá da seguinte forma:
3.1 – As Escrituras nos ensinam que Deus retribuirá o esforço e a obediência de seu povo.
3.2 – Enquanto o juízo de redenção é de graça e pela graça, o juízo de retribuição é concernente às obras de cada um.
3.3 – Rm. 2.6-7 ‘Deus retribuirá a cada um conforme o seu procedimento. Ele dará vida eterna aos que, persistindo em fazer o bem, buscam glória, honra e imortalidade’.
3.4 – Cada salvo no último dia receberá galardões, que são recompensas pela obediência e santidade de seus filhos.
3.5 – II Co. 5.10 (BV) ‘Porque todos nós teremos de comparecer diante de Cristo para sermos julgados e termos as nossas vidas desnudadas, diante dele. Cada um de nós receberá o que merecer pelas coisas boas ou más que tiver feito neste corpo terreno’.

4. Neste texto Paulo sinaliza que Deus trará um tempo de descanso aos que foram convertidos ao Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
4.1 – II Ts. 1.7E, portanto eu quero dizer a vocês que estão sofrendo: Deus lhes dará alívio juntamente conosco quando o Senhor Jesus aparecer subitamente, descendo do céu em fogo ardente, com seus poderosos anjos’.
4.2 – A palavra grega anesin (descanso, alívio) significa ‘liberdade de restrições e tensões’, como o afrouxamento de um fio esticado.

5. O juízo de Deus neste caso não visa mensurar merecimentos que qualifiquem o indivíduo à salvação, pois não é esta a base da salvação de qualquer pessoa, mas tão somente o amor e presente gracioso de Deus em Cristo Jesus.

6. O juízo de Deus aos salvos destina-se a remunerá-los com o descanso da casa paterna: ‘... entra para o gozo de teu Senhor...’.


III – O JUÍZO DE DEUS SOBRE OS PERDIDOS.

1. O Juízo de Deus sobre os perdidos tem dois aspectos que precisam ser considerados à luz das Escrituras.
1.1 – Juízo de Rejeição.
1.2 – Juízo de Retribuição.

2. O que denomino de juízo de rejeição se estabelece no seguinte parâmetro:
2.1 – O juízo de Deus neste caso não visa mensurar deméritos que desqualifiquem o indivíduo à salvação, pois a não salvação de qualquer pessoa não se limita às suas obras, boas ou más.
2.2 – A rejeição de alguém à vida eterna reside no simples fato de ser um pecador que não se quebrantou diante do convite da graça de Deus mediante o Evangelho de Cristo Jesus.
2.3 – Explicitamente Paulo afirma que pessoas estarão fora da salvação do último dia, embora não seja este o enfoque principal do texto, mas também declara que estes tais passaram pelo juízo, ou critério de avaliação de Deus, e foram reprovados.
2.4 – O juízo de rejeição se estabelece num único fato, declarado na sentença do próprio Juíz, o Senhor Jesus: ‘Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus’ (Jo. 3.18).

3. O que denomino de juízo de retribuição se dá da seguinte forma:
3.1 – O juízo de retribuição não se limita apenas em não estarem eternamente na nova terra prometida pelo Senhor aos que nele crêem, mas também, e apesar disto, de experimentarem o furor da ira de Deus.
3.2 – A asseveração paulina é contundente e enfática neste texto, vaticinando o juízo de Deus de forma ativa contra os réprobos.
a) II Ts. 1.8-9 (BV) ‘Trazendo o julgamento sobre aqueles que não querem conhecer a Deus, e que se recusam a aceitar o seu plano de salvá-los por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Eles serão castigados num inferno perene, expulsos para sempre da face do Senhor, para não verem jamais a glória de seu poder’.
b) Na ARA a tradução traz ‘tomando vingança’ demonstra a atividade de Deus em aplicar o juízo como vingador que é sobre o pecado e a obediência humana.
c) Fica claro quem são as pessoas objeto da vingança de Deus: ‘aqueles que não querem conhecer a Deus, e que se recusam a aceitar o seu plano de salvá-los por meio de nosso Senhor Jesus Cristo’.
3.3 – Paulo também descreve a natureza do castigo envolvido nesta retribuição:
a) II Ts. 1.9 (NVI) ‘Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da presença do Senhor e da majestade do seu poder’.
b) O termo destruição, no original grego é olethros, e significa o estrago de algo, a fim de que não possa exercer suas funções ou propósitos originalmente tencionados.
c) ‘Destruição eterna’ não é aniquilamento, mas ‘perdição eterna’.
d) O que temos nas Escrituras não é ‘aniquilamento’, mas separação eterna da presença, das bênçãos e da face de Deus.
e) Implica na separação eterna de Deus ‘longe da face do Senhor’ (1.9).
f) II Ts. 1.9 (BV) ‘Eles serão castigados num inferno perene, expulsos para sempre da face do Senhor, para não verem jamais a glória de seu poder’.
3.4 – Ilustra-se aqui com a narrativa de Jesus Cristo sobre o rico e Lázaro.
a) O rico estava no inferno.
b) O rico estava em tormentos.
c) O rico estava separado de Deus.
d) O rico tinha consciência da sua condição.
e) Não há aqui qualquer indício de aniquilamento.
3.5 – II Ts. 1.9 (ARA) ‘banidos da face do Senhor’, trata-se da separação para longe da fonte de bênçãos, ficando o individuo privado daquela gloria de seu poder que enriquece aos homens a um ponto como agora não pode nem sequer ser imaginado (R. N. Champlin).
3.6 – Rm. 2.6-7Mas haverá ira e indignação para os que são egoístas, que rejeitam a verdade e seguem a injustiça. Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal: primeiro para o judeu, depois para o grego’.

4. Este é o juízo retribuitivo, no qual Deus retribuirá a cada um dos reprovados, o justo pagamento conforme o que sua rejeição de Cristo merece, bem como o que cada uma de suas obras merece.

5. Paulo deixa claro quando isso se dará:
5.1 – II Ts. 1.10 (NVI) ‘Isso acontecerá no dia em que ele vier para ser glorificado em seus santos e admirado em todos os que creram, inclusive vocês que creram em nosso testemunho’.
5.2 – Lucas registra as palavras de Paulo em Atenas quando afirma que Deus já marcou esse dia em seu calendário:
a) At. 17.31 (NVI) ‘Pois estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio do homem que designou. E deu provas disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos’.
5.3 – ‘Quando se manifestar o Senhor Jesus do céu’ (verso 7), refere-se à sua manifestação em glória (1Co. 1.7; Lc. 17.30).
5.4 – ‘Com os anjos do seu poder’ (verso 7), reporta à anúncios anteriores pelo próprio Senhor Jesus (Mc. 8.38; Mt. 25.31).
5.5 – ‘Como labareda de fogo’ (verso 8), reflete a linguagem teofânica do Velho Testamento (Sl. 18.8ss; Is. 66.15).
5.6 – Em breve estes céus se abrirão para que entre o Rei da Glória.


CONCLUSÃO: Quando o ser humano não responde ao Seu Criador, que oferece perdão e graça na salvação em Cristo, então responderá por si e para si mesmo assumindo os riscos inevitáveis da justiça divina.

Haverá um Juízo.
Não procrastine!

Não espere Deus te julgar e dar o que você merece!
Vá à Cristo agora e receba de graça o que você não merece.