segunda-feira, 24 de agosto de 2009

DEUS TEM CURA PARA OS NOSSOS VALES

TEXTO: SALMO 23.4
Rev. Gustavo Sant’Ana

INTRODUÇÃO

Vale (No aurélio) - 1.Depressão alongada entre montes ou quaisquer outras superfícies. Planície à beira de um rio ou ribeirão; várzea.
Apresenta uma figura de linguagem como “Vale de lágrimas” - O mundo visto como local de sofrimentos.

É muito comum encontrarmos pessoas que afirmam estar vivendo num “vale”, uma “fase escura, nebulosa”. Alguns vales demoram tempo demais para a nossa compreensão, ou são tão escuros que vagamos às cegas esbarrando em tudo que está à nossa frente.

EXPLICAÇÃO

Davi no Salmo 23 sugere a cura perfeita e completa para as feridas causadas pelos “vales” que a vida nos reserva. Davi escreve: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, pois tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me protegem”.
O conceito dominante deste Salmo é o de Deus na qualidade de guia e protetor, através dos reveses (contratempos) da vida. O que não podemos desconsiderar quando estivermos atravessando um desses “vales escuros”:

EM PRIMEIRO LUGAR - FT: Não podemos Desconsiderar que: Os vales são inevitáveis em nossa vida
.

O discípulo amado João escreveu: “Neste mundo tereis aflições” (João 16.33), ou seja, mais cedo ou mais tarde os vales chegam e isso é inevitável.
Os vales fazem parte de nossas vidas. Eles fazem parte de nossas vidas, para que através deles cresçamos, aprendamos muitas lições, e assim saíamos melhores do que entramos.

EM SEGUNDO LUGAR - FT: Não podemos Desconsiderar que: Os vales são imprevisíveis.

Se fosse possível agendar, dia, hora e local para que os vales cheguem a nossas vidas, seria um grande feito. Só que a realidade não é essa e sabemos bem disso. Ao contrário do que gostaríamos, os vales chegam sempre em situações complicadas, chegam sempre nos momentos mais inoportunos, justamente quando não gostaríamos que eles chegassem. Tiago no capítulo 1 verso 3 diz: “Vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma”.

EM TERCEIRO LUGAR - Não podemos Desconsiderar que: Os vales são imparciais.

Eles chegam indistintamente para todos. É como chuva. Cai sobre todos. Eles vêm, simplesmente para bons e maus e não adiante perguntar: “por que eu?” Aprouve a Deus que fosse assim, o tempo revelará os seus efeitos.

EM QUARTO LUGAR - FT: Não podemos Desconsiderar que: Os vales são temporários.

Precisamos saber que eles terminam. Muitos de nós esquecemos às vezes a questão da eternidade que nos aguarda. Vejo muitas pessoas literalmente se “descabelarem” esquecendo que estamos a caminho de um lugar onde “não haverá dor, nem pranto” nem vales.
Saiba meu irmão que há algo além de todo o seu sofrimento e dor, que é a eternidade, um lugar de gozo e paz.

EM QUINTO LUGAR - Não podemos Desconsiderar que: Os vales não são acidentes.

Cheguemos à conclusão de que Deus tem propósitos em tudo que Ele prepara para nossas vidas, inclusive para os vales que Ele coloca. Sendo assim, nada por acaso e sem propósitos.

CONCLUSÃO

“O QUE DEVEMOS FAZER ENTÃO QUANDO OS VALES CHEGAREM?”

A primeira coisa a fazer é: NÃO TENHA MEDO DO QUE PODE ACONTECER
A segunda coisa a fazer é: TER A CERTEZA DA COMPANHIA DE DEUS.
Por fim, uma última coisa a fazer, de acordo com o salmista é: TER CONFIANÇA NA PROTEÇÃO DE DEUS.

RAPOSINHAS QUE DEVASTAM A VINHA

Ct. 2.15-17


OBJETIVO: Ensinar que a vida do cristão sempre será rodeada de pragas e parasitas do pecado, as quais deve ter o cuidado de eliminar.


INTRODUÇÃO: Parasitas são muito comuns em nossos jardins.
Assim como existem parasitas em jardins, também podem existir parasitas em nossa vida pessoal que podem minar nossas forças e deformar nosso caráter.


CONTEXTO: O Livro de Cantares, segundo o Dr. Campbell Morgan: ‘era, indubitavelmente, um canto de amor terrestre, mas muito puro e muito lindo... Para aqueles que vivem vida simples, estes cânticos são cheios de formosura e expressam a linguagem do amor humano’. Pergunta-se qual a analogia entre a religião e o livro de Cantares de Salomão. Tudo parece demonstrar que seja um cântico erótico de amor sem referência à religião ou fé em Deus. No entanto, foi considerado sagrado como alegoria do relacionamento amoroso entre Israel e o Senhor da aliança; e como tal era lido anualmente pela nação por ocasião da Páscoa, quando o povo comemorava a libertação do Egito e o seu novo relacionamento com Yahweh, o Deus da Aliança. A alegoria muitas vezes é encontrada na narrativa escriturística para transmitir a mensagem do amor e do cuidado de Deus por seu povo.


TRANSIÇÃO: Hábitos não próprios a fé fazem parte de sua vida? Pecados ainda não arrancados pela raiz ainda insistem em te seduzir? Nesta oportunidade quero refletir sobre RAPOSINHAS QUE DEVASTAM A VINHA.

I – CONHECENDO AS ‘RAPOSINHAS’.

a – Raposas: animais ou plantas parasitas.

1. Plantas parasitas:
– ‘Rapozinhas’ é o nome dado a certas plantas que nascem junto da videira, que tem o aspecto semelhante a ela, mas que são altamente danosas e até mortais a plantação de uvas, impedem o crescimento sadio da videira, levando-a à esterilidade.
– Por serem parecidas com a parreira são difíceis de identificar, sendo preciso a ajuda de um viticultor experiente. Se não forem arrancadas infestam toda a plantação, sufocando a videira e acabando com ela!

2. Animais:
– São vários os tipos dessas raposinhas:
a) Raposa Vermelha gera de 4 a 9 filhotes;
b) Raposa Cinzenta tem de 1 a 10 filhotes;
c) Raposa do Artigo pode ter de 5 a 11 filhotes;
d) Raposa-ligeira tem de 3 a 6 filhotes;
e) Raposa-orelhuda, tem de 4 a 7 raposinhas.
f) Raposa-do-Cabo mede de 45 a 61 cm. Tem de 3 a 5 filhotes;
g) Raposa Vulpes mede de 50 a 75 cm. Tem de 4 a 8 crias.

– Características das raposas.
a) A raposa é resistente e com capacidade de adaptação, podendo adaptar-se a novos territórios, desde que estes tenham comida em abundância.
b) O fato de ser um predador muito astuto torna-se também fácil a sua adaptação a qualquer tipo de floresta.
c) A raposa é um animal de hábitos crepusculares e noturnos;
d) Vive em toca abandonada, buracos em tronco de árvore, arbustos densos, cavernas pouco profundas. Se a fêmea não achar um esconderijo, ela cavará um.
e) Por ser muito esperta, só se vê normalmente a sua característica cauda desaparecendo por entre a vegetação. A raposa é esperta, faz de conta que não quer nada. Vai entrando...
f) Consome cerca de 500 gr de alimento por dia. O que não come no próprio dia esconde para consumo posterior. Chega a ter 20 esconderijos de comida, conseguindo facilmente decorar todos eles.
g) Em zonas rurais, às vezes assalta os galinheiros, tendo o hábito de matar em excesso.
h) São perigosas para as plantas porque destroem as raízes. E sem raízes, as plantas morrem.

b – O pecado, essa velha raposa.

1. O pecado age na vida do cristão sempre se maneira muito sorrateira e sutil, como um parasita ou como um predador, analogizado no conceito das raposinhas, sejam plantas ou animais.

2. O pecado não pertence à nova natureza do cristão, pois o mesmo nasceu de novo, contudo o pecado continua rondando e assediando cada cristão, tirando-lhe o viço e a beleza da nova vida em Cristo.
– II Co. 5.17 ‘E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas’.

3. Como as raposinhas que devastam e destroem o viço e a beleza das vinhas, o pecado traiçoeiramente também destrói a vida do cristão que não se cuida em sua santificação.


II – CONHECENDO SOBRE A ‘VINHA’.

a – A vinha é o povo de Deus.

1. O V. T. apresenta o povo de Israel como a vinha do Senhor.
1.1 – Is. 5.1-7 ‘’.
1.2 – Is. 27.2 ‘’.
1.3 – Sl. 80.14 ‘’.

2. O N. T. apresenta a Igreja substituindo o Israel nação.
2.1 – Rm. 9.6,8 ‘’.
2.2 – I Pe. 2.9-10 ‘’.

b – Cada cristão faz parte desta vinha.

1. As Escrituras falam fartamente que somos lavoura de Deus, somos sua possessão, e Ele como o viticultor cuida de sua vinha.

2. A mais bela das figuras desta vinha está em João 15 onde o Senhor Jesus ensina que o Pai é o viticultor que cuida de sua vinha, onde todos estamos implantados.


III – APANHE AS RAPOSINHAS EM SUA ‘VINHA’
.

a – Raposinhas são qualquer espécie de pecado parasita.

1. Essas raposas e raposinhas para nós, hoje, são um símbolo de tudo o que vem para nos roubar a comunhão com o amado de nossas almas, Jesus Cristo!

2. As raposinhas são um símbolo daquilo que parece inofensivo, bonitinho, mas que no futuro nos trarão desgostos.

3. Ilustração: Quando uma raposa, adulta ou filhote, adentrava a uma vinha em flor, os prejuízos eram certos. As flores precedem os frutos. O alvo das raposas é a raiz das vinhas.

4. Salomão sabia das coisas. Por observação e informação, sabia que o grande inimigo de um vinhedo não era grande: era pequeno.

5. Quando enveredamos por uma vida de coisas erradas, raramente começamos por cometer um grande erro. Na maioria das vezes, vícios e dependência encontram seu início em desvios bem sutis, sem grandes estardalhaços. As raposas fazem estragos, porque são pequenas.

b – Cuide de sua vida pessoal como vinha preciosa do Senhor.

1. Sua vinha está em flor e há um potencial tremendo de frutos gloriosos para Deus que poderão ser produzidos em sua vida!

2. Porém, as raposas do mundo estão à espreita. É possível que agora mesmo algumas delas estejam roendo as raízes da sua vinha.
– Elas representam a nossa conformidade com os sistemas deste mundo, com os valores mundanos e profanos, especialmente na vida do cristão que, passado o primeiro amor, torna-se mais acomodado, complacente.
– São os resquícios de antigos pensamentos e desejos pecaminosos.
– São as buscas de prazeres fúteis e vazios.
– São os pequenos desvios da verdade ou quaisquer outras coisas “inofensivas” mas que nos roubam a comunhão com Jesus.


CONCLUSÃO: Em sua vida há pecados de estimação, parasitas que se recusam a serem depostos de seus lugares de mando e domínio?

É hora de vir aos pés da cruz e buscar novo momento de consagração.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

A MANEIRA COMO O JUSTO FLORESCE

Sl. 92.12-15


(Amados; como tivemos nesta oportunidade a presença do Rev. Nelson Chagas em nosso culto vespertino, insiro aqui este breve esboço que pode servir para você, Líder, na ministração de sua Célula
).

OBJETIVO: Ensinar que aquele que teme ao Senhor sempre busca seu crescimento em sua relação com Deus e em sua vida de santificação no relacionamento com o mundo.


INTRODUÇÃO: É da criatividade do Senhor Jesus aquela parábola onde certo senhor vai até uma videira em seu pomar e procura ali frutos. Não os encontrando, sabendo ser aquela uma videira já adulta, manda que seu viticultor a corte e lance fora. O viticultor, cheio de compaixão pela fruteira, suplica ao seu senhor um tempo no qual ele afofaria a terra ao pé da videira e lhe chegaria esterco, regando-a pelo menos por um ano na esperança de que esta produza frutos, caso contrário ele a cortaria.


CONTEXTO: O texto faz parte da poesia de um cântico judeu voltado para o dia da adoração no Templo e apresenta a satisfação do justo em prestar adoração e louvor ao Senhor. Faz um paralelo entre o ímpio que floresce na prática da iniqüidade e o justo que floresce e produz frutos na prática da justiça.


TRANSIÇÃO: Sua vida de cristão tem sido um crescendo contínuo ou não tens produzido frutos? Quero compartilhar nesta oportunidade sobre A MANEIRA COMO O JUSTO FLORESCE.


I – O JUSTO FLORESCE PLANTADO NA CASA DE DEUS.

a – Estar na Casa de Deus é requisito para crescimento do justo.

1. O justo não é meramente o homem religioso ou aquele que tenta ser justo aos seus próprios olhos pelos seus esforços.

2. O justo é aquela pessoa que se reconhece injusto e pecador, e deposita sua confiança em Deus através dos méritos e da justiça que há em cristo Jesus, e por isso é justificado.
2.1 – Rm. 5.1 ‘Justificados pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo’.

3. O justo então ama a Deus e sua casa. Ama estar na casa de Deus. Ama prestar culto ao seu Deus e Senhor.

4. Reconhece que estar na casa de Deus é requisito para seu crescimento. Sabe que se deixar de congregar estará tendo prejuízos irreparáveis.
4.1 – Hb. 10.25 ‘Não descuidemos os nossos deveres na Igreja, nem as suas reuniões, como algumas pessoas fazem, mas animemo-nos e nos admoestemos uns aos outros, especialmente agora que o dia da sua volta está se aproximando’.

b – Porque a Casa de Deus é lugar de crescimento?

1. O mandamento para não deixar de congregar é Palavra do próprio Deus para cada um dos cristãos.

2. O que a casa de Deus oferece ao justo para seu crescimento? Esta pergunta pode ser respondida por um sem número de respostas, contudo, proponho apenas algumas no momento:
2.1 –Porque ali se reúnem os filhos de Deus.
2.2 – Porque ali se estuda a Palavra de Deus.
2.3 – Porque ali há sinergia na adoração a Deus.
2.4 – Porque ali há comunhão uns com os outros.
2.5 – Porque ali há o interesse pela salvação de outros.
2.6 – Porque ali há a manifestação de Deus no Espírito.

3. Cada congregação, onde e quando quer que se reúna, visa o crescimento de seus fiéis, e proporciona inúmeros meios para que isso aconteça.

4. Estar na casa de Deus é estar no melhor lugar deste mundo.
4.1 – Sl. 84. 1-4,10 ‘Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos! A minha alma anela, e até desfalece, pelos átrios do Senhor; o meu coração e o meu corpo cantam de alegria ao Deus vivo. Até o pardal achou um lar, e a andorinha um ninho para si, para abrigar os seus filhotes, um lugar perto do teu altar, ó Senhor dos Exércitos, meu Rei e meu Deus. Como são felizes os que habitam em tua casa; louvam-te sem cessar! Melhor é um dia nos teus átrios do que mil noutro lugar; prefiro ficar à porta da casa do meu Deus a habitar nas tendas dos ímpios’.


II – O JUSTO FLORESCE SEMPRE EM DIREÇÃO A DEUS.

a – Crescer em direção a Deus exige comunhão e adoração.

1. O ser humano foi criado para ter comunhão íntima e pessoal com seu Criador.

2. O Catecismo Maior de Westminster, em sua primeira pergunta, apresenta essa finalidade de nossa existência.
2.1 – ‘Qual o fim supremo e principal do homem?’ (CMW – Perg. 01).
2.2 – ‘O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre’ (CMW – Resp. 01).

3. Deus deseja ter comunhão e verdadeiro relacionamento com suas criaturas, e ser cristão é mais que ser religioso, mas é encontrar o caminho de volta à comunhão com Deus através de Cristo Jesus.

4. Ser cristão é reassumir o lugar e o status de justo diante de Deus, não por justiça própria, mas pela justiça que há em Jesus Cristo.

b – Cada cristão deve crescer e produzir frutos.

1. O que Deus espera de cada cristão é que os mesmos sejam frutíferos na produção de frutos que lhe agradem.

2. O fruto do cristão como videira é o fruto do Espírito, apresentado pelo apóstolo Paulo em Gl. 5.22-23:
Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei’.

3. Produzir o fruto do Espírito é se apropriar e vivenciar a cada dia o caráter do próprio Senhor Jesus, através da ação do Espírito Santo.

4. Produzir frutos envolve o caráter de Cristo reproduzido em nós, e também envolve nossa missão de anunciar a maravilhosa mensagem de salvação ao mundo perdido.

5. Diz o salmista que não há limite de idade para o justo produzir frutos.
5.1 – ‘Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o Senhor é reto ’.


CONCLUSÃO: Você já se encontra na condição de justificado?
Esta pode ser a sua hora de se colocar diante da justiça de Deus a abraçar pela fé a Cristo como o Senhor que deu a vida para sua justificação.

Você está produzindo frutos?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

QUANDO O TEMOR DO SENHOR PREVALECE NA VIDA DE UM HOMEM

Jó 1.1-6


OBJETIVO: Ensinar que o temor a Deus é o maior valor que uma pessoa pode obter em sua vida.


INTRODUÇÃO: Um dos cânticos da década de 80 cantava: ‘Quando o dia da angústia chegar, o que você fará?’ Salomão em Provérbios afirma que ‘se te sentes fraco no dia da angústia, tua força é pequena’.


TRANSIÇÃO: Vivemos em meio a um mundo de caos. A queda do Air Bus A-330 da Air France nesta semana assustou a muitos. Deus está no controle de cada vida. Nada acontece sem que Ele saiba e que da parte dele tenha o ‘Sim’. Qualquer coisa pode acontecer QUANDO O TEMOR DO SENHOR PREVALECE NA VIDA DE UM HOMEM. Este é o tema desta reflexão.



I – QUANDO O TEMOR DO SENHOR PREVALECE NA VIDA DE UM HOMEM EXISTE PACIÊNCIA E CONSOLO NAS TRIBULAÇÕES.

a – A confortável e tranqüila vida de Jó.

1. Jó era um homem íntegro diante de Deus e dos homens.
1.1 – Segundo alguns eruditos, o nome Jó significa ‘completo’ ou ‘íntegro’.
1.2 – Não era um homem sem pecado, mas um homem com o temor do senhor em seu coração.
1.3 – O narrador afirma que Jó ‘se desviava do mal’.

2. Era um homem rico e cercado de toda sorte de bênçãos materiais:
2.1 – Possuía sete mil ovelhas, que se reproduzia e lhe dava lã, leite e carne.
2.2 – Três mil camelos, que eram meio de transporta eficiente, podendo transportar suas mercadorias ou serem alugados para transporte de terceiros, podendo ser comparados à caminhonetas pick-ups.
2.3 – Quinhentas juntas de bois, que eram animais de serviço pesado, podendo ser comparados à pequenos tratores.
2.4 – Quinhentas jumentas, animais de carga, podendo ser comparados à pequenas pick-ups.
2.5 – Era mui numeroso o pessoal a seu serviço.
2.6 – Era o maior de todos os do Oriente.

3. A família de Jó tinhas as seguintes características:
3.1 – Família rica.
3.2 – Família grande.
3.3 – Família festeira.
3.4 – Família famosa.
3.5 – Família empresarial.
3.6 – Família temente a Deus.
3.7 – Família sacerdotal.
3.8 – Família com filhos casados.

b – A atribulada e angustiante experiência de Jó.

1. Perdeu tudo da noite para o dia.
1.1 – Perdeu todos os bens.
1.2 – Perdeu os filhos.
1.3 – Perdeu a saúde.
1.4 – Perdeu os amigos.
1.5 – Perdeu o apoio da esposa.
1.6 – Perdeu o respeito da sociedade.

2. Jó sofria com suas enfermidades.
2.1 – Terríveis doenças o acometeram:
a) Todo o seu corpo foi acometido (19.20).
b) Mau hálito e cheiro repugnante (19.17).
c) Era zombado pelas crianças (19.18).
d) Estava magro e esquelético (16.8).
e) Tinha sonhos horríveis (7.14).
f) Seus ossos doíam (30.30).
2.2 – Sofria com o falso consolo dos amigos.

c – A base da paciência e consolo de Jó nas tribulações.

1. Apesar de todos os sofrimentos de Jó, as Escrituras sempre se referem a ele como homem de tremenda paciência.

2. A sua paciência se baseava no conhecimento que possuía de Deus. Sabia que Deus estava no controle de todas as coisas.

3. Ilustração: ♫ ’Somos em tudo, atribulados’.

4. Quando o temor do Senhor prevalece na vida de um homem existe paciência e consolo nas tribulações.


II – QUANDO O TEMOR DO SENHOR PREVALECE NA VIDA DE UM HOMEM EXISTE PERSEVERANÇA NA EXPECTATIVA DA GLÓRIA FUTURA.

a – A vida presente não se compara às glórias futuras.

1. Jó experimentou intenso sofrimento e dor em sua vida, mas olhava para o futuro.

2. O apóstolo Paulo aponta para o segredo de como ter perseverança em meio ao sofrimento.
2.1 – Rm. 8.18 (ARA) ‘Porque para mim tenho por certo que as aflições do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós’.
2.2 – II Co. 4.16, 18 (ARA) ‘Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. (...) não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas’.
2.3 – II Co. 5.1 (BV) ‘Porque nós sabemos que, quando esta tenda em que agora vivemos for desfeita – quando morrermos e deixarmos este corpo – teremos um maravilhoso corpo novo no céu, um lar que será nosso para todo o sempre, feito para nós pelo próprio Deus, e não por mãos humanas’.

b – A expectativa da glória na experiência de Jó.

1. Jó experimentou todo o seu sofrimento mas não perdeu sua fé, porque não olhava apenas para as circunstâncias.

2. Olhava para o futuro que tinha em Deus.
2.1 – ‘Eu sei que o meu Redentor vive’ (19.25).
2.2 – Ele se levantará sobre a terra (19.25).
2.3 – Com o corpo transformado verei a Deus (19.26).

3. Ilustração: ♫ ’Para mim tenho por certo’.

4. Quando o temor do Senhor prevalece na vida de um homem existe perseverança na expectativa da glória futura.


III – QUANDO O TEMOR DO SENHOR PREVALECE NA VIDA DE UM HOMEM EXISTE FÉ REVITALIZADA E ENCORAJADORA
.

a – A fé é testada e comprovada na vida de Jó.

1. Quando um grande sofrimento alcança uma pessoa normalmente se questiona sobre o porque de Deus ter permitido que tal acontecesse.

2. A própria esposa de Jó, após ter feito esses questionamentos e não ter encontrado fé suficiente para lhe servir de âncora da alma, desencoraja a fé de Jó.
2.1 – Jó 2-9 ‘Então, sua mulher lhe disse: Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre’.

3. Jó se manteve temente ao Senhor mesmo nos momentos mais difíceis por que passou.

b – A fé comprovada contagia e abençoa outros.

1. Jó, tendo atravessado seu vale de dor, chegou ao outro lado refeito.

2. Depois de tudo, pôde exclamar:
2.1 – Jó 42.5 ‘Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem’.

3. Pela fé comprovada e aprovada de Jó, ele pôde reaver seus bens, pôde ter a família reconstruída com outros filhos, e pôde orar pela bênção de Deus sobre seus amigos.

4. Ilustração: ♫ ’Cada vez que a minha fé é provada’.

1. Quando o temor do Senhor prevalece na vida de um homem existe fé revitalizada e encorajadora.


CONCLUSÃO: Não importa o que o presente lhe ofereça, assuma uma postura de paciência mesmo nas tribulações.

Não importa o que o presente lhe ofereça, olhe para o futuro que está garantido em Deus para você.

Não importa o que o presente lhe ofereça, aproprie-se de uma fé revitalizada e encorajadora.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

BASES PARA O FIEL CUMPRIMENTO DO PACTO MATRIMONIAL

Rt. 1.16-17


OBJETIVO: Ensinar que o casamento é um acordo tripartite, inviolável e indissolúvel, que precisa ser levado a sério para se desfrutar de uma sociedade equilibrada e sadia.

INTRODUÇÃO: Deus ao instituir o casamento estabeleceu o firme e inalterável estatuto de que é o casamento é indissolúvel até que a morte os separe.

CONTEXTO: A história que vamos observar nesta oportunidade se encontra inserida dentro do tempo dos Juízes na história de Israel, cerca de 1200 a. C.
O casamento a luz da Bíblia não é apenas um contrato social assinado por duas pessoas, mas um Pacto Matrimonial assumido por três pessoas, onde a quebra do Pacto demanda a ausência das bênçãos de Deus.

TRANSIÇÃO: Sobre que bases temos a garantia que um casamento pode sobreviver às pressões e tensões naturais de uma sociedade em decomposição, podendo cumprir o Pacto Matrimonial? Refletiremos nesta oportunidade sobre BASES PARA O FIEL CUMPRIMENTO DO PACTO MATRIMONIAL.


I – COMPANHIA É BASE IMPRESCINDÍVEL PARA O FIEL CUMPRIMENTO DO PACTO MATRIMONIAL.

a – ‘Far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea’.

1. No processo da criação, ficou claro para Adão e também para Deus que ‘não era bom que o homem esteja só’.

2. Deus criou a mulher e trouxe-a para Adão com a proposta de que ela lhe seria uma ‘companheira idônea’.

3. Desde o início da gênese humana ficou claro que o casamento teria a ‘companhia’ como um dos pilares de sustentação.

b – ‘Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo’?

1. Na linguagem profética vétero-testamentária encontra-se uma gama de vezes onde a relação existente entre Deus e Israel é de um Pacto Matrimonial.

2. O profeta Amós reclama o fato de haver um Pacto entre Deus e Israel.
2.1 – ‘Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo’? (Am. 3.3).

c – A ‘companhia’ é base inalienável para a manutenção do Pacto.

1. Pode se tomar aqui os dizeres de Rute à sua sogra Noemi como padrões estatutários dessa ‘companhia’.

2. A relação dentro do Pacto denota uma ‘companhia’ de todas as horas, como a que se tornou Rute em relação à sogra Noemi.
2.1 – Rt. 1.16a ‘Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu’.

II – CUMPLICIDADE É BASE IMPRESCINDÍVEL PARA O FIEL CUMPRIMENTO DO PACTO MATRIMONIAL.

a – A ‘cumplicidade’ denota a idéia de um pertencer mútuo.

1. No processo da criação, o princípio da ‘cumplicidade’ e de pertencimento ficou claramente definido quando Adão vê ali sua costela e diz ‘Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne’ (Gn. 2.23).

2. A narrativa bíblica afirma que ‘Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne’ (Gn. 2.24).

3. Desde o início da gênese humana ficou claro que o casamento teria a ‘cumplicidade’ como um dos pilares de sustentação.

b – A ‘cumplicidade’ é base inalienável do Pacto Matrimonial.

1. Pode se tomar aqui os dizeres de Rute à sua sogra Noemi como padrões estatutários dessa ‘cumplicidade’ onde os laços de família são mais importantes.
1.1 – Rt. 1.16b ‘o teu povo é o meu povo’.

2. Mais do que nunca em época tão carregada de desamor e relacionamentos cada vez mais superficiais, precisamos renovar os laços de sentimento e cumplicidade familiar.


III – PROFESSAR A MESMA FÉ É BASE IMPRESCINDÍVEL PARA O FIEL CUMPRIMENTO DO PACTO MATRIMONIAL.

a – Vê-se no Éden o ‘professar a mesma fé’ no casal primevo.

1. Desde o início da gênese humana vê-se este padrão estatutário estabelecido como base para a existência da família dentro de um Pacto Matrimonial.

2. As palavras de Rute à sua sogra Noemi apontam para essa disposição de se ‘professar a mesma fé’ no Deus todo poderoso de Israel.
2.1 – Rt. 1.16c ‘o seu Deus é o meu Deus’.

3. A vida do casal fala de conjugalidade, por isso que é vida conjugal; fala de partilhar e compartilhar a vida em todos os seus segmentos.

4. Um casal onde um dos pares se retrai e guardas reservas em relação ao outro, não vive a pela conjugação da vida, seja em corpos, mente ou espírito.

b – A fé em Deus é um dos elos mais fortes entre as pessoas.

1. Quando o casal vive esta base de ‘professar a mesma fé’, certamente experimentam uma esfera mais profunda de relacionamento.

2. O ‘seu Deus é o meu Deus’ infunde muito mais plenitude na vida a dois, pois leva o casal a olhar a vida sob a ótica de Deus.

3. Viver a mesma fé e os mesmos princípios é outra base imprescindível para o cumprimento do Pacto Matrimonial.


CONCLUSÃO: A família de Noemi foi preservada com o cumprimento deste pacto familiar.
Sua família também pode ser preservada ou restaurada se os valores que a conduzirem forem os valores dados pela Palavra de Deus.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A FAMÍLIA E A OPRESSÃO SOCIAL

Ne. 5.1-12


OBJETIVO: Ensinar que famílias podem passar por processos opressivos, mas cabe ao cristão se envolver pela melhor qualidade de vida.


INTRODUÇÃO: Na década de 60, no século XX, o mundo evangélico tomou conhecimento do trabalho de um pastor americano, David Wilkerson, que mesmo morando numa cidadezinha interiorana, se incomodou com o que as drogas estavam fazendo aos jovens nos grandes centros. Sem conhecimento e experiência na área, foi para Nova Iorque e deu início ao que hoje conhecemos como Casas de Recuperação de Viciados.
Entrou na história de centenas de famílias de jovens que viviam na mais alta forma de opressão e sofrimento nos guetos daquele grande centro americano.


CONTEXTO: O povo judeu passara 70 anos como escravos na Babilônia. Com o domínio medo-persa sobre a Babilônia houve a liberação dos judeus que quisessem voltar para reconstruir Jerusalém e a nação. Cerca de 50.000 judeus voltam em diversos grupos em datas diferentes e começam a reconstrução nacional. Muitos estavam experimentando grande miséria e é neste contexto que surge Neemias, um bem aquinhoado judeu que seria como diplomata no palácio real em Susã, uma das três capitais do império persa (Ler Ne. 1.1-4).


TRANSIÇÃO: Você se angustia e sente dores na alma ao ver quadros de opressão, miséria e sofrimento que afligem famílias a sua volta? Quero falar nesta oportunidade sobre A FAMÍLIA E A OPRESSÃO SOCIAL.

I – A OPRESSÃO SOCIAL É FRUTO DO PECADO.

a – Reconstruindo a história.

1. Neemias foi governador durante doze anos e responsável pela reconstrução dos muros de Jerusalém.
1.1 – Durante esse tempo foi e voltou à Babilônia diversas vezes.
1.2 – Em uma de suas idas, tempo passado lá um bom tempo, quando volta encontra parte do povo sofrendo opressões de seus próprios conterrâneos.
1.3 – Em época de seca e poça produtividade agrária, os mais pobres se viram obrigados a vender suas terras e mesmo seus filhos como escravos, para sobreviver.
1.4 – Os mais ricos emprestavam dinheiro a juros, com usura, explorando assim seus irmãos compatriotas.

b – A opressão social sempre existiu como fruto do pecado.

1. Por conhecer o coração humano, pecaminoso e rebelde, o Senhor Deus de Israel, através de Moisés, havia dado leis que coibissem a prática da opressão.

2. Exemplos de opressão:
2.1 – Opressão econômica (Filme ‘Amor sem fronteiras’).
2.2 – Opressão política (Filme ‘Amor sem fronteiras’).
2.3 – Opressão cultural e racial (Filme ‘A lista de Shindler’).

c – Famílias sofrem sob o peso da opressão.

1. A opressão é objeto de domínio dos fortes sobre os fracos, e são muitas as famílias que ainda hoje vivem sobe o peso da opressão.

2. A opressão pode ser encontrada como canal de fuga para se superar uma limitação; isto é, famílias se colocam sob condições opressivas por não saberem lidar com limites.
2.1 – Pessoas que se submetem às drogas, à prostituição ou mesmo às dívidas, para tentar ultrapassar limites e obstáculos momentâneos.
2.2 – Fugir de determinada limitação para cair nas garras da opressão e escravidão não é mais sábia decisão que uma pessoa pode tomar.
2.3 – Famílias fizeram isto nos dias de Neemias, entregando seus bens aos exploradores, vendendo seus filhos e filhas como escravos para poderem sobreviver.

3. Cuidado para não se colocar ou colocar sua família em situação opressiva, na tentativa de superar seus limites de forma imediatista.


II – A OPRESSÃO SOCIAL PRECISA SER DENUNCIADA.

a – A denúncia da opressão deve ser levada a Deus.

1. A Bíblia registra muitos exemplos de opressão que foram levados ao conhecimento de Deus suplicando sua intervenção.
2.4 – Ex. 3. 7-9 ‘Disse o SENHOR: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livrá-los das mãos dos egípcios e tirá-los daqui para uma terra boa e vasta, onde manam leite e mel: a terra dos cananeus, dos hititas, dos amorreus, dos ferezeus, dos heveus e dos jebuseus. Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem’.
2.5 – Tg. 5. 1-6 ‘Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que lhes sobrevirá. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas roupas. O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias. Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência’.

2. Deus é o Deus que intervém, e é nessa certeza que o cristão pode clamar a Ele nos momentos de crise e opressão, seja a opressão de que natureza for.

b – A denúncia da opressão deve ser levada às autoridades.

1. Toda autoridade é instituída por Deus e é seu ministro para exercer a justiça para que haja maior equidade entre a humanidade.

2. Sendo a autoridade ministro de Deus para o bem da sociedade, é preciso que levantemos nossa voz a favor dos que estão em opressão.
2.1 – Pr. 31. 8-9 ‘Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados’.

3. Neemias era a autoridade de governo em Jerusalém e como autoridade foi procurado e buscou alternativas de solução.
3.1 – Ne. 5. 6-9 ‘Quando ouvi a reclamação e essas acusações, fiquei furioso. Fiz uma avaliação de tudo e então repreendi os nobres e os oficiais, dizendo-lhes: “Vocês estão cobrando juros dos seus compatriotas!” Por isso convoquei uma grande reunião contra eles e disse: Na medida do possível nós compramos de volta nossos irmãos judeus que haviam sido vendidos aos outros povos. Agora vocês estão até vendendo os seus irmãos! Assim eles terão que ser vendidos a nós de novo! Eles ficaram em silêncio, pois não tinham resposta. Por isso prossegui: O que vocês estão fazendo não está certo. Vocês devem andar no temor do nosso Deus para evitar a zombaria dos outros povos, os nossos inimigos’.

4. Famílias podem passar por processos opressivos, mas cabe ao cristão se envolver pela melhor qualidade de vida.


III – A OPRESSÃO SOCIAL PODE SER DEBELADA.

a – A opressão pode ser debelada por Deus.

1. Como dito antes, a opressão deve ser levada a Deus; porque em último grau Deus é o maior interventor na questão da justiça.

2. Deus está interessado em debelar e exterminar toda forma de sofrimento e opressão que exaure as famílias como criaturas suas.

b – A maior opressão a ser debelada é o pecado.

1. O sofrimento humano teve sua origem na Queda, pois a entrada do pecado no mundo trouxe com ele todo tipo de mal e corrupção que destrói o prazer e o sentido da vida.

2. Desde o começo da história Deus está trabalhando para debelar o pecado da vida do ser humano criado para sua glória.

c – A opressão pode ser debelada pela prática do Evangelho.

1. Os atos de Deus estão presentes em toda a história, onde preparou o mundo para que, na plenitude dos tempos, seu Filho Jesus Cristo.

2. Jesus ao se encarnar pode, no momento certo, sofrer o castigo que seria o antídoto contra o mal do pecado na vida do indivíduo, na família e na sociedade.

3. O Evangelho de Jesus é libertador, desde a raiz do pecado até seus ramos mais diversos; isto é, o sangue de Jesus Cristo quebra a condenação do pecado para aquele que nele crê, mas também oferece princípios e orientações para se vencer as conseqüências e efeitos funestos do pecado em nossa vida, família ou sociedade.

4. Mais que nunca este Evangelho precisa ser anunciado visando o bem das pessoas a nossa volta.

5. Mais que nunca esse Evangelho precisa ser vivido e praticado pelo cristão para que experimente cada vez mais o poder libertador prometido por nosso Senhor Jesus: ‘E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará’ (Jo. 8.32).


CONCLUSÃO: Você tem experimentado alguma forma de opressão do pecado em sua vida ou família?

Venha aos pés de Jesus, pois Ele é quem pode trazer libertação.

terça-feira, 12 de maio de 2009

UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS

II Cr. 34.19-28


OBJETIVO: Ensinar que a família cristã comprometida com o Reino conhece e ensina a Palavra de Deus aos que pedem razão da fé.


INTRODUÇÃO: Qual foi a última vez que você falou da Palavra de Deus a um não cristão?


CONTEXTO: Josias era rei sobre Jerusalém a partir do ano 659 a.C. Registra-se que Josias fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor. Tivera maus exemplos, contudo corrigiu o caminho de duas gerações antes dele: a) Seu avô Manassés reinou 55 anos sobre Jerusalém e fez o que era mau aos olhos do Senhor Deus, a ponto de matar seus próprios filhos no fogo em adoração a deuses da idolatria pagã. b) Seu pai Amom reinou apenas dois anos e foi morto numa conspiração entre seus súditos. Andou nos mesmos caminhos de Manasses e serviu toda a idolatria pagã.
Josias foi colocado no trono aos oito anos de idade, depois de quase 60 anos de maus resultados da influência religiosa pagã para a nação, a corte real abandonou a idolatria. Não se registra o nome dos mentores de Josias, mas sabe-se que aos oito anos era rei apenas de nome. Possivelmente um dos sacerdotes fiéis ao Senhor o instruiu e conduziu seu reinado nos primeiros anos. Aos dezesseis anos de idade, ele já começara a impor sua vontade e ordena a reforma do Templo. Nessa reforma do Templo é encontrado o Livro da Lei, que compunha-se dos cinco livros de Moisés.


TRANSIÇÃO
: Quero compartilhar nesta oportunidade sobre o tema: UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS.






I – UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS É UMA FAMÍILIA PROCURADA EM MOMENTOS DE CRISE
.

a – Uma crise assolava o povo de Deus.

1. A missão de Josias era reconstruir a espiritualidade do povo de Deus em dias de apostasia e abandono dos princípios e valores de Deus.

2. A ausência dos valores da Palavra de Deus na vida de um povo é a maior crise que esse povo pode sofrer.

3. Encontrado o Livro da Lei em meio aos escombros do Templo, o mesmo é lido para o rei, que manda buscar orientação profética para que se colocasse em prática a Palavra de Deus.

4. Os parâmetros para conduzir a vida e a nação de maneira reta aos olhos do Senhor estavam ali guardados, porém esquecidos das gerações de seus pais.

5. Tinha Josias diante de si um grande problema: ‘Como conduzir o povo na prática da Palavra de Deus!’

6. Mas como já se registrou em nossa literatura brasileira: ‘Para toda problemática existe uma solucionática’.

b – Ter a Palavra na família é saber e aplicar princípios de Deus.

1. O rei envia seus correspondentes à uma família que vivia sob o temor da Palavra de Deus.

2. Hulda, esposa de Salum, o guarda roupa do rei, era uma mulher piedosa e respeitada profetisa em Jerusalém.

3. Percebe-se que esta família tinha compromisso com Deus e com sua Palavra, visto que nesses dias, os profetas Jeremias e Sofonias, conhecidíssimos e respeitados como homens de Deus pastoreavam Jerusalém; mas a despeito disto foram procurar esta profetiza.

4. Hulda (uma mulher) era uma profetiza em Jerusalém não porque faltassem homens profetas, mas porque era dedicada em conhecer a Palavra de Deus.


II – UMA FAMÍLIA COM A PALAVRA DE DEUS É UMA FAMÍILIA KERIGMÁTICA, DIDÁTICA E CONSOLADORA.

a – Uma família com a Palavra de Deus é família kerigmática.

1. A palavra kerygma (κήρυγμα) significa ‘proclamação’ e se origina do verbo kéryxô (κήρυξω), que significa ‘pregar’.

2. Ser kerigmático significa ser proclamador, e todo cristão é chamado para ser um proclamador da boa nova do Evangelho.

3. A família de Hulda, a profetiza, era uma família que proclamava a Lei de Deus, e para tanto, quando se precisou de alguém que conhecia a Escritura, buscou-se apoio nesta família.

4. As Escrituras enfatizam o dever de se conhecer a Palavra para melhor responder quando procurados.
4.1 – I Pe. 3.15 ‘Estejam sempre preparados para responder a qualquer um que pedir razão da esperança que há em vocês’.
4.2 – Sua família é kerigmática?

b – Uma família com a Palavra de Deus é família didática.

1. O termo didaquê (διδαχή) significa ‘ensino’, de onde se origina nossa palavra ‘didática’.

2. Possuir didática é possuir aptidão, ferramentas e habilidades para o ensino.

3. Quando se procurou alguém que soubesse demonstrar o significado das palavras constantes no Livro da Lei, foi-se procurar a casa de Hulda.

4. Assim eram os cristãos da Igreja primitiva em Jerusalém:
4.1 – At. 5.42 ‘E todos os dias, no Templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo’.
4.2 – O modelo é no Templo e de casa em casa. Vá para uma Célula! Lá você vai aprender a se soltar no ensino e comunicação da Palavra de Deus.

5. A família de Hulda era esta família ensinadora. A sua casa tem sido auxílio na transmissão do ensino da Palavra de Deus a outros que precisam?

c – Uma família com a Palavra de Deus é família nooutética.

1. Esse termo, ‘nooutética’, meio desconhecido é utilizado na psicologia para tratar da habilidade do aconselhamento e do consolo.

2. A família de Hulda se mostra profética, apontando para o rei que coisas terríveis aconteceriam no reino de Judá.
2.1 – II Cr. 34.24-25 ‘Assim diz o Senhor: Eu vou trazer uma desgraça sobre este lugar e sobre os seus habitantes; todas as maldições escritas no Livro que foi lido na presença do rei de Judá. Porque me abandonaram e queimaram incenso a outros deuses, provocando a minha ira por meio de todos os ídolos que as mãos deles têm feito, minha ira arderá neste lugar e não será apagada’.

3. Contudo, Hulda foi nooutética, e o rei foi consolado na afirmativa de que tais coisas não acometeriam a ele ou os seus em seus dias.
3.1 – II Cr. 34.27-28 ‘Já que o seu coração se abriu e você se humilhou diante de Deus quando ouviu o que Ele falou contra este lugar e contra os seus habitantes, e você se humilhou diante de mim, rasgou as suas vestes e chorou na minha presença, eu o ouvi, declara o Senhor. Portanto, eu o reunirei aos seus antepassados, e você será sepultado em paz. Seus olhos não verão a desgraça que trarei sobre este lugar e sobre os seus habitantes’.

4. Nossas famílias também são chamadas a anunciar o juízo, mas também o consolo da Palavra de Deus.


CONCLUSÃO: Sua família é uma família com a Palavra de Deus?
Semeie a Palavra a todo tempo dentro e fora de sua casa (Ec. 11.6).