quinta-feira, 8 de março de 2012

DIA DA MULHER 2012

Simples homenagem àquelas que honram o fato de ser mulher:

Deus a criou, dentro de um planejamento e um alvo perfeitos:
Irradiar seu amor e perfeições em tudo o que são e fazem.
Afastar-se desse objetivo é menosprezar o intento criador.

Deus a amou e continua te amando, mulher, apesar de ti.
Ame-O, amando-te a ti mesma e valorizando-te.

Muitas mulheres vivem vida indigna e diminutas,
Uma vez que não se aproximam dos valores que enaltecem.
Ligam mais para o trivial e efêmero, prazer do momento...
Honrem ao Criador, amando-Te e nisso estarás bem aqui e lá.
Experimente a plenitude da vida nu relacionamento perfeito:
Relacionamento que começa e termina com Jesus: da cruz à luz!

Feliz Dia Internacional da Mulher. Emiliano Cunha - 08/03/2012

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

VERBORRAGIAS DE IMPACTO

Tem se tornado comum, mesmo no meio reformado, o uso da expressão: ‘Deus me deu uma palavra’, como se algo inédito estivesse acontecendo. Verborragias que impactam como se verdade fossem, são prenhes em nosso meio evangélico. Não passam de parlapatórios inúteis.
Dizer ‘a palavra do Senhor veio a mim’ pode soar até mesmo mais espiritual em alguns círculos, mas quero lhe apresentar a ideia de que a palavra do Senhor não vem a ninguém mais em nossos dias. Não que eu seja um herege, um apóstata ou coisa do gênero, mas que como reformados precisamos manter nossas convicções escrituristicamente embasadas, afirmadas nos documentos da Reforma e reafirmadas por cada um de nós em nossa Profissão de Fé. A palavra do Senhor não vem a mais ninguém em nossos dias, porque ela já está completa, encerrada e totalmente revelada. Tudo o que o Senhor tinha a revelar ao seu povo está dito.
Como reformados é preciso assumirmos o compromisso de romper com os modismos desembasados de uma religiosidade humanista sensitiva onde dizer: ‘o Senhor me deu a palavra’ soa como espiritual, mas no fundo encerra a centralização do humano e não a pessoa de Deus.
É preciso que não se perca de vista a tríade acerca da Palavra de Deus dada ao seu povo e descortinada no estudo teológico: Inspiração, Revelação e Iluminação. Seguindo as breves definições do Rev. Júlio Andrade Ferreira em seu livro Conheça sua Fé, pode-se entender que:
a) Revelação, ‘... na Bíblia, é o Deus Criador a desvendar ativamente aos homens o seu poder e glória; sua natureza e caráter; sua vontade, caminhos e planos, a fim de que os homens possam conhecê-lo’ (J. A. Ferreira).
b) Inspiração é o capacitar de Deus a homens que Ele mesmo separou para realizarem o registro da Revelação.
c) Iluminação é a capacitação que o Espírito Santo estende aos cristãos para a compreensão e aplicação das verdades reveladas e inspiradas nas Escrituras.
Pode-se sumarizar nestas três pequenas frases: Ensino da vontade de Deus: Revelação. Registro da vontade de Deus: Inspiração. Aplicação da vontade de Deus: Iluminação.
Revelação e Inspiração foram operações especiais de Deus mediante seu Espírito Santo que, embora tendo validade perene, ficaram no passado. Isto significa que hoje Deus não revela mais nada, significa que Deus não inspira mais ninguém. A partir do evento apostólico a Escritura está encerrada e, resta-nos a iluminação como a ação última de Deus para socorrer o seu povo quanto ao revelado e inspirado.
‘O Senhor me deu a palavra...’ é um acinte à fé reformada. O Espírito ilumina os olhos de nosso coração para termos o pleno conhecimento do que foi revelado e inspirado. Lamentavelmente, presbiterianos, herdeiros da reforma, estão usando expressões como estas do acinte. É hora de parar com isso. Seja um autêntico reformado. Pare com os modismos. Assuma sua fé e doutrina reformada.
(Rev. José Emiliano da Cunha - http://insightsemilianus.blogspot.com/ > http://lagaresnaalma.blogspot.com/).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

CUIDADO COM O ESFRIAMENTO DO AMOR

Mt. 24.10-14


OBJETIVO: Apresentar o desafio de se ter um coração abrasado com o amor do Senhor e não deixar que a crescente iniqüidade a nossa volta nos esfrie.


INTRODUÇÃO: Conforme um das leis da termo-diâmica, todos os elementos têm a tendência de se esfriar ou envelhecer.
Basta a observação e essa lei se torna perfeitamente aplicável.


CONTEXTO: Nosso Senhor Jesus estava trazendo aos seus discípulos os ensinos do conhecido Sermão Profético, também conhecido como o ‘Pequeno Apocalipse’, onde alude as questões dos fins dos tempos.


TRANSIÇÃO: Se tudo tem a tendência de se esfriar, isso também se aplica a nossa espiritualidade e relacionamento com Deus? Você tem experimentado esfriamento ou descrença em seu coração em relação ao Evangelho de Jesus? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: CUIDADO COM O ESFRIAMENTO DO AMOR.



I – A REALIDADE DO ESFRIAMENTO DO AMOR.

a – O esfriamento do amor nos tempos primitivos.

1. A espiritualidade é dinâmica e demanda cultivo de um relacionamento verdadeiro, pessoal e íntimo com Deus, e não meramente o atrelamento à uma denominação ou grupo cristão.

2. No próprio Novo Testamento encontramos o esfriamento do amor se manifestando no meio da Igreja.
2.1 – Himineu e Fileto.
a) II Tm. 2.17-18 ‘As coisas que os falsos mestres ensinam se espalham como a gangrena. Dois desses mestres são Himeneu e Fileto, os quais abandonaram o caminho da verdade’.
2.2 – Demas, amou o presente século.
a) II Tm. 4.10 ‘Pois Demas se apaixonou por este mundo, me abandonou e foi para a cidade de Tessalônica. Crescente foi para a província da Galácia, e Tito, para a região da Dalmácia’.
2.3 – I Jo. 2.18-20 ‘Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos. E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento’.
2.4 – As cartas às Igrejas do Apocalipse apresentam um quadro de esfriamento, onde todas, menos uma, são censuradas pelo Senhor da Igreja.

3. Os ‘últimos dias’ anunciados por Jesus não são meramente escatológicos, mas denota o tempo que foi inaugurado desde a morte e ressurreição de Jesus até a sua volta iminente.

b – O esfriamento do amor no decurso da História.

1. A História da Igreja é muito ampla e cheia de exemplos do esfriamento da fé.

2. Com a institucionalização da Igreja, época do Imperador Constantino (323 d. C.) houve a priorização do clericalismo e os desvios das verdades reveladas na Palavra, o que trouxe esfriamento do amor a Deus e ao Evangelho.

3. No século XVI acontece um grande reavivamento através do Movimento da Reforma e o apego à fé e a piedade se se reacendem. Empolga ler as biografias dos reformadores e de cristãos daquele período.

4. Após a Reforma houve um recrudescimento do amor na vida dos evangélicos.

5. Os ‘Pia Desidéria’ de Phillip Jacob Spener , pastor luterano do século XVII, são um clamor ao reavivamento da Igreja, para que volte ao amor à Palavra e ao verdadeiro Evangelho de Jesus.

c – O esfriamento do amor na Pós-modernidade.

1. A Igreja em nossa época Pós-moderna tem sido solapada por uma onda de esfriamento global.

2. Enquanto o planeta experimenta o fenômeno do ‘aquecimento global’ a Igreja experimenta um fenômeno contrário.

3. Basta olharmos para o desinteresse por uma evangelização mais intensa, onde cada cristão busque com mais afinco a salvação dos pecadores e não apenas a comodidade e os benefícios da vida secular e material.

4. Precisamos mais que nunca de um reavivamento evangélico que nos leve de volta à piedade e ao amor ao Evangelho, um verdadeiro aquecimento global.


II – CAUSA DO ESFRIAMENTO DO AMOR.

a – A causa básica está na pecaminosidade humana.

1. Nosso Senhor Jesus foi explícito e enfático que ‘por aumentar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos’ (Mt. 24.12).

2. O esfriamento do amor está ligado à realidade do pecado na vida humana.

b – Causas secundárias estão na religiosidade sem alma.

1. Tanto nosso Senhor Jesus quanto os apóstolos pregaram acerca de lobos vorazes que penetrariam no meio de seu rebanho, movidos por espírito de ganância.
1.1 – At. 20.29-30 (NVI) ‘Pois eu sei que, depois que eu for, aparecerão lobos ferozes no meio de vocês e eles não terão pena do rebanho. E chegará o tempo em que alguns de vocês contarão mentiras, procurando levar os irmãos para o seu lado’.
1.2 – II Pe. 2.1-3 (NVI) ‘No passado apareceram falsos profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer falsos mestres entre vocês. Eles ensinarão doutrinas destruidoras e falsas e rejeitarão o Mestre que os salvou. E isso fará com que caia sobre eles uma rápida destruição. Mesmo assim, muita gente vai imitar a vida imoral deles, e por causa desses falsos mestres muitas pessoas vão falar mal do Caminho da verdade. Em sua ambição pelo dinheiro, esses falsos mestres vão explorar vocês, contando histórias inventadas. Mas faz muito tempo que o Juiz está alerta, e o Destruidor deles está bem acordado’.

2. Sempre haverá fatores ligados a uma falsa religiosidade ou falsa espiritualidade que levarão muitos ao esfriamento do seu amor a Deus.

3. Olhar firmemente para Jesus e manter aceso o fogo no altar de nosso coração será certamente o antídoto a esse esfriamento tão presente em nosso tempo.
3.1 – Hb 12.2a ‘Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dele que a nossa fé começa, e é ele quem a aperfeiçoa’.

c – A causa principal do esfriamento está na vida pessoal.

1. No último dia, diante do Trono de Deus, ninguém poderá transferir a responsabilidade para outros itens ou pessoas.

2. O que foi de fato a realidade de sua relação com Deus, mesmo que tenha sofrido influências externas, dependerá exclusivamente da maneira como cada um se apegou ao Senhor e à sua Palavra.


III – COMBATENDO O ESFRIAMENTO DO AMOR.

a – Relacionamento versus religiosidade.

1. Assim como no casamento precisamos cultivar a amizade, o carinho através de um relacionamento sadio, também nossa espiritualidade é mantida através de um relacionamento pessoal e verdadeiro com o Senhor e não apenas tendo-O como objeto de culto e adoração.

2. Assim como uma amizade pode arrefecer e se esfriar por falta de cultivar o relacionamento, também nosso amor ao Evangelho pode se esfriar se mantivermos apenas o aspecto da religiosidade e não de um relacionamento verdadeiro com o Senhor através do Espírito Santo.

b – Cultivando a espiritualidade.

1. O que pode ou deve ser feito para um maior aquecimento do amor na vida da Igreja?

2. Mais que nunca é necessário uma visitação especial de Deus trazendo um reavivamento sobre seu povo em nosso país.
2.1 – Reavivamento é a volta ao fervor pela prática da Palavra de Deus.
2.2 – ‘Embora não seja possível ter, neste mundo, uma Igreja perfeita, pode-se ter, com certeza, uma Igreja melhor’ – Spener.

3. É preciso mais que nunca que cultivemos a espiritualidade tanto no âmbito pessoal como no comunitário através das disciplinas e valores espirituais exarados nas Escrituras:
3.1 – Apego à Palavra de Deus.
3.2 – Prática da Palavra de Deus.
3.3 – Intensidade na vida de oração.
3.4 – Quebrantamento e aflição de alma perante Deus pela pecaminosidade de nossos dias.
3.5 – Evangelismo verdadeiro e sincero.
3.6 – Busca da plenitude do Espírito Santo em nossa vida.
3.7 – Santidade e separação do pecado.


CONCLUSÃO: Você já experimentou período de intenso fervor e calor espiritual através de uma comunhão profunda com Deus?
Como está a temperatura de seu amor ao Senhor?
O amor está esfriando em sua vida?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O PAI NOSSO

Mt. 6.9-15


OBJETIVO: Ensinar que dependemos do Pai em todas as coisas.

INTRODUÇÃO: A oração do Pai nosso, longe de ser uma reza repetitiva e mecânica nos é oferecida como o modelo da mais perfeita oração.

CONTEXTO: O Sermão do Monte foi pregado por Jesus na primavera do ano 28, após Jesus ter passado uma noite em oração (Lc. 6.12) e chamado os seus discípulos.
Conforme Mateus e Lucas tem-se a impressão de que todos esses ditos contidos no Sermão do Monte, foram pronunciados de uma só vez e constituem um só sermão.
A narrativa de Mateus é mais de três vezes mais extensa que a de Lucas, por que Mateus tinha como objetivo alcançar os judeus com o seu evangelho. Por isso Ele inclui vários temas que eram de especial interesse para os seus leitores judeus a quem ele tentava alcançar para Cristo.
Lucas por não estar escrevendo primariamente para os judeus, omite esses temas.

TRANSIÇÃO: Conforme John Stott em seu livro Contracultura Cristã: ‘É comparativamente fácil repetir as palavras da oração do Pai-Nosso como se fôssemos papagaios (ou como "palradores" pagãos). Contudo, fazer esta oração com sinceridade tem implicações revolucionárias, pois expressam as prioridades do cristão’ .

I – ORAR O PAI NOSSO É ESTAR INCLUSO NA FAMÍLIA DE DEUS.

1. Nos versos anteriores o Senhor Jesus apresenta os erros comuns na oração numa perspectiva pagã.

2. O Deus verdadeiro é aqui contrastado os caprichosos deuses dos pagãos que precisavam ficar cansados com as repetições de seus seguidores antes de responder.

3. Os judeus se declaravam exclusivistas no que tange a paternidade de Deus, excluído e rechaçando ao desprezo qualquer outra pessoa que não judeus.

4. Cristo nos ensina a orar com a compreensão de que todos os que estão nele (em Cristo) são filhos do Altíssimo.
4.1 – Jo. 1.12 (NTLH) ‘Porém alguns creram nele e o receberam, e a estes ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus’.

5. Orar ‘Pai nosso’ nos arremete a um nivelamento com todos quantos professam a fé em Cristo Jesus, para não corrermos o risco do exclusivismo, alijando pessoas e nos colocando em posição superior a outros que também foram comprados com o mesmo sangue de Cristo.

II – ORAR O PAI NOSSO É BUSCAR A GLÓRIA DE DEUS.

1. Os três primeiros pedidos na oração do Pai-Nosso expressam a preocupação com a glória de Deus:
1.1 – ‘Santificado seja o Teu nome’.
a) Deus já é santo em sua essência e não podemos torná-lo mais santo.
b) Aqui está em foco a glória de Deus entre os homens, de tal forma que o caráter santo de Deus seja reconhecido e respeitado entre os homens assim como já acontece nos céus.
1.2 – ‘Venha o teu Reino’.
a) A Igreja em todos os tempos tem confundido o conceito de Reino de Deus com a temporalidade ou espacialidade da denominação.
b) O Reino de Deus é mais que a Igreja local, é mais que a denominação nacional, é mais que todo o cristianismo existente sobre a face da terra.
c) É o governo de Deus sobre todo o universo, especialmente manifestado no coração do homem regenerado em Cristo.
d) ‘Orar que o seu reino venha é orar que ele cresça à medida que as pessoas se submetam a Jesus através do testemunho da Igreja, e que logo ele seja consumado com a volta de Jesus em glória para assumir o seu poder e o seu reino’(John Stott) .
1.3 – ‘Faça-se a Tua vontade’.
a) A vontade de Deus é perfeitamente obedecida nos céus.
• Sl. 103.19-22 ‘O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor, vós anjos seus, poderosos em força, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais a sua vontade! Bendizei ao Senhor, vós todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio! Bendizei, ó minha alma ao Senhor!’.
b) A vontade de Deus obedecida na terra como nos céus eleva a vida terrena e transforma os homens.

2. O céu é a figura do perfeito, o padrão perfeito daquilo que precisa ser feito.

III – ORAR O PAI NOSSO É RECONHECER A DEPENDÊNCIA DE DEUS.

1. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto às questões de nossa sobrevivência.
1.1 – As Escrituras nos ensinam que temos que trabalhar e comer nosso pão com o suor do rosto.
a) Gn. 3.19 ‘Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás’.
1.2 – Ao mesmo tempo é preciso depender de Deus a cada momento sabendo que virá de suas mãos graciosas a provisão para a vida.
a) Mt. 6.11 ‘... o pão nosso de cada dia nos dá hoje’.
b) Normalmente o significado da palavra traduzida como diário, (ἐπιούσιος), é obscuro. A palavra é uma hápax legómena, ocorrendo somente nas versões de Lucas e Mateus do Pai nosso. Pão diário parece ser uma referência a passagem de onde Deus provia maná aos israelitas a cada dia, enquanto eles estavam no deserto como em (Êx. 16:15–21). Já que eles não podiam manter qualquer maná durante a noite, tiveram que depender de Deus para fornecer um novo maná a cada manhã. Etimologicamente epiousios parece estar relacionado com as palavras gregas epi, significando sobre, acima, em, contra e ousia, que significa substância. Epiousios também pode ser entendida como a existência, ou seja, o pão que foi fundamental para a sobrevivência (como a Peshita siríaca onde a linha é traduzida por "dar-nos o pão do que temos necessidade hoje") .
c) Sl. 127.2 ‘Será inútil levantar cedo e dormir tarde, trabalhando arduamente por alimento. O Senhor concede o sono àqueles a quem ele ama’.
d) Mt. 6.25 ‘Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?’.
1.3 – A vocação sempre é de Deus, mas o trabalho é nosso, sabedores de que Deus dará o necessário aos seus.

2. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto à realidade do perdão de Deus em nós.
2.1 – As Escrituras afirmam que ninguém pode permanecer sem culpa diante da justiça e da santidade de Deus.
a) Sl. 130.3-4 ‘Se tu, Soberano Senhor, registrasses os pecados, quem escaparia? Mas contigo está o perdão para que sejas temido’.
2.2 – Necessitamos do perdão de Deus pelos nossos pecados.
a) Mt. 6.12 ‘Perdoa as nossas dívidas’.
2.3 – O perdão de Deus aplicado a nós é o que nos capacita a perdoar os que nos ofendem.
a) Mt. 6.12 ‘... assim como nós temos perdoado aos nossos devedores’.
b) Mt. 6.14-15 ‘Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas’.

3. Orar o Pai Nosso é reconhecer nossa dependência de Deus quanto à vitória sobre o pecado e o Mal.
3.1 – Mt. 6.13 ‘E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém’.
3.2 – A palavra tentação (Πειρασμόν) pode significar ‘tentação’ ou ‘provação’.
a) O cerne da questão é não cair.
b) Esse é o rigor da sétima petição do Pai Nosso.
3.3 – O termo Mal neste texto (Πονηρού) pode ser masculino ou neutro, no grego, e pode significar o mal de modo geral (tentações de vários tipos, más condições de vida, sofrimentos diversos, etc), ou pode pontar para o significado de Malígno, Satanás.

4. Dependemos de Deus para a libertação do mal que cerca e nos aflige.

IV – ORAR O PAI NOSSO É SE CURVAR À GLÓRIA EXCELSA DE DEUS.

1. O Senhor Jesus conclui a Oração com o reconhecimento de que nossas petições se curvam diante da glória de Deus.
1.1 – Mt. 6.13 ‘Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém’.

2. Para o cristão, tudo o que se pedir em oração deve derivar da e convergir para a glória de Deus.
2.1 – Mt. 6.13 ‘Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém’.

3. Orar de modo que sejamos tidos como palradores frívolos, meros repetidores tal qual papagaios, é voltarmos ao paganismo condenado por Jesus nos versículos que precedem esta oração.
3.1 – Mt. 6.5, 7 ‘E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos’.

4. A oração correta e verdadeira busca a glória de Deus.

CONCLUSÃO: Concluo com as palavras de Stott: ‘Quando nos tivermos dado ao trabalho de gastar algum tempo orientando-nos na direção de Deus, lembrando-nos do que Deus é: nosso Pai pessoal, amoroso e poderoso; então o conteúdo de nossas orações será radicalmente afetado de duas formas. Primeiro, os interesses de Deus terão prioridade (teu nome..., teu reino..., tua vontade). Segundo, nossas próprias necessidades, embora colocadas em segundo plano, serão totalmente entregues a ele (Dá-nos..., perdoa-nos..., livra-nos...). Todos sabem que a oração do Pai-Nosso, nessas duas partes, está preocupada em primeiro lugar com a glória de Deus e, depois, com as necessidades do homem’ .

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ELE NOS LIBERTOU

Cl. 1.13-23


OBJETIVO: Ensinar que a verdadeira libertação só existe a partir do sacrifício e obra de Jesus.


INTRODUÇÃO: ‘Independência ou morte?’ A Inglaterra desempenhou um papel central nas negociações do reconhecimento da Independência do Brasil por Portugal. Interessada em manter sua influência econômica sobre o Brasil, ela jogou o seu peso político nas discussões, com o objetivo de convencer a Coroa Portuguesa de que a Independência do Brasil era inevitável. A compensação financeira também pesou na decisão dos portugueses: 2 milhões de libras esterlinas, quantia tentadora para o endividado Portugal. Grande parte desse dinheiro, porém, tinha destino certo — pagar os credores ingleses da Coroa lusitana .


CONTEXTO: Paulo escreve esta carta aos Colossenses quando estava preso em Roma. Junto com a mesma envia a carta a Filemon e a Carta de Laodicéia (possivelmente a de Efésios).
Paulo trata nesta epístola acerca da centralidade da pessoa de Cristo como Deus encarnado, em contraposição aos ensinamentos do chamado Gnosticismo Cristão.


TRANSIÇÃO: Neste 7 de Setembro comemoramos no Brasil a libertação de nossa pátria do domínio Português. Mas é de se questionar: O Brasil foi mesmo liberto? Quero compartilhar nesta oportunidade o tema: ELE NOS LIBERTOU.


I – A NATUREZA DA LIBERTAÇÃO.

a – O sistema do gnosticismo.

1. Em nenhum lugar da carta Paulo usa diretamente o nome do erro que ele combate em sua carta aos Colossenses, mas à luz da história se descobre com facilidade que está combatendo o chamado Gnosticismo Cristão.

2. Ralph P. Martin: ‘Há […] algumas passagens cruciais onde parece que [Paulo] está realmente citando os lemas e as senhas da seita... Estas citações nos capacitarão a produzir um tipo de “retrato falado” do ensino contra o qual Paulo se opõe’ .

3. Em poucas palavras pode-se dizer que esta heresia era uma mistura de conceitos da filosofia grega com conceitos da teologia cristã.
3.1 – ‘O espírito é bom e a matéria é má’.
3.2 – Este conceito gnóstico impunha a doutrina de que Cristo jamais teria se encarnado, pois como sendo Ele um espírito perfeito poderia ter se tornado carne (matéria) imperfeita (má)?
3.3 – Cl. 2.9 (NVI) ‘Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Porque em Cristo existe tudo de Deus em um corpo humano – BV).
3.4 – Cl. 1.19 (BV) ‘porque Deus queria que tudo dele mesmo estivesse em seu Filho’.

4. O conceito ou ideia de salvação para o gnosticismo não apela para uma dívida de pecados que se tem diante de Deus, mas trata-se de descobrir o caminho para se aperfeiçoar, uma vez que somos seres materiais e o material é mal.

5. Por isso vemos práticas religiosas para se alcançar essa melhoria do indivíduo:
5.1 – Cl. 2.18 (NVI) ‘Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio. Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa’.
5.2 – Cl. 2.21 (NVI) ‘ "Não manuseie!", "Não prove!", "Não toque!’.
5.3 – Cl. 2.23 (NVI) ‘Essas regras têm, de fato, aparência de sabedoria, com sua pretensa religiosidade, falsa humildade e severidade com o corpo, mas não têm valor algum para refrear os impulsos da carne’.

6. Ser salvo no conceito do Gnosticismo Cristão implica em obter certos conhecimentos místicos e praticar certos rituais.

b – A libertação em Cristo.

1. A libertação que Cristo trouxe é mais que mera religiosidade, mas consiste em ter pago o preço de nossos pecados com seu próprio sangue.

2. O apóstolo Paulo demonstra esse fato aos Colossenses em vários pontos da carta.
2.1 – Cl. 1.14 (NVI) ‘em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados’.
2.2 – Cl. 1.20 (NVI) ‘e por meio dele reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz’.
2.3 – Cl. 2.13-14 (NVI) ‘Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz’.

3. Nossa libertação em Cristo não foi preço em ouro ou prata, mas a vida do próprio Filho de Deus dada em nosso lugar.

4. Somos assim eternos devedores ao Filho de Deus.

c – A libertação do Brasil.

1. A libertação do Brasil das garras e poderes políticos de Portugal não se deu pela espada de D. Pedro.

2. A libertação do Brasil se deu por alto pagamento em libras esterlinas que a Inglaterra pagou a Portugal.

3. Assim, ficamos eternos devedores... e ainda somos até hoje.


II – A NATUREZA DO SALVADOR.

a – O salvador no sistema do gnosticismo.

1. O salvador no Gnosticismo Cristão não era um, mas uma diversidade de salvadores.

2. Cada um desses mediadores denominados pelo termo ‘aeon’ poderia ajudar o iniciado a atingir certo grau no conhecimento de Deus e assim estariam realizando a salvação.

3. O Gnosticismo apresentava duas possíveis rotas para a salvação ou libertação.
3.1 – Essa libertação era realizada por meio de seguir duas rotas:
a) O corpo humano (matéria) é mau e seus apetites devem ser refreados (Cl. 2.21-23).
b) O corpo humano (matéria) é indiferente às coisas espirituais, e a partir daí faça o que quiser (antinomismo).

4. O próprio indivíduo assume o papel de realizar sua salvação a partir de seu conhecimento e prática dos mistérios do gnosticismo.

b – O salvador no cristianismo.

1. O apóstolo Paulo aponta para Jesus demonstrando que o Salvador é o próprio Filho de Deus.

2. Paulo descreve quem é o Salvador no Cristianismo:
2.1 – Ele é a imagem do Deus invisível.
2.2 – Ele é o Primogênito de toda a criação.
2.3 – Nele foram criadas todas as coisas.
2.4 – Tudo foi criado por meio dele e para ele.
2.5 – Ele é antes de todas as coisas.
2.6 – Nele tudo subsiste.
2.7 – Ele é o cabeça da Igreja.
2.8 – Ele é o princípio de tudo.
2.9 – Ele é o Primogênito entre os mortos.
2.10 – Nele reside toda a plenitude de Deus (2.9,19).
2.11 – Ele fez a paz entre Deus e homem pela sua cruz.
2.12 – Ele nos reconciliou através de sua morte.

3. A salvação no cristianismo é uma ação monergística de Deus: ‘Ele nos libertou!’ (vs. 13).
3.1 – O verbo usado por Paulo está num tempo que expressa ação completa e definitiva.
3.2 – O verbo (ἐρρύσατο – ρύομαι) aponta para resgatar de algum tipo de servidão ou escravidão.
3.3 – Aponta para o fato de que não nos libertamos, nem ao menos temos ação conjunta na libertação, mas que fomos libertos por uma ação externa.
3.4 – A libertação apresentada coloca em destaque dois reinos, cada qual com os seus respectivos cidadãos:
a) O reino das trevas.
b) O reino do Filho de Deus.
3.5 – Os libertos se tornaram cidadãos de um novo reino e no tempo determinado por Deus entrarão na possessão dessa pátria.

c – O salvador na independência brasileira.

1. O salvador da pátria brasileira, autor do brado ‘Independência ou Morte!’ eternizado em nosso Hino Nacional , não conseguiu nem mesmo a independência do país, a menos que assumisse uma dívida que se arrasta por cerca de 180 anos.

2. O Salvador no cristianismo não é um sistema religioso com mistérios a serem conhecidos, nem uma ação político-econômica, mas sim o próprio Deus através de seu Filho Jesus Cristo.


CONCLUSÃO: Libertação verdadeira só existe através da pessoa e obra de Jesus Cristo.
Você já foi liberto do poder e da condenação do pecado?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

PROMOVIDO À POSIÇÃO DE IRMÃO E HERDEIRO



Fm. 1.4-20


OBJETIVO: Ensinar que cada novo convertido realmente a Cristo Jesus é elevado à uma posição de filho, irmão e herdeiro na família de Deus.

INTRODUÇÃO: Quantos aqui esperam ir para o Reino de Deus? Não deviam esperar isto, pois o Reino de Deus já está presente. Precisamos é aprender a viver cada vez mais nesta realidade.

CONTEXTO: Paulo escreve esta carta que se parece mais com um bilhete a um amigo e a envia juntamente com uma Carta para a Igreja de Colossos e outra para a Igreja de Laodicéia através do companheiro de missão, o pastor Tíquico (Cl. 4.8-9).

TRANSIÇÃO: Um escravo fugitivo. Prejuízo ao seu senhor. Uma conversão e as diferenças são niveladas. Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: PROMOVIDO À POSIÇÃO DE IRMÃO E HERDEIRO.



I – A IGREJA É A COMPOSIÇÃO DOS CHAMADOS PARA FORA.

a – O que é a Igreja?

1. Paulo escreve esta carta endereçada ao amigo pessoal chamado Filemom, um cristão próspero que morava na cidade de Colossos, na Ásia Menor, atual Turquia.

2. Endereça esta carta também a outras pessoas próximas e à Igreja que se reunia na casa de Filemom.

3. O termo Igreja no português vem do vocábulo grego (Έκκλησία) com o sentido de chamar para fora.

4. A Igreja é o número dos que foram chamados para fora:
2.1 – Chamados para fora do mundo.
2.2 – Chamados para fora do pecado.

5. A Igreja no contexto do Novo Testamento é instituída pelo próprio Senhor Jesus Cristo, tendo Ele mesmo como seu Senhor e Cabeça, e estando destinada à vitória contra o pecado e as hostes do inferno.
3.1 – Mt. 16.18 ‘Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela’.

b – Cada convertido é gerado nova criatura pelo Espírito Santo.

1. As Escrituras ensinam com largueza a operação do Espírito Santo no processo da regeneração do pecador:
1.1 – É o Espírito Santo que convence o pecador do pecado, da justiça e do juízo através do chamado interno.
1.2 – E o Espírito Santo que dá vida interior ao pecador gerando nele uma nova natureza.
1.3 – É o Espírito Santo que processa a conversão no pecador, levando-o ao arrependimento e dando-lhe a fé, com a qual este confia plenamente no sacrifício e perdão oferecidos em Cristo Jesus.
1.4 – É o Espírito Santo que aplica ao coração do pecador a justificação que o Pai estende àquele que com fé confiou em seu Filho Jesus Cristo, como seu Salvador.
1.5 – É o Espírito Santo que aplica ao coração do pecador regenerado a dádiva da adoção, com a qual nos tornamos filhos de Deus e podemos chamá-lo de Abba Pai.
1.6 – É o Espírito Santo que sela o coração do pecador com sua presença e lhe garante ser propriedade inviolável de Deus protegido e guardado para a redenção que se completará no último dia.
1.7 – É o Espírito Santo que, durante toda a vida terrena do pecador regenerado, será o Consolador e Santificador deste, conduzindo-o sempre às transformações especiais da graça, para ser conformado ao caráter de Cristo Jesus.

2. II Co. 5.17 ‘Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!’.

3. Paulo escreve carta a Filemom reconhecendo que esta nova vida era realidade para ele.
3.1 – Fm. 1.4-6 ‘Sempre dou graças a meu Deus, lembrando-me de você nas minhas orações, porque ouço falar da sua fé no Senhor Jesus e do seu amor por todos os santos. Oro para que a comunhão que procede da sua fé seja eficaz no pleno conhecimento de todo o bem que temos em Cristo’.

II – A IGREJA É A COMPOSIÇÃO DOS CHAMADOS PARA A VIVÊNCIA EM FAMÍLIA.

a – A Igreja foi chamada para ser família de Deus.

1. O ensino das Escrituras é que aqueles que foram chamados para a salvação são feitos filhos de Deus.
1.1 – Jo. 1.12 ‘Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus’.
1.2 – Ef. 2.19 ‘Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus’.

2. Pertencer à família de Deus é alto privilégio carregado de bênçãos e prazeres que em nenhuma outra relação do ser em todo o universo poderia jamais ser experimentada.
2.1 – Essa experiência de pertencer à família e vivenciar essa qualidade de vida era presente na vida de Filemom.

b – Relacionamentos saudáveis é parte da saúde da Igreja.

1. Uma família onde a paz e a harmonia reinam em seu seio reflete a vivência de relacionamentos saudáveis, através dos quais cada membro sustenta e suporta os outros em suas necessidades e carências.

2. Pode se ver na Igreja de Colossos e na vida de Filemom as qualidades dessa família de Deus.
2.1 – Fm. 1.7 ‘Seu amor me tem dado grande alegria e consolação, porque você, irmão, tem reanimado o coração dos santos’.

3. O Novo Testamento oferece mais de 40 mandamentos recíprocos ordenando, orientando e instruindo sobre a prática de uma vivência saudável.

4. Através dos mandamentos recíprocos os relacionamentos são aperfeiçoados e carências são supridas.
4.1 – Amem-se uns aos outros – Jo. 13.34.
4.2 – Aceitem-se uns aos outros – Rm. 15.7.
4.3 – Saúdem se uns aos outros – I Co. 16.20.
4.4 – Sujeitem-se uns aos outros – Ef. 5.18-21.
4.5 – Suportem-se uns aos outros – Ef. 4.1-3.
4.6 – Confessem pecados uns aos outros – Tg. 5.16.
4.7 – Perdoem-se uns aos outros – Ef. 4.31-32.
4.8 – Edifiquem-se uns aos outros – I Ts. 5.11.
4.9 – Ensinem uns aos outros – Cl. 3.16.
4.10 – Encorajem uns aos outros – Hb. 3.12-13.
4.11 – Aconselhem-se uns aos outros – Rm. 15.14.
4.12 – Sirvam uns aos outros – Gl. 5.13.
4.13 – Levem os fardos uns dos outros – Gl. 6.2.
4.14 – Sejam hospitaleiros uns dos outros – I Pe. 4.7.
4.15 – Orem uns pelos outros – Tg. 5.16.

5. A Igreja não pode ser vista apenas como um lugar onde pessoas se encontram para oferecer um culto religioso, mas sim como uma família onde as pessoas se amam e se ajudam.

III – A IGREJA É A HERDEIRA DO REINO DE DEUS.

a – Valores do Reino na vida de Filemom e Onésimo.

1. Paulo apresenta uma questão de relacionamento saudável para Filemom assumir e equacionar em sua vida.
1.1 – Enquanto Paulo estava preso em Roma, trabalhou na evangelização de outro preso que por sinal era um escravo fugido das propriedades de Filemom.
1.2 – Uma vez convertido e transformado em irmão na fé e herdeiro do Reino de Deus, Paulo orienta a Filemom a perdoar qualquer prejuízo que tenha tido e receber a Onésimo como irmão amado.
1.3 – Fm. 11-12 ‘0nésimo (cujo nome significa "Útil") não lhe foi de muita utilidade no passado, porém agora vai ser de real utilidade para nós dois. Eu o estou mandando de volta a você, e com ele vai o meu próprio coração’.
1.4 – Fm. 15-16 ‘Você talvez pudesse pensar nisto da seguinte maneira: ele fugiu de você por um curto momento, mas agora poderá pertencer-lhe para sempre não mais apenas um escravo, porém algo muito melhor - um irmão amado, especialmente para mim. Agora ele significará muito mais para você também, porque é não somente um servo, mas também seu irmão em Cristo’.
1.5 – Fm. 18-20 ‘Se ele prejudicou você de alguma forma, ou lhe roubou algo, cobre isso de mim. Eu pagarei (eu, Paulo, garanto isto pessoalmente, escrevendo aqui do meu próprio punho), mas não mencionarei quanto você me deve! Porque na verdade, você me deve até a própria alma! Sim, querido irmão, dê-me alegria com esse ato de amor, e o meu coração cansado louvará ao Senhor’.

2. O Evangelho é um modo de vida tal que as diferenças são niveladas na base do amor de Deus manifestado por em Cristo Jesus e esse mesmo amor é derramado no coração de cada cristão pelo Espírito Santo.

b – A Igreja em todos os tempos é família de Deus.

1. Não podemos olhar para os cristãos do passado como sendo privilegiados e melhores que os de hoje, mas olhar para o potencial que Deus disponibiliza ao seu povo em qualquer lugar e em qualquer época.

2. O mesmo potencial de amor, perdão e congraçamento entre os membros que vemos nas páginas do Novo Testamento, devem estar presentes entre o povo de deus em qualquer época.

3. Ser herdeira do Reino não significa bens materiais, mas qualidade de uma vida transformada que já é realidade para cada convertido a Cristo.
3.1 – O Senhor Jesus ensina que o Reino está dentro de cada um dos súditos e não é algo externo e distante.
3.2 – Lc. 17.21 ‘Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós’.

4. O Reino de Deus é o governo de Deus na vida dos seus filhos através de sua Palavra e de seu Espírito Santo.


CONCLUSÃO: Onésimo, que era um escravo, foi promovido à posição de irmão e herdeiro do Reino juntamente com seu senhor Filemom.
Cada cristão possui esta nova posição em Cristo.
É hora de vivemos dentro desta realidade sem fronteiras que possam nos separar.

sábado, 30 de julho de 2011

A CONDUTA DO IDOSO QUE TEME AO SENHOR

Tt. 2.1-5


OBJETIVO: Por ocasião do ‘Dia dos Avós’ ensinar que o idoso cristão é um grande exemplo de fé para as gerações que o sucedem.


INTRODUÇÃO: Há uma certa tendência de auto desvalorização na vida do idoso que, ao chegar nas décadas finais olha com certo ar de vazio para o seu significado e para o seu futuro.
Além de suas limitações, a própria família e a sociedade também impõe obstáculos ao idoso.


CONTEXTO: O apóstolo Paulo escreve as Cartas Pastorais no intuito de orientar os jovens pastores para o bom cuidado da Igreja. A carta ao Rev. Tito é curta, contudo eivada de ensinos práticos para a vida do rebanho. Depois de orientar sobre a vida e qualidades pessoais do pastor, o apóstolo orienta sobre os membros da referida Igreja. Neste texto o ensino se volta para as diversas classes de pessoas que compunham o rebanho da Igreja.


TRANSIÇÃO: Como são vistos os idosos em nosso meio? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: A CONDUTA DO IDOSO QUE TEME AO SENHOR.


I – A CONDUTA DO IDOSO QUE TEME AO SENHOR É DE GRANDE UTILIDADE NA FAMÍLIA.

a – Destaques de virtudes relacionais na vivência da família.

1. O apóstolo Paulo destaca tanto nos atributivos aos homens como às mulheres que os mais velhos tem alto poder de influência no meio familiar.

2. Acerca dos homens idosos, o apóstolo indica alguns qualificativos com os quais seriam influentes no meio da família:
2.1 – ‘Temperantes’ – νηϕάλιους – Embora a raiz da palavra aponte para a moderação no uso do vinho, a palavra indica a pessoa que é moderada e têm equilíbrio em tudo o que faz ou fala.
2.2 – ‘Respeitáveis’ – σεμνούς – indica alguém de caráter nobre, respeitoso e digno.
2.3 – ‘Sensatos’ – σώϕρονας – apontando para uma pessoa que é prudente, refletido, auto-controlado.
2.4 – É tão salutar e de forte poder de influência os vovôs que ostentam esses qualificativos no meio da família, tornando-se exemplos dignos de serem imitados e honrados pelos filhos, netos e demais que os cercam.

3. Acerca das mulheres idosas Paulo também apresenta alguns atributivos com os quais a influência no meio da família é forte e transformadora.
3.1 – ‘Sérias’ – ίεροπρεπείς – indicando a maneira própria de sacerdotisas, em santidade e reverência.
3.2 – ‘não caluniadoras’ μή διάβόλους – O termo aqui é usado ao próprio Satanás quando aponta-o como o acusador. Assim as idosas não devem ser caluniadoras ou acusadoras sobre os irmãos, antes devem ser incentivadoras da fé.
3.3 – ‘Mestras do bem’ – καλοδιδασκάλους – indicando que as idosas devem ser ensinadoras de coisas boas, em tudo, às mais novas. Pelo exemplo ou pela palavra as irmãs mais experientes têm muito a ensinar às mulheres mais novas, no sentido que Paulo coloca nos versos 4 e 5.
a) Tt. 2.4-5 ‘a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada’.
3.4 – O alvo do bom comportamento, exemplo e ensino das mulheres mais velhas em referência às mais novas é que o Evangelho seja reconhecido como digno e não difamado: ‘para que a palavra de Deus não seja difamada’.

II – A CONDUTA DO IDOSO QUE TEME AO SENHOR É DE GRANDE IMPACTO NA SOCIEDADE.

a – A vida do idoso na antiga sociedade pagã.

1. Nas sociedades antigas, com seus sistemas patriarcais, a idade avançada era considerada uma coroa de glória.
1.1 – Pr. 20.29 ‘O ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos, as suas cãs’.
1.2 – Pr. 16.31 ‘Coroa de honra são as cãs, quando se acham no caminho da justiça’.
1.3 – Esperava-se dos idosos que fossem sábios e líderes naturais dos mais jovens.

2. Mas, mesmo que valores como honradez, reconhecimento e dignidade fossem semeados e esperados nas antigas culturas, sabe-se que na maioria dos casos grande parte dos idosos chegava ao fim de forma desoladora e sub-humana.
2.1 – ‘Na idade das trevas em Roma, os idosos eram mortos, pois, eram considerados inúteis para o trabalho e um peso para a família e sociedade’.
2.2 – ‘Para os gregos, a velhice, de um modo geral, era tratada com desdém, muito desconsiderada e até motivo de pavor, principalmente pela perda dos prazeres obtidos através dos sentidos, já que veneravam o corpo jovem e perfeito’.

3. Era comum nos dias antigos o idoso ser maltratado e abandonado pela família e sociedade, e em decorrência disso se tornar escravo de algum ou diversos vícios.

4. Ainda hoje o abandono e a solidão é uma grande ameaça para o idoso.
5.1 – É preciso que seja acolhido e valorizado.
5.2 – É preciso reconhecer o valor de sua presença.
5.3 – É preciso valorizar seu testemunho de vida.
5.4 – É preciso valorizar o que viveu pela família.

b – O poder transformador do Evangelho na sociedade pagã.

1. O apóstolo Paulo via o valor do Evangelho transformando a sociedade pagã de seus dias alterando comportamentos e mesmo as estruturas familiares e sociais.

2. Há muitos testemunhos registrados pela história dentre os próprios pagãos acerca do valor do Evangelho quanto ao cuidado que o cristianismo semeou acerca dos idosos, dos pobres e dos órfãos.

3. As Escrituras nos ensinam a honrar nossos idosos reconhecendo neles sabedoria e testemunhos acumulados sendo ainda de grande valor para a Igreja e família.

III – A CONDUTA DO IDOSO QUE TEME AO SENHOR É DE GRANDE PODER ESPIRITUAL.

a – Idosos no caminho da fé deixam rastros.

1. Cada cristão, por onde quer que passe deixa suas marcas numa vida de testemunho. Os idosos têm um rastro mais longo.

2. O apóstolo Paulo orienta o jovem pastor Tito a instruírem os idosos a viverem de tal forma que ‘a palavra de Deus não seja difamada’ (Tt. 2.5).

b – O poder espiritual do idoso.

1. Os idosos produzem frutos mesmo quando lhes faltarem as forças físicas e seus corpos já estiverem limitados pelo tempo:
1.1 – Sl. 92.12-15 (NVI) ‘Os justos florescerão como a palmeira, crescerão como o cedro do Líbano; plantados na casa do Senhor, florescerão nos átrios do nosso Deus. Mesmo na velhice darão fruto, permanecerão viçosos e verdejantes, para proclamar que o Senhor é justo. Ele é a minha Rocha; nele não há injustiça’.

2. Muitos são os exemplos de idosos no serviço ao Reino.
2.1 – Simeão e Ana – Idosos e firmes na esperança do Messias.
2.2 – João, o discípulo, morreu aos 94 anos.
2.3 – Paulo, o velho, é decapitado.
2.4 – Pedro, mesmo sem informação exata da idade, morre acima dos 70 anos, crucificado de cabeça para baixo.
2.5 – William Carey, o ‘Pai das Missões Modernas’ morreu com 73 anos, respeitado por todo o mundo, como o pai de um grande movimento missionário.
2.6 – Hudson Taylos, aos 73 anos fez a sua última viagem à China. Na cidade de Changsa, deitou-se numa tarde de 1905 para descansar, e deste sono acordou nas mansões celestiais.
2.7 – Robert Moffat, morreu aos 80 anos depois de servir a África por mais de 50 anos como missionário.
2.8 – John Paton deu sua vida pela evangelização nas Ilhas Hébridas, no pacífico e morreu aos 83 anos.

3. O idoso precisa se reconhecer e se valorizar como parte importante na vida da Igreja, podendo ainda produzir frutos através de seu testemunho, trabalho e intercessão.

4. Os mais novos precisam valorizar os idosos aproximando-se deles numa amizade e companheirismo verdadeiros nesta etapa mais difícil de suas vidas.


CONCLUSÃO: Jovens e adolescentes! Honrem o idoso.
Idosos, se valorizem e se coloquem sempre a serviço do Reino, mesmo que apenas intercedendo diariamente, grande será o seu valor.