terça-feira, 27 de janeiro de 2009

SITUAÇÕES-LIMITE EM NOSSA VIDA SÃO INSTRUMENTOS NAS MÃOS DE DEUS

Ex. 15.22-27

OBJETIVO: Ensinar que nossas situações-limite não devem nos assustar, antes deve despertar em nós o temor diante do único Deus que pode fazer maravilhas.


INTRODUÇÃO: Crises e problemas circundam o ser humano em todo o percurso de sua vida. Se você nunca passou por uma grande crise, não se dê por privilegiado, pois ela virá e é bom você estar preparado.


CONTEXTO: A narrativa se encontra dentro do contexto histórico da saída do povo de Israel do Egito. Depois de atravessarem o Mar Vermelho, caminham por três dias sem água.
Cerca de 6 milhões de pessoas sem água por três dias. Desidratação, diarréia, e mesmo óbitos, poderiam estar acontecendo. O povo estava chegando às raias do desespero.


TRANSIÇÃO: Você já passou por situações onde o desespero bateu à porta? Quero refletir sobre: SITUAÇÕES-LIMITE EM NOSSA VIDA SÃO INSTRUMENTOS NAS MÃOS DE DEUS.


I – SITUAÇOES-LIMITE PODEM ATINGIR O POVO DE DEUS.

a – Três dias sem encontrar água podem gerar colapsos.

1. O povo de Israel já havia passado por um grande susto cerca de três dias antes quando viu o poderoso exército de Faraó se aproximando e não tendo alternativa de fuga, pois de lado havia o deserto, à frente o Mar Vermelho e atrás o exército.

2. Esta era também uma situação-limite onde Deus mostrou o seu poder. O mar se abriu, Israel passou a pés enxutos enquanto os egípcios pereceram afogados.

3. Agora, caminhando a três dias sem água, o quadro era desolador.
3.1 – O cansaço e o desânimo são normais nestas condições.
3.2 – Sintomas de desidratação, acompanhados de diarréia são comuns nestas circunstâncias.
3.3 – Pessoas à beira do desespero, possivelmente acusando Moisés de inabilidade e irresponsabilidade ao conduzir o povo naquelas condições (Ex. 15.24).

b – A anormalidade e insegurança podem gerar colapsos.

1. A narrativa bíblica mostra diversas situações onde o povo experimentou crises e sinais de colapso devido a instabilidades geradas, sejam de ordem social, política, ou mesmo espiritual.
1.1 – Período dos juízes, onde levantes e motins surgiam interna ou externamente a Israel.
1.2 – Morte de Saul, onde uma parte do povo seguiu a Is-Bosete e a outra parte seguiu a Davi como novo rei.
1.3 – Morte de Davi, onde insurreições surgiram dentro da própria família real trazendo mortes e inquietações.

2. Situações de insegurança e violência são vistas e conhecidas de modo farto por todos nestes tempos.
2.1 – Crime na família Nardoni.
2.2 – Seqüestros diários acontecendo em nossa sociedade.
2.3 – Mortes e calamidades são rotinas em nossos dias.

3. Você tem experimentado situações de crise que tem tirado sua paz e tranquilidade?

c – O povo de Deus não está isento de experimentar colapsos.

1. Tem sido muito difundido no meio evangélico que o cristão não passa por dores, porque é filho do Rei.

2. Doenças e situações adversas não podem acontecer na vida do cristão, e se tais desventuras lhe acontecem, é porque o referido cristão está em desobediência e pecado.
2.1 – Como explicar as desventuras na vida dos grandes homens de Deus na Bíblia?
2.2 – Como explicar as desventuras na vida de grandes homens de Deus no decorrer da História da Igreja?

3. Nosso Senhor Jesus e seus apóstolos ensinaram sobre crises e tribulações:
3.1 – Jo. 16.33 ‘’.
3.2 – I Pe. 1.6 ‘’.
3.3 – Tg. 1.2,12 ‘’.


II – SITUAÇÕES-LIMITE PODEM SER OPORTUNAS À MANIFESTAÇAO DA SOBERANA DE DEUS.

a – Deus é o Deus do impossível.

1. Criar do nada é um ato que só Deus poderia realizar.
1.1 – Gn. 1.1 ‘No princípio criou Deus o céu e a terra’. A expressão que o texto hebraico nos dá ‘bereshit baráh’ tem o significado de criar algo do que não existe.
1.2 – Hb. 11. 3 ‘Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que aquilo se vê não foi feito do que é visível’.

2. Deus sempre realizou o impossível aos olhos humanos.
2.1 – Os eventos do Êxodo, libertando o povo de Israel com mão poderosa, e sustentando-os no deserto por quarenta anos com sinais e milagres.
2.2 – A libertação nos dias de Ezequias, onde uma praga infecciosa abateu cerca de 180.000 soldados assírios, deixando o povo de Israel livre da afronta daquela poderosa nação.

b – Deus tem as soluções para os problemas que afligem seu povo.

1. Deus mostra saídas inusitadas.
1.1 – O povo caminhara três dias pelo deserto sem água e, finalmente, chegou a um local onde havia água, mas as águas eram amargas.
1.2 – Murmuraram aos ouvidos de Moisés que, não sabendo resolver o problema, clamou ao Senhor.
1.3 – Moisés pede uma solução e Deus lhe mostra uma árvore.
1.4 – Nem sempre Deus nos mostra o que queremos.
• Is. 55. 8 ‘Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor’.

2. Deus transformou água amarga em água potável e doce.
2.1 – Para Deus não há impossível.
2.2 – Deus pode transformar aquilo que está amargo em sua vida em algo doce:
• Seu casamento está amargo? Deus pode mudá-lo.
• Sua vida profissional está amarga? Deus pode mudar esse quadro.
• Seus relacionamentos têm se mostrado amargos e intragáveis? Coloque-os nas mãos de Deus.
• Você tem experimentado crises dentro de sua família e a vida lhe parece um inferno? (Ilustração: Menino diz: ‘Professora, eu sei onde é o inferno’).
• O seu futuro parece não chegar nem se realizar nunca? Espere em Deus.

3. Temos a tendência de fugir das provações e tribulações que nos afetam como se fossem maldições.
3.1 – ‘Ao nos esquivarmos de uma provação, estamos procurando evitar uma bênção’ (Charles H. Spurgeon).


III – SITUAÇOES-LIMITE SÃO OCASIÕES DE SE VOLTAR À PALAVRA DE DEUS.

a – Neste evento Deus deu estatutos e ordenanças a seu povo.

1. Deus estava chamando o povo de Israel para andar e viver através de sua Palavra.

2. A Revelação bíblica ainda estava sendo dada. O importante era o povo aprender que, se andassem na obediência da Palavra, a vida seria mais fácil de ser vivida.

3. Muitos querem as bênçãos de Deus divorciadas da obediência à sua Palavra, porém, este não é o caminho de Deus.

b – A obediência é a condição para se receber soluções especiais.

1. A obediência é a condição sem a qual bênçãos especiais não serão experimentadas.

2. Mesmo em meio a momentos difíceis e escuros, carregados de problemas, se lembre da obediência.
2.1 – ‘Não esqueça nas trevas o que Deus te mostrou na luz’.

3. Deus destaca com Moisés as condições da obediência.
3.1 – ‘Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus’.
3.2 – ‘Se fizeres o que é reto diante dos seus olhos’.
3.3 – ‘Se deres ouvidos aos seus mandamentos’.
3.4 – ‘Se guardardes todos os seus estatutos’.

4. Deus destaca o cuidado protetor para a vida do obediente, afirmando que cercaria com cuidados tais que nem mesmo as enfermidades derivadas da promiscuidade e do pecado egípcio tocariam no seu povo.
4.1 – Ex. 15. 26 ‘ ... não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o SENHOR que os cura’.
4.2 – Jeová Rafah – O Senhor que cura, é o nosso Deus.

c – Deus aponta a solução numa árvore, analogia da cruz.

1. Analogamente Deus mostrou a Moisés que a solução estava na cruz. Deus mostrou a Moisés uma árvore. É o lenho, representando o poder transformador da cruz de Jesus para todo aquele que nele crê.

2. É preciso passar pela cruz de Cristo, entregando-se a Ele para se ter um novo e dócil coração, coração capaz de obedecer à Palavra de Deus.
2.1 – Ez. 36.26-27 ‘Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis’.


CONCLUSÃO: Você precisa deixar Deus tocar a sua vida com a cruz.
Você precisa deixar Deus mudar a sua sorte e os rumos de seus caminhos.
Você precisa se dedicar à obediência da Palavra de Deus.

domingo, 18 de janeiro de 2009

ESBOÇO DO MAIOR PROJETO JÁ REALIZADO.

Gn. 22. 1 – 19


OBJETIVO: Apresentar o plano de salvação.


INTRODUÇÃO: Em Waldsassen, na Bavária, é interessante apreciar a arquitetura pouco usual de uma catedral em que o número “3” é representado em quase toda parte. Este edifício possui 3 torres e 3 pequenas torres – cada uma das quais tem 3 trapeiras e 3 janelas de água furtada. Ela tem 3 cruzes pequenas e 3 grandes; 3 telhados, 3 respiradouros em cada telhado; 3 janelas e 3 portas em cada sessão do edifício, 3 sessões em cada torre e 3 em cada pequena torre. No interior se encontram 3 altares com 3 remates, 3 escadas, 3 vãos de porta, 3 luzes, 3 arcos transeptos, 3 colunas, 3 nichos, 3 janelas em 3 vãos e 3 estátuas. O construtor foi Georg Dientzhofer, 3º arquiteto de sua família. O término da estrutura exigiu 33 meses, 33 semanas e 33 dias, custando 33.333 florins e 33 kreuzer.
É um projeto interessante na estética, na matemática e na engenharia. Existem muitos outros grandes projetos mundo afora. Porque não mencionar as grandes pirâmides do Egito; ou os arranha-céus com 1000 metros de altura; ou o edifício giratório?
Milhares de projetos existem. Mas qual o maior projeto?
O maior projeto fala de Deus resgatar o homem do seu estado de pecado, corrupção e miséria e elevá-lo à condição de filho e herdeiro de seu reino.


CONTEXTO:Deus chamou a nação de Israel à existência a partir de Abraão. O texto está dentro da promessa de fazer da descendência de Abraão uma bênção a todas as famílias da terra.


TRANSIÇÃO: Quero vos apresentar nesta ocasião o ESBOÇO DO MAIOR PROJETO JÁ REALIZADO.

I – O AMOR DOADOR DE DEUS PAI.

a – O contexto de Abraão.

1. Abraão é desafiado por Deus a apresentar seu próprio filho em holocausto: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá: oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei”.

2. Abraão é tido nas Escrituras como um tipo, ou uma figura que simboliza o próprio Deus, dado seu amor pelo filho, dado ser ele o pai de um povo.

3. Abraão, na história da salvação, é apresentado tipificando Deus.









b – O amor de Deus tipificado na entrega de Abraão.

1. Abraão se dispõe. Levanta-se de madrugada, toma seu filho e o que lhe era necessário e sai numa caminhada de três dias, rumo ao local do holocausto.

2. Enquanto caminhava, possivelmente se angustiava ao antever ou pensar no momento do sacrifício. Ferir com a morte o seu próprio filho a quem muito amava.

3. Se a morte de um ente querido já nos dilacera o coração, como não estaria sendo difícil para Abraão só o pensar em matar seu filho, a quem muito amava, com suas próprias mãos.

c – Porque Deus amou o mundo de tal maneira.

1. Ah! Meus irmãos! Esse foi o angustiante dilema de Deus! Entregar à morte o próprio Filho a quem muito amava, para sofrer a culpa de outros, para que esses pudessem ter suas culpas e penalidades perdoadas.

2. Isso é impossível ao ser humano. Perdoar o seu algoz. Perdoar a quem nos ofende. Perdoar a quem nos tortura. Perdoar quem nos cuspiu no rosto e nos relegou um lugar de desprezo.

3. Nós somos os algozes. Nós somos os ofensores. Somos quem infligiu a tortura. Somos quem cuspiu no rosto de Deus e lhe relegou à um lugar de desprezo.

4. A angústia de Deus era por sua causa! Entregar a morte o próprio Filho para perdoar pecadores como você e como eu. Isso só é possível, porque Deus amou o mundo de tal maneira. Porque Ele amava a mim e a ti, Ele deu o seu único Filho a quem muito amava.
4.1 – Jo 3.16 ‘’.
4.2 – Rm 5.8 ‘’.

5. Abrão é uma figura de Deus Pai, que tinha um único Filho, mas o entregou à morte para nos livrar da morte.


II – O AMOR SACRIFICIAL DE DEUS FILHO.

a – A submissão de Isaque diante do sacrifício.

1. Isaque é o filho submisso a quem o pai incumbe de levar a lenha até o local do holocausto.

2. É uma figura de Jesus porque aponta para a submissão do Filho de Deus em levar sobre si os nossos pecados no madeiro.

3. I Pe 2.24 “...carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para o pecado, vivamos para justiça; por suas chagas, fostes sarados”.

b – “Onde está o holocausto?”

1. Isaque não sabia onde estava o holocausto.

2. Não temos a idade exata do jovem Isaque neste acontecimento, mas deduz-se que era ainda muito jovem. Na simplicidade inocente de sua juventude o rapaz interpela o pai: “Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?”

3. Não sabia ser ele próprio o cordeiro que seria executado e imolado naquele altar. O inocente cordeiro.

4. Isaque tipificava Jesus Cristo.

c – Jesus é o Cordeiro de Deus.

1. Jesus, o eterno e único Filho de Deus, que era o objeto do seu infinito, perfeito e eterno amor é quem se prontifica a ser imolado para resgate daqueles que deveriam morrer sem pena, dó ou piedade.

2. No grande Conselho, ou resolução da Divindade, Pai, Filho e Espírito Santo idealizaram o projeto da salvação.
2.1 – O Pai daria um corpo humano ao Filho, o proveria com todos os dons e graças, e o ressuscitaria após a oferta sacrificial em prol da redenção dos pecadores.
2.2 – O Filho se disporia a entregar sua vida como oferta pelo nosso pecado.
2.3 – O Espírito Santo aplicaria, depois, na vida de cada um dos eleitos de Deus o poder redentivo e salvador da morte do Filho, regenerando, convertendo, santificando e glorificando cada um deles para a vida eterna (Ef 1.9,11 e II Tm 1.9-10 falam deste conselho ou resolução da Divindade).

3. Jesus é o Cordeiro de Deus:
3.1 – Jo 1.29 “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”
3.2 – I Pe 1.18–20 “...sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós...”

4. Isaque é apenas o esboço do que realmente aconteceria em Cristo Jesus. Jesus é o real cordeiro de Deus.


III – O PECADOR: SUBSTITUÍDO E SALVO.

a – Isaque é substituído no momento da execução.

1. Abraão estava para desferir o golpe mortal, quando foi impedido.
1.1 – Gn 22.10 “...e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho”.
1.2 – Gn 22.13 “Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho”.

b – O pecador não poderia pagar suas próprias culpas.

1. Jamais o ser humano poderia pagar por inteiro a sua pena e ainda voltar à vida, pois o salário e a penalidade pelo pecado é morte eterna.
1.1 – Rm 6.23 ‘’.
1.2 – Sl 49.7-9 “...ninguém pode remir, nem pagar a Deus o seu resgate...para que continue a viver perpetuamente...”

2. Plagiando o salmista, poderia-se dizer que: “...pagaria, pagaria, sem jamais chegar ao fim...”

c – Alguém precisava pagar por ele o seu resgate.

1. Ilustração: É como uma pessoa que esteja dentro de um charco de lama e perdição, um tremedal de areia movediça, e quanto mais se debate para sair, mais funda. Jamais pode sair dali por sua própria conta, a menos que alguém venha e o tire.

2. Porque deveria ser Jesus e não outro?
2.1 – De forma teatral, dramatizada e poética, é dito em Apocalipse que foi procurado no céu, na terra e debaixo da terra alguém que realizasse os atos da justiça de Deus, e não foi encontrado.
2.2 – Foi o homem que pecou, portanto o homem deveria morrer pelos seus pecados.
2.3 – Só Deus em carne humana poderia sofrer a culpa do pecado e a culpa humana e voltar à vida.
2.4 – Deus se fez carne em Jesus. Pagou nossa culpa e nosso resgate em Jesus.

d – Somos substituídos por Jesus Cristo.

1. Quando Deus deveria desferir o golpe de execução e condenação sobre nós, ele o faz em seu Filho Jesus Cristo.

2. I Pe 2.24 “...carregando Ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para o pecado, vivamos para justiça; por suas chagas, fostes sarados”.

3. Assim como Isaque foi substituído pelo cordeiro, cada um dos que crêem são substituídos pelo cordeiro de Deus.


CONCLUSÃO: Existem grandes projetos e grandes realizações na humanidade, assim como a Catedral de Waldsassen, na Bavária, descrito na Introdução, mas o maior projeto e a maior realização em todo o universo foi exatamente a obra de salvação do pecador.
Creia que Deus entregou seu Filho Jesus em seu lugar. Entregue sua vida a ele para que sejam cancelados os vossos pecados e as suas culpas.

REFAZENDO O PROJETO DE SUA VIDA

Gn. 28.18-22


OBJETIVO: Apresentar ao Senhor a gratidão pelo conquistado até aqui e refazer o projeto para um novo ano.


INTRODUÇÃO: ‘Fechado para balanço’.
Há certas situações em nossa vida que precisamos também parar e fazer um balanço, refazendo nosso projeto de vida.


CONTEXTO: Jacó trapaceou com seu irmão Esaú, trocando sua progenitura por um prato de lentilhas e, mais tarde, trapaceou com seu pai, roubando a bênção que era para seu irmão. Neste contexto, Esaú procura matá-lo e ele foge. Ao fugir, Deus se manifesta a ele. Reconhecido da dependência de Deus, Jacó refaz sua aliança.


TRANSIÇÃO: Como foi para você este ano que se encerrou? Percalços, pecados e fugas? Acertos, bênçãos e um senso de dependência de Deus? Talvez seja a hora de se realinhar com o pacto já feito com o Senhor e refazer seu projeto para servi-lo melhor! Dentro deste prisma, quero lhes falar sobre o seguinte tema: REFAZENDO O PROJETO DE SUA VIDA.


I – REFAZER O PROJETO DE SUA VIDA IMPLICA EM RECONHECER O CAMINHO JÁ ANDADO ATÉ AQUI.

a – A partir do novo nascimento, o cristão já tem história.

1. Jacó teve diversas experiências com Deus, embora tenha tido uma em especial que definiu o rumo de sua vida.

2. Jacó era um negociador. Estava interessado em vantagens. Mal sabia ele que, assumindo a progenitura, estava assumindo um compromisso com a linhagem, pessoa e ministério do próprio Messias, o Senhor Jesus.

3. Cada cristão verdadeiramente convertido também tem sua experiência pessoal com o Senhor, baseado em seu relacionamento com a pessoa de Cristo.

4. Jacó reconheceu que já andara com o Senhor o suficiente para saber que Deus o chamara para ser de seu povo.
4.1 – O sonho da escada até os céus (Gn. 28.12).
4.2 – A palavra de Deus (Gn. 28.13-15).

5. Cada novo convertido já tem história para saber que Deus o chamara para viver na condição de filho e família de Deus.

b – A poderosa presença de Deus é o marco do início de jornada.

1. Jacó teve uma vida pregressa.
1.1 – Jacó trapaceou com seu irmão.
1.2 – Jacó trapaceou com seu pai.
1.3 – Jacó usou a predileção de sua mãe.

2. Deus se manifestou a Jacó apesar de sua vida pregressa.
2.1 – A iniciativa para se ter um projeto de vida que envolva Deus é sempre de Deus.
2.2 – Olhe o exemplo em Adão: ‘Adão, onde estás?’.
2.3 – Olhe o exemplo em Noé: ‘Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens. Faze uma arca...’.
2.4 – Olhe o exemplo em Paulo: ‘Seguindo ele (Paulo) estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor...’.

3. Todos quantos tiveram a experiência do novo nascimento reconhecem que a iniciativa foi de Deus, porque este o amou antes da fundação do mundo.

4. Você reconhece que veio até aqui em sua vida cristã, porque Deus te trouxe? Esta é uma boa base para refazer seu projeto com Deus.


II – REFAZER O PROJETO DE SUA VIDA IMPLICA EM RECONHECER SUA DEPENDÊNCIA DE DEUS.

a – Jacó afirma a dependência na necessidade da presença de Deus.

1. Jacó reconhece que dependia de Deus e precisava de sua constante presença.
1.1 – ‘Se Deus for comigo...’.(Gn. 28.20).
1.2 – O senso da necessidade da presença de Deus é imprescindível para a segurança do indivíduo na caminhada pelo desconhecido.

2. Ilustração: O exemplo em Moisés: ‘Então, lhe disse Moisés: Se a tua presença não vai comigo, não nos faças subir deste lugar’ (Ex. 33.15).

3. Cada cristão tem também a necessidade da presença do Senhor em sua caminhada.

4. O Senhor confiou ao seu povo sua promessa de presença e isso basta ao cristão:
4.1 – Mt. 28.20 ‘Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação do século’.
4.2 – Hb. 13.5 ‘De amaneira alguma, te deixarei, nunca jamais te abandonarei’.

5. A dependência da necessidade da presença de Deus é uma boa base para refazer seu projeto de vida.

b – Jacó afirma a dependência na necessidade da proteção de Deus.

1. Jacó apela para o cuidado protetor de Deus para renovar seu projeto de vida.
1.1 – Jacó estava viajando sozinho, por uma estrada erma, fugindo da morte representada na perseguição de seu irmão Esaú.
1.2 – ‘Se Deus... me guardar nesta jornada que empreendo’ (Gn. 28.20).

2. Cada cristão também sabe o quanto depende da proteção de Deus nesta caminhada incerta, cheia de perigos e problemas.

3. ‘Mas livra-nos do mal’, é a oração que Jesus ensina seus discípulos a fazer recorrendo ao cuidado protetor do Pai (Mt. 6.13b).

4. A dependência da necessidade da proteção de Deus é uma boa base para refazer seu projeto de vida

c – Jacó afirma a dependência na necessidade da provisão de Deus.

1. Jacó, viajando sozinho, fugindo da morte, numa terra inóspita, se coloca diante de Deus para revalidar sua dependência da provisão de Deus para com suas necessidades pessoais.
1.1 – ‘Se Deus... me der o pão para comer e roupa que me vista...’ (Gn. 28. 20).
1.2 – Saber que Deus é a suficiente para suprir as necessidades pessoais é regra básica para qualquer pessoa que estabelece nEle seu projeto de vida, e Jacó sabia disto, pelo exemplo de provisão já visto em seu pai Isaque e seu avô Abrão.

2. Cada cristão também sabe que depende de Deus para sua sobrevivência básica.

3. ‘O pão nosso de cada dia dá-nos hoje’, faz parte da oração que Jesus ensina seus discípulos a fazer recorrendo ao cuidado protetor do Pai (Mt. 6.11).

4. A dependência da necessidade da provisão de Deus é uma boa base para refazer seu projeto de vida.


III – REFAZER O PROJETO DE SUA VIDA IMPLICA EM RECONHECER SUAS RESPONSABILIDADES.

a – Jacó afirma sua responsabilidade assumindo a aliança com Deus.

1. Em correspondência direta para com a dependência de Deus em cada uma das áreas propostas, Jacó assinala sua confissão de que não teria outro no lugar de Deus.

2. ‘O Senhor será o meu Deus’ (Gn. 28.21).
2.1 – Especificar quem seria o seu Deus implica no conhecimento da revelação do Nome do próprio Deus.
2.2 – YHWH já tinha se revelado a Abraão como o único Deus do universo.

3. A profissão de fé de que o Senhor é Deus acompanha sempre o seu povo.
3.1 – Sl. 100. 3 ‘Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio’.
3.2 – Sl. 118.27 ‘O SENHOR é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até às pontas do altar’.

4. Confessar ao Senhor como seu Deus é um grande privilégio, mas também uma grande responsabilidade, pois se tem sobre si o maior dos nomes a zelar.

b – Jacó afirma sua responsabilidade assumindo comunhão com Deus.

1. Jacó afirma que teria um local como referência da Casa de Deus.
1.1 – Gn. 28.21 ‘A pedra que erigi por coluna será a Casa de Deus’.
1.2 – Aquele lugar passou a se chamar Betel, que significa: Casa de Deus.
1.3 – Gn. 28.17 ‘Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus’.

2. As Escrituras nos ensinam que Deus não pode ser contido num local restrito, pois Ele é imenso e nada pode contê-lo.

3. Estas mesmas Escrituras nos ensinam a buscar a comunhão com o Senhor e com seu povo em lugar específico.
3.1 – Hb. 10.25 ‘Não descuidemos de nossos deveres na Igreja, nem as suas reuniões, como algumas pessoas fazem’.

4. A comunhão com Deus é imprescindível no projeto de vida de qualquer pessoa que professe a fé em Cristo Jesus, e você não pode ficar de fora.

c – Jacó afirma sua responsabilidade assumindo fidelidade a Deus.

1. Jacó afirma que seria fiel ao Senhor também na manutenção de sua obra, dando de tudo o seu dízimo.
1.1 – Gn. 28. 22b ‘... e de tudo quanto me concederes, certamente eu te darei o dízimo’.
1.2 – O dízimo é uma das mais antigas instituições do culto, seja no culto ao Deus Altíssimo ou em diversas outras culturas pagãs.

2. Há nas Escrituras diversas alusões ao princípio de conceder a Deus a décima parte do que Ele provê para o sustento daqueles que O servem.
2.1 – Pr. 3.9 ‘Dê honra ao Senhor, oferecendo a Ele a primeira parte de tudo o que você ganha’.
2.2 – Ml. 3.8-10 ‘Tragam todos os dízimos aos depósitos do Templo, para haver alimento suficiente em minha casa. Se vocês fizerem isto, abrirei as janelas do céu e derramarei uma bênção tão grande que não terão lugar onde guardá-la’.

3. ‘Entregar o dízimo é reconhecer que todas as coisas pertencem a Deus e que estamos submissos a sua vontade declarada nas Escrituras, sabendo que Ele proverá todo o sustento necessário para seu povo’ Rev. Emiliano.

4. O cristão não apenas a responsabilidade e dever de contribuir com a causa do Evangelho que tão graciosamente o alcançou, através da contribuição de outros; mas também tem o privilégio de cultuar a Deus através de sua obediência.


CONCLUSÃO: Refazer o projeto de sua vida para este ano que se inicia é se colocar diante de Deus no reconhecimento do que Deus já te fez até aqui; no reconhecimento de sua dependência para com Deus e de suas responsabilidades para com Ele.

domingo, 7 de dezembro de 2008

QUE AÇÕES E REAÇÕES ACOMPANHAM O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS?

Lc. 24.13-35


OBJETIVO: Ensinar aos membros que a Palavra de Deus provoca ações e reações em quem a lê ou a ouve.

INTRODUÇÃO: ‘A toda ação corresponde uma reação igual ou contrária’ (3ª Lei do físico Isac Newton).


CONTEXTO: O Senhor Jesus havia sido crucificado e as esperanças e sonhos de seus seguidores chegaram ao ponto zero.
Três dias depois Jesus está vivo e, propositalmente, encontra dois de seus seguidores a caminho de uma aldeia chamada Emaús, distante uns 12 Km de Jerusalém, e os acompanha.
Essa caminhada equivale a cerca de três horas andando a passos normais para um adulto.
Os dois viajantes não perceberam que era Jesus enquanto caminhavam. Coloque-se no lugar deles.
Você crê que eles foram lentos para reconhecer um amigo que morrera três dias antes?


TRANSIÇÃO: Muitas vezes lemos as Escrituras tantas e tantas vezes e conhecemos bem certos trechos da mesma. De repente, numa leitura ou ouvindo uma explanação, percebemos algo totalmente novo que ainda não tínhamos visto. Quero compartilhar hoje sobre o seguinte tema: QUE AÇÕES E REAÇÕES ACOMPANHAM O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS?




I – A PALAVRA DE DEUS OPERA COM PODER NA MENTE.

1. As Escrituras foram inspiradas e registradas por Deus para normatizar a vida do ser humano para que o mesmo ande dentro da vontade do Criador.

2. Elas sempre apelam ao centro da vida, que em muitos lugares da Revelação de Deus, são identificados como o coração; em outros textos identificam as entranhas, que se refere aos órgãos abdominais; e em outros lugares à mente.

3. Dentro do pensamento ocidental, a mente humana é a sede das decisões e opera como o centro da vida.

4. As Escrituras apelam à mente para que as decisões e atitudes sejam reflexo de uma mente sadia.

5. O Senhor Jesus compartilhou com esses dois discípulos o que as Escrituras dizia a respeito de sua morte e ressurreição.
a) Lc. 24.27 ‘E começando por Moisés, discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras’.
b) Embora ouvissem a explanação do Senhor, suas mentes estavam embotadas e não compreenderam a verdade anunciada por Cristo.


II – A PALAVRA DE DEUS PODE SOFRER REJEIÇÃO.

1. O Senhor Jesus caminhando com aqueles dois discípulos e lhes expunha as Escrituras, mas ainda assim houve um processo de rejeição ao que o Senhor lhes anunciava.

2. Os discípulos de Emaús estavam com suas mentes embotadas, valorizando mais as coisas que os cercava naquele momento, rejeitando o que as Escrituras afirmavam, exposto pelo Senhor.

3. Você já ouviu ou leu algo da Bíblia que não compreendeu?
a) Podemos estar com nossa mente carregada de apreensões, preocupações e ansiedades com as coisas desta vida.
b) Se deixarmos de abrir os ouvidos de nosso interior para que o Senhor fale, podemos ler ou ouvir apenas externamente sem alcançarmos a verdade do Evangelho em nossa vida.
c) Ilustração: ‘Morreu porque não leu’.

4. O Senhor Jesus os advertiu para que abrissem os ouvidos:
a) Lc. 24.25 ‘Então, lhes disse Jesus: Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram!’.
b) Noutros textos o Senhor Jesus repete o refrão de advertência a todos: ‘Quem tem ouvidos para ouvir, ouça’.

5. Não permita que o seu coração esteja endurecido com pecados, com racionalizações e com a incredulidade, rejeitando assim a Palavra de Deus; mas, abra os ouvidos de seu coração para ouvir as Escrituras.
a) Sl. 95.7b-8a ‘Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração’.
b) II Co. 6.1-2 ‘Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês para não receberem em vão a graça de Deus. Pois ele diz: Eu o ouvi no tempo favorável e o socorri no dia da salvação. Digo-lhes que agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!’.


III – A PALAVRA PODE TRANSFORMAR VIDAS.

1. Os discípulos ouviram as palavras de Jesus, não receberam a Palavra ensinada, mas depois de vê-la praticada por Jesus, no ato de cear com eles, abriu-se-lhes os olhos.
a) Lc. 24.32 ‘Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos expunha as Escrituras?’.

2. É preciso que a nossa proclamação seja acompanhada de uma vida de prática da Palavra para ela incomode pessoas ao nosso lado.

3. Ler ou ouvir as Escrituras sempre será um exercício que nos exige fé e determinação, pois sempre existirão outros eventos, interesses ou sentimentos concorrendo com a Palavra de Deus em nosso coração.

4. Crescer no conhecimento da Palavra de Deus é um desafio constante, e o não fazê-lo sempre acarretará em dano para o povo de Deus.
a) Os. 4.6 ‘O meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento’.
b) Is. 1.3 ‘O boi reconhece o seu dono, e o jumento conhece a manjedoura do seu proprietário, mas Israel nada sabe, o meu povo nada compreende’.

5. O ensino da Bíblia nos leva a compreensão de toda a Escritura é a Palavra inspirada por Deus como um ‘Manual de Nosso Fabricante para Uma Vida Bem Sucedida’.
a) Rm. 15.4-6 ‘Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança. O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo’.
b) Jo.8.32 ‘E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará’.


CONCLUSÃO: A Escritura sempre evocará uma resposta ou uma reação daquele que a ouve ou a lê.
Você tem sido um bom ouvinte ou um leitor assíduo da Palavra?
Qual tem sido sua resposta ou reação à Palavra de Deus?

domingo, 23 de novembro de 2008

COMO SUPERAR AS DIFICULDADES PARA SE ENTENDER A PALAVRA DE DEUS?


II Pe. 3.14-18


OBJETIVO: Apresentar ao cristão o desafio de ir mais fundo no conhecimento da Palavra de Deus.


INTRODUÇÃO: ‘Tudo o que acontece, acontece. Tudo o que, ao acontecer, faz com que outra coisa aconteça, faz com que outra coisa aconteça. Tudo o que, ao acontecer, faz com que ela mesma aconteça de novo, acontece de novo. Isso, contudo, não acontece necessariamente em ordem cronológica’ .


CONTEXTO: O apóstolo Pedro escreve às Igrejas da região da Ásia, hoje atual Turquia, no intuído de prevenir aos cristãos sobre inimigos naturais do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo: inimigos que se insurgiriam de fora e de dentro do próprio rebanho.
O primeiro grupo se objetivava através da oposição dos judeus que não aceitavam o fato de Jesus ser o Messias e redentor segundo as promessas e profecias das Escrituras.
O segundo se objetivava através da oposição sempre crescente do próprio Império Romano que exigia o culto ao Imperador e a miscigenação sincrética de todas as religiões.


TRANSIÇÃO: Você encontra coisas difíceis de se compreender na Palavra de Deus? Quero compartilhar de forma simples nesta oportunidade sobre o tema: COMO SUPERAR AS DIFICULDADES PARA SE ENTENDER A PALAVRA DE DEUS?

I – VIVER NA ESPERANÇA E SERIEDADE DA FÉ.

a – A Fé Evangélica é o conjunto de verdades reveladas por Deus.

1. Pedro o apóstolo usara de palavras e revelações intensas acerca do novo estado de coisas que estabelecerão a partir da parousia, isto é, da manifestação de Cristo nos ares.

2. Enquanto o cristão aguarda este momento único da virada da história, Pedro os desafia a viver na esperança e na seriedade da Fé Evangélica.

3. A Fé Evangélica não pode ser encarada apenas do ponto de vista intimista e místico, como sendo uma experiência subjetiva, distanciada da realidade e da vida do dia a dia.
a) A Fé Evangélica é o conjunto de verdades reveladas por Deus e que compõem o conteúdo transformador de nossas vidas.

4. Os ensinos da Palavra de Deus quando encarados e interpretados com honestidade são a nossa fé.

b – Porque as Escrituras possuem coisas de difícil compreensão?

1. Para responder esta pergunta simples quero tomar por base um escrito de poucas décadas atrás.
a) ‘Direis que isto de me achar assistindo, assim, entre os de quem me vejo separado por distância tão vasta, seria dar-se, ou supor que se está dando, no meio de nós, um verdadeiro milagre? Será. Milagre do maior dos taumaturgos. Milagre de quem respira entre milagres. Milagre de um santo, que cada qual tem no sacrário do seu peito. Milagre do coração, que os sabe chover sobre a criatura humana, como o firmamento chove nos campos mais áridos e tristes a orvalhada das noites, que se esvai, com os sonhos de antemanhã, ao cair das primeiras frechas de oiro do disco solar’ (Ruy Barbosa, Oração aos moços).

2. Compreendeu de pronto o que ouviu?
a) A compreensão deste texto, pela distância, seja espacial, cultural, lingüística ou estilística se apresenta complexo.
b) Por isso deve o cristão se dedicar a buscar conhecimento e crescimento na compreensão da Palavra de Deus que está em todos esses níveis mais distante que o texto de Rui Barbosa.

3. Ilustração: ‘Entendes o que lês?’.

4. O apóstolo Pedro reconhece que há coisas difíceis de se entender nas Escrituras e que pessoas ignorantes e instáveis deturpam tais ensinos.
a) II Pe. 3.15b-16 (NTLH) ‘Pois o nosso querido irmão Paulo, com a sabedoria que Deus lhe deu, escreveu a vocês sobre este assunto. E foi isto mesmo que ele disse em todas as suas cartas quando escreveu a respeito disso.Nas cartas dele há algumas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e os fracos na fé explicam de maneira errada, como fazem também com outras partes das Escrituras Sagradas. E assim eles causam a sua própria destruição’.

c – Estudar as Escrituras exige do cristão esforço intelectual.

1. Cada convertido a Cristo Jesus recebe com a vocação para a vida eterna a vocação ao crescimento e desenvolvimento de sua vida aqui na terra.

2. A cada novo nascimento espiritual, sempre se dará também um novo nascimento social e intelectual, pois o cristão há de crescer e desenvolver faculdades antes talvez adormecidas ou desvalorizadas.

3. Crescer no conhecimento de Cristo equivale a buscar desenvolvimento na compreensão das verdades reveladas, registradas e guardadas nas Escrituras Sagradas.


II – DESVIANDO-SE DAS CILADAS DO INIMIGO.

a – O inimigo inibe o cristão com o pretexto da dificuldade.

1. O apóstolo Pedro exorta para que o cristão não caia no erro dos que deturpam a Palavra de Deus.

2. Muitos se tornam indolentes e preguiçosos no estudo da Palavra de Deus, sob o pretexto de que não vão entender muita coisa do que está escrito. Esta é uma cilada de Satanás para você não crescer no conhecimento de Deus.

b – O inimigo confunde o cristão com interpretações erradas.

1. Mais do que nunca tem se multiplicado o número de seitas e grupos chamados evangélicos no Brasil e no mundo.

2. Esta é mais uma cilada de Satanás para enganar as pessoas e mantê-las longe do Salvador.
a) ‘Se você não puder vencer o inimigo misture-se a ele’.
b) Satanás é chamado nas Escrituras de ‘o enganador das nações’.
c) Mais do que nunca vemos grupos chamados ‘evangélicos’ ensinando e praticando coisas que passam muito longe da verdade de Jesus.

c – O inimigo desanima o cristão com os erros dos insubordinados.

1. Pedro demonstra que muitos insubordinados perverteriam o sentido das Escrituras.
a) II Pe. 2.1-3 ‘No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda’.
b) II Pe. 3.16 ‘Suas (de Paulo) cartas contêm algumas coisas difíceis de entender, as quais os ignorantes e instáveis torcem, como também o fazem com as demais Escrituras, para a própria destruição deles’.

2. Insubordinado, no dizer de Pedro é aquela pessoa que se coloca não para dizer o que a Bíblia diz, mas para dizer que a Bíblia diz o que ele diz.


III – APEGANDO-SE À VERDADE E AO CONHECIMENTO.

a – Princípio nº 1: Tome o propósito de ler a Bíblia toda sempre.

1. A melhor maneira de conhecer todo o conteúdo de um livro é ler o mesmo todo diversas vezes, e não apenas frases soltas. Com a Bíblia não é diferente.

2. Leia a Bíblia toda, pelo menos a cada três anos: Um capítulo por dia da semana e dois aos domingos e terá lido a Bíblia toda a cada três anos.

3. Estude um livro todo várias vezes. Leia sobre o autor, data e contexto histórico. Procure compreender partes mais obscuras valendo-se de comentários ou de irmãos experientes no ensino.

4. O apóstolo Pedro nos adverte no capítulo 1 da segunda carta:
a) II Pe. 1.5 ‘por isso mesmo, reunindo toda a vossa diligência’.
b) "Diligência", Spouden, ‘cuidado na execução de alguma coisa’, ‘zelo’; ‘desvelo’; ‘afã’; ‘presteza’.
c) É como se lêssemos: "Por isto mesmo", quer dizer, porque nos foram dados os dons para o crescimento e porque necessitamos de desenvolvimento, "reunindo toda a vossa diligência" crescei.

5. Se nas matérias curriculares de seus estudos para o exercício profissional você se dedica, porque não dedicar tempo e esforço pelo menos igual para o estudo da Palavra de Deus que te garante a vida eterna?

b – Princípio nº 2: Tome o propósito de ser honesto com a Escritura.

1. Não diga o que ela não diz. A Reforma Protestante do século XVI nos deixou o legado de ‘sola scriptura’.

2. Martinho Luthero: ‘Onde a Bíblia fala, eu falo. Onde a Bíblia se cala, eu me calo!’.

3. Ir além das Escrituras é acrescentar ou diminuir o seu conteúdo, e o juízo sobre os que praticam isto já está lavrado:
a) Ap. 22.18-19 ‘Declaro a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: Se alguém lhe acrescentar algo, Deus lhe acrescentará as pragas descritas neste livro. Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro’.

c – Princípio nº 3: Tome o propósito de ser praticante da Palavra.

1. Tg. 1. 22-25 ‘Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos.Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu, mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer’.

2. Jo. 13.17 ‘Agora que vocês sabem estas coisas, felizes serão se as praticarem’.


CONCLUSÃO: A medida de seu alimento na Palavra equivale ao que você leva da Palavra em seu dia a dia.
Valorize e leia a Palavra de Deus.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

COMO SE FIRMAR NO CONHECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS?

II Ts. 2. 13 – 17


OBJETIVO: Conduzir o cristão a desejar conhecer e praticar cada vez mais Bíblia como a única Palavra de Deus.


INTRODUÇÃO: Não poucos são os que se aproximam da Palavra de Deus, crêem no Evangelho de Jesus. Porque o percentual de permanência é pequeno?


CONTEXTO: O apóstolo Paulão estava se dirigindo a Igreja da Terssalônica, região pobre da Macedônia, mas onde o terreno espiritual era muito rico. Os que ouviram a Palavra do Evangelho de Jesus Cristo, creram e foram transformados pelo poder de Deus. O segredo é que os tessalônicos se apegaram não à religiosidade cristã, como sendo mais uma alternativa, mas se apegaram à Palavra de Deus como sendo a única regra da verdade.


TRANSIÇÃO: A Escritura é um livro extemporâneo, pois é viva e real para todas as épocas. Dada a grande diversidade de assuntos e questões de época e cultura, há cristãos ou grupos denominacionais que dificultam o conhecimento e a prática da Palavra. Quero, portanto, lhes falar sobre o tema: COMO SE FIRMAR NO CONHECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS?


I – SE APEGANDO À PALAVRA DA VOCAÇÃO.

a – Deus nos chama pelo Evangelho.

1. No plano eterno e imutável de Deus, Ele, na sua mui grande sabedoria, resolveu salvar os homens através da pregação do Evangelho (Vocare).

2. Não existe, portanto, outro meio de se alcançar os homens com a salvação, a não ser através da pregação do Evangelho.
a) Rm. 10.13-15 ‘Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas!’.
b) I Co 1.21 ‘Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem’.

3. É através do Evangelho que os homens são chamados à salvação e ao conhecimento de Deus e sua vontade.
a) II Ts. 2.14 ‘e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo’.
b) I Ts. 2. 13 ‘Por isso nós também, sem cessar, damos graças a Deus, porquanto vós, havendo recebido a palavra de Deus que de nós ouvistes, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo ela é na verdade) como palavra de Deus, a qual também opera em vós que credes’.

4. É por isso que Paulo enfatiza nesta carta aos Tessalonicenses que os fiéis daquela igreja haviam sido chamados pelo Evangelho de Jesus.
a) II Ts. 2.13-14 ‘Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade, e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo’.

b – Apego e crescimento na Palavra são sinônimos.

1. Não há como crescer no conhecimento da Palavra se não houver apego do nosso coração, mente e espírito à essa Palavra.

2. Por isso Paulo, ensinando sobre quem poderia ser indicado ao cargo de presbítero nas Igrejas de Creta, exige que os tais deveriam ser homens apegados à Palavra.
a) Tt. 1.9 ‘(Porque é indispensável que o bispo seja) ... apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que ela tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem’.

3. Quer se firmar no conhecimento da Palavra? Apegue-se a ela.


II – VIVENDO DE MODO PRÁTICO AS VERDADES DO EVANGELHO.

a – O Evangelho é prático.

1. Não é apenas um amontoado de idéias filosóficas, ou um apanhado ideológico.

2. É algo para se conhecer e para se crer. Passa pelo mundo das idéias; mas vai além, torna-se vida, pois é princípio vitalizante.

3. Muitos se aproximam do Evangelho e não permanecem, porque não conseguem se aproximar do lado prático do Evangelho.

b – Toda a Escritura é praticável.

1. Diz Paulo aos crentes de Tessalônica (II Ts. 2.15): ‘Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa’.

2. Não existe nenhum princípio da Escritura que não seja praticável.
a) Até mesmo textos que dizem que o homem não deve cortar seu cabelo em redondo.
b) Ou que a mulher não deve cortar seu cabelo, são praticáveis.
c) Qual o princípio que está por detrás de cada ensino do passado?
d) Os ensinos do passado não se limitam à letra, mas deve-se buscar o princípio.
e) A letra caduca, mas o princípio é eterno.

3. É nesse perfil de entendimento que o apóstolo Paulo afirma:
a) Rm. 7.6 (ARC) ‘Mas agora fomos libertos da lei, havendo morrido para aquilo em que estávamos retidos, para servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da letra’.
b) Rm. 15.4 ‘Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança’.
c) II Tm. 3.16-17 ‘Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra’.

4. Cada verdade ensinada na Escritura é verdade aceitável e verdade prática.

c – Quanto maior a prática, maior a firmeza.

1. O fator diferencial no conhecimento da Palavra de Deus, é a prática da mesma por parte daquele que a conhece.

2. Apenas conhecer de mente e não praticar não possibilita a eficácia do Evangelho na vida de ninguém, pois conhecer, até o diabo conhece.

3. A Escritura é decisiva quando exige dos fiéis o conhecimento alinhado à prática:
a) Tg. 1.22 ‘E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos’.
b) Js. 1.8 ‘Não se aparte da tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido’.
c) Sl. 1.2-3 ‘Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará’.

4. Quer se firmar no conhecimento da Palavra de Deus? Torne-se operoso praticante.


III – SENDO RECONHECIDO POR PALAVRAS E OBRAS GERADAS PELO EVANGELHO.

a – Seguindo o modelo bíblico.

1. O modelo bíblico é que tenhamos nossa vida confirmada, autenticada, através da presença do conhecimento e da prática da Palavra de Deus.
a) II Ts. 2. 16-17 ‘Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem os vossos corações e os confirme em toda boa obra e palavra’.

2. Só uma pessoa reconhecida por palavras e obras tem autoridade diante das pessoas.

3. Quer se firmar no conhecimento da Palavra de Deus? Torne-se conhecido pela prática da Palavra de Deus.


CONCLUSÃO: Como firmar–se no conhecimento da palavra de Deus?
Apegando-se à Palavra da vocação.
Vivendo de modo prático as verdades do Evangelho.
Sendo reconhecido por palavras e obras geradas pelo Evangelho.
A BASE DO CONHECIMENTO DA PALAVRA.

Ez. 2.8–3.3


OBJETIVO: Despertar o cristão para buscar maior crescimento da Palavra de Deus visando a prática e a divulgação do Livro Santo.

INTRODUÇÃO: O escritor Lew Wallace duvidava da Bíblia e resolveu escrever uma novela, "Ben-Hur", a fim de provar ser falso o cristianismo. Contudo, estudando com atenção as Escrituras, Wallace descobriu nelas justamente o que não pretendia nem esperava. A Palavra de Deus de tal forma lhe transmudou o pensamento que acabou por escrever a novela em alto tributo ao recém achado Senhor.
Para os homens pensantes de todos os séculos, as Escrituras Sagradas assumem posição preeminente acima de todos os outros livros:
a) Isaque Newton referiu-se aos Evangelhos como "a mais sublime filosofia da Terra".
b) Johann Wolfgang Goethe disse: "Para mim os Evangelhos são verdadeiros, desde o princípio até o fim".
c) Benjamin Franklin, Abraham Lincoln, Franklin Roosevelt, D. Pedro II e tantos outros líderes já renderam elevado tributo ao poder do Livro de Deus.


CONTEXTO:Ezequiel estava profe3tizando ao povo que acabara de chegar no cativeiro babilônico por desobediência a Palavra de Deus. A mensagem era se apegar à Palavra de Deus. O Senhor estava ensinando isto diretamente ao profeta.


TRANSIÇÃO: Quero vos falar nesta ocasião sobre o crescimento no conhecimento na palavra valendo-me do seguinte tema: A BASE DO CONHECIMENTO DA PALAVRA.



I – ESTÁ NA ACEITAÇÃO DA BÍBLIA COMO PALAVRA INSPIRADA DE DEUS.

a – ‘Ouve o que eu te digo’ (Ez. 2.8).

1. A Palavra de Deus é inspirada e o apelo dos céus é que a recebamos assim: como Palavra inspirada.

2. Por inspirada, entendemos que o Senhor gerou todas as motivações, deu discernimento e sabedoria especiais aos homens santos do passado para registrarem a verdade eterna.

b – Toda a Escritura é inspirada por Deus.

1. Crescer no conhecimento da Palavra de Deus implica em aceitar toda a Bíblia como Palavra inspirada de Deus, para a revelação da verdade salvadora.
a) ‘A qualificação mais importante exigida do leitor da Bíblia não é erudição, mas, sim, rendição; não perícia, mas disposição de ser guiado pelo Espírito de Deus’. Martin Anstey.

2. É preciso conhecer e aceitar toda a Bíblia.
a) Gostamos de ter e de ler a ‘Caixinha de Promessas’, mas não temos a ‘Caixinha de Deveres’.
b) Queremos ter o Evangelho segundo as nossas conveniências, que no dizer do Rev. Juan Carlos Ortiz, é o 5º Evangelho.
c) Aceitamos o ‘Vinde a Mim’ do Senhor Jesus, mas não gostamos do ‘Tomai sobre vós o meu jugo’.
d) ‘A fé vacilará se a autoridade das Escrituras Sagradas perder sua força sobre os homens. Precisamos render-nos à autoridade da Bíblia, pois ela não pode conduzir mal nem ser mal conduzida’. Agostinho.

3. Não há texto na Escritura que não seja Palavra de Deus inspirada, não há texto que não seja para hoje. Muda-se a forma, o contexto, as circunstâncias, mas o princípio divino é eterno. Cabe a nós discernir e aplicar em nossa vida.

4. Só é possível conhecer a Palavra de Deus de forma empírica e plena se houver a aceitação da mesma como inspirada por Deus.
a) ‘O caminho mais curto para entender a Bíblia é aceitar o fato de que Deus está falando em cada linha’. Donald Grey Barnhouse.


II – ESTÁ NA ACEITAÇÃO DA BÍBLIA COMO VERDADE INERRANTE.

a – Escrita por homens, mas verdade isenta de erros.

1. ’Come o que achares’ (Ez. 3.1).
a) A ordem era comer todo o rolo que representava a revelação do Senhor. Toda a Escritura dada deveria ser o alimento do profeta. Isto significa que toda a Escritura era vital ao profeta. Não havia erro ou perigo para o profeta em comer todo o rolo.
b) É a Escritura inerrante?
c) ‘Em parte alguma pode haver falsidade no sentido literal das Escrituras Sagradas’. Tomás de Aquino.

2. As Escrituras Sagradas, a Bíblia, foi sim escrita por homens, mas isenta de erros. Deus tomou todo o devido cuidado, inspirando e capacitando os homens que Ele mesmo escolheu para fazer o registro da sua vontade.
a) I Pe. 1.21 “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”
b) ‘Nenhuma ciência é mais bem comprovada do que a religião da Bíblia’. Isaac Newton.
c) A Bíblia é a Palavra de Deus isenta de erros e contradições.

b – Escrita por homens, mas verdade atuante.

1. A Bíblia é sim, na verdade, escrita por homens, mas é, como alguém já disse, a autobiografia de Deus, nos dando a conhecer e nos fazendo conhecidos, quanto a nossa origem, natureza e espécie, e carregada de poder capaz de transformar nossas vidas pelos seus princípios e mandamentos.
a) ‘Todo o conhecimento que você deseja ter está em um único livro: a Bíblia’. John Wesley.

2. Não existe livro tão lido, nem livro com tamanho poder de atuação e transformação como a Bíblia. É o maior best-seller que o mundo já conheceu.
a) ‘A Palavra de Deus ou é absoluta ou é obsoleta’. Vance Havner.
b) ‘A Bíblia é uma mina de diamantes, um colar de pérolas, a espada do espírito; um mapa pelo qual o cristão navega para a eternidade; o roteiro pelo qual anda todos os dias; o relógio pelo qual acerta sua vida; a balança com a qual pesa suas ações’. Thomas Watson.


III – ESTÁ NA ACEITAÇÃO DA BÍBLIA COMO ALIMENTO SUFICIENTE.

a – ‘Rolo escrito por dentro e por fora’ (Ez. 2.10).

1. Indica que não tinha mais espaço para escrever quaisquer outras coisas, demonstrando com isso que a Bíblia é um livro completo, não havendo mais espaço para novas revelações.

2. Toda a revelação que Deus queria que tivéssemos acerca dele e seu plano de salvação e vida, ou de nós mesmos com respeito ao pecado e salvação, ele a estabeleceu na Bíblia.
a) ‘A Bíblia foi o único livro que Jesus citou, e isso nunca como base para uma discussão, mas para resolver uma questão’ (γεγράπται). Leon Morris.

3. A Palavra de Deus é, portanto alimento suficiente para satisfazer as ansiedades mais profundas de nosso ser.
a) ‘A Bíblia dá a si mesma o nome de alimento. O valor do alimento não está na discussão que ele suscita, mas na nutrição que fornece’. Will H. Houghton.

4. É preciso que cada um tome posse da Escritura como o sustento de Deus para sua vida. Quem dela se alimenta terá forças e nutrição para os momentos de solidão, de provações e de necessidade de orientação e direção para a vida.
a) ‘A Bíblia é uma fonte inesgotável de todas as verdades. A existência da Bíblia é a maior bênção que a humanidade jamais experimentou’. Immanuel Kant.


CONCLUSÃO: Você quer conhecer realmente a Palavra de Deus?
É preciso se aproximar dela como Palavra inspirada de Deus.
É preciso se aproximar dela como Palavra inerrante de Deus.
É preciso se aproximar dela como sendo o único e verdadeiro alimento que dá sustento às nossas vidas em todos os âmbitos e seguimentos da existência.